Há jogadas notáveis que não dão golos. O dramático é que, depois, nunca mais nos lembremos delas. O futebol é decidido pelos golos. Enquanto assim for, a história do futebol confunde-se com a história dos golos.
Por muitas razões – e especialmente por esta - o Cristiano Ronaldo tem direito a umas tantas páginas na história do futebol. Ontem, ajudou a escrever mais uma. O melhor jogador do Mundo deu um banho ao Barcelona. Não é politicamente correcto dizer isto. Mas é o que me apetece dizer nesta altura.
Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Não foi por eles
O Sporting perdeu o jogo de ontem da mesma forma que tinha ganhado o de Barcelos. Ontem, teve um pouco de azar. Em Barcelos, teve um pouco de sorte. Não encontro grandes diferenças nas exibições num caso e noutro.
Voltámos a oferecer os golos ao adversário. Na semana passada deu para isso. Nesta não deu. Falhámos um penalty que todos, inclusive o Wolfswinkel, sabíamos que não íamos marcar. O que não sabíamos era que na resposta íamos sofrer mais um.
Levámos com uma arbitragem a pedido. Levámos com a arbitragem e levámos pau o tempo todo. Os nossos ainda são demasiados tenrinhos para aquilo. Aliás, não sei se há alguma equipa que possa estar a levar pau o tempo todo e, ainda assim, jogar alguma coisa.
Os miúdos estiveram bem. Gostei dos centrais. Gostei do Zezinho e do Bruma também. Gostei bastante menos do Patrício, do Rojo, do Wolfswinkel ou do Capel. O problema não está na idade. Não se pode é pedir a uns miúdos destinados a jogar nos juniores ou na equipa B que, a meio do campeonato, venham resolver a maior trapalhada da história do Sporting.
Voltámos a oferecer os golos ao adversário. Na semana passada deu para isso. Nesta não deu. Falhámos um penalty que todos, inclusive o Wolfswinkel, sabíamos que não íamos marcar. O que não sabíamos era que na resposta íamos sofrer mais um.
Levámos com uma arbitragem a pedido. Levámos com a arbitragem e levámos pau o tempo todo. Os nossos ainda são demasiados tenrinhos para aquilo. Aliás, não sei se há alguma equipa que possa estar a levar pau o tempo todo e, ainda assim, jogar alguma coisa.
Os miúdos estiveram bem. Gostei dos centrais. Gostei do Zezinho e do Bruma também. Gostei bastante menos do Patrício, do Rojo, do Wolfswinkel ou do Capel. O problema não está na idade. Não se pode é pedir a uns miúdos destinados a jogar nos juniores ou na equipa B que, a meio do campeonato, venham resolver a maior trapalhada da história do Sporting.
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Voltar atrás no tempo
O Sporting constitui o melhor espelho do país: sempre acabamos por voltar ao ponto de partida porque nos enganámos no caminho e sem compreendermos sequer porquê. Vamos ter de voltar a fazer o que fazíamos no tempo do Paulo Bento e que tão pouco valorizámos: dispúnhamos de três ou quatro jogadores mais maduros que davam estabilidade à equipa (como o Polga ou o Liedson) e, depois, iam-se lançando uns miúdos da formação. As coisas correram bem e só não correram melhor porque, no campeonato nacional, não nos podem correr melhor, é proibido [num deles, a batota foi de tal monta que ficámos a dever o campeonato a uma bola metida descaradamente com a mão]. Ficámos em segundos em quatro campeonatos seguidos e, em três deles, disputámo-los até ao fim, dando muito mais luta do que o Benfica nestes últimos dois.
Os Ruis Santos e os Manhas desta vida foram desvalorizando estes resultados e foi-se criando e consolidando uma imagem de falta de ambição, de conformismo. Os adeptos foram assimilando esse discurso, simultaneamente com o desgaste natural de um treinador muito afirmativo e com elevada exposição mediática ao longo de muito tempo. A época de 2009-10 foi fatal: o Benfica melhorou, mudou para melhor e nós passámos a duvidar do que vínhamos a fazer nos últimos anos. As últimas eleições foram marcadas por este estado de coisas: com fundos sem fundo, todos os candidatos prometeram a fazer o percurso do Benfica. Contrataram-se jogadores às pazadas para se entreter os adeptos e, quando os resultados não apareceram, mudou-se de treinador ou contratou-se mais um Pranjic qualquer; e foi-se de fuga em frente em fuga em frente até se chegar onde se chegou, ao fim da linha.
Vamos ter de voltar atrás no tempo, sendo que o tempo não parou para os outros, para o Porto e o Benfica. Vamos ter de encontrar três ou quatro jogadores sólidos [depois de tanta contratação, olhamos para a atual equipa e não os vemos] que permitam a integração dos mais jovens da formação. Vamos ter de apostar num treinador que efetivamente saiba treinar, um treinador que nos dê garantias de que sabe o que anda a fazer [não gosto do Jesualdo, mas, na dúvida, deve ficar]. O que não podemos de maneira alguma é continuar a apostar em bons rapazes, em amadores.
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Rui Monteiro
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
Manipulação
Acho bem que se aposte em equipas da formação.
Malta jovem ainda com algum amor à camisola, pelo menos até poder ambicionar uma mais rentável, e com ordenados mais baixos e a consequente motivação que isso acarreta.
Gastar muito não é, necessariamente, gastar bem. De resto, apostar em orçamentos altos já está provado que não é suficiente, basta olhar para o que vai acontecendo jornada a jornada. Não só com os nossos mas também com os outros. Jogam os presidentes, os treinadores, os jogadores e os árbitros. E uns jogam mais do que outros e conforme as circunstâncias o exigem.
