Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Um Líder com problemas de comunicação...
“Com a saída do Villas Boas, é preciso reforçar a aposta no Vítor Pereira” – escreveu o Grande Líder no seu tom oracular. Mas o Antero não entendeu bem a bula e foi o que se viu. Como diz o bom povo, para mau entendedor, meia pala basta.
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Júlio Pereira
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
Self-fulfilling prophecy
A época seguinte aquela em que o Peseiro perdeu tudo o que tinha a perder numa semana começou muito mal. No jogo que precedeu o seu despedimento, que por arrastamento deu origem à demissão do Dias da Cunha, os jogadores já tinham atirado a toalha ao chão. Simplesmente, não acreditavam no treinador e anteciparam uma inevitabilidade: o seu despedimento.
Quando assim acontece, não há muito a fazer. Os jogadores passam a acreditar que com aquele treinador não vão lá e essa é uma profecia que se auto-realiza. Não acreditam, não se empenham devidamente, não fazem o que lhes é pedido, interpretam qualquer contrariedade durante os jogos como a confirmação dessa sua profecia.
O Porto encontra-se na mesma situação. Podem sempre tentar encontrar umas tantas maçãs podres, mas as condições que levam ao fracasso estão instaladas, e quanto a isso pouco há a fazer. Estão a demorar a decidir mais do que devem. Pode ser que o Sporting aproveite.
Quando assim acontece, não há muito a fazer. Os jogadores passam a acreditar que com aquele treinador não vão lá e essa é uma profecia que se auto-realiza. Não acreditam, não se empenham devidamente, não fazem o que lhes é pedido, interpretam qualquer contrariedade durante os jogos como a confirmação dessa sua profecia.
O Porto encontra-se na mesma situação. Podem sempre tentar encontrar umas tantas maçãs podres, mas as condições que levam ao fracasso estão instaladas, e quanto a isso pouco há a fazer. Estão a demorar a decidir mais do que devem. Pode ser que o Sporting aproveite.
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Rui Monteiro
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domingo, 20 de novembro de 2011
Adolescência e existencialismo na vitória contra o Braga
A minha filha fazia anos hoje. Passei o fim-de-semana com ela e mais doze adolescentes numa aldeia, em Cabeceiras de Basto. Não tive tempo para quase nada a não ser para transportar pizzas, rissóis, batatas fritas e garrafas de Coca-Cola. Quando cheguei a Braga, tinha uma “reprise” à espera, agora com a família.
Quando tudo acabou é que pude ir ver o resto do jogo contra o Braga ao café. Estava quase tudo resolvido. Ganhávamos por dois zero e o Braga estava com menos um jogador. Nada se passou de especial durante os trinta minutos que vi. Muitos ataques mal finalizados por nós; havia sempre alguém que demorava mais tempo a passar a bola do que devia ou a passava mal. Um ou outro contra-ataque do Braga, mais por dever de ofício do que por qualquer outra razão.
Mesmo assim, nunca me canso de ver o entusiasmo adolescente que o Polga coloca nas suas arrancadas para a área contrária nos lances de bola parada. Movimenta-se, desmarca-se e chega mesmo a pedir a bola aos colegas. A minha experiência deste fim-de-semana diz-me que a adolescência perturba muito os adultos, sejam eles os defesas ou os pais da aniversariante.
A entrada do Nuno Gomes é sempre um momento empolgante também. Os treinadores, o Leonardo Jardim e todos os outros anteriores, quando o metem nestas alturas esperam sempre o grande salto em frente. Como na República Popular da China, nunca acontece, mas dá origem a um intenso debate intelectual. Não temos o Jean-Paul Sartre, mas o Freitas Lobo ou o João Rosado disfarçam bem.
Quando tudo acabou é que pude ir ver o resto do jogo contra o Braga ao café. Estava quase tudo resolvido. Ganhávamos por dois zero e o Braga estava com menos um jogador. Nada se passou de especial durante os trinta minutos que vi. Muitos ataques mal finalizados por nós; havia sempre alguém que demorava mais tempo a passar a bola do que devia ou a passava mal. Um ou outro contra-ataque do Braga, mais por dever de ofício do que por qualquer outra razão.
Mesmo assim, nunca me canso de ver o entusiasmo adolescente que o Polga coloca nas suas arrancadas para a área contrária nos lances de bola parada. Movimenta-se, desmarca-se e chega mesmo a pedir a bola aos colegas. A minha experiência deste fim-de-semana diz-me que a adolescência perturba muito os adultos, sejam eles os defesas ou os pais da aniversariante.
A entrada do Nuno Gomes é sempre um momento empolgante também. Os treinadores, o Leonardo Jardim e todos os outros anteriores, quando o metem nestas alturas esperam sempre o grande salto em frente. Como na República Popular da China, nunca acontece, mas dá origem a um intenso debate intelectual. Não temos o Jean-Paul Sartre, mas o Freitas Lobo ou o João Rosado disfarçam bem.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Tempo Extra – Pergunta da Semana
"Se o Sporting tratou de arranjar os jogadores e o treinador, se o Benfica tratou de arranjar um campo onde portugueses e bósnios coubessem à larga, quem é que ontem se esqueceu de tratar do árbitro?"
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Demasiado Sporting para a Bósnia
Os bósnios resistiram a quase tudo. Ao primeiro “scud” do Ronaldo. Ao segundo “scud” do Nani. À correria estonteante do Ronaldo. À estúpida expulsão de um seu jogador. Mas quando sofreram um golo do Postiga foram-se a abaixo. Não sei se a Bósnia recuperará alguma vez de um trauma destes.
Quanto ao resto, foi Sporting a mais e Bósnia a menos. A nove dos catorze jogadores utilizados pela selecção - Patrício, João Pereira, Miguel Veloso, Moutinho, Ronaldo, Nani, Postiga, Carlos Martins e Quaresma - une-os um só clube: o Sporting. As coisas chegaram a um tal extremo, que foi preciso que nós transformássemos uma abóbora numa abóbora com rodas para que a selecção pudesse dispor de uma avançado-centro.
Como acontece sempre nestas alturas, o país reviu-se em nós, e nós, por momentos, fomos o país.
