A primeira meia hora foi para acertar com o sintético. Escorrega um, escorrega outro, até se lesionar o Nani. O Slimani falha um golo cantado, daqueles que nunca falha. O Jorge Sousa foi logo avisando ao que vinha com um dos amarelos mais ridículos do campeonato mostrado ao Montero.
O Marco Silva no intervalo deve ter dado ordens para passarem a jogar em modo de futebol de salão. Bola passada para o pé e mais nada. Deu ordens também ao William Carvalho para se deixar de brincadeiras e tapar o meio-campo todo.
Depois, foi Carrillo uma vez, Carrillo outra vez e mais Carrillo para finalizar. Marcou o primeiro, para desbloquear o jogo, e deu dois de bandeja ao Mané e ao João Mário. Pelo caminho fomos brindados com passes absolutamente notáveis do Montero. Só que o rapaz, no momento de marcar, prefere sempre a nota artística em vez de a meter lá dentro. O Mundo não é perfeito.
Como os jogadores do Boavista não faziam um remate à baliza, resolvemos fazê-lo por eles. Mesmo assim, prefiro o autogolo do Jefferson contra o Maribor. Neste, do Jonathan, faltou convicção. Se temos que marcar sempre um autogolo pelo lateral esquerdo, então devemos escolher aquele que o faz da forma mais competente.
(Falta uma nota para o Paulo Oliveira. Por princípio, desconfio sempre dos negócios que fazemos com o Guimarães. O rapaz parecia-me um buraco. Pouco a pouco, começa a dar alguma tranquilidade aquela defesa)
Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
As vantagens das duplas (continuação)
Ontem
Fernando Gomes, ex-presidente da Câmara do Porto, e
António Guterres, ex-primeiro-ministro, visitaram o Sr. Sócrates em Évora.
Hoje
«Barbas e Máximo tentam visitar Sócrates Os conhecidos
adeptos do Benfica foram até à prisão de Évora deixar "saudações
benfiquistas" e entregar um cachecol e uma camisola do clube ao
ex-primeiro-ministro.»
Próximos dias
Presumivelmente, seguir-se-ão o Egas e o Becas, Laurel
e Hardy, Batman e Robin, Zé Carioca e Nestor e, a finalizar, o Capuchinho Vermelho e o Lobo Mau.
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A. Trindade
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Benefícios às pinguinhas
Revi os principais lances do jogo do Porto contra o Rio Ave. O resultado é enganador. O jogo só se resolveu nos últimos minutos. Pelo caminho ficaram por marcar dois penalties escandalosos a favor do Rio Ave; um dos golos do Porto foi precedido de falta; houve cartões por mostrar à farta.
Temos inveja, mas não queremos ser beneficiados assim. À bruta não nos parece bem. Podia ser de forma mais suave. Um benefício aqui e outro ali, sobretudo nos jogos que estão encalhados. Como se vê, somos modestos a pedir.
Temos inveja, mas não queremos ser beneficiados assim. À bruta não nos parece bem. Podia ser de forma mais suave. Um benefício aqui e outro ali, sobretudo nos jogos que estão encalhados. Como se vê, somos modestos a pedir.
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Rui Monteiro
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14:32
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Os dois avançados
Temos defendido que na maior parte dos jogos em casa se deve jogar com dois avançados. Não se trata de uma tática standard, independente dos adversários. Implica preparação da equipa para jogar assim. Pressupõe uma maior pressão na saída de bola do adversário, com a defesa mais posicionada sobre a linha do meio campo. Agora, isso é trabalho de treinador, que não somos.
A principal vantagem desta tática não é sobre o modelo de jogo do Sporting. É o efeito que gera sobre o modelo de jogo do adversário. Os adversários quando vêm a Alvalade jogam em função do modelo de jogo do Sporting. Não apresentam um modelo independente daquelas que forem as opções táticas do Sporting.
Jogando assim, os adversários vêm a Alvalade para sofrer. Recuam e metem-se dentro de área desde o início. Não tentam o contra-ataque nem nada de semelhante. A maior parte das vezes, o que pretendem é ver-se livre da bola o mais depressa possível. Em nenhum momento, pretendem dividir o jogo.
É preferível começar assim do que acabar assim, como vimos acontecer nos últimos anos por diversas vezes e nesta época também (como contra o Paços de Ferreira, Arouca e Belenenses). Os adversários entram condicionados e para perder por poucos. Só foi pena que contra o Setúbal não tenhamos ganhado, como devíamos, por uns seis. Se tivesse acontecido, as outras equipas já ficavam a saber com o que é que contavam.
A principal vantagem desta tática não é sobre o modelo de jogo do Sporting. É o efeito que gera sobre o modelo de jogo do adversário. Os adversários quando vêm a Alvalade jogam em função do modelo de jogo do Sporting. Não apresentam um modelo independente daquelas que forem as opções táticas do Sporting.