Mas há outros jogos e para esses não há orçamento que valha a pena. Para esses jogos por baixo da mesa nunca demonstramos habilidade. Essa não é, nem nunca foi, a nossa guerra e se fosse, não estaríamos prontos para ela. A nós ninguém nos desculpa os erros e agressões dos jogadores. Agredir um árbitro para nós não é, mesmo que quiséssemos, uma questão subjectiva. As "entradas assassinas" que o João Manha (Querido só para alguns) vê numa entrada do Eric Dier mas não consegue vislumbrar em milhentas entradas do Maxi Pereira, não depende só da qualidade teatral do jogador, nestes casos o próprio comentador é também o argumentista. A nós não nos dão penáltis nos descontos mesmo que justos ou "um penalty que é no mínimo polémico" como diz o insuspeito e isento Maisfutebol. A nós, a isenta imprensa desses LambeRabosQueSeDizemJornalista s que
alimentam os três pasquins diários mais as rádios e tvs e ainda os
paineleiros de serviço, nunca nos perdoam tais erros, exibições ou
deslizes. A nós, para lá de não verem a realidade ainda libertam a
imaginação. Rosnam e mordem pois sabem bem qual é a mão que os alimenta,
e não é a nossa.
No fim, o que ficam são os pontos, o resto que se lixe. Há de vir para aí um ou outro ressabiado chatear, ofender, corajosamente escondido no anonimato ou sob um qualquer nickname fruto de horas de desgastante uso do neurónio disponível, mas isso só demonstra a importância que nos dão e o peso na consciência que tem, ou deveriam ter se tivessem uma.
Enfim, bardamerda para isto... e se algum fiscal dos bons costumes me vier chatear ele "que vá tomar no cu" que esta prática está já devidamente oficializada pelo léxico governamental.
Malta jovem ainda com algum amor à camisola, pelo menos até poder ambicionar uma mais rentável, e com ordenados mais baixos e a consequente motivação que isso acarreta.
Gastar muito não é, necessariamente, gastar bem. De resto, apostar em orçamentos altos já está provado que não é suficiente, basta olhar para o que vai acontecendo jornada a jornada. Não só com os nossos mas também com os outros. Jogam os presidentes, os treinadores, os jogadores e os árbitros. E uns jogam mais do que outros e conforme as circunstâncias o exigem.
Mas há outros jogos e para esses não há orçamento que valha a pena. Para esses jogos por baixo da mesa nunca demonstramos habilidade. Essa não é, nem nunca foi, a nossa guerra e se fosse, não estaríamos prontos para ela. A nós ninguém nos desculpa os erros e agressões dos jogadores. Agredir um árbitro para nós não é, mesmo que quiséssemos, uma questão subjectiva. As "entradas assassinas" que o João Manha (Querido só para alguns) vê numa entrada do Eric Dier mas não consegue vislumbrar em milhentas entradas do Maxi Pereira, não depende só da qualidade teatral do jogador, nestes casos o próprio comentador é também o argumentista. A nós não nos dão penáltis nos descontos mesmo que justos ou "um penalty que é no mínimo polémico" como diz o insuspeito e isento Maisfutebol. A nós, a isenta imprensa desses LambeRabosQueSeDizemJornalista
No fim, o que ficam são os pontos, o resto que se lixe. Há de vir para aí um ou outro ressabiado chatear, ofender, corajosamente escondido no anonimato ou sob um qualquer nickname fruto de horas de desgastante uso do neurónio disponível, mas isso só demonstra a importância que nos dão e o peso na consciência que tem, ou deveriam ter se tivessem uma.
Enfim, bardamerda para isto... e se algum fiscal dos bons costumes me vier chatear ele "que vá tomar no cu" que esta prática está já devidamente oficializada pelo léxico governamental.
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
Não repetir o passado recente
Oferecemos dois golos. Mesmo assim chegou. O que suspeitávamos aconteceu. Os miúdos não são piores do que os outros. Um pouco ingénuos num ou noutro lance. Talvez não cheguem para jogos com equipas mais difíceis do que a do Gil Vicente. Mas, para fazerem o que os outros andaram a fazer, chegam e, como se viu, sobram.
O Jesualdo estava contente e isso notava-se. Apanhou a equipa de rastos. Pelo caminho, viu os jogadores irem saindo. Ninguém consegue preparar uma equipa nestas condições. Teve que recorrer aos miúdos, especialmente para o centro da defesa; local onde se pede experiência e cabedal. Não se saiu mal. Se saísse as coisas podiam-se complicar e muito.
Gostei deles todos, mas especialmente do Bruma, do Zezinho e do Dier. O André Martins também não entrou mal. Temos algum presente e todo o futuro pela frente. O que não podemos é repetir o passado recente.
O Jesualdo estava contente e isso notava-se. Apanhou a equipa de rastos. Pelo caminho, viu os jogadores irem saindo. Ninguém consegue preparar uma equipa nestas condições. Teve que recorrer aos miúdos, especialmente para o centro da defesa; local onde se pede experiência e cabedal. Não se saiu mal. Se saísse as coisas podiam-se complicar e muito.
Gostei deles todos, mas especialmente do Bruma, do Zezinho e do Dier. O André Martins também não entrou mal. Temos algum presente e todo o futuro pela frente. O que não podemos é repetir o passado recente.
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Excepcionalíssimo
Só o superlativo absoluto sintético pode descrever o golo de hoje do Cristiano Ronaldo contra o Manchester United. Está lá tudo o que esperamos ver num golo perfeito de cabeça: a elevação extraordinária, quase sem balanço; a suspensão no ar, como se o tempo pudesse parar; o impulso dado à bola com a força e a colocação que torna a defesa impossível.