Quanto ao resto, foi Sporting a mais e Bósnia a menos. A nove dos catorze jogadores utilizados pela selecção - Patrício, João Pereira, Miguel Veloso, Moutinho, Ronaldo, Nani, Postiga, Carlos Martins e Quaresma - une-os um só clube: o Sporting. As coisas chegaram a um tal extremo, que foi preciso que nós transformássemos uma abóbora numa abóbora com rodas para que a selecção pudesse dispor de uma avançado-centro.
Como acontece sempre nestas alturas, o país reviu-se em nós, e nós, por momentos, fomos o país.
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
O Treinador & os Bons Conselhos (*)
Nasrudin começou a construir uma casa. Os seus amigos "Shadi" Freitas Lobo, "Abdul" Luís Campos e "Gamal" Rui Santos rodearam-no de bons conselhos. Nasrudin estava radiante. Um após outro, e às vezes todos juntos, os amigos disseram-lhe o que fazer. Nasrudin seguia docilmente as instruções que cada um lhe dava.
Porém, quando terminou, aquilo não se parecia em nada com uma casa.- Que curioso! - disse Nasrudin para os seus amigos – e, contudo, eu fiz exactamente aquilo que cada um de vocês me tinha dito para fazer!
(*) Adaptada de Nasrudin e os Bons Conselhos
Porém, quando terminou, aquilo não se parecia em nada com uma casa.- Que curioso! - disse Nasrudin para os seus amigos – e, contudo, eu fiz exactamente aquilo que cada um de vocês me tinha dito para fazer!
(*) Adaptada de Nasrudin e os Bons Conselhos
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domingo, 13 de novembro de 2011
Um Domingo a malhar no Benfica
Não sou o Santos Silva do Sporting, mas se há coisa que gosto é de malhar no Benfica. Mais do que malhar no Benfica, gosto de nos ver, em qualquer modalidade, a malhar neles.
Demos-lhes 26-17 em andebol. Marcaram 9 golos na primeira e 8 golos na segunda parte, apesar de termos facilitado um pouco no final. A nossa defesa transformou-se numa autêntica parede. Mesmo quando era furada, lá estava o Hugo Figueira.
Os comentários, embora não atingindo o fanatismo do futebol, foram os do costume. Para os comentadores só estava a jogar uma equipa: o Benfica. O resultado foi só demérito deles. Em nenhum momento, se lembraram que do outro lado estava uma equipa que lhes foi muito superior. Essa foi tão-só a causa da desgraça.
Demos-lhes 26-17 em andebol. Marcaram 9 golos na primeira e 8 golos na segunda parte, apesar de termos facilitado um pouco no final. A nossa defesa transformou-se numa autêntica parede. Mesmo quando era furada, lá estava o Hugo Figueira.
Os comentários, embora não atingindo o fanatismo do futebol, foram os do costume. Para os comentadores só estava a jogar uma equipa: o Benfica. O resultado foi só demérito deles. Em nenhum momento, se lembraram que do outro lado estava uma equipa que lhes foi muito superior. Essa foi tão-só a causa da desgraça.
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sábado, 12 de novembro de 2011
Boquiaberto de boca aberta
Tinha uma consulta marcada no dentista às 19.00h. Tinha-me esquecido das quatro últimas consultas. Costumam-me ligar do consultório no próprio dia para não me esquecer. Desta vez ligaram-me duas vezes: de manhã e uma hora antes da consulta. Desta vez não podia faltar.
Não falhei a consulta; falhei o jogo da selecção. Mesmo assim, o Nuno ainda me ligou a televisão no consultório para que pudesse ver o jogo enquanto me esburacava um dente. Vi pouco, mas vi o suficiente. A um dado momento, na primeira parte, um cruzamento do lado direito ia deixar o Moutinho em posição de rematar sem oposição e com grandes possibilidades de marcar golo. Eis se não quando, surge o Postiga e se intromete, tentando um pontapé de bicicleta. Aliviou a bola e evitou um golo à Bósnia.
Se já não estivesse de boca aberta ainda teria ficado mais boquiaberto. Senti um misto de sentimentos: nostalgia, por um lado, e alívio, por outro. Nostalgia, porque tinha saudades de ver o estarola do Postiga a jogar e de escrever sobre ele. Alívio, porque nunca mais teremos de o suportar no Sporting.
Não falhei a consulta; falhei o jogo da selecção. Mesmo assim, o Nuno ainda me ligou a televisão no consultório para que pudesse ver o jogo enquanto me esburacava um dente. Vi pouco, mas vi o suficiente. A um dado momento, na primeira parte, um cruzamento do lado direito ia deixar o Moutinho em posição de rematar sem oposição e com grandes possibilidades de marcar golo. Eis se não quando, surge o Postiga e se intromete, tentando um pontapé de bicicleta. Aliviou a bola e evitou um golo à Bósnia.
Se já não estivesse de boca aberta ainda teria ficado mais boquiaberto. Senti um misto de sentimentos: nostalgia, por um lado, e alívio, por outro. Nostalgia, porque tinha saudades de ver o estarola do Postiga a jogar e de escrever sobre ele. Alívio, porque nunca mais teremos de o suportar no Sporting.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Terapia Motivacional para Hoje & Amanhã…
- Hoje em Angola- “Humilhação não é levar um pontapé: é merecê-lo...” (J. Verdoevem)
- Amanhã em Portugal - “Humilhação é o estágio de um Vencedor!” (Paulo Lutzoff)
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Vendendo pechisbeque aos Beduínos
Tão interessantes como os jogos são as narrativas que se constroem a partir deles. O Manuel Cajuda, um autêntico Oliveira da Figueira do futebol português, decretou solenemente no final que a União de Leiria tinha realizado um grande jogo. A parte das forças ocultas que tinha impedido a vitória foi desmentida pelos factos, mas a estória do grande jogo do Leiria ficou.
Aqui, ninguém se lembrou de analisar os factos. O Sporting jogou nas piores circunstâncias possíveis. A defesa é mais do que uma defesa de recurso. Qualquer equipa com aquela defesa do meio da tabela para baixo descia sempre de divisão. O meio campo estava em testes. À falta de melhor, jogou o Pereirinha (sim, o Pereirinha) no ataque. O Capel jogou com a junta da colaça queimada. Fisicamente, depois de um jogo a menos de três dias, a equipa estava de rastos.