Jogando assim, os adversários vêm a Alvalade para sofrer. Recuam e metem-se dentro de área desde o início. Não tentam o contra-ataque nem nada de semelhante. A maior parte das vezes, o que pretendem é ver-se livre da bola o mais depressa possível. Em nenhum momento, pretendem dividir o jogo.
É preferível começar assim do que acabar assim, como vimos acontecer nos últimos anos por diversas vezes e nesta época também (como contra o Paços de Ferreira, Arouca e Belenenses). Os adversários entram condicionados e para perder por poucos. Só foi pena que contra o Setúbal não tenhamos ganhado, como devíamos, por uns seis. Se tivesse acontecido, as outras equipas já ficavam a saber com o que é que contavam.
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Rui Monteiro
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
O Cantinho do Morais
A blogosfera e as redes sociais em geral não são locais recomendáveis. Constituem uma outra forma de “reality show”, em que cada um de nós tende a expor o pior de si próprio. Na blogosfera futebolística as coisas tendem a ser um pouco piores ainda.
Procuramos escrever por desfastio. Nem sempre somos compreendidos. As exceções confirmam a regra. Mas é pelas exceções que vale a pena continuar.
O Cantinho do Morais, que não conheço, é uma dessas, bem como o Leoninamente. Leio com agrado o (pouco) que vai escrevendo. É do Sporting todo. Não se dá com fações. Não confunde o presente com o clube e a sua história. Entusiasma-se sem transigir. É alguém com quem vamos gerando cumplicidades. Tê-lo como leitor seria, só por si, um privilégio. Ainda o é mais quando sabemos o quanto nos apreciam naquelas bandas também.
Procuramos escrever por desfastio. Nem sempre somos compreendidos. As exceções confirmam a regra. Mas é pelas exceções que vale a pena continuar.
O Cantinho do Morais, que não conheço, é uma dessas, bem como o Leoninamente. Leio com agrado o (pouco) que vai escrevendo. É do Sporting todo. Não se dá com fações. Não confunde o presente com o clube e a sua história. Entusiasma-se sem transigir. É alguém com quem vamos gerando cumplicidades. Tê-lo como leitor seria, só por si, um privilégio. Ainda o é mais quando sabemos o quanto nos apreciam naquelas bandas também.
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Rui Monteiro
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sábado, 29 de novembro de 2014
O contributo do Setúbal para o fim de um mito urbano
Há um mito urbano muito alimentado pelos comentadores do costume: se se jogar com dois avançados a equipa fica desequilibrada e adversários, como o Setúbal, podem aproveitar para fazer transições perigosas; essas transições são potenciadas por jogadores com maior mobilidade e rápidos.
É um mito que não resiste a qualquer evidência empírica como a de hoje. Quando se joga com dois avançados, a equipa adversária acantona-se na sua área (expressão digna do melhor Gabriel Alves) e tem como único objetivo ver-se livre da bola e suspirar de alívio enquanto ela não regressa uma e outra vez. Jogando com os tais avançados rápidos nestes moldes - e, portanto, sem o grandalhão do costume a avançado para tentar atrapalhar os centrais – nem uma bola conseguem ganhar na frente. Mais, em equipas como estas, os jogadores ou são rápidos ou sabem jogar à bola. Nunca acumulam as duas competências.
Dito isto, aos cinco minutos podíamos estar a ganhar por três a zero. Aos vinte podiam estar seis a zero. Acabámos por ganhar por três a zero, com golos só na segunda parte. Isto para dizer que o resultado certo só podia ser um múltiplo de três. Não é um daqueles jogos em que se possa dizer que merecemos ganhar por cinco ou seis. É um jogo em que só se pode dizer que merecemos ganhar por seis ou nove, por exemplo.
É pena que esta tática não tenha sido tentada mais cedo. Talvez não tivéssemos perdido os pontos que perdemos em casa. Como costumo dizer, na maior parte dos jogos em casa, não jogar com dois avançados é dar descanso e moral à equipa adversária.
É um mito que não resiste a qualquer evidência empírica como a de hoje. Quando se joga com dois avançados, a equipa adversária acantona-se na sua área (expressão digna do melhor Gabriel Alves) e tem como único objetivo ver-se livre da bola e suspirar de alívio enquanto ela não regressa uma e outra vez. Jogando com os tais avançados rápidos nestes moldes - e, portanto, sem o grandalhão do costume a avançado para tentar atrapalhar os centrais – nem uma bola conseguem ganhar na frente. Mais, em equipas como estas, os jogadores ou são rápidos ou sabem jogar à bola. Nunca acumulam as duas competências.