[Dizem que a justiça é cega. No futebol, quando se trata do Benfica ou do Porto, não chega a enxergar o que está à frente do nariz. É mais do que cegueira, é para fazer de nós cegos (ou parvos)]
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Estamos lixados
Este fim-de-semana estive em Lisboa. As coisas são assim. As mulheres mandam-nos ir e a gente vai. Fiquei próximo do Estádio de Alvalade. Ainda pensei ir ver o jogo contra o Marítimo, mas mandaram-me regressar a Braga e lá regressei bem-mandado como de costume.
Vi os últimos quinze minutos numa estação de serviços qualquer da A8. Do que vi e do que conversei com o Júlio Pereira sobra uma grande conclusão: nesta luta para não descer de divisão, precisávamos de mais uns tantos como o Joãozinho. É o único que revela preparação física adequada. É o único que percebe como se jogam os últimos minutos com resultado desfavorável. Enquanto os outros continuam a trocar a bola entre eles até nos levarem ao desespero, ele manda uma bica para dentro de área e vai ao ressalto.
É que a situação é mais aflitiva do que parece. Estamos a lutar para não descer de divisão, mas sem os atributos das equipas que nos estão próximas. Não conseguimos criar perigo nos lances de bola parada, quanto mais marcar um golo que seja. Não somos capazes de, com sangue, suor e lágrimas, encostar atrás os adversários nos últimos minutos, despejando bolas sobre bolas para dentro de área. Não temos, enfim, o espírito de sobrevivência que caracteriza um Moreirense, um Beira-Mar ou um Setúbal.
Vi os últimos quinze minutos numa estação de serviços qualquer da A8. Do que vi e do que conversei com o Júlio Pereira sobra uma grande conclusão: nesta luta para não descer de divisão, precisávamos de mais uns tantos como o Joãozinho. É o único que revela preparação física adequada. É o único que percebe como se jogam os últimos minutos com resultado desfavorável. Enquanto os outros continuam a trocar a bola entre eles até nos levarem ao desespero, ele manda uma bica para dentro de área e vai ao ressalto.
É que a situação é mais aflitiva do que parece. Estamos a lutar para não descer de divisão, mas sem os atributos das equipas que nos estão próximas. Não conseguimos criar perigo nos lances de bola parada, quanto mais marcar um golo que seja. Não somos capazes de, com sangue, suor e lágrimas, encostar atrás os adversários nos últimos minutos, despejando bolas sobre bolas para dentro de área. Não temos, enfim, o espírito de sobrevivência que caracteriza um Moreirense, um Beira-Mar ou um Setúbal.
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Rui Monteiro
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SOY EL ETERNO PERDEDOR
Soy el eterno perdedor.
Perdí el empleo, la gorra y la paciencia.
Cada vez que aposté a un caballo,
se mancó en la largada.
Mi número de la suerte
no es nunca el elegido.
Y hasta en el juego del amor
mi corazón trabaja a pérdida.
De buena gana, me arrojaría ahora bajo el tren
de las nueve y treinta y uno que viene de Tolosa,
pero temo que no pase a horario.
Perdí el empleo, la gorra y la paciencia.
Cada vez que aposté a un caballo,
se mancó en la largada.
Mi número de la suerte
no es nunca el elegido.
Y hasta en el juego del amor
mi corazón trabaja a pérdida.
De buena gana, me arrojaría ahora bajo el tren
de las nueve y treinta y uno que viene de Tolosa,
pero temo que no pase a horario.
César Cantoni
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A. Trindade
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Quase representados
Ponto prévio: a Seleção Nacional merece, normalmente, toda a
minha estima até porque na minha opinião esta nossa seleção de futebol é
a equipa que joga o tipo de futebol que mais se aproxima do futebol praticado
pelo Sporting destes últimos anos. É tudo na base do “quase”. Quase que
jogam. Quase que ganham. Quase que não perdem. Etc.
A massa anónima onde me incluo está habituada a ser politicamente representada, desde 1820 pelo menos e mesmo que com algumas longas interrupções nada democráticas. Essa representação foi, naturalmente, numas alturas melhor, noutras pior, mas quase sempre merecedora de reparos. O jogo de ontem fez-me lembrar até que ponto as semelhanças entre a nossa representação política e a nossa representação desportiva tem vindo a aumentar nos últimos anos.
Somos representados no parlamento e na seleção por indivíduos que, supostamente, consideramos os melhores ou alguém por nós assim os considera. Contudo, uns são movidos por motivos individuais, outros por motivos coletivos. Uns sacrificando-se pelo bem comum, outros sacrificando o bem comum por eles. Uns estão lá enquanto nossos representantes, outros estão lá enquanto representantes de um qualquer partido ou agente desportivo. Uns dando o que tem e não tem, outros aproveitando o que podem do que os outros tem. Assim, quer-me parecer que no parlamento ou na seleção somos representados, simultaneamente, por minorias de bons e por maiorias de maus. Estou a falar de jogadores e de cidadania claro. E assim como temos um futebol “quase”, também “quase” temos um país.
A massa anónima onde me incluo está habituada a ser politicamente representada, desde 1820 pelo menos e mesmo que com algumas longas interrupções nada democráticas. Essa representação foi, naturalmente, numas alturas melhor, noutras pior, mas quase sempre merecedora de reparos. O jogo de ontem fez-me lembrar até que ponto as semelhanças entre a nossa representação política e a nossa representação desportiva tem vindo a aumentar nos últimos anos.
Somos representados no parlamento e na seleção por indivíduos que, supostamente, consideramos os melhores ou alguém por nós assim os considera. Contudo, uns são movidos por motivos individuais, outros por motivos coletivos. Uns sacrificando-se pelo bem comum, outros sacrificando o bem comum por eles. Uns estão lá enquanto nossos representantes, outros estão lá enquanto representantes de um qualquer partido ou agente desportivo. Uns dando o que tem e não tem, outros aproveitando o que podem do que os outros tem. Assim, quer-me parecer que no parlamento ou na seleção somos representados, simultaneamente, por minorias de bons e por maiorias de maus. Estou a falar de jogadores e de cidadania claro. E assim como temos um futebol “quase”, também “quase” temos um país.
