Ontem, na Taça Lucílio Batista, assistimos a mais um jogo do Gelson contra o resto do mundo. O Varzim foi o menor dos obstáculos; os colegas de equipa e ele próprio são obstáculos bem, mas bem maiores. Os colegas na dúvida [e bem, nesta altura], passam-lhe a bola e ele faz o que lhe pedem que faça: vai para a baliza pelo caminho mais direto [possível], torneando os pinos que lhe vão aparecendo pelo caminho.
O problema está sempre no último passe. Umas vezes, porque os avançados não aparecem com a rapidez e a acutilância necessárias [ficamos sempre com dúvidas se, com o Slimani, aquelas bolas a atravessar a pequena área não acabariam dentro da baliza]; outras [vezes], porque tudo acaba num centro [mais ou menos] para a molhada ou num passe um pouco mais para trás ou um pouco mais para a frente do que o desejado.
Estamos a um “Danoninho” de passar à fase seguinte [também estivemos a um “Danoninho” de passar à Liga Europa e não conseguimos]. Nesta altura, com o desenrolar da época, não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar mais nenhuma competição, de competir por um título, até mesmo a Taça Lucílio Batista. Esta falta de margem de manobra para errar acaba por pesar nas pernas do William Carvalho, do Adrien e do Gelson Martins e de mais um ou outro [dos que mais falta nos fazem].