No meio desta desgraça toda, o Leiria só conseguiu criar uma única oportunidade de golo. Atenção: o golo não é uma oportunidade é um auto-golo. Para a troca, sofreram três golos; no segundo com o Matias a desfazer-se. Se isto é um grande jogo, então, o do Sporting está para o futebol como a estátua de David está para as artes plásticas.
Aqui, ninguém se lembrou de analisar os factos. O Sporting jogou nas piores circunstâncias possíveis. A defesa é mais do que uma defesa de recurso. Qualquer equipa com aquela defesa do meio da tabela para baixo descia sempre de divisão. O meio campo estava em testes. À falta de melhor, jogou o Pereirinha (sim, o Pereirinha) no ataque. O Capel jogou com a junta da colaça queimada. Fisicamente, depois de um jogo a menos de três dias, a equipa estava de rastos.
No meio desta desgraça toda, o Leiria só conseguiu criar uma única oportunidade de golo. Atenção: o golo não é uma oportunidade é um auto-golo. Para a troca, sofreram três golos; no segundo com o Matias a desfazer-se. Se isto é um grande jogo, então, o do Sporting está para o futebol como a estátua de David está para as artes plásticas.
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Rui Monteiro
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domingo, 6 de novembro de 2011
Domingos, o sobrevivente
É preciso urgentemente voltar a atarraxar as peças dos jogadores que não jogaram. Provavelmente, vai ser preciso atarraxar também as de alguns que jogaram hoje. A equipa está a desfazer-se.
Não fiquei a saber muito bem qual era o júnior da defesa. Parecia, toda ela, uma defesa de juniores, tal a tremedeira. O meio-campo já tinha entregue a alma ao criador ainda faltava mais de meia-hora para acabar o jogo. Salvou-se o Elias. Foi o único com fibra para os calmeirões do Leiria.
O Domingos fez tudo bem. Dos que sobravam, arranjou os melhores. Colocou o Pereirinha a jogar de início, para ter o Carrillo no banco como alternativa, caso fosse necessário agitar o jogo. Quando as coisas se começaram a complicar e ninguém se conseguia mexer, tirou o Capel, que estava naqueles jogos que nem para trás nem para a frente lhe saía nada de jeito. O André Santos entrou naquele seu jeito a correr em bicos-de-pés, saltando de nenúfar em nenúfar. Quando o Matias estava a entrar em coma - no segundo golo já tinha visto esvair-se o seu último sopro de vitalidade -, entrou o Arias e muito bem.
Mesmo assim, com excepção de um lance, o Leiria não teve oportunidades de golo. O perigo vinha mais das tremedeiras de uma defesa em permanente estado de ansiedade do que das jogadas do adversário. Como previa, o Wolfswinkel não podia acabar o jogo sem fazer o gosto ao pé.
Fazendo umas contas rápidas, estamos a um ponto da liderança; isto num campeonato pouco sério. Imaginem se fosse sério.
Não fiquei a saber muito bem qual era o júnior da defesa. Parecia, toda ela, uma defesa de juniores, tal a tremedeira. O meio-campo já tinha entregue a alma ao criador ainda faltava mais de meia-hora para acabar o jogo. Salvou-se o Elias. Foi o único com fibra para os calmeirões do Leiria.
O Domingos fez tudo bem. Dos que sobravam, arranjou os melhores. Colocou o Pereirinha a jogar de início, para ter o Carrillo no banco como alternativa, caso fosse necessário agitar o jogo. Quando as coisas se começaram a complicar e ninguém se conseguia mexer, tirou o Capel, que estava naqueles jogos que nem para trás nem para a frente lhe saía nada de jeito. O André Santos entrou naquele seu jeito a correr em bicos-de-pés, saltando de nenúfar em nenúfar. Quando o Matias estava a entrar em coma - no segundo golo já tinha visto esvair-se o seu último sopro de vitalidade -, entrou o Arias e muito bem.
Mesmo assim, com excepção de um lance, o Leiria não teve oportunidades de golo. O perigo vinha mais das tremedeiras de uma defesa em permanente estado de ansiedade do que das jogadas do adversário. Como previa, o Wolfswinkel não podia acabar o jogo sem fazer o gosto ao pé.
Fazendo umas contas rápidas, estamos a um ponto da liderança; isto num campeonato pouco sério. Imaginem se fosse sério.
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sábado, 5 de novembro de 2011
O regresso dos Bentos
Fui ver uma sessão de dança contemporânea coreografa pelo Paulo Ribeiro. É o que dá o Sporting não jogar às sextas-feiras também. Ou porque estava a perceber o que via ou, pelo contrário, porque não estava, veio-me à cabeça a lesão do Rinaudo outra vez.
A sua substituição não é fácil. Não há ninguém na equipa do Sporting com as mesmas características. Ninguém leva a sério o André Santos sozinho à frente da defesa. Também ninguém no seu juízo perfeito pensa no Carriço como alternativa; mais depressa lá colocava qualquer um dos outros centrais.
A solução muito dificilmente não implicará uma alteração táctica da equipa. Porventura, passará pela reposicionamento do meio campo actual, qualquer coisa como o Schaars e o Elias a jogarem mais atrás. Não é a mesma coisa que estamos habituados, mas quem ganhou um campeonato com o Paulo Bento e o Rui Bento a fazerem este (triste, na altura) papel, não pode deixar de ter esperança.
A sua substituição não é fácil. Não há ninguém na equipa do Sporting com as mesmas características. Ninguém leva a sério o André Santos sozinho à frente da defesa. Também ninguém no seu juízo perfeito pensa no Carriço como alternativa; mais depressa lá colocava qualquer um dos outros centrais.