Dito isto, aos cinco minutos podíamos estar a ganhar por três a zero. Aos vinte podiam estar seis a zero. Acabámos por ganhar por três a zero, com golos só na segunda parte. Isto para dizer que o resultado certo só podia ser um múltiplo de três. Não é um daqueles jogos em que se possa dizer que merecemos ganhar por cinco ou seis. É um jogo em que só se pode dizer que merecemos ganhar por seis ou nove, por exemplo.
É pena que esta tática não tenha sido tentada mais cedo. Talvez não tivéssemos perdido os pontos que perdemos em casa. Como costumo dizer, na maior parte dos jogos em casa, não jogar com dois avançados é dar descanso e moral à equipa adversária.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
O Nani, o meu colega Manel, o Slimani, o Benfica e a geografia do futebol
Nos últimos tempos não tenho tido tempo para nada, muito menos para ver futebol. Só ontem é que revi o jogo do Sporting contra o Maribor.
Não tenho uma opinião formada sobre o golo do Nani. Parece uma peladinha das que jogava na escola. Na minha escola, como em todas as escolas, havia pelo menos um miúdo que pegava na bola fintava os outros todos e marcava os golos. Estas jogadas repetiam-se um sem número de vezes, com muitos de nós a fazermos de figurantes. Na minha escola, o Manel passava os jogos todos nisto. O Nani fez-me lembrar, por um momento, o Manel. Só espero que os outros jogadores não se sintam como eu me sentia.
Mas o golo do Nani não foi o que mais gostei. Gostei muito, mas mesmo muito, do golo do Slimani. Aquilo é que é um golo a sério. Bola meia morta na área e, de repente, está lá dentro, sem o guarda-redes ter tempo sequer para perceber como ela entrou.
O Benfica perdeu e não só foi eliminado da Liga dos Campões como ficou excluído da Liga Europa. A comunicação social apressou-se a informar-nos que o Benfica joga melhor cá dentro do que lá fora. O Benfica joga sempre o mesmo. As regras do jogo é que variam com a latitude e a longitude.
Não tenho uma opinião formada sobre o golo do Nani. Parece uma peladinha das que jogava na escola. Na minha escola, como em todas as escolas, havia pelo menos um miúdo que pegava na bola fintava os outros todos e marcava os golos. Estas jogadas repetiam-se um sem número de vezes, com muitos de nós a fazermos de figurantes. Na minha escola, o Manel passava os jogos todos nisto. O Nani fez-me lembrar, por um momento, o Manel. Só espero que os outros jogadores não se sintam como eu me sentia.
Mas o golo do Nani não foi o que mais gostei. Gostei muito, mas mesmo muito, do golo do Slimani. Aquilo é que é um golo a sério. Bola meia morta na área e, de repente, está lá dentro, sem o guarda-redes ter tempo sequer para perceber como ela entrou.
O Benfica perdeu e não só foi eliminado da Liga dos Campões como ficou excluído da Liga Europa. A comunicação social apressou-se a informar-nos que o Benfica joga melhor cá dentro do que lá fora. O Benfica joga sempre o mesmo. As regras do jogo é que variam com a latitude e a longitude.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014
As Ilusões da Champions
Sob qualquer perspectiva possível devemos concluir fizemos uma boa Champions. Jogámos quase sempre bem, ganhámos os jogos em casa contra quem era exigível ganhar e só não ganhámos fora o jogo que era suposto ganharmos devido aos divertidos malabarismos da dupla bucha e estica. Só não empatámos fora contra o nosso adversário "directo" devido a um par de incríveis ilusionistas Russos patrocinados pela Gazprom.
A tudo isto se acrescentam boas exibições e muitos golos, e uma razoável prestação naquele jogo que nos mostrou que a Champions para nós não é real, é uma ilusão. E é por causa desse jogo que continuo a achar que o melhor seria ficar em terceiro e seguir para a Liga Europa. A nossa Champions já está feita, e aquele jogo mostrou que a diferença para as 8/9 melhores equipas é tão grande que pensar que podemos fazer melhor que isto na Champions é pura ilusão.
domingo, 23 de novembro de 2014
Mais futsal no nosso futebol
Não gosto muito de futsal. Para mim, os jogos são demasiado táctivos e, por isso, aborrecidos. No entanto, hoje, não deixei de ver o jogo do Sporting contra o Inter Movistar. Ganhámos com muito mérito, um jogo muito difícil, e assegurámos o apuramento para a “final four” da Taça de Campeões da UEFA em futsal.
Nesta modalidade, o Sporting dispõe de todas as características que levam ao sucesso. Uma organização que cria boas condições de trabalho. Um treinador competente e que sabe organizar a sua equipa. Jogadores de qualidade técnica mas que, sobretudo, sabem seguir as orientações do seu treinador. Um público entusiasta que apoia a sua equipa sem quebrantos.
Este exemplo devia ser reproduzido em todos os contextos desportivos. Este jogo devia ser visto e revisto por todos os jogadores das restantes modalidades, nomeadamente do futebol.
