Na comunicação social, vai-se desenvolvendo uma campanha que procura demonstrar os [supostos] benefícios do Sporting com as arbitragens. Sugere-se que as classificações do Porto e do Benfica não resultam da falta de jeito dos seus jogadores [para não dizer outra coisa], dos seus treinadores, mas de supostos benefícios concedidos ao Sporting. É uma insídia que se espera que vá fazendo o seu caminho até cumprir a sua razão de ser, com o Sporting a ser gamado um dia destes.
Ontem, no programa Dia Seguinte, a campanha teve um dos seus momentos mais patuscos. Passaram trezentas e cinquenta e oito vezes um lance onde, porque se vê um jogador do Marítimo no chão, se quer à viva força ver também um “penalty cometido” pelo João Pereira. Ninguém vê rigorosamente nada, mas o lance vai sendo repetido tantas vezes quantas as necessárias para dar consistência ao embuste e se comece a ver o que não se vê.
No entanto, começaram por se esquecer de passar o “penalty” a favor do Porto. Depois de muito pedir o Rogério Alves, lá acabaram por passar a repetição do lance. O lance é precedido de uma falta evidente do jogador do Porto, que não só faz jogo perigoso na disputa do lance com o guarda-redes como também o derruba. Este lance não precisa de ser repetido muitas vezes. Só precisa de ser repetido uma e uma só vez. Só que essa repetição não aparece ou só aparece a muito custo. Porque é que se repete o lance do Sporting até à náusea e se esquece este?