A solução muito dificilmente não implicará uma alteração táctica da equipa. Porventura, passará pela reposicionamento do meio campo actual, qualquer coisa como o Schaars e o Elias a jogarem mais atrás. Não é a mesma coisa que estamos habituados, mas quem ganhou um campeonato com o Paulo Bento e o Rui Bento a fazerem este (triste, na altura) papel, não pode deixar de ter esperança.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Nada é definitivo
Não vi o jogo contra o Vaslui. Ouvi o relato no comboio de regresso a casa, depois de mais uma deslocação a Lisboa em trabalho. Após a lesão do Rinaudo e o golo do Vaslui desisti.
Há dias assim. Há dias em que nada corre bem. Mas o pior de tudo é a lesão do Rinaudo. Sem o Rinaudo vamos ter que nos reinventar. Escusam de continuar a fazer contas de cabeça aos amarelos cirúrgicos que lhe iriam mostrar para que não jogasse os jogos que mais interessavam.
Lembro-me do título que ganhámos com o Inácio depois do grande jejum. O infortúnio do Delfim permitiu (re)descobrir o Vidigal, que, com a ajuda do Duscher, se transformou numa autêntica parede. Essa foi a equipa mais solidária que conheci. Hoje, como nessa época, é dessa solidariedade entre os jogadores que vamos precisar. Aí está um desafio à altura deles e do Domingos.
Há dias assim. Há dias em que nada corre bem. Mas o pior de tudo é a lesão do Rinaudo. Sem o Rinaudo vamos ter que nos reinventar. Escusam de continuar a fazer contas de cabeça aos amarelos cirúrgicos que lhe iriam mostrar para que não jogasse os jogos que mais interessavam.
Lembro-me do título que ganhámos com o Inácio depois do grande jejum. O infortúnio do Delfim permitiu (re)descobrir o Vidigal, que, com a ajuda do Duscher, se transformou numa autêntica parede. Essa foi a equipa mais solidária que conheci. Hoje, como nessa época, é dessa solidariedade entre os jogadores que vamos precisar. Aí está um desafio à altura deles e do Domingos.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Portices...
Na 2ª feira ouvia Freitas Lobo na TSF a explicar como é que a saída amarga de Hulk no jogo da última jornada, seria transformada pelo porto num momento único e especial e que permitiria a Hulk explodir já no próximo jogo.
Dizia Freitas Lobo que o porto é um máquina oleada como nenhuma outra e que, à semelhança do que sucedeu com moutinho, esta saída de Hulk era parte de um elaborado esquema motivacional, com vista a retirar Hulk da actual mediania exibicional, numa espécie de psicologia invertida.
Só um comentador de grande gabarito como Freitas Lobo conseguia preconizar tal explosão.
Fiquei verdadeiramente rendido ao futebol de fino recote que o porto exibiu ontem em Chipre, em especial a sua estrela maior Hulk.
Para a semana proponho a Freitas Lobo que nos explica como o porto acertou em cheio nas suas contratações para 2011/12, em especial os milhões por pagar por atletas únicos como são Mangala e Defour, ou ainda o sucesso esmagador da contratação Kleber.
Dizia Freitas Lobo que o porto é um máquina oleada como nenhuma outra e que, à semelhança do que sucedeu com moutinho, esta saída de Hulk era parte de um elaborado esquema motivacional, com vista a retirar Hulk da actual mediania exibicional, numa espécie de psicologia invertida.
Só um comentador de grande gabarito como Freitas Lobo conseguia preconizar tal explosão.
Fiquei verdadeiramente rendido ao futebol de fino recote que o porto exibiu ontem em Chipre, em especial a sua estrela maior Hulk.
Para a semana proponho a Freitas Lobo que nos explica como o porto acertou em cheio nas suas contratações para 2011/12, em especial os milhões por pagar por atletas únicos como são Mangala e Defour, ou ainda o sucesso esmagador da contratação Kleber.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Se ainda não fomos suficientemente prejudicados desta vez, sê-lo-emos para a próxima
Já se instalou no inconsciente colectivo que somos prejudicados. A situação normal não é a de o não sermos. A situação normal é de o sermos permanentemente. Quando aparentemente o não somos, então, beneficiaram-nos. A narrativa que se constrói a partir de cada arbitragem não é mais do que a preparação da próxima. Os famosos comentadores de arbitragem, todos eles ex-árbitros do famoso período dourado do futebol nacional, cumprem esse seu papel à risca.
O programa da TVI de Domingo com o Pedro Henriques foi o exemplo mais acabado da construção dessa narrativa. A primeira imagem analisada foi a de um fora-de-jogo mal assinalado a um jogador do Feirense. A jogada é completamente inócua e o que se salienta dela é a falta de jeito do jogador para dominar a bola com a canela, tendo-a atirado para fora. Para que é que serviu esta imagem? Para demonstrar que o Feirense tinha sido prejudicado, equiparando de forma implícita esta jogada a outras verdadeiramente relevantes decididas contra o Sporting.
Depois vem o penalty sobre o Elias. O penalty é claro e há muito pouco a dizer sobre ele. Nesse tipo de jogadas, quando vão dois jogadores à bola, o que chega mais tarde acaba sempre por derrubar o adversário. O árbitro viu muito bem o lance. De outra forma, teria assinalado canto e não pontapé de baliza. Para Pedro Henriques as coisas são muito mais complicadas. Só com imagens televisivas é que vê que é penalty e a grande maioria dos árbitros, incluindo ele, não o teriam marcado.
Na expulsão do jogador do Feirense, para Pedro Henriques, trata-se de uma falta negligente e sobre um jogador que ainda tinha vários adversários pela frente. Ficámos a saber duas coisas. O qualificativo é que determina o amarelo (ninguém explica porque é negligente e não estúpida, por exemplo, ou porque sendo negligente não determina a amostragem do amarelo). Em nenhum momento se diz que o jogador do Feirense teve uma conduta anti-desportiva. É que, num contexto de uma jogada de ataque perigosa, não teve outra intenção que não fosse a de derrubar o adversário. A falta é uma simples placagem e ponto final. Por outro lado, ficámos a saber que sempre que um jogador tem adversários pela frente pode ser derrubado de qualquer forma sem que isso justifique o amarelo.