Nesta modalidade, o Sporting dispõe de todas as características que levam ao sucesso. Uma organização que cria boas condições de trabalho. Um treinador competente e que sabe organizar a sua equipa. Jogadores de qualidade técnica mas que, sobretudo, sabem seguir as orientações do seu treinador. Um público entusiasta que apoia a sua equipa sem quebrantos.
Este exemplo devia ser reproduzido em todos os contextos desportivos. Este jogo devia ser visto e revisto por todos os jogadores das restantes modalidades, nomeadamente do futebol.
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Rui Monteiro
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20:48
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sábado, 22 de novembro de 2014
Ficamos a aguardar pelo resultado do Porto
Não vi a primeira parte. Pelo que ouvi na rádio, enquanto conduzia para casa, não perdi grande coisa. Na segunda parte estivemos bem. Nunca chegaremos a saber se estivemos mesmo bem ou se, simplesmente, o Espinho estava a entrar em coma.
Gostei da atitude. Um jogo, qualquer jogo, é para jogar do princípio ao fim sempre da mesma forma. Marcámos cinco, mas podíamos ter marcado mais. O Espinho pedia tréguas insistentemente nos últimos vinte minutos.
Gostei da atitude. Um jogo, qualquer jogo, é para jogar do princípio ao fim sempre da mesma forma. Marcámos cinco, mas podíamos ter marcado mais. O Espinho pedia tréguas insistentemente nos últimos vinte minutos.
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Rui Monteiro
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00:38
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
O Nani disse o óbvio e o Bruno de Carvalho fez o óbvio
O Nani disse o óbvio: se o Manchester United, que lhe paga cinco milhões de euros por ano, quiser que ele regresse, ele regressa; se quiser que ele faça a volta ao Mundo em balão em oitenta dias, ele faz. Não existe qualquer relação com o que disse [ou não disse] o Bruno de Carvalho, porque se o mandarem ficar, ele também fica, não tem outro remédio.
Aliás, não sei bem o que disse o Bruno de Carvalho. O que sei é que, no local onde trabalho ou em qualquer organização que se preze, quando se perde por três a zero a jogar daquela forma com qualquer Guimarães que nos calhar em sorte, ninguém tem dúvidas que acabarão por nos chamar para informar que uma brincadeira daquelas não é para repetir. A diferença, a principal diferença é que ninguém se lembra do Facebook para esse efeito.
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Rui Monteiro
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terça-feira, 18 de novembro de 2014
Não podemos ser esquisitos
Grande aborrecimento. “Secante”,
como dizem os meus fregueses. El Greco pode até (ainda) não ter nada a ver com isto,
mas jogamos à moda da Grécia, para não dizer à Paços de Ferreira, com onze
atrás da linha da bola à espera de qualquer coisa que já não o Espirito Santo, o Bom. No fim, ganhámos à benfica, sem jogar um cú marcamos um golo em cima da hora. Assim, ainda vamos ser campeões!
De
qualquer modo não podemos ser esquisitos. Afinal, no espírito da teoria do “senador” Lobo Xavier de que «não podemos
ser esquisitos com o dinheiro», falava ele acerca dos vistos gold, também nós não
podemos ser esquisitos. Com o dinheiro, com as exibições, os jogadores, o selecionador
ou o resto da malta: gestores, governantes, ministros, presidentes, enfim, as elites e os outros todos.
Não podemos ser esquisitos. Muito menos quando ganhamos.
Nota:
A estreia de Adrien na seleção A foi para mim uma sensação ambígua: feliz por
ele, triste pela injustiça de só agora ter tido essa oportunidade quando já lá
jogaram grandes pernetas, mais ou menos polivalentes. Vá lá, para ele, não foi
uma homenagem póstuma.
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A. Trindade
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
O problema é a falta de jeito
Ninguém tem grandes expetativas relativamente ao desempenho do Fernando Santos. Perdeu um campeonato para o Inácio e outro para o Jaime Pacheco, mas foi o engenheiro do penta. Depois disso, o Porto concedeu-lhe uma sabática, como ao Ivic e a outros. Acabou despedido do Benfica e do Sporting.
Foi para a Grécia e não fez má figura. As equipas dele portaram-se bem, sem praticarem um futebol propriamente exaltante. Na seleção, conseguiu os apuramentos todos. Agora ninguém se lembra da Grécia pelo seu futebol empolgante. Foi sempre realista e conservador: convocou os nossos conhecidos Karagounis e Katsouranis mesmo depois de atingirem a idade da reforma.
Ninguém estava à espera que viesse para a Seleção fazer a revolução. Também não era preciso. Bastava mudar o Paulo Bento para tudo mudar para melhor. Na Grécia como em Portugal, na dúvida, escolhe o Karagounis ou o Katsouranis, sejam eles agora o Ricardo Carvalho ou o Tiago. O bom futebol não escolhe idades. Agora, outra coisa completamente diferente é a seleção do Postiga. Não é um problema de idade. É um problema de falta de jeito para a bola e, em particular, para marcar golos.
