segunda-feira, 29 de junho de 2026

Por uma unha negra

A sorte dá muito trabalho, como se costuma dizer, mas a falta dela talvez dê mais ainda, que o digam os jogadores colombianos depois do [último] jogo contra a seleção portuguesa. Em nenhuma circunstância se justificou tanto a expressão “por uma unha negra” como, aos noventa e um minutos, no golo anulado à seleção colombiana por fora-de-jogo de Davinson Sanchez no momento de cabecear a bola para a baliza; talvez nem sequer tenha sido por uma [simples] unha, mas pela mania de calçar chuteiras um número acima do necessário para sentir os pés mais desafogados, menos apertados.

Empatámos e passámos aos dezasseis avos de final deste Mundial. Que ninguém se engane, se equivoque por um minuto que seja [especialmente os nossos adversários], vai ser de empate em empate até ao empate final. Hoje como ontem [e como sempre], ganhamos, empatando, e, assim, unidos, empataremos [até que a voz nos doa]!

2 comentários:

  1. Na verdade fomos bafejados pelo facto de a FIFA estar firmemente decidida a proibir o excesso. Neste caso pés grandes em que os dedos, ainda que escondidos dentro das maravilhas tecnológicas a que outrora se chamavam botas, caem direitinhos na adenda dedicada aos Big Foot.
    Há duas coisas, estejamos descansados que a organização do snr Infantino não pretende limitar: a sua própria ganância e a incompetência do nosso treinador.
    JG

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    1. Caro JG,

      Costuma-se dizer que se vão os anéis, mas que ficam os dedos. O que concluímos do jogo contra a Colômbia é que se podem ir os dedos também, desde que fique a chuteira. Por outras palavras, era o jogador da Colômbia que estava em fora de jogo ou era a chuteira dele? Se for a chuteira, faz sentido dizer que ele também está em fora de jogo pelo simples facto de ser o dono dela ou de ter sido sua responsabilidade colocá-la naquele local? Diríamos o mesmo se ele transportasse um livro ou uma botija de gás?

      SL
      RM

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