domingo, 3 de março de 2013

Anjinhos barrocos



Para lá do futebol jogado. Mal ou bem. Das cartolinas (mal) distribuídas. Da falta de tomates para tentar ganhar o jogo. De ser a equipa A ou B . O que fica é que «nas últimas sete temporadas, o FC Porto perdeu… 14 pontos em Alvalade. A maldição nos encontros fora frente ao Sporting, a contar para o campeonato, parece não ter fim.»

Pequeninos. Pobrezinhos. Falidos. Bêzinhos orientados pelo velhinho carrancudo com o mini-bus encostado à baliza e, mesmo assim, os factos são estes... «nas últimas sete temporadas, o FC Porto perdeu… 14 pontos em Alvalade!!!

Para alguns dos comentadores do nosso blogue, os sempre atentos e hiper-insuflados seguidores do SLB que nos dizem vendidos ao FCP, resta a pergunta: afinal quem abre as pernas ao FCP?
Isto porque, «os dragões não ganham, por exemplo, na casa leonina há cinco anos: desde que em 2008 Lisandro e Bruno Alves fizeram os golos que valeram um triunfo por 2-1 em jogo do campeonato. Nos últimos cinco anos, de resto, o F.C. Porto fez seis pontos nos jogos em Alvalade e perdeu doze pontos. Já na Luz, por comparação, fez dez pontos nos últimos cinco anos (onze pontos se contarmos com o clássico da primeira volta). Nos últimos cinco anos, perdeu apenas uma vez na casa encarnada, contra três vitórias e dois empates. O que é sintomático do maior facilitismo que encontra na Luz .

E isto tudo mesmo com o nosso Wolfswinkel a fazer tudo para que o FCP não seja campeão. Querem mais? Complexos? Querem ser campeões? Porra! Joguem a bola! Sejam melhores. Nós fazemos a nossa pequeniníssima parte...para já!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sem golos não há história

Há jogadas notáveis que não dão golos. O dramático é que, depois, nunca mais nos lembremos delas. O futebol é decidido pelos golos. Enquanto assim for, a história do futebol confunde-se com a história dos golos.

Por muitas razões – e especialmente por esta - o Cristiano Ronaldo tem direito a umas tantas páginas na história do futebol. Ontem, ajudou a escrever mais uma. O melhor jogador do Mundo deu um banho ao Barcelona. Não é politicamente correcto dizer isto. Mas é o que me apetece dizer nesta altura.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Não foi por eles

O Sporting perdeu o jogo de ontem da mesma forma que tinha ganhado o de Barcelos. Ontem, teve um pouco de azar. Em Barcelos, teve um pouco de sorte. Não encontro grandes diferenças nas exibições num caso e noutro.

Voltámos a oferecer os golos ao adversário. Na semana passada deu para isso. Nesta não deu. Falhámos um penalty que todos, inclusive o Wolfswinkel, sabíamos que não íamos marcar. O que não sabíamos era que na resposta íamos sofrer mais um.

Levámos com uma arbitragem a pedido. Levámos com a arbitragem e levámos pau o tempo todo. Os nossos ainda são demasiados tenrinhos para aquilo. Aliás, não sei se há alguma equipa que possa estar a levar pau o tempo todo e, ainda assim, jogar alguma coisa.

Os miúdos estiveram bem. Gostei dos centrais. Gostei do Zezinho e do Bruma também. Gostei bastante menos do Patrício, do Rojo, do Wolfswinkel ou do Capel. O problema não está na idade. Não se pode é pedir a uns miúdos destinados a jogar nos juniores ou na equipa B que, a meio do campeonato, venham resolver a maior trapalhada da história do Sporting.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Voltar atrás no tempo

O Sporting constitui o melhor espelho do país: sempre acabamos por voltar ao ponto de partida porque nos enganámos no caminho e sem compreendermos sequer porquê. Vamos ter de voltar a fazer o que fazíamos no tempo do Paulo Bento e que tão pouco valorizámos: dispúnhamos de três ou quatro jogadores mais maduros que davam estabilidade à equipa (como o Polga ou o Liedson) e, depois, iam-se lançando uns miúdos da formação. As coisas correram bem e só não correram melhor porque, no campeonato nacional, não nos podem correr melhor, é proibido [num deles, a batota foi de tal monta que ficámos a dever o campeonato a uma bola metida descaradamente com a mão]. Ficámos em segundos em quatro campeonatos seguidos e, em três deles, disputámo-los até ao fim, dando muito mais luta do que o Benfica nestes últimos dois. 

