A sorte dá muito trabalho, como se costuma dizer, mas a falta dela talvez dê mais ainda, que o digam os jogadores colombianos depois do [último] jogo contra a seleção portuguesa. Em nenhuma circunstância se justificou tanto a expressão “foi por uma unha negra” como, aos noventa e um minutos, no golo anulado à seleção colombiana por fora-de-jogo de Davinson Sanchez no momento de cabecear a bola para a baliza; talvez nem sequer tenha sido por uma [simples] unha, mas pela mania de calçar chuteiras um número acima do necessário para sentir os pés mais desafogados, menos apertados.
Empatámos e passámos aos dezasseis avos de final deste Mundial. Que ninguém se engane, se equivoque por um minuto que seja [especialmente os nossos adversários], vai ser de empate em empate até ao empate final. Hoje como ontem [e como sempre], ganhamos, empatando, e, assim, unidos, empataremos [até que a voz nos doa]!
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