Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Ver o jogo de pernas para o ar
O que aconteceu foi que não conseguiram. Por mérito dos jogadores do Sporting, mas, sobretudo, pela falta de qualidade dos jogadores do Benfica. Aquela dupla Samaris – André Almeida é horrenda. Com o Sálvio tapado e sem grandes subidas dos laterais, ninguém sabia o que fazer à bola quando dela dispunha. O Enzo faz muita falta àquele meio-campo.
O Benfica foi realista na forma como abordou o jogo. Sabe que, hoje, dispõe de jogadores medianos em muitas das principais posições. No meio-campo, ninguém troca nenhum dos jogadores do Sporting pela dupla de pernetas do Benfica. Só o treinador e o colo do costume é que vão disfarçando o óbvio.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
É assim a vida...
O Benfica não quis perder o jogo. Subiu a defesa e encostou-a ao meio campo. Os avançados preocuparam-se mais em dificultar a saída da bola do Sporting do que propriamente em procurar o golo. Os espaços eram inexistentes.
O Sporting quis ganhar o jogo, mas não quis arriscar. Teve sempre mais bola e trocou-a melhor. Na segunda parte dominou totalmente. Carregou como pôde. Foi intensificando o seu jogo. Parecia que o golo podia acontecer e aconteceu. O Samaris esteve deslumbrante na desmarcação do João Mário. O João Mário foi por ali fora a correr aos tropeções e ainda conseguiu rematar para um boa defesa do Artur, ressalto e o Jéfferson a metê-la redondinha lá dentro.
A três minutos do fim o jogo devia ter acabado. No entanto, a esta equipa do Sporting falta-lhe capacidade para congelar o jogo. A bola parecia queimar no último minuto. Os jogadores do Sporting chegaram a ter a bola várias vezes. Num desses lances, o William Carvalho dá de cabeça para o Adrien que deixa sair a bola pela lateral. Lançamento lateral e corte da defesa. Biqueirada, a defesa reage tarde, carambola dentro da área e remate para o golo do Jardel com o pé que tinha mais á mão.
Há várias razões para não estar contente. Mas a principal razão nem sequer é o empate em si mesmo. Sem o golo a acabar e com o golo do Sporting a resultar de um passe extraordinário do Samaris, sempre podíamos responder ao João Gobern: o Sporting teria ganhado não por um alinhamento cósmico, mas por um alinhamento cómico.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
O jogo
Não existiria o Sporting como hoje existe sem o Benfica. Não existiria o Benfica como hoje existe sem o Sporting. É a história de Caim e Abel, em que cada um se sente Abel e disposto a transformar-se em Caim se necessário.
Amanhã a vitória conta a dobrar. É a vitória do Sporting e a derrota do Benfica. Sempre assim foi e sempre assim será. Não interessa quem joga. Só interessa a história. Que os jogadores sejam dignos desta história que nunca irá acabar.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Injustiças
O que caso mais recente é o do Mané. Parece que corre primeiro e pensa depois. Parece que não consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo. De repente, transformou-se no patinho feio dos adeptos. Ofensa das ofensas, já havia quem o comparasse ao Djaló.
É intermitente. Aparece e desaparece dos jogos. Faz jogos bons e outros horríveis. No entanto, tem sido por diversas vezes decisivo. Marcou golos decisivos e, no último jogo, ofereceu dois golos, ao Montero e ao Carrilo, fazendo dois passes para o sítio certo e no momento certo, respeitando as desmarcações dos colegas.
Isto para dizer que, numa equipa, todos os jogadores são úteis. Nem todos são o Nani, que raramente faz um mau jogo, se é que até agora fez algum. Mas devemos contar com todos. Cada um à sua maneira, acrescenta sempre alguma coisa à equipa. Se mais não fizesse, o golo em Braga tinha justificado por si só a contratação do Tanaka.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O regresso do cometa Halley
Está tudo dito. No próximo fim-de-semana vamos ser remetidos à nossa insignificância. Só temos de garantir que a cobertura do estádio não se desfaz. Os jogadores e o treinador do Benfica farão o resto. Só o regresso antecipado do cometa Halley nos pode salvar.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Em Arouca e sem o Slimani
Os receios tinham razão de ser. O campo estava pesado. A bola não andava. O Arouca jogou ao seu melhor estilo. Biqueirada para a frente e fé num ressalto. Às tantas parecia ping-pong. O meio-campo não tinha bola. O Cédric via-se e desejava-se para aturar um tal de Kayembe. O Paulo Oliveira parecia meio desorientado.