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Deixem defender o Patrício!
No Flávio já têm pena de mim. Sou o último dos resistentes. O dono também é do Sporting. Mas está lá enquanto dono. Eu não. Saio de casa de propósito. Tudo o que é de mais é doença.
Não jogámos mal. Agora nunca jogamos mal. Não jogámos bem. Também nunca jogamos bem. Não merecíamos o resultado. Nunca merecemos os resultados. Por isto ou por aquilo tudo se complica. Hoje foram dois autogolos. Na semana passada foi outro. Não sei porque é que os nossos defesas não são capazes de fazer o favor de deixar o Patrício defender.
Aconteceu o costume, nesta fase do Jesualdo. Defendemos bem e não demos grandes oportunidades ao Rio Ave. Controlámos o jogo. Só que na frente fazemos cócegas. Marcámos primeiro, mas faltou-nos jeito para fazermos mais qualquer coisa. Primeiro foi o nabo do Jéffren. Depois nem força tínhamos para chegar à área. Nem um chuveirinho final fomos capazes de fazer.
Estamos a atravessar um momento, como dizem os brasileiros, que se comprássemos um circo até o anão crescia.
Não jogámos mal. Agora nunca jogamos mal. Não jogámos bem. Também nunca jogamos bem. Não merecíamos o resultado. Nunca merecemos os resultados. Por isto ou por aquilo tudo se complica. Hoje foram dois autogolos. Na semana passada foi outro. Não sei porque é que os nossos defesas não são capazes de fazer o favor de deixar o Patrício defender.
Aconteceu o costume, nesta fase do Jesualdo. Defendemos bem e não demos grandes oportunidades ao Rio Ave. Controlámos o jogo. Só que na frente fazemos cócegas. Marcámos primeiro, mas faltou-nos jeito para fazermos mais qualquer coisa. Primeiro foi o nabo do Jéffren. Depois nem força tínhamos para chegar à área. Nem um chuveirinho final fomos capazes de fazer.
Estamos a atravessar um momento, como dizem os brasileiros, que se comprássemos um circo até o anão crescia.
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Rui Monteiro
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Greenlands?
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Descubra as diferenças
A comunicação social, em geral, nos três casos. Quais as diferenças?
- Benfica oficializa a renovação de Aimar, grande jogada da direcção. O jogador de 33 anos, ainda tem muito para dar ao futebol e é já um dos favoritos dos adeptos
- Porto assegura a contratação de Liedson. O jogador, de 35 anos, ainda tem muito para dar ao futebol e conhece bem o nosso campeonato! Um dos maiores goleadores de sempre, grande contratação do F.C. Porto.
- Sporting contrata, de novo, Marius Nicolae. O jogador, de 31 anos, é o segundo melhor marcador da Roménia e vai assinar um ano e meio. Esta direcção vai de mal a pior, em vez de irem buscar um rapaz novo...
Vão ler, é isto que se passa... Mas não se fiquem pelos jornais, pesquisem nas redes sociais, sites desportivos, etc.
Saudações, nunca tão leoninas
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
O futuro pode ser verde mas tão-só
Subitamente despertou a discussão que importa. Andávamos a fugir dela. Havia, e há, vários elefantes na sala e ninguém os queria ver. Só que a reformas estruturais têm de ser feitas e não há nada a fazer. Os mercados assim o exigem.
Faz sentido que este blogue continue a ter a cor azul? Esta cor resulta da nossa info-exclusão. O Blogger dispõe de uns modelos pré-definidos. Este é um deles. Não é nem mais bonito nem mais feio do que os demais. Não me aborrece o azul. O que me aborrece é tratar-se de um azul cueca. Mas não basta tirar a cueca ao azul. É preciso tirar o azul e a cueca ao mesmo tempo. Vamos ver no que dá. O Júlio Pereira é que sabe de computadores.
O título continua a fazer sentido? O Liedson foi para o Porto, é verdade. Mas também é verdade que, indo para o Porto, os golos que marcou pelo Sporting não são descontados. Não acredito que nos tirem os golos que marcou, sobretudo ao Benfica e, em particular, aqueles que deixaram o Luisão com uma hérnia discal da qual nunca mais recuperou. Os blogues são criados num contexto. Têm uma história e essa, por muito que queiramos, não desaparece.
O subtítulo deve continuar? Não vejo razão para falar mais bem do que mal do Sporting. Não vejo razão para falar bem do Benfica também. Falar do Porto conformado é uma ironia. A bola é redonda, jogam onze de cada lado, e no fim ganha o Porto. Pelos caminhos mais ínvios, mas ganha. Este registo irónico (e bem disposto, já agora) é que nos tem caracterizado. O futebol não é um assunto sério, não é sério, nem se pode levar muito a sério. Mesmo assim, o subtítulo pode mudar. Não muito, mas pode mudar alguma coisa.
Faz sentido que este blogue continue a ter a cor azul? Esta cor resulta da nossa info-exclusão. O Blogger dispõe de uns modelos pré-definidos. Este é um deles. Não é nem mais bonito nem mais feio do que os demais. Não me aborrece o azul. O que me aborrece é tratar-se de um azul cueca. Mas não basta tirar a cueca ao azul. É preciso tirar o azul e a cueca ao mesmo tempo. Vamos ver no que dá. O Júlio Pereira é que sabe de computadores.
O título continua a fazer sentido? O Liedson foi para o Porto, é verdade. Mas também é verdade que, indo para o Porto, os golos que marcou pelo Sporting não são descontados. Não acredito que nos tirem os golos que marcou, sobretudo ao Benfica e, em particular, aqueles que deixaram o Luisão com uma hérnia discal da qual nunca mais recuperou. Os blogues são criados num contexto. Têm uma história e essa, por muito que queiramos, não desaparece.