Os Ruis Santos e os Manhas desta vida foram desvalorizando estes resultados e foi-se criando e consolidando uma imagem de falta de ambição, de conformismo. Os adeptos foram assimilando esse discurso, simultaneamente com o desgaste natural de um treinador muito afirmativo e com elevada exposição mediática ao longo de muito tempo. A época de 2009-10 foi fatal: o Benfica melhorou, mudou para melhor e nós passámos a duvidar do que vínhamos a fazer nos últimos anos. As últimas eleições foram marcadas por este estado de coisas: com fundos sem fundo, todos os candidatos prometeram a fazer o percurso do Benfica. Contrataram-se jogadores às pazadas para se entreter os adeptos e, quando os resultados não apareceram, mudou-se de treinador ou contratou-se mais um Pranjic qualquer; e foi-se de fuga em frente em fuga em frente até se chegar onde se chegou, ao fim da linha.

Vamos ter de voltar atrás no tempo, sendo que o tempo não parou para os outros, para o Porto e o Benfica. Vamos ter de encontrar três ou quatro jogadores sólidos [depois de tanta contratação, olhamos para a atual equipa e não os vemos] que permitam a integração dos mais jovens da formação. Vamos ter de apostar num treinador que efetivamente saiba treinar, um treinador que nos dê garantias de que sabe o que anda a fazer [não gosto do Jesualdo, mas, na dúvida, deve ficar]. O que não podemos de maneira alguma é continuar a apostar em bons rapazes, em amadores. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Manipulação

Acho bem que se aposte em equipas da formação.
Malta jovem ainda com algum amor à camisola, pelo menos até poder ambicionar uma mais rentável, e com ordenados mais baixos e a consequente motivação que isso acarreta.
Gastar muito não é, necessariamente, gastar bem. De resto, apostar em orçamentos altos já está provado que não é suficiente, basta olhar para o que vai acontecendo jornada a jornada. Não só com os nossos mas também com os outros.  Jogam os presidentes, os treinadores, os jogadores e os árbitros. E uns jogam mais do que outros e conforme as circunstâncias o exigem.
Mas há outros jogos e para esses não há orçamento que valha a pena. Para esses jogos por baixo da mesa nunca demonstramos habilidade. Essa não é, nem nunca foi, a nossa guerra e se fosse, não estaríamos prontos para ela. A nós ninguém nos desculpa os erros e agressões dos jogadores. Agredir um árbitro para nós não é, mesmo que quiséssemos,  uma questão subjectiva. As "entradas assassinas" que o João Manha (Querido só para alguns) vê numa entrada do  Eric Dier mas não consegue vislumbrar em milhentas entradas do Maxi Pereira, não depende só da qualidade teatral do jogador, nestes casos o  próprio comentador é também o argumentista. A nós não nos dão penáltis nos descontos mesmo que justos ou "um penalty que é no mínimo polémico" como diz o insuspeito e  isento Maisfutebol. A nós, a isenta imprensa desses LambeRabosQueSeDizemJornalistas que alimentam os três pasquins diários mais as rádios e tvs e ainda os paineleiros de serviço, nunca nos perdoam tais erros, exibições ou deslizes. A nós, para lá de não verem a realidade ainda libertam a imaginação. Rosnam e mordem pois sabem bem qual é a mão que os alimenta, e não é a nossa.
No fim, o que ficam são os pontos, o resto que se lixe. Há de vir para aí um ou outro ressabiado chatear, ofender, corajosamente escondido no anonimato ou sob um qualquer nickname fruto de horas de desgastante uso do neurónio disponível, mas isso só demonstra a importância que nos dão e o peso na consciência que tem, ou deveriam ter se tivessem uma.
Enfim, bardamerda para isto... e se algum fiscal dos bons costumes me vier chatear ele "que vá tomar no cu" que esta prática está já devidamente oficializada pelo léxico governamental.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Não repetir o passado recente

Oferecemos dois golos. Mesmo assim chegou. O que suspeitávamos aconteceu. Os miúdos não são piores do que os outros. Um pouco ingénuos num ou noutro lance. Talvez não cheguem para jogos com equipas mais difíceis do que a do Gil Vicente. Mas, para fazerem o que os outros andaram a fazer, chegam e, como se viu, sobram.