Estavam as coisas meias ensarilhadas quando o árbitro começou a entrar em ação. Não marcou falta sobre o Jonathan e permitiu um contra-ataque perigoso. Depois, bem depois marcou um penalty dos modernos. Bola no braço. O jogador nem para a bola estava a olhar. Às vezes é, outras não é; sempre à vontade do freguês.
Depois do golo, as coisas não pareciam melhorar. Só que, numa grande jogada pela direita, o Mané deixa o Montero isolado que não falha. Volta tudo à casa de partida.
Na segunda-parte parecia tudo mais do mesmo. Metade do banco fazia exercício de aquecimento. Era preciso mudar alguma coisa. Não se percebia quem nem para quê. O nosso banco não é propriamente um luxo de opções. Até que o árbitro tem a única intervenção favorável ao Sporting. Atrapalha-se e intercepta, sem querer, um passe dos jogadores do Arouca, bola metida para a entrada da área para o João Mário que a mete redondinha para o Mané e este, de primeira, mete-a para o Carrillo fazer um passe para a baliza. Tudo de primeira e no tempo certo.
Mas o jogo estava longe de estar resolvido. O Adrien e o Jonathan estavam com falta de ar. Era só esperar um pouco até um deles fazer uma asneira. O árbitro ia marcando faltas e faltinhas contra nós. Biqueirada atrás de biqueirada para dentro da nossa área. A equipa defendia como podia esses lances, não dando uma abébia. Até que entra o Iuri Medeiros. Os comentadores estavam exultantes. Não só entrava como levava um bilhete para dar a um colega e revolucionar todo o jogo do Arouca. Nada disso. O bilhete dizia somente: “Atenção! O Tobias Figueiredo vai saltar ao primeiro poste e marcar”. O Iuri não chegou com o bilhete a tempo.
Com o três a um o jogo acabou. Só não acabou para o árbitro. O Jonathan é expulso. O Inácio também. Ninguém compreende por que razão nenhum jogador ou elemento do banco do Arouca também não é castigado. Coisas que estamos habituados.
No final, o jogo pareceu mais fácil do que foi e do que se previa. É verdade que o Rui Patrício não fez uma defesa. É verdade que o André Martins ainda fez o favor de falhar um golo certo. Mas também é verdade que marcámos praticamente todas as oportunidades que criámos, ao contrário do costume.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
O alinhamento das estrelas
O jogo contra o Benfica começa com o Arouca; que ninguém tenha dúvidas. É a primeira parte, com a desvantagem de não podermos chegar ao intervalo empatados. Com exceção dos sportinguistas, ninguém está interessado em que tenhamos a possibilidade de disputar no jogo contra o Benfica as (poucas) hipóteses que ainda temos de ganhar o campeonato. Vai ser precisa muita coragem e uma enorme vontade de ganhar, desde o primeiro minuto.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
A cereja
domingo, 25 de janeiro de 2015
Cumprimos, mas não foi bom
Os jogadores do Sporting começam por se deslumbrar. Parece haver muito espaço para jogar. Engano redondo. Há espaço até à entrada da área. Dentro dela não há um centímetro quadrado livre. O adversário joga com dois defesas laterais de cada lado. O Carrillo e o Nani começam a ficar bloqueados.
É preciso marcar cedo para desbloquear estes jogos. De outra forma, o adversário ganha moral. O Montero falha um golo cantado a passe de Carrillo. Mau prenúncio. Na primeira parte, praticamente só temos mais duas carambolas dentro da área.
Na segunda parte aceleramos um pouco mais o jogo. Mas, nestes jogos, jogar com um avançado é dar descanso à defesa. Com o Montero o descanso é ainda maior. O rapaz está sempre a recuar, quando o que precisamos é exactamente do contrário. Precisamos de um avançado na linha do fora-de-jogo sempre pronto a desmarcar-se e a empurrar a defesa para trás. Não há recuos e apoios frontais que resistam quando ninguém se desmarca nas costas do avançado ou se lembra de rematar de fora da área.
O Marco Silva resiste a meter o Tanaka no início da segunda parte. Só o faz depois dos sessenta minutos. Entra o Mané também. Prepara-se o assalto final. Preparam-se os corações para o sofrimento final também. Mas o Tanaka é um autêntico Xanax. Desmarcação rápida para o centro da área, a pedir um passe soberbo do William Carvalho, cabeçada para uma defesa notável e recarga do João Mário que dá o primeiro (e único) golo.
