Convém que comecemos a jogar com onze, pois jogar quarenta e cinco minutos com dez é muito, muito tempo [em cinco minutos, o Mané fez mais do que o Martins durante toda a primeira parte]. Assim, não se estranha que a primeira parte tenha sido absolutamente entediante, sem um remate à baliza da nossa equipa. O Rio Ave não fez muito mais, mas, numa molhada, ia conseguindo marcar por duas vezes, safando-nos o Maurício e o Patrício.
A segunda parte prometia ser diferente ao passarmos a jogar com mais um jogador, com onze e não com dez jogadores. Com duas arrancadas do Mané, a equipa do Rio Ave abanou, mas, quando menos se esperava, levámos um golo às três tabelas. Rapidamente, passámos ao modo salve-se quem puder com a entrada do Slimani: marcando ou atrapalhando, a defesa adversária nunca mais tem sossego.
Ainda não tinha atrapalhado e já estava a marcar: o Jefferson redimiu-se, fazendo um centro notável, e o Slimani atropelou o Rodriguez. Logo a seguir ia marcando outra vez e não ficou nada contente. E seguiu a máxima, se não consegues marcar, atrapalha, o que interessa é participar: o Montero pressionou um adversário, a bola sobrou para o Carrillo a centrar para a molhada, aparecendo o Slimani a atrapalhar e acabando o [puto] Mané por a meter dentro da baliza.
O 4x3x3 já conheceu melhores dias, não conseguindo surpreender, e a equipa parece espremida. O Heldon acrescenta pouco e o Wilson quer, quer muito, mas não pode ou não sabe. O Martins não se mexe, não tem velocidade, não aguenta o choque, não faz uma finta ou outra coisa qualquer que coloque a defesa adversária em sobressalto: [definitivamente] é um peso morto, mais morto do que peso [em bom rigor]. O Mané parece uma boa surpresa. O Leonardo Jardim tem de fazer alguma coisa, não sei bem o quê, mas que tem, lá isso tem, nem que seja para que tudo possa ficar na mesma.
Boa tarde caro Rui
ResponderEliminarMuito sofrimento. Um ou outro cartão amarelo idiota. E no fim a solução, um monstro de duas cabeças: SliMané.
Abraço
Temos um problema, um treinador que está muito bem no Sporting e que oxalá cá continue por muitos anos, mas que já demonstrou que é um bocado casmurro nas suas opções. As insistências em jogadores que jogo após jogo mostram que uma cura de banco lhes caía como sopa no mel estão à vista de todos menos do treinador. Não só o André Martins, talvez muito mais o Montero e o Wilson Eduardo... Talvez o Montero desse um bom médio de ataque, porque a ponta de lança parece que queimou os cartuchos todos há bué de jornadas...
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