Em dezembro, José Eduardo Bettencourt tinha concluído, segundo ele, a tão desejada mudança organizacional. Havia um Presidente [o próprio José Eduardo Bettencourt], um Diretor-geral [José Couceiro], um Diretor de Futebol [Costinha] e um treinador [Paulo Sérgio]. Foi-se andando e, de demissão em demissão, sobrou o Diretor-geral, que agora também é treinador. O organigrama ficou muito, mas muito mais simples e ficou como tem de ficar no futebol: manda um, jogam onze e os outros não contam ou contam [muito] pouco [ou contam para tratar das arbitragens e das habituais confusões e trapalhadas que o futebol português sempre proporciona].
Como diria Mintzberg, passou-se de uma “Burocracia Mecanicista” para uma “Organização Autocrática”, sem passar pela casa de partida e receber 2.000$00, por força da prevalência da pressão exercida pelo vértice da estratégia [para a centralização] relativamente à exercida pela tecnocracia [para a estandardização]. Mais importante ainda: Mintzberg está disponível para vir [já] esta época, preferencialmente para treinador, pois está enfastiado de conversa atrás de conversa sobre mudança organizacional enquanto se continua a jogar pouco ou nada à bola.
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