Foi para a Grécia e não fez má figura. As equipas dele portaram-se bem, sem praticarem um futebol propriamente exaltante. Na seleção, conseguiu os apuramentos todos. Agora ninguém se lembra da Grécia pelo seu futebol empolgante. Foi sempre realista e conservador: convocou os nossos conhecidos Karagounis e Katsouranis mesmo depois de atingirem a idade da reforma.
Ninguém estava à espera que viesse para a Seleção fazer a revolução. Também não era preciso. Bastava mudar o Paulo Bento para tudo mudar para melhor. Na Grécia como em Portugal, na dúvida, escolhe o Karagounis ou o Katsouranis, sejam eles agora o Ricardo Carvalho ou o Tiago. O bom futebol não escolhe idades. Agora, outra coisa completamente diferente é a seleção do Postiga. Não é um problema de idade. É um problema de falta de jeito para a bola e, em particular, para marcar golos.
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sábado, 15 de novembro de 2014
Agora e na hora da nossa morte
Godinho Lopes e as Direcções anteriores, não deixaram apenas
um clube na miséria. Deixaram também uma fasquia de gestão tão baixa e
miserável que é relativamente fácil perpetuar a incompetência, invocando sempre
que se está a fazer muito melhor que no passado.
Bruno de Carvalho – e muito bem – colocou sempre um nível de
exigência muitíssimo elevado na avaliação das antigas direcções. É com este
nível de exigência que devemos analisar a gestão de Bruno de Carvalho e o daqueles que lhe seguirem. Tendo sempre por comparação, não o que se fez, mas o que devia
ter sido feito.
Esperemos que quem com ferro mata, com ferro não morra. Embora,
em abono da verdade, nunca ninguém morre de gestão danosa, nem por comprar
Shikabalas ou Dramés. Na bola a morte chega com as derrotas. Quanto mais não
fosse os últimos 30 anos de Sporting são claros quanto a isso. Tanto faz ser-se
justo ou populista, ter canais de televisão ou não, clamar pela indignidade ou
calar. Com maior ou menor rapidez, nunca ninguém sobreviveu às derrotas. Como
diz o Rui, “futebol é bola e jogadores”.
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Sergio Barroso
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11:43
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Não me peçam para os ouvir
Tentei ver a entrevista do Bruno de Carvalho. Não aguentei muito tempo: um xarope que não há memória. Ver três jarrões a fazer uma entrevista foi demais para mim.
Não é um problema específico desta entrevista. Futebol é bola e jogadores. Futebol é jogo. Antes e depois é para os adeptos. Todos os outros são dispensáveis: dirigentes, jornalistas, comentadores e por aí fora. Não discuto a sua utilidade. Não me peçam é para os ouvir.
Não é um problema específico desta entrevista. Futebol é bola e jogadores. Futebol é jogo. Antes e depois é para os adeptos. Todos os outros são dispensáveis: dirigentes, jornalistas, comentadores e por aí fora. Não discuto a sua utilidade. Não me peçam é para os ouvir.
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Rui Monteiro
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Prognósticos no fim do jogo: a especialidade do comentariado nacional
1. Uma das coisas que mais me irrita é a (re)construção [“a posteriori”] da história dos jogos de futebol em função dos resultados. Quando uma equipa das [ditas] pequenas faz um bom resultado em casa do Sporting, do Benfica ou do Porto, esse revisionismo [histórico] vem sempre acompanhado da exaltação do brilhantismo técnico-tático, quando, na maioria das vezes, esses resultados devem-se mais ao puro e simples acaso do que a outra razão qualquer.
2. Na primeira parte, perante a apatia do Sporting, o Paços de Ferreira jogou o típico futebol português, para os lados e para trás. Fez um [único] remate à baliza e marcou um golo, não me recordando [nem ninguém de boa-fé se recorda] de qualquer outra oportunidade de golo. O Rui Patrício não fez uma defesa durante o jogo todo, mas, quem ler ou ouvir os comentários sobre este jogo, fica com a sensação de que o Paços de Ferreira está transformado no Chelsea. A prática do futebol indígena por equipas como o Paços de Ferreira passa pelo antijogo, pelo antijogo sistemático, do primeiro ao último minuto. Ontem, recorreram a essa prática, a esse antijogo até à exaustão, contando com a complacência do árbitro, que até o premiou com o [pouco] tempo de descontos concedido.