Em relação à entrada do jogador do Feirense sobre o Jéffren, o comentador comenta-se a si próprio. Não foi falta para vermelho porque quando da expulsão do Rinaudo no jogo contra o Guimarães também considerou que a falta era para amarelo. Esqueceu-se foi de nos explicar porque é que as faltas são equiparáveis e porque é que o Rinaudo foi para a rua e o jogador do Feirense não.
O comentário sobre o amarelo ao Rinaudo, então, foi risível. A falta não foi para amarelo, diz Pedro Henriques. Mas qual falta? Uma de duas: ou é falta e o Rinaudo só pode ver o amarelo; ou não é falta. O que não quis dizer Pedro Henriques foi que o árbitro errou duas vezes. Não só marcou mal um livre perigoso contra o Sporting como, não contente com isso, mostrou mal também o inevitável cartão amarelo ao Rinaudo.
Por fim, o que Pedro Henriques não viu, não quis ver ou não quis comentar, foi o sistemático anti-jogo da equipa do Feirense premiado pela arbitragem através da não amostragem de qualquer amarelo na primeira parte. O jogo foi um mau jogo, antes de mais, porque o árbitro tudo permitiu à equipa do Feirense.
O programa da TVI de Domingo com o Pedro Henriques foi o exemplo mais acabado da construção dessa narrativa. A primeira imagem analisada foi a de um fora-de-jogo mal assinalado a um jogador do Feirense. A jogada é completamente inócua e o que se salienta dela é a falta de jeito do jogador para dominar a bola com a canela, tendo-a atirado para fora. Para que é que serviu esta imagem? Para demonstrar que o Feirense tinha sido prejudicado, equiparando de forma implícita esta jogada a outras verdadeiramente relevantes decididas contra o Sporting.
Depois vem o penalty sobre o Elias. O penalty é claro e há muito pouco a dizer sobre ele. Nesse tipo de jogadas, quando vão dois jogadores à bola, o que chega mais tarde acaba sempre por derrubar o adversário. O árbitro viu muito bem o lance. De outra forma, teria assinalado canto e não pontapé de baliza. Para Pedro Henriques as coisas são muito mais complicadas. Só com imagens televisivas é que vê que é penalty e a grande maioria dos árbitros, incluindo ele, não o teriam marcado.
Na expulsão do jogador do Feirense, para Pedro Henriques, trata-se de uma falta negligente e sobre um jogador que ainda tinha vários adversários pela frente. Ficámos a saber duas coisas. O qualificativo é que determina o amarelo (ninguém explica porque é negligente e não estúpida, por exemplo, ou porque sendo negligente não determina a amostragem do amarelo). Em nenhum momento se diz que o jogador do Feirense teve uma conduta anti-desportiva. É que, num contexto de uma jogada de ataque perigosa, não teve outra intenção que não fosse a de derrubar o adversário. A falta é uma simples placagem e ponto final. Por outro lado, ficámos a saber que sempre que um jogador tem adversários pela frente pode ser derrubado de qualquer forma sem que isso justifique o amarelo.
Em relação à entrada do jogador do Feirense sobre o Jéffren, o comentador comenta-se a si próprio. Não foi falta para vermelho porque quando da expulsão do Rinaudo no jogo contra o Guimarães também considerou que a falta era para amarelo. Esqueceu-se foi de nos explicar porque é que as faltas são equiparáveis e porque é que o Rinaudo foi para a rua e o jogador do Feirense não.
O comentário sobre o amarelo ao Rinaudo, então, foi risível. A falta não foi para amarelo, diz Pedro Henriques. Mas qual falta? Uma de duas: ou é falta e o Rinaudo só pode ver o amarelo; ou não é falta. O que não quis dizer Pedro Henriques foi que o árbitro errou duas vezes. Não só marcou mal um livre perigoso contra o Sporting como, não contente com isso, mostrou mal também o inevitável cartão amarelo ao Rinaudo.
Por fim, o que Pedro Henriques não viu, não quis ver ou não quis comentar, foi o sistemático anti-jogo da equipa do Feirense premiado pela arbitragem através da não amostragem de qualquer amarelo na primeira parte. O jogo foi um mau jogo, antes de mais, porque o árbitro tudo permitiu à equipa do Feirense.
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domingo, 30 de outubro de 2011
Vencer a irritação
Acabei a semana de trabalho irritado. Passei o fim-de-semana irritado com a perspectiva de voltar amanhã ao que me irritou. Fui, portanto, irritado ver o jogo contra o Feirense. O Flávio fecha ao Domingo, o que me obrigou a ir ver o jogo no café do outro lado da rua. O café é pequeno e barulhento, o que também não ajuda nada quem está irritado.
O jogo começou irritante. Na primeira reposição de bola, o Feirense já estava a queimar tempo. Faltas e mais faltas para parar o jogo. O árbitro, em vez de mostrar amarelos, a chamar os jogadores e a dizer-lhes que aquela era a última vez. Depois deste espectáculo, dá dez segundos de descontos.
Se não fossem os estarolas dos comentadores, a primeira parte só tinha esta triste história. Mas o penalty sobre o Elias e os comentários salvaram-nos. O Freitas Lobo, arguto como sempre, começou por afirmar que o Elias já ia em queda. A seguir, disseram que o jogador do Feirense foi bem intencionado à bola. A muito custo sempre acabaram por ver que houve falta. Nunca tiraram a conclusão devida e a palavra “penalty” nunca foi pronunciada.
A segunda parte começou na mesma, com os jogadores do Feirense a darem pau. A impunidade era tanta que quando um foi expulso todos ficaram indignados e com razão: se o árbitro manda dar pau, não se compreende porque razão não se continua à paulada até ao fim. O Domingos acordou e procurou descomplicar o que tinha complicado desde o início. Entrou o Carrillo e depois o Jéffren.
Os do Feirense continuam na mesma e fazem penalty. Mesmo a ganharmos por um a zero, o jogo continuou irritante. O Schaars, farto daquilo tudo, acabou com ele à paulada, mas na bola. Nesse golo gostei de várias coisas. Da insistência do Onyewu, um rapaz grandote do Feirense ainda o tentou pressionar, só que com aquele há pouco a fazer, do remate do Schaars e da reacção do guarda-redes, que dez minutos depois da bola entrar lembrou-se de ainda tentar a defesa (terá pensado que, mesmo em situações desesperadas como aquela, lhe ficava mal ficar a olhar para a bola).