O Jesualdo estava contente e isso notava-se. Apanhou a equipa de rastos. Pelo caminho, viu os jogadores irem saindo. Ninguém consegue preparar uma equipa nestas condições. Teve que recorrer aos miúdos, especialmente para o centro da defesa; local onde se pede experiência e cabedal. Não se saiu mal. Se saísse as coisas podiam-se complicar e muito.

Gostei deles todos, mas especialmente do Bruma, do Zezinho e do Dier. O André Martins também não entrou mal. Temos algum presente e todo o futuro pela frente. O que não podemos é repetir o passado recente.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Excepcionalíssimo

Só o superlativo absoluto sintético pode descrever o golo de hoje do Ronaldo contra o Manchester. Está lá tudo o que esperamos ver num golo perfeito de cabeça. A elevação extraordinária, quase sem balanço. A suspensão no ar, como se o tempo pudesse parar. O impulso dado à bola com a força e a colocação que torna a defesa impossível.


(Dizem que a justiça é cega. No futebol, quando se trata do Benfica e do Porto, não chega a enxergar o que está à frente do nariz. É mais do que cegueira. É para nos fazer de parvos)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Estamos lixados

Este fim-de-semana estive em Lisboa. As coisas são assim. As mulheres mandam-nos ir e a gente vai. Fiquei próximo do Estádio de Alvalade. Ainda pensei ir ver o jogo contra o Marítimo, mas mandaram-me regressar a Braga e lá regressei bem-mandado como de costume.

Vi os últimos quinze minutos numa estação de serviços qualquer da A8. Do que vi e do que conversei com o Júlio Pereira sobra uma grande conclusão: nesta luta para não descer de divisão, precisávamos de mais uns tantos como o Joãozinho. É o único que revela preparação física adequada. É o único que percebe como se jogam os últimos minutos com resultado desfavorável. Enquanto os outros continuam a trocar a bola entre eles até nos levarem ao desespero, ele manda uma bica para dentro de área e vai ao ressalto.

É que a situação é mais aflitiva do que parece. Estamos a lutar para não descer de divisão, mas sem os atributos das equipas que nos estão próximas. Não conseguimos criar perigo nos lances de bola parada, quanto mais marcar um golo que seja. Não somos capazes de, com sangue, suor e lágrimas, encostar atrás os adversários nos últimos minutos, despejando bolas sobre bolas para dentro de área. Não temos, enfim, o espírito de sobrevivência que caracteriza um Moreirense, um Beira-Mar ou um Setúbal.

SOY EL ETERNO PERDEDOR



Soy el eterno perdedor.
Perdí el empleo, la gorra y la paciencia.
Cada vez que aposté a un caballo,
se mancó en la largada.
Mi número de la suerte
no es nunca el elegido.
Y hasta en el juego del amor
mi corazón trabaja a pérdida.
De buena gana, me arrojaría ahora bajo el tren
de las nueve y treinta y uno que viene de Tolosa,
pero temo que no pase a horario.

César Cantoni

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Quase representados



Ponto prévio: a Seleção Nacional merece, normalmente, toda a minha estima até porque  na minha opinião esta nossa seleção de futebol é a equipa que joga o tipo de futebol que mais se aproxima do futebol praticado pelo Sporting destes últimos anos.  É tudo na base do “quase”. Quase que jogam. Quase que ganham. Quase que não perdem. Etc.
A massa anónima onde me incluo está habituada a ser politicamente representada, desde 1820 pelo menos e mesmo que com algumas longas interrupções nada democráticas. Essa representação foi, naturalmente, numas alturas melhor, noutras pior, mas quase sempre merecedora de reparos.  O jogo de ontem fez-me lembrar até que ponto as semelhanças entre a nossa representação política e a nossa representação desportiva tem vindo a aumentar nos últimos anos.
Somos representados no parlamento e na seleção por indivíduos que, supostamente, consideramos os melhores ou alguém por nós assim os considera. Contudo, uns são movidos por motivos individuais, outros por motivos  coletivos. Uns sacrificando-se pelo bem comum, outros sacrificando o bem comum por eles. Uns estão lá enquanto nossos representantes, outros estão lá enquanto representantes de um qualquer partido ou agente desportivo. Uns dando o que tem e não tem, outros aproveitando o que podem do que os outros tem. Assim, quer-me parecer que no parlamento ou na seleção somos representados, simultaneamente, por minorias de bons e por maiorias de maus. Estou a falar de jogadores e de cidadania claro. E assim como temos um futebol “quase”, também “quase” temos um país.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Deixem defender o Patrício!

