quinta-feira, 18 de junho de 2026

“O mínimo que se pode pedir a uma equipa é que ela não se mexa" - II

 

Foi o meu primeiro jogo completo (bem, quase completo, não aguentei tanta emoção) do mundial 2026. Gostei muito. Principalmente das inovações. É genial a paragem para a publicidade, perdão, para hidratar. É bom para hidratar, parar o jogo, quebrar o ritmo e também deve ser excelente para o treinador dar instruções e para os jogadores e respectivos músculos se distraírem daquilo que andam a fazer. Com tantas queixas em Portugal de antijogo e jogo negativo, eis aqui uma excelente iniciativa, sem dúvida. Aposto que o Porto vai propor a medida para os jogos no Dragão, a juntar aos esconde bolas e palma toalhas. É sabido que a hidratação, nos jogos do Dragão, principalmente no inverno é uma medida mais do que necessária: justa. Espero que a hidratação se alargue ao resto do estádio para os espectadores poderem beber umas cervejolas e assim suportarem melhor alguns jogos de futebol. Como o de ontem. Obrigado.

sábado, 13 de junho de 2026

Do campo ao mercado


Quarenta e oito seleções. Não sei quantos milhares de quilómetros de chouriços para encher. Doze grupos. Não sei quantos quilómetros de chouriços televisivos para encher. Fora o pré e o after match. Fora os directos, onde se consegue perceber um avião a levantar voo com direito a relato, a metáfora perfeita para atingir o sucesso, presume-se. Atenção aos fenómenos climáticos extremos e a outros fenómenos, uma poderosa vitrine de exclusão, vigilância e forte tensão internacional (podia ler-se no Público) e, possivelmente, uma vitrine para alguns jogadores e para o futebol. Nunca se sabe.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Fazer história

Fizemos história, essa é que é essa! Em Torres Vedras, o Carnaval ao domingo nos finais de maio é [infinitamente] preferível ao Carnaval, Carnaval, ao Carnaval à terça-feira em fevereiro. No Carnaval de 17 de fevereiro, “o céu esteve predominantemente muito nublado, registando-se períodos de chuva e temperatura máxima de 15°C”, enquanto, no Carnaval de 24 de maio, “o céu esteve limpo ou muito pouco nublado, registando-se temperatura máxima de 28°C”. O Natal é quando um homem [ou mulher] quiser e o Carnaval também, desde que haja cabeçudos [e gigantones], claro.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O "leão" da Malásia

 

No final da conversa ao telefone, o meu amigo ainda perguntou:

- E o mundial?

- A guerra mundial?

- Não, o mundial de futebol…já compraste a caderneta de cromos?

- Não, vou fazer mais uma do Sandokan…

Pouco me importa o mundial. Este e os mais recentes. Há muito tempo que o mundial deveria ter-se desvinculado da palavra futebol. Mas não param de introduzir inovações, como aquela grande ideia do intervalo de meia hora, ou dos cantos serem marcados com o árbitro de olhos vendados. Ou aquela dos apanha-bolas serem todos formados no Futebol Clube do Porto. Era bom para o clube a para a cidade.  Os jogos, para que a inovação fosse realmente interessante, deveriam ter apenas meia hora e o resto deveria ser puro entretenimento, relatado em directo pelos comentadores da CMTV.

O Sporting 2.0 já entrou neste mundo onde as bolas são feita de música e os adeptos experienciam o jogo a partir de um mundo lounge e de um espaço Emerald Lounge, zona de lugares exclusivos e, claramente, acessíveis a todos (risos). Já não se trata de ver um jogo de futebol mas de uma experiência inédita em Portugal: O Lion’s corner. Experiência essa que já tinha começado com a venda dos bilhetes para a final do Jamor, cuja prioridade era o dinheiro e a disponibilidade para estar aberto a experiências. Depois temos lotações esgotadas com taxas de ocupação de 80%.

Acho que prefiro o "leão" da Malásia. E continuar as ler as “Notas de um velho nojento” do Bukowski.