Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
«Uma dúvida caro Watson»
domingo, 4 de janeiro de 2015
Continuando a aprender
sábado, 3 de janeiro de 2015
A aprender
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Equívocos
Existe um enorme equívoco na conversa sobre a Academia do Sporting e a Equipa B. Para se darem oportunidades aos jogadores da Academia e, em particular, aos da Equipa B na Equipa A, é necessário que ambas as sejam constituídas a pensar nisso e, sendo assim, a Equipa A não pode ter os habituais dois jogadores por posição, constituindo um plantel entre 25 a 30. Porventura, nenhum dos plantéis pode ter mais de vinte jogadores ou, de outra forma, a Equipa B não passa de um sorvedouro de dinheiro, sem qualquer utilidade prática.
A Equipa A e a Equipa B têm de ser pensadas em conjunto, pois são complementares. Antes de mais, têm de ser pensadas de forma a permitir a redução do número de jogadores e, assim, dos custos com salários e respetivas contratações. Como é que se espera que sejam dadas oportunidades na Equipa A aos jogadores da Equipa B, quando nem todos os da Equipa A têm essas oportunidades? É que sem se desfazerem estes e outros equívocos não se pode discutir seriamente o tal projeto do Sporting, seja isso o que for.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
As alternativas que (não) há
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
E mais não digo …
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Deitar fora o menino com a água do banho
domingo, 21 de dezembro de 2014
Slimani contra o resto do mundo
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Vem aí borrasca
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Sem tempo
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Mais prognósticos no fim do jogo
2. O que interessa são os jogos como o de ontem, contra o Moreirense. Trocava de bom grado todos os resultados positivos da Liga dos Campeões pelas vitórias contra o Moreirense, Belenenses e Paços de Ferreira em casa.
3. A questão é se os resultados depois da Liga dos Campeões se devem à falta de atitude dos jogadores ou a outra coisa bem diferente. A desculpa da atitude dá para tudo, mas serve para pouco. Justifica o jogo contra o Guimarães, em que pensávamos que podíamos continuar com elevada nota artística mesmo num campo impraticável e com um adversário aguerrido; não se justifica os restantes jogos.
4. A questão é de qualidade dos jogadores e da disponibilidade física para se jogar sempre em correrias permanentes e em ataque continuado. A equipa não dá para tudo. Os jogadores de qualidade não abundam. As opções táticas do treinador não poupam os jogadores.
5. As opções táticas do treinador não podem deixar de estar no centro deste debate. Desgastam os jogadores; nem sempre os permite colocar a jogar da melhor forma e nas melhores posições; transforma a zona central num autêntico baldio. Enfim, mesmo a ganhar, o Sporting está sempre exposto ao ataque adversário.
6. Os campeões em Portugal não são as equipas que melhor jogam ao ataque. São as equipas que defendem competentemente, pressionam os árbitros, intimidam os adversários e, sobretudo nos jogos mais difíceis, marcam golos de bola parada ou em molhadas várias.
7. O Marco Silva é bom treinador. A equipa joga, mais bem do que mal, segundo as suas ideias. Sabemos bem o que é um treinador sem ideias ou que não sabe colocar os jogadores a jogar de acordo com elas. Tem que ser mais realista, mais cínico e colocar a equipa a jogar de acordo com as características dos seus jogadores.
8. O caso do William Carvalho é o mais evidente. Não é, não pode ser, pior jogador hoje do que era na época passada. O que se lhe pede é que não é o mesmo. Ou arranja outro para o lugar, o que não vislumbro, ou então ajusta a forma da equipa a jogar às características do William Carvalho. É que a defesa sofre com este posicionamento do William Carvalho. A questão do controlo da profundidade é mais treta do que outra coisa. Os médios adversários aparecem sempre sem pressão e a dispor de todas as opções em aberto.
domingo, 14 de dezembro de 2014
Não se matou o jogo quando se devia
Na segunda parte, foi muito mais difícil. O Moreirense recuou muito mais e não deu espaços. Anulado, e bem, o Slimani, o Sporting praticamente não tem Plano B para marcar um golo. As bolas paradas não dão em nada. Não há um remate de fora de área. Depois, por isto ou por aquilo, o centro ou o passe para a finalização não saem ou no momento certo ou para o espaço certo.
Nestes jogos encanzinados, é que mais se tornam relevantes os jogadores que fazem a diferença. O Sporting só tem verdadeiramente um: o Nani. O Montero ou o Carrilo, às vezes, também lhes dá para serem decisivos. O resto não é mau, mas é curto face a circunstâncias como as de hoje.