O mais difícil estava feito. Esperava-se a qualquer momento o golo da tranquilidade. O Nani chega a tê-lo nos pés, mas é displicente. Uma jogada daquelas não se conclui assim quando se está a ganhar por um. O golo da tranquilidade não aparece. A Académica tenta aparecer no ataque mas não consegue.
No último minuto dois disparates seguidos. Falta sobre o William Carvalho que o deixa no chão. Em vez de pararem o jogo, os jogadores do Sporting avançam para a área para tentarem o segundo. Não conseguem e bola para novo ataque da Académica. Ainda não estávamos refeitos do disparate anterior, já o Mané estava a desmarcar um avançado da Académica para o único remate perigoso à nossa baliza.
Mantemos a pressão sobre o Porto e distanciámo-nos do Guimarães. Os objectivos foram alcançados. Mas é preciso aprender. Aprender a resolver depressa e bem estes jogos e a congelá-los na sua fase final.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Miguel Galvão Teles
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Domingo há bola
Adiante. Não vi o jogo todo mas gostei bastante que o Sporting mantenha a sua atitude: honrar o Lucílio Baptista jogando com a segunda equipa nesta competição. Para mim isso é muito mais importante que o resultado, não só quando perdemos mas também quando ganhamos. Sempre que se vê o onze do Sporting lembro-me da peitada ao Lucílio e do arremesso da medalha, magníficos episódios do futebol que temos.
Por falar em futebol gostei de alguns jogadores, gostei do espírito lutador. Continuo a não gostar que esta equipa não saiba segurar resultados.
Domingo temos mais bola. Desta vez a sério.
domingo, 18 de janeiro de 2015
“On fire”
Na primeira parte tivemos muitas dificuldades em chegar à área do adversário. Sentiu-se a falta do Slimani. Dá outra profundidade ao jogo do Sporting. Obriga a defesa a recuar. Uma coisa é fazer os famosos apoios frontais à entrada da área. Outra bem diferente é andar sistematicamente, como faz o Montero, a recuar a meio do meio-campo para tabelar com os colegas. A defesa sobre com ele e os espaços entrelinhas, como agora se gosta de dizer, reduzem-se.
Marcámos de penalty. O penalty é evidente. Só não é evidente a favor do Sporting. Os comentadores não estão habituados e estranham. Os rapazes do Rio Ave tentaram chegar a roupa ao pelo do árbitro. O árbitro desfez-se em mesuras e limitou-se a uns amarelos. O que se chama um árbitro corajoso. Acabámos a sofrer um golo ridículo. Parecia um contra-ataque de um jogo de andebol.
Na segunda parte entrámos bem. Falhámos três ou quatro oportunidades de golo. Fizemos o dois a um e o três a um. O jogo parecia resolvido. Demos uma abébia e levámos o segundo golo. O jogo estava perigoso, muito perigoso. Precisava de entrar o Tanaka, sobretudo depois do Montero tentar marcar um golo de chapéu à entrada da área. O japonês está “on fire”. Quatro a dois e jogo arrumado.
Ganhámos e isso é sempre bom. Ganhámos apesar do André Martins. Já não tínhamos esta sensação há muito tempo. A defesa tremeu, sobretudo os laterais. Gostei do João Mário. Teve mais pilha do que estava à espera. O Nani foi decisivo. Temi o pior quando vi entrar o Mané. Os últimos jogos dele foram horríveis. Não esteve mal. O Tanaka é que está imparável. O William Carvalho está a voltar ao normal. Gostei do Ryan Gauld. Parece jogador, mas é preciso dar tempo ao tempo. Gostava de ter visto jogar o Wallyson Mallmann. Parece-me um jogador mais maduro.
Só nos resta desejar que a crise continue por mais algum tempo. Desejavelmente até ao fim da época.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Marcar de bola parada
Não vi o jogo, mas vi o resumo e
ouvi os habituais comentários na televisão. Retive um comentário de um pândego qualquer
que afirmava sem se rir que o Tanaka só marca golos de bola parada. Sabemos que
o Tanaka marca de bola parada, não se compreende é a razão, a evidência para o “só”,
este advérbio. É caso para dizer: mais vale só do que mal-acompanhado [mantendo-se
o tal “só” mas mudando-se a função, passando de advérbio a adjetivo].