Regresso a casa. Como uma arrozada de peixe. Estava excelente. Sinto-me mais calmo. O campeonato é assim mesmo. Todos os jogos são para ganhar, irritantes ou não.
O jogo começou irritante. Na primeira reposição de bola, o Feirense já estava a queimar tempo. Faltas e mais faltas para parar o jogo. O árbitro, em vez de mostrar amarelos, a chamar os jogadores e a dizer-lhes que aquela era a última vez. Depois deste espectáculo, dá dez segundos de descontos.
Se não fossem os estarolas dos comentadores, a primeira parte só tinha esta triste história. Mas o penalty sobre o Elias e os comentários salvaram-nos. O Freitas Lobo, arguto como sempre, começou por afirmar que o Elias já ia em queda. A seguir, disseram que o jogador do Feirense foi bem intencionado à bola. A muito custo sempre acabaram por ver que houve falta. Nunca tiraram a conclusão devida e a palavra “penalty” nunca foi pronunciada.
A segunda parte começou na mesma, com os jogadores do Feirense a darem pau. A impunidade era tanta que quando um foi expulso todos ficaram indignados e com razão: se o árbitro manda dar pau, não se compreende porque razão não se continua à paulada até ao fim. O Domingos acordou e procurou descomplicar o que tinha complicado desde o início. Entrou o Carrillo e depois o Jéffren.
Os do Feirense continuam na mesma e fazem penalty. Mesmo a ganharmos por um a zero, o jogo continuou irritante. O Schaars, farto daquilo tudo, acabou com ele à paulada, mas na bola. Nesse golo gostei de várias coisas. Da insistência do Onyewu, um rapaz grandote do Feirense ainda o tentou pressionar, só que com aquele há pouco a fazer, do remate do Schaars e da reacção do guarda-redes, que dez minutos depois da bola entrar lembrou-se de ainda tentar a defesa (terá pensado que, mesmo em situações desesperadas como aquela, lhe ficava mal ficar a olhar para a bola).
Regresso a casa. Como uma arrozada de peixe. Estava excelente. Sinto-me mais calmo. O campeonato é assim mesmo. Todos os jogos são para ganhar, irritantes ou não.
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Já agora.
Há 9 jogos seguidos que não ouço o papagaio do Bruno Carvalho. Espero que assim continue, por muitos e bons anos. Era bom sinal.
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Sergio Barroso
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Águas a Presidente
O Dr. Carlos Marta, Presidente do Município de Tondela e candidato a Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, nem sempre se chamou assim. Nos anos 80 era extremo direito no Académico de Viseu e chamava-se Águas. Teve o seu momento de glória quando marcou um golo em Alvalade, que permitiu a vitória do Académico de Viseu contra o Sporting.
Como sou de Viseu, nesse jogo o meu coração tremeu. Confesso: queria que o Académico de Viseu ganhasse. O Águas foi um herói nesse jogo e assim permaneceu na minha memória. Há uns anos, por indicação de um amigo comum, fui convidado por ele para fazer um conferência em Tondela (o tema não vem ao caso; aliás, o tema é irrelevante para este caso). Quando nos apresentámos, tive uma desilusão. Não (re)conheci o Águas, um herói da fase final da minha adolescência, conheci o Dr. Carlos Marta.
Isto tudo para falar da dissonância na Direcção do Sporting a propósito das eleições para a Federação Portuguesa de Futebol. Se o Sporting tiver capacidade efectiva de influenciar a constituição das duas listas, sobretudo ao Conselho de Arbitragem, a ideia de apoiar os dois candidatos (Fernando Gomes e Carlos Marta) pode não ser má; quando se sabe que a eleição dos membros desse Conselho é efectuada pelo método proporcional. Agora, quando sabemos que os candidatos a Presidente desse órgão são o Vítor Pereira e o Paulo Costa, ficamos sempre na dúvida se o Luís Duque não estará, mais uma vez, a exorbitar das suas funções.
Como sou de Viseu, nesse jogo o meu coração tremeu. Confesso: queria que o Académico de Viseu ganhasse. O Águas foi um herói nesse jogo e assim permaneceu na minha memória. Há uns anos, por indicação de um amigo comum, fui convidado por ele para fazer um conferência em Tondela (o tema não vem ao caso; aliás, o tema é irrelevante para este caso). Quando nos apresentámos, tive uma desilusão. Não (re)conheci o Águas, um herói da fase final da minha adolescência, conheci o Dr. Carlos Marta.
Isto tudo para falar da dissonância na Direcção do Sporting a propósito das eleições para a Federação Portuguesa de Futebol. Se o Sporting tiver capacidade efectiva de influenciar a constituição das duas listas, sobretudo ao Conselho de Arbitragem, a ideia de apoiar os dois candidatos (Fernando Gomes e Carlos Marta) pode não ser má; quando se sabe que a eleição dos membros desse Conselho é efectuada pelo método proporcional. Agora, quando sabemos que os candidatos a Presidente desse órgão são o Vítor Pereira e o Paulo Costa, ficamos sempre na dúvida se o Luís Duque não estará, mais uma vez, a exorbitar das suas funções.
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Rui Monteiro
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Don't ever stop
Quando estou a ver um jogo do Sporting só pretendo duas coisas: que o jogo não acabe e que os jogadores não se deslumbrem consigo próprios. Primeiro, porque a vida de todos nós fora do jogo é cada vez mais insuportável. Segundo, há jogadores como o Carrillo que não se podem perder, pois seria um crime para o futebol.
O que é que se pode dizer mais deste jogo [contra o Gil Vicente] quando o Carriço marca um golo a centro de Polga? Quando o Capel marca dois golos de cabeça? Quando o Bojinov marca dois golos em meia dúzia de minutos em campo? Quando acabamos o jogo com quatro avançados? Talvez dizer que o Domingos está a construir uma grande equipa, que o Domingos é um excelente treinador.
[Houve jogadas notáveis, mas saliento a do quinto golo: pela arrogância do Carrilo, que vai para cima do defesa, como quem lhe pergunta por que lado quer ser passado, dá-lhe três metros de avanço e faz um passe de morte com a “soupless” de quem está a jogar uma peladinha com os amigos.]