O subtítulo deve continuar? Não vejo razão para falar mais bem do que mal do Sporting. Não vejo razão para falar bem do Benfica também. Falar do Porto conformado é uma ironia. A bola é redonda, jogam onze de cada lado, e no fim ganha o Porto. Pelos caminhos mais ínvios, mas ganha. Este registo irónico (e bem disposto, já agora) é que nos tem caracterizado. O futebol não é um assunto sério, não é sério, nem se pode levar muito a sério. Mesmo assim, o subtítulo pode mudar. Não muito, mas pode mudar alguma coisa.
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Rui Monteiro
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domingo, 27 de janeiro de 2013
O Joãozinho não merecia
Não jogámos mal. Nem bem também. Defendemos competentemente. Pressionámos o adversário. Tivemos sempre mais bola. Mas nos últimos trinta metros falta sempre alguma coisa. Diria que falta golo nas botas (e na cabeça também).
Que sentido faz ganhar a linha vezes sem conta se o centro não tem conta ou não encontra quem deve? Ou alguém joga a médio, mas atrás do Wolfswinkel, e aparece na área ou, então, as jogadas de ataque estão condenadas ao fracasso. O Labyad tinha essa função aparentemente. O Wolfswinkel sozinho na frente é que não dá conta do recado. É verdade que não é o Jardel, mas podia disfarçar ao menos. Fico na minha: jogar com um avançado, em Portugal, é dar descanso às defesas e mais nada.
A defesa não esteve mal. O Rinaudo esteve magnífico, com excepção de um ou outro passe para o ataque. O Adrien andou por lá em estilo de jogador de futebol de salão. O Labyad tentou, porfiou, como se costuma dizer, mas não foi suficiente. O Wolfswinkel esteve ao seu jeito. Marcou o difícil e não marcou o que parecia bem mais fácil (como um cabeceamento a acabar o jogo). O Capel e o Carrillo fizeram coisas levadas da breca e disparates completos. O Pedro Mendes não pareceu pior do que o Boulahrouz. O Viola é um nabo rematado. O Jéffren é como o Adrien, mas em avançado.
O árbitro não marcou um penalty a favor do Guimarães. O Joãozinho não merecia. Assim nascem os grandes jogadores. Não se queimam à primeira. Convém é não confiar na sorte. Não somos o Porto ou o Benfica. Podem-nos perdoar a primeira, mas a segunda não nos perdoam nunca.
Que sentido faz ganhar a linha vezes sem conta se o centro não tem conta ou não encontra quem deve? Ou alguém joga a médio, mas atrás do Wolfswinkel, e aparece na área ou, então, as jogadas de ataque estão condenadas ao fracasso. O Labyad tinha essa função aparentemente. O Wolfswinkel sozinho na frente é que não dá conta do recado. É verdade que não é o Jardel, mas podia disfarçar ao menos. Fico na minha: jogar com um avançado, em Portugal, é dar descanso às defesas e mais nada.
A defesa não esteve mal. O Rinaudo esteve magnífico, com excepção de um ou outro passe para o ataque. O Adrien andou por lá em estilo de jogador de futebol de salão. O Labyad tentou, porfiou, como se costuma dizer, mas não foi suficiente. O Wolfswinkel esteve ao seu jeito. Marcou o difícil e não marcou o que parecia bem mais fácil (como um cabeceamento a acabar o jogo). O Capel e o Carrillo fizeram coisas levadas da breca e disparates completos. O Pedro Mendes não pareceu pior do que o Boulahrouz. O Viola é um nabo rematado. O Jéffren é como o Adrien, mas em avançado.
O árbitro não marcou um penalty a favor do Guimarães. O Joãozinho não merecia. Assim nascem os grandes jogadores. Não se queimam à primeira. Convém é não confiar na sorte. Não somos o Porto ou o Benfica. Podem-nos perdoar a primeira, mas a segunda não nos perdoam nunca.
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Delírios de uma noite de inverno
Olhando o número e a qualidade dos ex jogadores do
Sporting que agora defendem as cores do FCP, podemos sempre usar a imaginação e
ponderar até que ponto não estamos a ver o quadro todo? Até que ponto não
existirá um Plano Superior, imaginado por um qualquer dirigente do Sporting
que, habituado às artimanhas detetivescas
e dado a planos
maquiavélicos, tenha infiltrado uma
série de “agentes” na organização inimiga de modo a miná-la por dentro? Quem o
poderá em absoluto negar?
Mesmo alertado pela razão e pela realidade de saber que
a “organização inimiga” FCP é mais hábil e experiente neste tipo de
estratagemas, posso deixar o meu espírito divagar. Só mesmo assim, no delírio
de uma gelada noite de inverno, me deixaria embrenhar no livro «O homem que era quinta-feira», de G. K. Chesterton, uma pequena
obra-prima de humor e estilo “policial-filosófico”, e tentar cruzá-lo com esta
nossa realidade desportiva.
Nesta obra, um jovem agente da Scotland Yard, imbuído
do novo espírito do polícia-filósofo (http://www.youtube.com/watch? v=aM5WOZ2lbcQ ) que procura detectar os pessimistas cultos
que dão origem «a pensamentos terríveis
que dirigem os homens para o fanatismo e para os crimes intelectuais», é
levado a infiltrar-se no Conselho Supremo que dirige os sinistros desígnios do
anarquismo. No meu delírio, esse polícia
é personificado pelo João Moutinho. Esse conselho é composto por sete
personalidades clandestinas que escondem a sua identidade sob o nome de código
de um dos dias da semana: o Varela, é o Sexta-Feira; o Liedson, o Sábado e o Marat, o Terça-feira. A personagem principal, o João, conseguindo
infiltrar-se como Quinta-Feira, descobre
aos poucos que afinal todos os dirigentes são também agentes infiltrados. Toda
a equipa do FCP é afinal composta por adversários infiltrados! E atenção, se os
nossos só são quatro, os outros serão do SLB, do SCB ou até do Boavista (de
certo resquícios ainda do tempo da Guerra Fria). A exceção é Domingo, o chefe
dos chefes. Neste é difícil não reconhecer o “maquiavélico” Pinto da Costa.
