Frequentemente, fazemos raciocínios circulares, em que tudo tem a ver com tudo, o que não nos permite saber o que é causa e o que é efeito. As análises aos jogos de futebol tendem a ser feitas assim. Por isso, nessas análises, se dá tanta importância às táticas e se usa e abusa, cada vez mais, da nova linguagem de trapos sobre futebol, nem sempre se compreendendo a explicação para o [simples] facto de uma dada equipa ter ganhado. Não se costuma considerar que, no futebol, os resultados são frequentemente explicados por incidentes imprevisíveis [mais do que imprevistos] e de uma imprevisibilidade irredutível.
Esta introdução serve concluir que o Sporting perdeu com o Marítimo por várias ordens de razão seguramente, mas as principais não foram de ordem tática. O Sporting perdeu porque a sua defesa foi absolutamente incompetente nos lances de bola parada e nada mais. Para tudo o que aconteceu, para o resultado, pouco releva se se jogou assim ou assado. Em condições normais, depois do golo do Izmailov, o Sporting teria ganhado o jogo e a moral da história seria outra. Ainda por cima, como os comentários são desenvolvidos em função dos resultados, procurando validar e legitimar “a posteriori” o que, tantas e tantas vezes, aconteceu por puro e simples acaso, até se poderia concluir que o sistema tácito [admitindo que tenhamos apresentado um, qualquer que seja] foi o mais correto e adequado.
A maior parte das equipas portuguesas defende mais ou menos competentemente e depende quase em exclusivo de lances de bola parada para causar perigo e marcar um golo ou outro. De vez em quando, lá aparece um ou outro jogador que marca um golo de bola corrida, normalmente através de uma biqueirada para a baliza, porque não tinha outras opções e não sabia bem o que fazer à bola. Esta é uma questão estrutural do futebol português, para a qual muito contribuem os árbitros portugueses e o seu afã com a marcação de faltas e faltinhas. Ser competente a defender as bolas paradas é fundamental, como é fundamental saber marcar em lances de bola parada também, coisas, uma e outra, que o Sporting não sabe fazer há anos.
o benfica decide (e bem) metade das suas vitorias assim.
ResponderEliminaré uma das razões para a minha admiração pelo Jesus como treinador, dá importância, treina a bola parada como se fosse transições ofensivas ou defensivas e pede SEMPRE jogadores com caracteristicas de desiquilibrarem a seu favor nesses lances (menos os extremos e o nº10, que ajudam porque as marcam bem).
COMO QUASE SEMPRE AILDLiedson fala bem.
A PRIORIDADE Nº1 DE QUEM DIRIGE O NOSSO CLUBE DEVIA SER PASSARMOS DE UMA DAS PIORES EQUIPAS DA EUROPA NESSES LANCES PARA UMA ACEITÁVEL O MAIS RAPIDO POSSIVÉL, POSSO GARANTIR QUE SE GANHARIAM MUITO MAIS JOGOS..eles decidem-se assim muitas vezes, isto não é cliché barato, é mesmo verade.
Bem, as opiniões são como as cerejas ...
ResponderEliminarAcho os textos melhor que optimos e é sempre com enorme prazer que os leio.
Aproveitando, queria deixar algumas reflexões:
Depois de na quinta feira termos um feito um jogo que o melhor que pode ser dito é - Menos Mau, no Domingo apresentamos exactamente a mesmo equipa sem qq gestão de esforço ou de plantel!
Confesso que no inicio da época, ainda antes do jogo com a Juventus, o reforço em quem depositava (deposito) mais expectativas era o central americano, oficialmente ainda nem se estreou, está a ser protegido ou será proteção para os avançados adversarios?
Rinaudo dos mais utilizados nos jogos de preparação, agora que os jogos são a doer,senta-se no banco, mais uma vez proteção aos adversarios ou aos arbitros.
Rubio, jovem é certo mas dos mais certeiros na pré epoca, nem um minuto contra o maritimo, estará tambem a ser protegido, de quem, dos adversarios?
Jeffren, se estava em condições porque não jogou de inicio, temos melhor? Se não estava em condições por proteção nem no banco se deveria sentar.
Estamos a preparar reforços para serem lançados quando estivermos a 15 pontos, só aí haverá condições para lançar reforços que não se queimem de imediato!?
É certo que se por exemplo tivessemos entrado de inicio com estas apostas e as coisas corressem mal, a critica seria contraria, falta de aposta num onze base, queima de .. etc..
Mas, como diz alguem de Braga "É preferivel ser criticado por fazer do que ser criticado por nada ter feito"
A responsabilidade não é a falta de agressividade dos atletas é de quem os coloca a jogar, apostando em erros sucessivos de um passado negro e bem recente.
É por estas que por vezes me ponho a pensar se o empenho da equipa tecnica é total, não haverá uma estrategia de deixa ver o que isto dá até pq ha cadeiras que estão digamos assim preenchidos provisóriamente, tb a ver no que isto dá.
Caro Liedshow,
ResponderEliminarA maior parte das equipas boas também tem nas bolas paradas o seu ponto forte. O jogo decide-se a maior parte das vezes assim.
Um dos casos mais interssantes é o do Sapunaru. O Sapunaru é um dos piores laterais do campeonato. Mas não está lá para isso. Está lá simplemente para as bolas paradas. Basicamente, parace que o Porto joga com um poste como no basqutebol. Ele está lá para os blocos, ressaltos, tapinhas e, alguns, afundanços.
SL
Caro anónimo,
ResponderEliminarNão acredito na teoria da conpiração. Considero o Domingos um treinador competente e não tenho dúvidas que está a fazer o melhor que pode e sabe. Só que nem sempre os treinadores empenhados e competentes têm bons resultados.
Dizer que se está a começar com os jogadores do ano passado porque existia uma equipa formada é uma mistificação. No ano passado não existia equipa nenhuma. Não se aproveita nada do ano passado.
SL
Apaga Rui!
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