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Rui Monteiro
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domingo, 23 de outubro de 2011
Ronaldo também Messi…
Adoro ver bom futebol. Por isso, desde os 18 anos que, sempre que tenho possibilidade, gosto de ver jogos do campeonato espanhol. Por isso, é um prazer ver jogar Ronaldo. Por isso, é um prazer ver jogar Messi. Para mim, Ronaldo e Messi são, neste momento, a grande distância, os melhores do mundo.
Qual deles é o melhor? As opiniões dividem-se e a discussão apaixona os adeptos mais fervorosos. O meu filhote diz que é o Messi, o mágico do futebol “play station”. O meu irmão diz que é o Ronaldo, o atleta perfeito. Mas ambos também adoram ver jogar o seu principal rival.
Em Portugal, a generalidade da comunicação social tem um gostinho especial por, mais do que mitificar a genialidade de Messi, procurar, implícita ou mesmo explicitamente, secundarizar a genialidade de Ronaldo. É certo que Ronaldo nem sempre tem estado no seu melhor na selecção nacional. Mas também é certo que Messi também não parece o mesmo quando actua pela selecção argentina. Quando Messi está melhor que Ronaldo num fim-de-semana, o amesquinhamento do madeirense por parte dos media portugueses é garantido. Quando, pelo contrário, Ronaldo está melhor que Messi, como neste ou noutros fins-de-semana, o principal mérito é dado ao seu treinador (em Manchester, a Ferguson e, agora, em Madrid, a José Mourinho).
Todas as opiniões são legítimas, mas se Ronaldo tivesse sido formado no Benfica e não no Sporting, como seria tratado o madeirense pela comunicação social portuguesa? Alguém se atreveria a colocar Ronaldo num segundo plano face a Messi? Ou, pelo contrário, seria considerado unanimemente como o melhor futebolista português de sempre? Ou até, no caso dos fervorosos cronistas d' "A Bola", não teria já sido eleito Ronaldo como o melhor futebolista mundial de todos os tempos, logo à frente de Eusébio e de… Rui Costa?
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Júlio Pereira
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Jogar contra o destino
Decidi chegar a casa mais cedo para ver o jogo contra o Vaslui. Mesmo assim, não cheguei tão cedo quanto queria. Perdi os primeiros vinte e cinco minutos do jogo. Não conheço a minha casa durante a semana àquela hora. Senti-me verdadeiramente em casa e mais em casa me senti quando comecei a ver jogar o Sporting.
O futebol tem no Sporting desta época também um porto seguro, como a bola nos pés do Matias. Cada passe, finta, simulação ou remate vai assinado. Retenho várias imagens: a parábola de livre, a trivela do golo, a arrancada e o passe para o golo do Evaldo.
Depois temos o Capel. Não via um jogador tão entusiasmante há muito. Não sei a que atribua maior mérito no segundo golo, se à arrancada imparável do Capel, ao túnel do Carrillo ou à trivela do Matias. Qualquer um das jogadas é notável. Juntas são um monumento.
Sabemos jogar com dez. Sabemos jogar contra dez. Falta saber, no fim, se somos capazes de jogar contra o destino.
O futebol tem no Sporting desta época também um porto seguro, como a bola nos pés do Matias. Cada passe, finta, simulação ou remate vai assinado. Retenho várias imagens: a parábola de livre, a trivela do golo, a arrancada e o passe para o golo do Evaldo.
Depois temos o Capel. Não via um jogador tão entusiasmante há muito. Não sei a que atribua maior mérito no segundo golo, se à arrancada imparável do Capel, ao túnel do Carrillo ou à trivela do Matias. Qualquer um das jogadas é notável. Juntas são um monumento.
Sabemos jogar com dez. Sabemos jogar contra dez. Falta saber, no fim, se somos capazes de jogar contra o destino.
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Notícia do DN
Num dos meus mais brilhantes momentos de Sportinguismo desloquei-me a Madrid para assistir a um Atlético de Madrid - Sporting.
Apesar do resultado de 0-0 foi um dia especial ... Estavam mais de 5.000 adeptos leoninos e a oportunidade de fazer o caminho da Plaza Mayor ao Vicente Calderon entre esse milhares de Sportinguistas foi um momento especial.
Pelo caminho para além de vários hinos ao nosso Clube e piropos às espanholas que viam a multidão a passar... um hino ecoava com especial emoção entre os adeptos:
[ ohhhhh ... eu vi o simão ... no sexyhot ... no sexyhot .... a levar no pacote ... ]
Ontem ao ler o Diário de Notícias fui informado de negociações com vista ao regresso a Alvalade desse pulha, desse cretino que dá pelo nome de Simão Sabrosa.
Eu serei do Sporting até morrer e com ou sem Subsidio de Natal continuarei a ser sócio do Grande Sporting. Mas se possível poupem-me a merdas destas.
Saudações Leoninas,
Apesar do resultado de 0-0 foi um dia especial ... Estavam mais de 5.000 adeptos leoninos e a oportunidade de fazer o caminho da Plaza Mayor ao Vicente Calderon entre esse milhares de Sportinguistas foi um momento especial.
Pelo caminho para além de vários hinos ao nosso Clube e piropos às espanholas que viam a multidão a passar... um hino ecoava com especial emoção entre os adeptos:
[ ohhhhh ... eu vi o simão ... no sexyhot ... no sexyhot .... a levar no pacote ... ]
Ontem ao ler o Diário de Notícias fui informado de negociações com vista ao regresso a Alvalade desse pulha, desse cretino que dá pelo nome de Simão Sabrosa.
Eu serei do Sporting até morrer e com ou sem Subsidio de Natal continuarei a ser sócio do Grande Sporting. Mas se possível poupem-me a merdas destas.
Saudações Leoninas,
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Para onde vão tantos pontos?