Ganhámos e parece que merecemos ganhar [não é necessário merecer, mas se merecermos ficamos moralmente mais aconchegados, mais satisfeitos]. Aparentemente, o Ryan Gauld vem-se afirmando, temos jogador, se não for esta época será na próxima. Com esta vitória sobre o Boavista, estamos a um passo das meias-finais, o que não está nada mal para quem não queria ganhar a Taça da Liga.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Assim é que é bonito
Temia-se o pior. O Braga dá pau e sabe jogar com o árbitro. A trancada do Ruben Michael no Nani, sem o correspondente amarelo, parecia confirmar esses receios quanto ao árbitro. Esqueceu-se de marcar um livre perigoso à entrada da área por falta sobre o Nani. Esqueceu-se de expulsar o guarda-redes, como se referiu. Depois, bem, depois foi uma no cravo e outra na ferradura. Tenho grandes expectativas quanto aos resultados do quinto amarelo mostrado ao Maurício e ao Adrien. A equipa tem tudo para melhorar no próximo jogo contra o Rio Ave.
Primeira parte equilibrada, sem grande oportunidades, com uma arrancada extraordinária do William Carvalho, concluída com um passe a rasgar para o Carrilllo, que centra para remate do Nani e grande defesa.
Na segunda parte, entrámos de forma extraordinária. Nos primeiros vinte minutos, podíamos ter resolvido o jogo. O Carrillo ensaboou a cabeça ao lateral esquerdo. Valeu o guarda-redes do Braga e a falta de convicção do João Mário e do Montero. Depois o jogo ficou equilibrado. Fisicamente a equipa parecia ter conhecido melhores dias. O treinador arrisca. Recua o João Mário e mete o Mané e o Tanaka. O Braga parecia estar mais forte. Mas estava lá o Tanaka.
Esta vitória era fundamental. Passámos para o terceiro lugar e deixámos a cinco pontos o Braga. Mantemos a pressão sobre o Porto. Esperemos que a crise que atravessamos se mantenha por muito e bom tempo.
domingo, 11 de janeiro de 2015
私は日本人だ
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Mais trabalho e menos conhaque, mais uma vez
Chego a casa e procuro saber o resultado final. Tínhamos ganhado quatro a zero. Revejo os golos. O primeiro é sublime. Corrida na horizontal do Carrillo, para ganhar balanço, e desmarcação no momento certo para as costas do defesa para receber um passe notável do William Carvalho e rematar de primeira, fazendo um chapéu sobre o guarda-redes. Este passe e este movimento têm dedo do treinador. A qualidade dos jogadores fez o resto.
Estamos nas meias-finais da Taça de Portugal. Cumprimos a obrigação. Agora é pensar no jogo contra o Braga. Vai valer tudo menos arrancar olhos, como dizia o meu pai. O Braga dá pau o jogo todo. O Sérgio Conceição é um José Mota com melhores jogadores e uma trunfa penteada à maneira. O árbitro está encomendado seguramente. Vai ser necessário jogar contra tudo e contra todos. Espero que os jogadores e o treinador se consciencializem disso. Se se consciencializarem disso e estiverem dispostos a sofrer, face à pancadaria do adversário e à complacência do árbitro, a nossa melhor organização colectiva e o Nani se encarregarão de fazer a diferença.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
«Uma dúvida caro Watson»
domingo, 4 de janeiro de 2015
Continuando a aprender
sábado, 3 de janeiro de 2015
A aprender
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Equívocos
Existe um enorme equívoco na conversa sobre a Academia do Sporting e a Equipa B. Para se darem oportunidades aos jogadores da Academia e, em particular, aos da Equipa B na Equipa A, é necessário que ambas as sejam constituídas a pensar nisso e, sendo assim, a Equipa A não pode ter os habituais dois jogadores por posição, constituindo um plantel entre 25 a 30. Porventura, nenhum dos plantéis pode ter mais de vinte jogadores ou, de outra forma, a Equipa B não passa de um sorvedouro de dinheiro, sem qualquer utilidade prática.
A Equipa A e a Equipa B têm de ser pensadas em conjunto, pois são complementares. Antes de mais, têm de ser pensadas de forma a permitir a redução do número de jogadores e, assim, dos custos com salários e respetivas contratações. Como é que se espera que sejam dadas oportunidades na Equipa A aos jogadores da Equipa B, quando nem todos os da Equipa A têm essas oportunidades? É que sem se desfazerem estes e outros equívocos não se pode discutir seriamente o tal projeto do Sporting, seja isso o que for.