3. Sem ter feito um jogo nada de especial, o Sporting podia ter goleado o Paço de Ferreira, como o demonstra o número de oportunidades de golo. A sorte [ou a falta dela, melhor dizendo], e o cansaço não o permitiram, mas, se o jogo tivesse chegado ao final com uma goleada das antigas, ninguém, ninguém que tivesse visto o jogo se teria espantado. Foi anulado um golo limpo ao Sporting, esta é forma como vejo o lance. Posso sempre admitir que o lance é duvidoso, só que o lance do segundo golo do Benfica também é duvidoso. Mais, é anulado um golo limpo ao Nacional [não se pode falar propriamente de golo porque o Júlio César não se fez sequer ao lance] e, na semana passada, anularam um golo limpo ao Rio Ave. Mais uma vez, o Sporting continua a ser prejudicado em termos absolutos e relativos. As equipas nem sempre jogam bem, nem sempre a sorte as acompanha, acabando estas decisões por determinar quem ganha e quem perde os campeonatos.
4. Dito isto, pareceu-me que os jogadores do Sporting não podiam com uma gata pelo rabo [os falhanços também resultaram deste cansaço]. O Sporting está a jogar um futebol muito ofensivo que obriga os jogadores a libertarem-se para o ataque sempre que possível. Não sei se temos plantel para jogar este futebol nas várias frentes em que estamos envolvidos. Podemos ter estas e outras dúvidas, mas o que não temos dúvidas é quanto à existência de treinador: a equipa joga bem e joga de acordo com as opções e orientações do treinador. Que diferença relativamente ao Paulo Sérgio e a outros parecidos!
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Rui Monteiro
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domingo, 9 de novembro de 2014
Venha a Liga dos Campeões
A brincadeira da Liga dos Campeões paga-se cara. É bom para o ego ganhar ao Schalke 04. Face ao que interessa, que é o campeonato, não só não serve para nada como prejudica. Hoje estávamos mortos. Na segunda parte demos tudo por tudo, mas as jogadas eram todas feitas em esforço. Com outra disponibilidade física e mental, não se tinham falhado os golos cantados que se falharam nos últimos vinte minutos.
Demos uma parte de avanço. Conseguimos jogar ainda mais devagar do que o Paço de Ferreira. Na segunda parte, com a saída do William Carvalho e do Carrillo, supostamente partiríamos o jogo. Estaríamos mais expostos ao contra-ataque. Mas, como sempre digo, quando se mete mais um avançado nenhuma equipa como o Paços de Ferreira quer dividir o jogo. Recua a defesa e esquece-se de atacar.
O árbitro promoveu ao antijogo. Nada que não estejamos habituados. O livre assinalado pelo árbitro aos setenta e quatro minutos só foi marcado pelo Nani aos setenta e oito. Um jogador do Paços de Ferreira lesiona-se e demora dois minutos a sair. Volta a entrar, dá uma corrida, atira-se para o chão e demora mais dois minutos a sair. Desde o primeiro minuto, que era preciso pedir por favor ao guarda-redes para marcar um pontapé de baliza. Levou um amarelo a acabar o jogo. No final, o árbitro deu quatro minutos de descontos.
Em condições normais, o campeonato já se foi. Agora, esta fatalidade pode não ser má. Temos a Liga dos Campeões. Não sei se foi com o objetivo de a ganhar que preparámos a equipa. Pensei que não. Mas às tantas não tenho, nem nunca tive razão.
(Que ninguém fale da falta de atitude dos jogadores. Deram o que tinham e o que não tinham. Agora, não dá para jogar neste sistema de jogo duas partidas por semana com o plantel que temos)
Demos uma parte de avanço. Conseguimos jogar ainda mais devagar do que o Paço de Ferreira. Na segunda parte, com a saída do William Carvalho e do Carrillo, supostamente partiríamos o jogo. Estaríamos mais expostos ao contra-ataque. Mas, como sempre digo, quando se mete mais um avançado nenhuma equipa como o Paços de Ferreira quer dividir o jogo. Recua a defesa e esquece-se de atacar.
O árbitro promoveu ao antijogo. Nada que não estejamos habituados. O livre assinalado pelo árbitro aos setenta e quatro minutos só foi marcado pelo Nani aos setenta e oito. Um jogador do Paços de Ferreira lesiona-se e demora dois minutos a sair. Volta a entrar, dá uma corrida, atira-se para o chão e demora mais dois minutos a sair. Desde o primeiro minuto, que era preciso pedir por favor ao guarda-redes para marcar um pontapé de baliza. Levou um amarelo a acabar o jogo. No final, o árbitro deu quatro minutos de descontos.
Em condições normais, o campeonato já se foi. Agora, esta fatalidade pode não ser má. Temos a Liga dos Campeões. Não sei se foi com o objetivo de a ganhar que preparámos a equipa. Pensei que não. Mas às tantas não tenho, nem nunca tive razão.