A verdadeira ironia é que no fim do livro, o próprio
Domingo, chefe dos anarquistas, é o superintendente da Scotland Yard. O que no
meu delírio, e só pode mesmo ser por isso, resultaria no próprio Pinto da Costa
como um infiltrado do Sporting que dirige com sucesso uma organização inimiga,
o FCP, com o propósito final de acabar com ela.
Delírios.
Esperemos que chegue
rápido a primavera.
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A. Trindade
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Vitória de Pirro?
Sou apenas um adepto. Não pertenço à "casta" dos sócios mas não sei até que ponto esta possível assembleia geral não será uma vitória de Pirro?
Pirro (318 a.C. – 272 a.C.) rei
de Épiro, antiga região da Grécia, derrotou os romanos na batalha de Heracléia
e na batalha de Ásculo. Em ambas, morreram mais romanos do que soldados do seu
exército. Mas, visto que os romanos possuíam um exército maior, as baixas de
Pirro acabaram por pesar mais. Daí ter desabafado: "mais
uma vitória como esta e estou perdido"
É apenas
uma dúvida metódica de um mero adepto.
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A. Trindade
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domingo, 20 de janeiro de 2013
Sai Insua entra Joãozinho? (e algumas frases sobre Ghilas)
A "limpeza" continua..
Agora fez nova vítima, Emiliano Insua, o melhor lateral esquerdo a actuar em Portugal sem qualquer tipo de discussão, que irá para o Grémio.
Existem, no entanto, duas perspectivas para analisar esta saída que, pelo menos a mim me custa bastante. Por um lado, desportivamente é muito arriscado uma vez que era um dos pilares da equipa, um dos (poucos) títulares quase indiscutíveis este ano, um defesa capaz de marcar grandes golos, segurar os contra ataques das outras equipas, atacar em velocidade e marcar bons livres (embora ultimamente muito pouco eficazes). É sem dúvida um grande perda, por ser um tão bom jogador e ainda novo, com prespectivas de evolução, que vai ser encaminhado para um campeonato pouco táctico e muito inferior à Europa.
Mas, se está a ser "cortado" por alguma razão é. E essa razão, no Sporting dos dias de hoje é sempre a mesma, dinheiro!! O Sporting só tem 35% do passe de Insua, e pede, aparentemente, 3.5 milhões por essa percentagem mais parte dos lucros de uma futura venda. Acho que isto é o máximo que o Sporting se pode dar ao luxo de pedir nos dias de hoje.. Se tivesse o jogador todo, seriam absurdos estes números, mas com tão pouca precentagem do jogador, é bastante bom.
Nisto entra em cena Joãozinho, lateral esquerdo do Beira-Mar, sobre quem não posso sinceramente opinar porque nunca prestei real atenção ao rapaz. Sei apenas que nos últimos dois anos, a carreira subiu em flecha, ainda mais se agora vier para o SCP.
Por muito que doa perder Insua, que tantas alegrias nos deu o ano passado, esta será a linha de contractações que o Sporting tem de adoptar nesta altura. Jogadores que joguem no campeonato português, que se destaquem dentro da sua equipa, que integrados num grande clube serão potenciados. Para além de que saem bastante mais baratos do que aqueles que vêm do outro lado do atlântico. Penso que os dirigentes já compreenderam isto, não vale a pena nesta altura endividar mais o clube por jogadores que ao chegarem terão de ser adaptados e mais tarde ou mais cedo vão pedir brutos ordenados.
Se for bom jogador, e penso que Jesualdo sabe avaliar um bom jogador, será muito bem-vindo a este novo Sporting!
Outro nome apontado ao nosso clube é Ghilas, sobre o qual o Sporting já tem direito de preferência e , especula-se que muito em breve vestirá verde e branco (mas desta vez às riscas). Ghilas marcou 10 golos até agora, sendo que atrás dele tem um Moreirense que muito terá de lutar para se manter na primeira divisão.
Deixo-vos dois videos dos dois jogadores apontados a Alvalade.. esperemos que venham para ajudar!
O primeiro, um pouco depois dos quatro minutos mostra um excelente golo de Joãozinho.
O segundo de Ghilas, que isolado não falha..
sábado, 19 de janeiro de 2013
A Nossa Senhora dos Aflitos
Não vi o jogo contra o Beira-Mar. Fui jantar com uns amigos. No restaurante havia uma televisão que não vislumbrava do local onde estava sentado. A televisão tinha o som bastante baixo. Só em situações de grande perigo é que se ouvia algum sussurro. Ouvi o sussurro do golo e ainda me levantei a tempo de ver a repetição. Ouvi o sussurro do penalty a nosso favor. Levantei-me a tempo de o ver falhar. Não mais me sentei. Sofri até ao fim.
Ganhámos, mas pareceu o Beira-Mar a ganhar ao Beira-Mar. Isto é, pareceu uma vitória de um aflito contra um aflito igual. Mais uma vitória e pode ser que nos deixemos de aflições. É que o Jesualdo se não é a Nossa Senhora dos Aflitos pelo menos parece (que trocadilhos mais estúpidos).
Ganhámos, mas pareceu o Beira-Mar a ganhar ao Beira-Mar. Isto é, pareceu uma vitória de um aflito contra um aflito igual. Mais uma vitória e pode ser que nos deixemos de aflições. É que o Jesualdo se não é a Nossa Senhora dos Aflitos pelo menos parece (que trocadilhos mais estúpidos).