O Moreirense pareceu-me uma equipa muito interessante. Na primeira parte, pressionou bem à frente. É verdade que permitiu meia dúzia de saídas de bola que podiam ter sido mortais. É verdade também que com a bola não sabe bem o que é jogar para a baliza. Como manda a boa tradição do futebol português, joga para o lado e para trás à espera de um livre, de um canto ou de um lance caído do céu. Na segunda, recuou e passou a defender com competência.
(O Porto pareceu-me muito bem. Parecem uns meninos. Com os do Benfica a fazerem faltas atrás de faltas, ninguém arranjou um giga das autênticas. Faltou um Paulinho Santos, um Pedro Emanuel ou um Jorge Costa. É o que dá acabar com os jogadores portugueses e contratar um espanhol com risco ao meio)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Estão de parabéns
Os que achavam que íamos ser a vergonha nacional são os mesmos que hoje acham que tínhamos obrigação de ganhar ao Chelsea e, com sorte e vento a favor, ganhar a Liga dos Campeões. Vamos para a Liga Europa enquanto outros voltam às competições europeias para o ano. Os que regressam para ano eram aqueles que não tinham limitações nenhumas.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
A normalidade no Sporting tem que se lhe diga
Este foi sempre o nosso destino normal. Só não é normal o rumo que tudo isto tomou (ninguém imaginaria que seria necessário um gamanço maior do que a Torre dos Clérigos para o Schalke 04 nos ganhar). Ou, se calhar, é. É mais uma frustração a somar a tantas outras. Quem não está preparado para isto e muito mais não pode ser do Sporting.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
A verdade desportiva movimenta-se ao contrário do azeite
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Escorregar e não cair: o equilíbrio possível contra o Boavista
O Marco Silva no intervalo deve ter dado ordens para passarem a jogar em modo de futebol de salão. Bola passada para o pé e mais nada. Deu ordens também ao William Carvalho para se deixar de brincadeiras e tapar o meio-campo todo.
Depois, foi Carrillo uma vez, Carrillo outra vez e mais Carrillo para finalizar. Marcou o primeiro, para desbloquear o jogo, e deu dois de bandeja ao Mané e ao João Mário. Pelo caminho fomos brindados com passes absolutamente notáveis do Montero. Só que o rapaz, no momento de marcar, prefere sempre a nota artística em vez de a meter lá dentro. O Mundo não é perfeito.
Como os jogadores do Boavista não faziam um remate à baliza, resolvemos fazê-lo por eles. Mesmo assim, prefiro o autogolo do Jefferson contra o Maribor. Neste, do Jonathan, faltou convicção. Se temos que marcar sempre um autogolo pelo lateral esquerdo, então devemos escolher aquele que o faz da forma mais competente.
(Falta uma nota para o Paulo Oliveira. Por princípio, desconfio sempre dos negócios que fazemos com o Guimarães. O rapaz parecia-me um buraco. Pouco a pouco, começa a dar alguma tranquilidade aquela defesa)
As vantagens das duplas (continuação)
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Benefícios às pinguinhas
Temos inveja, mas não queremos ser beneficiados assim. À bruta não nos parece bem. Podia ser de forma mais suave. Um benefício aqui e outro ali, sobretudo nos jogos que estão encalhados. Como se vê, somos modestos a pedir.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Os dois avançados
A principal vantagem desta tática não é sobre o modelo de jogo do Sporting. É o efeito que gera sobre o modelo de jogo do adversário. Os adversários quando vêm a Alvalade jogam em função do modelo de jogo do Sporting. Não apresentam um modelo independente daquelas que forem as opções táticas do Sporting.
Jogando assim, os adversários vêm a Alvalade para sofrer. Recuam e metem-se dentro de área desde o início. Não tentam o contra-ataque nem nada de semelhante. A maior parte das vezes, o que pretendem é ver-se livre da bola o mais depressa possível. Em nenhum momento, pretendem dividir o jogo.
É preferível começar assim do que acabar assim, como vimos acontecer nos últimos anos por diversas vezes e nesta época também (como contra o Paços de Ferreira, Arouca e Belenenses). Os adversários entram condicionados e para perder por poucos. Só foi pena que contra o Setúbal não tenhamos ganhado, como devíamos, por uns seis. Se tivesse acontecido, as outras equipas já ficavam a saber com o que é que contavam.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
O Cantinho do Morais
Procuramos escrever por desfastio. Nem sempre somos compreendidos. As exceções confirmam a regra. Mas é pelas exceções que vale a pena continuar.
O Cantinho do Morais, que não conheço, é uma dessas, bem como o Leoninamente. Leio com agrado o (pouco) que vai escrevendo. É do Sporting todo. Não se dá com fações. Não confunde o presente com o clube e a sua história. Entusiasma-se sem transigir. É alguém com quem vamos gerando cumplicidades. Tê-lo como leitor seria, só por si, um privilégio. Ainda o é mais quando sabemos o quanto nos apreciam naquelas bandas também.