(Que ninguém fale da falta de atitude dos jogadores. Deram o que tinham e o que não tinham. Agora, não dá para jogar neste sistema de jogo duas partidas por semana com o plantel que temos)
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Um jogo-treino bem pago
Todos sabem o que penso da Liga dos Campeões. Em termos desportivos, qualquer jogo vale tanto como um jogo-treino. Só se diferencia de um vulgar jogo-treino pelo montante envolvido em caso de vitória e pela cobertura mediática (que pode proporcionar uma venda qualquer, nomeadamente, quem sabe, do Capel ou do André Martins).
Dito isto, tirámos a barriga de misérias contra o Schalke 04. Dá para esquecer o jogo de Guimarães e ganhar ânimo para o próximo contra o Paço de Ferreira. Esse, sim, é que interessa.
O treinador passou de besta a bestial. O Presidente passou de desestabilizador a animador. Os jogadores passaram de meninos do coro a homens feitos e dispostos a conquistar todas as glórias.
Se correr bem, ganhamos ao Maribor (pelos vistos ainda não sofreram os trezentos e sessenta e quatro golos do Bate Borisov) e vamos à Liga Europa. Se correr muito bem, vamos à Liga Europa com a sensação que moralmente devíamos passar aos oitavos de final. Se correr mal, somos eliminados. Se correr muito mal, vamos aos oitavos de final e enfardamos uns tantos daqueles clubes que a UEFA já decidiu que vão estar nas fases seguinte.
Dito isto, tirámos a barriga de misérias contra o Schalke 04. Dá para esquecer o jogo de Guimarães e ganhar ânimo para o próximo contra o Paço de Ferreira. Esse, sim, é que interessa.
O treinador passou de besta a bestial. O Presidente passou de desestabilizador a animador. Os jogadores passaram de meninos do coro a homens feitos e dispostos a conquistar todas as glórias.
Se correr bem, ganhamos ao Maribor (pelos vistos ainda não sofreram os trezentos e sessenta e quatro golos do Bate Borisov) e vamos à Liga Europa. Se correr muito bem, vamos à Liga Europa com a sensação que moralmente devíamos passar aos oitavos de final. Se correr mal, somos eliminados. Se correr muito mal, vamos aos oitavos de final e enfardamos uns tantos daqueles clubes que a UEFA já decidiu que vão estar nas fases seguinte.
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Árbitro de baliza: o novo Júlio César
Ontem escrevi isto. Recebi uma série de comentários enfurecidos da rapaziada do Benfica. Alguns, tive que os apagar. A rapaziada enerva-se e desata a dizer as alarvidades do costume.
Escrevi o que escrevi, após ouvir os comentários do Pedro Henriques. Considera que não houve falta sobre o Jardel. Já somos pelo menos dois a pensar o mesmo.
Agora, a questão não é essa. O árbitro e o árbitro de baliza não consideraram a existência de falta sobre o Jardel e ponto final. Sendo assim, depois disso o que é que viram para terem marcado canto? O Jardel não toca a bola com a mão involuntariamente. O Jardel praticamente agarra a bola (porventura, convencido que vai ser marcada a falta). Ao pegar na bola com as mãos e ao atirá-la para fora do campo, o que é que o árbitro de baliza e o árbitro viram para marcar canto?
Nós, sportinguistas, percebemos bem o que viram, o que lhes passou pela cabeça, e a razão da decisão. Percebemos tudo isso como também percebemos a marcação pelo árbitro de baliza do “penalty” a favor do Schalke 04. Aliás, sportinguista que se preze percebe mais disso do que outro assunto qualquer.
Quanto à rapaziada do Benfica sugiro-lhes o seguinte. Quando voltarem a ver o lance imaginem que não é o Jardel mas o Maurício. Vão ver que se riem à gargalhada. É bom e desopila bastante.
Escrevi o que escrevi, após ouvir os comentários do Pedro Henriques. Considera que não houve falta sobre o Jardel. Já somos pelo menos dois a pensar o mesmo.
Agora, a questão não é essa. O árbitro e o árbitro de baliza não consideraram a existência de falta sobre o Jardel e ponto final. Sendo assim, depois disso o que é que viram para terem marcado canto? O Jardel não toca a bola com a mão involuntariamente. O Jardel praticamente agarra a bola (porventura, convencido que vai ser marcada a falta). Ao pegar na bola com as mãos e ao atirá-la para fora do campo, o que é que o árbitro de baliza e o árbitro viram para marcar canto?
Nós, sportinguistas, percebemos bem o que viram, o que lhes passou pela cabeça, e a razão da decisão. Percebemos tudo isso como também percebemos a marcação pelo árbitro de baliza do “penalty” a favor do Schalke 04. Aliás, sportinguista que se preze percebe mais disso do que outro assunto qualquer.
Quanto à rapaziada do Benfica sugiro-lhes o seguinte. Quando voltarem a ver o lance imaginem que não é o Jardel mas o Maurício. Vão ver que se riem à gargalhada. É bom e desopila bastante.