No Flávio já têm pena de mim. Sou o último dos resistentes. O dono também é do Sporting. Mas está lá enquanto dono. Eu não. Saio de casa de propósito. Tudo o que é de mais é doença.

Não jogámos mal. Agora nunca jogamos mal. Não jogámos bem. Também nunca jogamos bem. Não merecíamos o resultado. Nunca merecemos os resultados. Por isto ou por aquilo tudo se complica. Hoje foram dois autogolos. Na semana passada foi outro. Não sei porque é que os nossos defesas não são capazes de fazer o favor de deixar o Patrício defender.

Aconteceu o costume, nesta fase do Jesualdo. Defendemos bem e não demos grandes oportunidades ao Rio Ave. Controlámos o jogo. Só que na frente fazemos cócegas. Marcámos primeiro, mas faltou-nos jeito para fazermos mais qualquer coisa. Primeiro foi o nabo do Jéffren. Depois nem força tínhamos para chegar à área. Nem um chuveirinho final fomos capazes de fazer.

Estamos a atravessar um momento, como dizem os brasileiros, que se comprássemos um circo até o anão crescia.

Greenlands?


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Descubra as diferenças

A comunicação social, em geral, nos três casos. Quais as diferenças?


  • Benfica oficializa a renovação de Aimar, grande jogada da direcção. O jogador de 33 anos, ainda tem muito para dar ao futebol e é já um dos favoritos dos adeptos
  • Porto assegura a contratação de Liedson. O jogador, de 35 anos, ainda tem muito para dar ao futebol e conhece bem o nosso campeonato! Um dos maiores goleadores de sempre, grande contratação do F.C. Porto.
  • Sporting contrata, de novo, Marius Nicolae. O jogador, de 31 anos, é o segundo melhor marcador da Roménia e vai assinar um ano e meio. Esta direcção vai de mal a pior, em vez de irem buscar um rapaz novo...

Vão ler, é isto que se passa... Mas não se fiquem pelos jornais, pesquisem nas redes sociais, sites desportivos, etc.

Saudações, nunca tão leoninas

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O futuro pode ser verde mas tão-só

Subitamente despertou a discussão que importa. Andávamos a fugir dela. Havia, e há, vários elefantes na sala e ninguém os queria ver. Só que a reformas estruturais têm de ser feitas e não há nada a fazer. Os mercados assim o exigem.

Faz sentido que este blogue continue a ter a cor azul? Esta cor resulta da nossa info-exclusão. O Blogger dispõe de uns modelos pré-definidos. Este é um deles. Não é nem mais bonito nem mais feio do que os demais. Não me aborrece o azul. O que me aborrece é tratar-se de um azul cueca. Mas não basta tirar a cueca ao azul. É preciso tirar o azul e a cueca ao mesmo tempo. Vamos ver no que dá. O Júlio Pereira é que sabe de computadores.

O título continua a fazer sentido? O Liedson foi para o Porto, é verdade. Mas também é verdade que, indo para o Porto, os golos que marcou pelo Sporting não são descontados. Não acredito que nos tirem os golos que marcou, sobretudo ao Benfica e, em particular, aqueles que deixaram o Luisão com uma hérnia discal da qual nunca mais recuperou. Os blogues são criados num contexto. Têm uma história e essa, por muito que queiramos, não desaparece.