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Liedson no Porto?
Parece que o nome deste blog vai ter de ser repensado.. notícias nos últimos minutos dão Liedson a caminho do FC Porto.
http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior.aspx?content_id=799245
Vamos perder mais um símbolo do nosso clube?
http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior.aspx?content_id=799245
Vamos perder mais um símbolo do nosso clube?
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Raiva nos dentes
A história do Maxi Pereira no jogo contra o Porto é bastante esclarecedora a vários níveis. Permitiu dar mais visibilidade ainda a práticas que se vão sucedendo jogo após jogo. O Maxi Pereira não faz só faltas atrás de faltas. Pratica jogo violento sistematicamente. Mais, fá-lo de forma ostensiva e provocatória relativamente aos adversários. Sente-se impune e espera que qualquer reação dos adversários ainda se vire contra eles.
Este comportamento só é possível com a permanente complacência e, diria mesmo, cumplicidade da arbitragem, como se viu no jogo de Domingo. Mas mais extraordinários que os árbitros são os comentadores. Quando me lembro dos comentários do Manha sobre a expulsão do Eric Dier no jogo contra o Rio Ave, sinto, como referia o Nicolau Santos sobre outro assunto, uma raiva a nascer-me nos dentes.
Este comportamento só é possível com a permanente complacência e, diria mesmo, cumplicidade da arbitragem, como se viu no jogo de Domingo. Mas mais extraordinários que os árbitros são os comentadores. Quando me lembro dos comentários do Manha sobre a expulsão do Eric Dier no jogo contra o Rio Ave, sinto, como referia o Nicolau Santos sobre outro assunto, uma raiva a nascer-me nos dentes.
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Rui Monteiro
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Desde o pliopistocénico
A malta voltou a parecer uma equipa. Basta subir um pouco a equipa em bloco e pressionar um pouco mais à frente para se ter o controlo do jogo. A equipa do Olhanense não é nem muito melhor nem muito pior do que a maioria das equipas do campeonato; pressionada na saída da bola, acaba à biqueirada para a frente. Deste modo, os nossos defesas até parecem melhores do que são (quem sabe, até venhamos a descobrir que são melhores do que eram). Conclusão, ter um treinador – mesmo que seja o Jesualdo - é preferível a não ter treinador nenhum.
Com o Jesualdo as coisas também nunca chegam a animar. Ganhávamos a bola, procurávamos trocá-la e ir à baliza pela certa. Fomos mais depressa do que pensávamos e, por isso, se já ninguém esperava que o entusiasmo fosse muito, então, depois do golo do Labyad, fomos adormecendo o jogo até quase passarmos pelas brasas.
Duas ou três notas finais. Os árbitros continuam mais na mesma. Não sei se o Jesualdo está preparado. O Miguel Lopes ainda não está. O Rinaudo deixou-se de aventuras. Joga à frente dos centrais e está proibido de subidas suicidas. O Labyad é diferente de um outro Labyad que tínhamos contratado. É na mesma marroquino, mas joga que se farta. Talvez por isso, o acabemos por empandeirar para o Porto a troco de mais um excedentário qualquer.
Ganhámos imensos pontos às mais diversas equipas. À Académica, ao Rio Ave, ao Guimarães. Mas não ganhámos só pontos a estas equipas do nosso campeonato. Também ganhámos ao Braga e ao Porto e/ou ao Benfica. Estamos a muitos pontos deles, é verdade. Mas é verdade também que, com mais ou menos pontos de diferença, já não tínhamos esta sensação desde o pliopistocénico.
Com o Jesualdo as coisas também nunca chegam a animar. Ganhávamos a bola, procurávamos trocá-la e ir à baliza pela certa. Fomos mais depressa do que pensávamos e, por isso, se já ninguém esperava que o entusiasmo fosse muito, então, depois do golo do Labyad, fomos adormecendo o jogo até quase passarmos pelas brasas.
Duas ou três notas finais. Os árbitros continuam mais na mesma. Não sei se o Jesualdo está preparado. O Miguel Lopes ainda não está. O Rinaudo deixou-se de aventuras. Joga à frente dos centrais e está proibido de subidas suicidas. O Labyad é diferente de um outro Labyad que tínhamos contratado. É na mesma marroquino, mas joga que se farta. Talvez por isso, o acabemos por empandeirar para o Porto a troco de mais um excedentário qualquer.
Ganhámos imensos pontos às mais diversas equipas. À Académica, ao Rio Ave, ao Guimarães. Mas não ganhámos só pontos a estas equipas do nosso campeonato. Também ganhámos ao Braga e ao Porto e/ou ao Benfica. Estamos a muitos pontos deles, é verdade. Mas é verdade também que, com mais ou menos pontos de diferença, já não tínhamos esta sensação desde o pliopistocénico.
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sábado, 12 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Assembleias gerais há muitas!
Na minha última e muito recente deslocação a Lisboa, onde vou, como tantos outros, alimentar o centralismo democrático que desde sempre nos governa como se fossemos a Coreia do Norte, encontrei um amigo meu sportinguista que, com a sua fina ironia habitual, me descreveu o funcionamento das Assembleias Gerais do Sporting e os sentimentos que se apoderam de pessoas como eu e como ele naquele contexto. Disse-me qualquer coisa deste tipo: “à frente está uma malta esquisita que se movimenta em permanente postura conspirativa e que deve ganhar alguma coisas com aquilo tudo. Atrás estão as claques. A malta, como nós, fica no meio. Não sabemos se devemos avançar ou recuar. Acabamos por nos perguntar o que é que ali estamos fazer com aquelas pessoas. No estádio há uma coisa que nos une: a equipa. Ali, nada nos une. “
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Borda fora
Não vi o jogo. Não era para ver. Praticamente ninguém o queria ver. Mesmo sem termos um Jesualdo a treinador do treinador Jesualdo, ganhámos. O Paços de Ferreira atirou-nos com o Vercauteren borda fora. Nós atirámos o Paços de Ferreira borda fora da Taça da Liga. É pouco, mas, por agora, temos de nos agarrar ao que temos.