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Rui Monteiro
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
Árbitro de baliza: o segundo guarda-redes
O árbitro de baliza é a nova bizarria do futebol. Vê ou não vê conforme lhe dá jeito. Hoje não viu a dois metros de distância o Jardel a agarrar a bola; ou viu e achou normal, tanto mais que marcou pontapé de canto.
A esperteza saloia da arbitragem também ficou evidente no lance que devia ter dado a expulsão do Enzo Pérez. Quando não se quer expulsar o jogador, o melhor mesmo é não marcar sequer a falta.
O salvador do Benfica foi mesmo o Talisca?
A esperteza saloia da arbitragem também ficou evidente no lance que devia ter dado a expulsão do Enzo Pérez. Quando não se quer expulsar o jogador, o melhor mesmo é não marcar sequer a falta.
O salvador do Benfica foi mesmo o Talisca?
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Rui Monteiro
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22:32
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Perder um jogo e não perder a cabeça
Pode-se perder um jogo. O que não se pode é perder a cabeça.
O jogo contra o Guimarães foi uma porcaria, primeiro ponto. O campo estava num estado lastimável. A bola andava aos saltos permanentemente. Perante isso, tinha que se jogar forte e feio. O Guimarães fê-lo. Nós não. Resta saber se o não fizemos por soberba ou por incapacidade. Se for a segunda é que é grave.
O jogo resolveu-se mais pelo acaso do que por qualquer outra razão. Os dois primeiros golos são de bola parada. O segundo é um autogolo precedido de fora-de-jogo. Tirar daqui grandes conclusões sobre banhos táticos é a normal teoria da construção “a posteriori” dos jogos a partir dos resultados.
A segunda parte foi uma autêntica vergonha. Valeu de tudo. Uma agressão que passou sem vermelho. Jogadores a rebolarem-se no chão ao mais pequeno toque. Perdas de tempo sistemáticas. O futebol português no seu melhor.
Agora, é neste futebol que vamos ter que jogar. Temos que estar preparados para isto e muito mais. Às vezes não dá para sair a jogar. É necessário jogar à biqueirada para a frente e ganhar as bolas divididas. A defesa é má. Mas parece pior do que é. O meio-campo tem que a proteger mais e melhor. Não se pode soltar toda a gente para o ataque. O William Carvalho, em muitos jogos, tem que ser mais posicional e não deixar grande espaço à frente da defesa. Os extremos têm que baixar, para que os laterais possam fechar mais dentro.
O Marco Silva tem que garantir que, em certas fases de jogo, a equipa não se expõe. Mais, tem que treinar as bolas paradas, defensivas e ofensivas. Em Portugal, os jogos ganham-se nessas jogadas. A conversa da tática é treta. O Guimarães ganhou com três bolas paradas.
Só existem duas dúvidas: se o Marco Silva aprende, e com ele a equipa, e se a preparação dos jogadores dá para aguentar estes jogos todos.
O jogo contra o Guimarães foi uma porcaria, primeiro ponto. O campo estava num estado lastimável. A bola andava aos saltos permanentemente. Perante isso, tinha que se jogar forte e feio. O Guimarães fê-lo. Nós não. Resta saber se o não fizemos por soberba ou por incapacidade. Se for a segunda é que é grave.
O jogo resolveu-se mais pelo acaso do que por qualquer outra razão. Os dois primeiros golos são de bola parada. O segundo é um autogolo precedido de fora-de-jogo. Tirar daqui grandes conclusões sobre banhos táticos é a normal teoria da construção “a posteriori” dos jogos a partir dos resultados.
A segunda parte foi uma autêntica vergonha. Valeu de tudo. Uma agressão que passou sem vermelho. Jogadores a rebolarem-se no chão ao mais pequeno toque. Perdas de tempo sistemáticas. O futebol português no seu melhor.
Agora, é neste futebol que vamos ter que jogar. Temos que estar preparados para isto e muito mais. Às vezes não dá para sair a jogar. É necessário jogar à biqueirada para a frente e ganhar as bolas divididas. A defesa é má. Mas parece pior do que é. O meio-campo tem que a proteger mais e melhor. Não se pode soltar toda a gente para o ataque. O William Carvalho, em muitos jogos, tem que ser mais posicional e não deixar grande espaço à frente da defesa. Os extremos têm que baixar, para que os laterais possam fechar mais dentro.
O Marco Silva tem que garantir que, em certas fases de jogo, a equipa não se expõe. Mais, tem que treinar as bolas paradas, defensivas e ofensivas. Em Portugal, os jogos ganham-se nessas jogadas. A conversa da tática é treta. O Guimarães ganhou com três bolas paradas.
Só existem duas dúvidas: se o Marco Silva aprende, e com ele a equipa, e se a preparação dos jogadores dá para aguentar estes jogos todos.
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Rui Monteiro
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19:47
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