O subtítulo deve continuar? Não vejo razão para falar mais bem do que mal do Sporting. Não vejo razão para falar bem do Benfica também. Falar do Porto conformado é uma ironia. A bola é redonda, jogam onze de cada lado, e no fim ganha o Porto. Pelos caminhos mais ínvios, mas ganha. Este registo irónico (e bem disposto, já agora) é que nos tem caracterizado. O futebol não é um assunto sério, não é sério, nem se pode levar muito a sério. Mesmo assim, o subtítulo pode mudar. Não muito, mas pode mudar alguma coisa.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Joãozinho não merecia

Não jogámos mal. Nem bem também. Defendemos competentemente. Pressionámos o adversário. Tivemos sempre mais bola. Mas nos últimos trinta metros falta sempre alguma coisa. Diria que falta golo nas botas (e na cabeça também).

Que sentido faz ganhar a linha vezes sem conta se o centro não tem conta ou não encontra quem deve? Ou alguém joga a médio, mas atrás do Wolfswinkel, e aparece na área ou, então, as jogadas de ataque estão condenadas ao fracasso. O Labyad tinha essa função aparentemente. O Wolfswinkel sozinho na frente é que não dá conta do recado. É verdade que não é o Jardel, mas podia disfarçar ao menos. Fico na minha: jogar com um avançado, em Portugal, é dar descanso às defesas e mais nada.

A defesa não esteve mal. O Rinaudo esteve magnífico, com excepção de um ou outro passe para o ataque. O Adrien andou por lá em estilo de jogador de futebol de salão. O Labyad tentou, porfiou, como se costuma dizer, mas não foi suficiente. O Wolfswinkel esteve ao seu jeito. Marcou o difícil e não marcou o que parecia bem mais fácil (como um cabeceamento a acabar o jogo). O Capel e o Carrillo fizeram coisas levadas da breca e disparates completos. O Pedro Mendes não pareceu pior do que o Boulahrouz. O Viola é um nabo rematado. O Jéffren é como o Adrien, mas em avançado.

O árbitro não marcou um penalty a favor do Guimarães. O Joãozinho não merecia. Assim nascem os grandes jogadores. Não se queimam à primeira. Convém é não confiar na sorte. Não somos o Porto ou o Benfica. Podem-nos perdoar a primeira, mas a segunda não nos perdoam nunca.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Delírios de uma noite de inverno

Olhando o número e a qualidade dos ex jogadores do Sporting que agora defendem as cores do FCP, podemos sempre usar a imaginação e ponderar até que ponto não estamos a ver o quadro todo? Até que ponto não existirá um Plano Superior, imaginado por um qualquer dirigente do Sporting que, habituado às artimanhas detetivescas  e  dado a planos maquiavélicos,  tenha infiltrado uma série de “agentes” na organização inimiga de modo a miná-la por dentro? Quem o poderá em absoluto negar?
 
Mesmo alertado pela razão e pela realidade de saber que a “organização inimiga” FCP é mais hábil e experiente neste tipo de estratagemas, posso deixar o meu espírito divagar. Só mesmo assim, no delírio de uma gelada noite de inverno, me deixaria embrenhar no livro «O homem que era quinta-feira», de G. K. Chesterton, uma pequena obra-prima de humor e estilo “policial-filosófico”, e tentar cruzá-lo com esta nossa realidade desportiva.


Nesta obra, um jovem agente da Scotland Yard, imbuído do novo espírito do polícia-filósofo (http://www.youtube.com/watch?v=aM5WOZ2lbcQ ) que procura detectar os pessimistas cultos que dão origem «a pensamentos terríveis que dirigem os homens para o fanatismo e para os crimes intelectuais», é levado a infiltrar-se no Conselho Supremo que dirige os sinistros desígnios do anarquismo.  No meu delírio, esse polícia é personificado pelo João Moutinho. Esse conselho é composto por sete personalidades clandestinas que escondem a sua identidade sob o nome de código de um dos dias da semana: o Varela, é o Sexta-Feira; o Liedson, o Sábado e o Marat, o Terça-feira. A personagem principal, o João, conseguindo infiltrar-se como Quinta-Feira, descobre aos poucos que afinal todos os dirigentes são também agentes infiltrados. Toda a equipa do FCP é afinal composta por adversários infiltrados! E atenção, se os nossos só são quatro, os outros serão do SLB, do SCB ou até do Boavista (de certo resquícios ainda do tempo da Guerra Fria). A exceção é Domingo, o chefe dos chefes. Neste é difícil não reconhecer o “maquiavélico” Pinto da Costa.