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Rui Monteiro
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Ultima hora: Izmailov assina duas épocas pelo F.C. Porto
Mais um, peço desculpa pela expressão caros leitores, porco.
Desta vez, e respeitando as opiniões de todos, não encontro culpa nos dirigentes do Sporting Clube de Portugal. Sei que muitos dirão que estamos a dispensar o melhor jogador que temos no plantel, e ainda mais a um rival. Mas esse jogador já não é um ser humano, é uma lesão constante, não joga, não marca e, pior que tudo, não tem escrúpulos nenhum. Já disse e volto a dizer, muitos dos rapazes que envergam o verde e branco não estão dispostos a lutar pelo clube, este é mais um, e se não está: adeus até um dia, que nunca mais tenhas um joelho bom. A única coisa que me revolta é sermos humilhados na praça pública outra vez, saber que se o atrasadinho tem o azar de marcar um golo ninguém nos larga.
Por fim, deixo apenas um pequeno video do jumento em questão, que pode despertar algum nojo aviso previamente!!
domingo, 6 de janeiro de 2013
Há um outro Sporting
Para lavar a alma, acabei por ver o jogo do Sporting contra o Benfica em futsal. Tudo o que falta na equipa de futebol, transborda na de futsal. Um treinador competente que é ouvido e respeitado pelos jogadores. Jogadas ensaiadas nas bolas paradas. Uma elevada intensidade de jogo. Uma pressão permanente na saída da bola do Benfica para o ataque. Um frenesim permanente e uma enorme dificuldade do Benfica - que é uma excelente equipa - em fazer uma jogada com princípio, meio e fim. No fim, ficou quatro a dois, mas merecíamos ter ganhado por muitos mais.
Não se percebe como é que o modelo organizativo do futsal não consegue ser reproduzido no futebol. Pelos vistos, escolhem-se bem os treinadores e os jogadores. Preparam-se os campeonatos e cada um dos seus jogos competentemente. Salvo erro, o Pinto da Costa também começou pela secção de boxe.
Não se percebe como é que o modelo organizativo do futsal não consegue ser reproduzido no futebol. Pelos vistos, escolhem-se bem os treinadores e os jogadores. Preparam-se os campeonatos e cada um dos seus jogos competentemente. Salvo erro, o Pinto da Costa também começou pela secção de boxe.
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Rui Monteiro
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sábado, 5 de janeiro de 2013
O que é preciso mais para se declarar o estado de emergência?
Liga-me o Júlio Pereira e diz-me que a sua “box” deu o berro. A malta já nem assobia. Os jogadores já não acreditam. O treinador já não substitui. O que é preciso mais para se declarar o estado de emergência?
Vamos ao jogo.
Os jogadores do Sporting não pressionam ninguém. Perdem a bola e recuam para o seu meio-campo como qualquer equipa da sua classificação atual. Pressionaram mais à frente os jogadores do Paços de Ferreira do que os do Sporting.
Continuamos a jogar só com um ponta-de-lança. Mesmo a perder, continuamos assim. Não só ficamos mais longe do golo como, ainda para mais, não se obriga o adversário a recuar na zona central. Já não se pede nenhum avançado em condições. Suspira-se pelo João Tomás. É que nas poucas bolas em que se ganha a linha, o Wolfswinkel vai sempre ao primeiro poste e falta alguém ao segundo ou atrás dele. Não jogamos com dois pontas-de-lança e acabamos com o Rui Patrício na área do adversário, a suprema ironia.
O treinador ajuda pouco. Meteu o Pranjic, o que não se compreende. Mas o que se compreende ainda menos é que o tenha deixado a arrastar-se durante o jogo todo. Mais, não só não substitui quem deve como demora a substituir. A entrada do Esgaio a dois minutos do fim só pode ser interpretada como uma brincadeira de mau gosto
Bem, o treinador assinou hoje o seu despedimento. Em condições normais, o Presidente também. O problema será sempre o dia seguinte, com o Jesualdo provavelmente e sem dinheiro para pagar salários, quanto mais para se contratarem os jogadores que podem evitar a catástrofe.
Vamos ao jogo.
Os jogadores do Sporting não pressionam ninguém. Perdem a bola e recuam para o seu meio-campo como qualquer equipa da sua classificação atual. Pressionaram mais à frente os jogadores do Paços de Ferreira do que os do Sporting.
Continuamos a jogar só com um ponta-de-lança. Mesmo a perder, continuamos assim. Não só ficamos mais longe do golo como, ainda para mais, não se obriga o adversário a recuar na zona central. Já não se pede nenhum avançado em condições. Suspira-se pelo João Tomás. É que nas poucas bolas em que se ganha a linha, o Wolfswinkel vai sempre ao primeiro poste e falta alguém ao segundo ou atrás dele. Não jogamos com dois pontas-de-lança e acabamos com o Rui Patrício na área do adversário, a suprema ironia.
O treinador ajuda pouco. Meteu o Pranjic, o que não se compreende. Mas o que se compreende ainda menos é que o tenha deixado a arrastar-se durante o jogo todo. Mais, não só não substitui quem deve como demora a substituir. A entrada do Esgaio a dois minutos do fim só pode ser interpretada como uma brincadeira de mau gosto
Bem, o treinador assinou hoje o seu despedimento. Em condições normais, o Presidente também. O problema será sempre o dia seguinte, com o Jesualdo provavelmente e sem dinheiro para pagar salários, quanto mais para se contratarem os jogadores que podem evitar a catástrofe.
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Rui Monteiro
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