A verdadeira ironia é que no fim do livro, o próprio Domingo, chefe dos anarquistas, é o superintendente da Scotland Yard. O que no meu delírio, e só pode mesmo ser por isso, resultaria no próprio Pinto da Costa como um infiltrado do Sporting que dirige com sucesso uma organização inimiga, o FCP, com o propósito final de acabar com ela. 
Delírios.
Esperemos que chegue rápido a primavera.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Vitória de Pirro?


Sou apenas um adepto. Não pertenço à "casta" dos sócios mas não sei até que ponto esta possível assembleia geral não será uma vitória de Pirro?
 
Pirro (318 a.C. – 272 a.C.) rei de Épiro, antiga região da Grécia, derrotou os romanos na batalha de Heracléia e na batalha de Ásculo. Em ambas, morreram mais romanos do que soldados do seu exército. Mas, visto que os romanos possuíam um exército maior, as baixas de Pirro acabaram por pesar mais. Daí ter desabafado: "mais uma vitória como esta e estou perdido"

É apenas uma dúvida metódica de um mero adepto.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Sai Insua entra Joãozinho? (e algumas frases sobre Ghilas)

A "limpeza" continua..
Agora fez nova vítima, Emiliano Insua, o melhor lateral esquerdo a actuar em Portugal sem qualquer tipo de discussão, que irá para o Grémio.
Existem, no entanto, duas perspectivas para analisar esta saída que, pelo menos a mim me custa bastante. Por um lado, desportivamente é muito arriscado uma vez que era um dos pilares da equipa, um dos (poucos) títulares quase indiscutíveis este ano, um defesa capaz de marcar grandes golos, segurar os contra ataques das outras equipas, atacar em velocidade e marcar bons livres (embora ultimamente muito pouco eficazes). É sem dúvida um grande perda, por ser um tão bom jogador e ainda novo, com prespectivas de evolução, que vai ser encaminhado para um campeonato pouco táctico e muito inferior à Europa. 
Mas, se está a ser "cortado" por alguma razão é. E essa razão, no Sporting dos dias de hoje é sempre a mesma, dinheiro!! O Sporting só tem 35% do passe de Insua, e pede, aparentemente, 3.5 milhões por essa percentagem mais parte dos lucros de uma futura venda. Acho que isto é o máximo que o Sporting se pode dar ao luxo de pedir nos dias de hoje.. Se tivesse o jogador todo, seriam absurdos estes números, mas com tão pouca precentagem do jogador, é bastante bom.
Nisto entra em cena Joãozinho, lateral esquerdo do Beira-Mar, sobre quem não posso sinceramente opinar porque nunca prestei real atenção ao rapaz. Sei apenas que nos últimos dois anos, a carreira subiu em flecha, ainda mais se agora vier para o SCP.
Por muito que doa perder Insua, que tantas alegrias nos deu o ano passado, esta será a linha de contractações que o Sporting tem de adoptar nesta altura. Jogadores que joguem no campeonato português, que se destaquem dentro da sua equipa, que integrados num grande clube serão potenciados. Para além de que saem bastante mais baratos do que aqueles que vêm do outro lado do atlântico. Penso que os dirigentes já compreenderam isto, não vale a pena nesta altura endividar mais o clube por jogadores que ao chegarem terão de ser adaptados e mais tarde ou mais cedo vão pedir brutos ordenados.
Se for bom jogador, e penso que Jesualdo sabe avaliar um bom jogador, será muito bem-vindo a este novo Sporting!

Outro nome apontado ao nosso clube é Ghilas, sobre o qual o Sporting já tem direito de preferência e , especula-se que muito em breve vestirá verde e branco (mas desta vez às riscas). Ghilas marcou 10 golos até agora, sendo que atrás dele tem um Moreirense que muito terá de lutar para se manter na primeira divisão.

Deixo-vos dois videos dos dois jogadores apontados a Alvalade.. esperemos que venham para ajudar! 

O primeiro, um pouco depois dos quatro minutos mostra um excelente golo de Joãozinho.



O segundo de Ghilas, que isolado não falha..