Contra o Olhanense, ficámos sem dois pontos. Ficámos a saber que o fiscal-de-linha desse jogo [José Cardinal] viu a sua classificação reduzida em 1,1 pontos. Ficámos a saber que o observador desse jogo [Albano Fialho] vai ser penalizado em três pontos também. No total, foram 6,1 pontos [à vida]. Para onde foram estes 6,1 pontos? Os do Sporting, sabemos para onde foram: diretamente para o Benfica e para o Porto. E os 4,1 que sobram? Vão-nos devolver alguns?
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Rui Monteiro
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sábado, 15 de outubro de 2011
Quando é que voltam os jogos a sério?
Andámos não sei quanto tempo sem bola para a selecção preparar o apuramento; ainda para mais para fazer o lindo serviço que se viu contra a Dinamarca. Agora, enfiam-nos com a festa do povo, e vá de fazer um jogo treino a Famalicão. Um aborrecimento de todo o tamanho.
Ficámos a saber que o Wolfswinkel também marca golos de penalty e de cabeça. Já suspeitávamos, mas é sempre bom ter a certeza. O Pererinha fez um centro para golo. Apetece dizer que quem faz um centro faz um cento (o trocadilho está ao nível do jogo) e, portanto, ainda vamos a tempo de reinventar o homem.
Com o Evaldo a central, a outra equipa, jogue com quem jogar (com onze, dez ou nove), transforma-se numa Barcelona em potência. Essa opção pode não ser má se se pretender, como hoje, confirmar que o Marcelo Boeck é um excelente guarda-redes. Mas estando a prova feita, não acredito que o Domingos a pretenda repetir.
Ficámos a saber que o Wolfswinkel também marca golos de penalty e de cabeça. Já suspeitávamos, mas é sempre bom ter a certeza. O Pererinha fez um centro para golo. Apetece dizer que quem faz um centro faz um cento (o trocadilho está ao nível do jogo) e, portanto, ainda vamos a tempo de reinventar o homem.
Com o Evaldo a central, a outra equipa, jogue com quem jogar (com onze, dez ou nove), transforma-se numa Barcelona em potência. Essa opção pode não ser má se se pretender, como hoje, confirmar que o Marcelo Boeck é um excelente guarda-redes. Mas estando a prova feita, não acredito que o Domingos a pretenda repetir.
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Ai a Tola, Queiroz!
- “Comigo à frente da Selecção, a qualificação teria sido absolutamente natural, normal, consistente, e estaríamos agora na fase final do Euro.”, O Professor
Salvo demonstração em contrário, em vez da grandiosa epopeia que julga ter estado em condições de realizar, o Professor pode é estar a bater com os punhos contra as grades da janela do asilo "Casa do Futebol", garantindo chamar-se Alex Ferguson e pedindo para ser tratado apenas por Sir, para deleite inocente de muitos espectadores desprevenidos (adaptada do Dicionário do Diabo, de Ambrose Bierce).
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Júlio Pereira
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Quem quer ter uma selecção que a pague
Não se podia pedir mais. Se outro mérito não teve o Paulo Bento, teve seguramente o de demonstrar que o Queiroz é um fiasco, a quem ainda tivesse dúvidas. Este regresso de uma certa sanidade ao futebol português vale por si só e é muito valioso. Não parece é que possa dar para muito mais do que deu: ganhar à Islândia, ao Chipre e à Noruega e perder com a Dinamarca. Vamos ver se ainda chegamos à fase final, mas, mesmo que lá cheguemos, uma seleção assim não costuma ir muito longe.
A partir de agora, as coisas tendem a piorar. Andamos à caça dos Eliseus e a reciclar o Postiga e o Nuno Gomes e isto diz tudo ou quase tudo. Peçam ao Pinto da Costa, ao Filipe Vieira, ao Jorge Mendes, ao Vitor Pereira, ao Duarte Gomes e a outros que tais que formem os futuros jogadores da seleção. Nós, sportinguistas, estamos um pouco fartos de dar para este peditório da seleção e de ainda sermos gozados. Se a Federação, os portistas ou os benfiquistas querem ter uma seleção competitiva, façam o favor de a pagar.
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Rui Monteiro
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Sabemos que Freitas Lobo prefere o “pilar” Rolando ou mesmo…
… Um “avançado elegante” como Milan Purovic, ”com grande capacidade atlética e um remate potente e colocado, com o pé direito. Busca espaços, fora ou dentro da área, escapa aos seus marcadores, e remata muito bem. Não é muito veloz mas, agressivo, movimenta-se com grande inteligência. Destaca-se também a cabecear. Pode jogar sozinho no ataque ou com outro avançado a seu lado (fez dupla com Zigic). O seu futebol cresce quando se aproxima da área” (Freitas Lobo).
Purovic, confirmou-se, era, de facto, tão elegante como um Fred Astaire. Tão agressivo e inteligente como o Professor Marcelo. Tão ladino a escapar aos adversários como o Vale e Azevedo.
Nós não temos o sentido visionário de Freitas Lobo. Talvez por isso preferimos, em vez da elegância destes pilares, a nossa mal-ajambrada torre americana. Se hoje conseguimos ver mais longe, foi por estarmos sobre os ombros deste gigante.
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Júlio Pereira
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Consumições
Este fim-de-semana não ganhámos.
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Rui Monteiro
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sábado, 8 de outubro de 2011
(En)rolando
Excelente jogo de hóquei em patins de Portugal contra a Islândia. Fica o registo impressionista com as imagens que retive.
Completamente à vontade e em excelentes condições para rematar à baliza, o Postiga atira-se para o chão e marca um golo com a canela. Sem um taco à altura das necessidades, o efeito dado à bola [com a canela] para uma carambola daquelas só estava ao alcance do Jorge Theriaga e, agora, do Postiga.
O Rolando provoca um “penalty” digno de um júnior. O Rolando faz muito boas duplas com o Olegário, o Soares Dias e outros assim, mas com o Bruno Alves tem mais dificuldades e combinar. Se os primeiros não se encontram disponíveis nestes jogos da seleção, talvez não fosse má ideia o Paulo Bento escolher alguém que soubesse defender [mesmo] a sério, como o Tonel.
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Rui Monteiro
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Reforços de S. Martinho
Com a saída do Luís Aguiar e a operação do Izmailov não podemos esperar pela abertura do mercado de Inverno. Vai ter de ser mesmo pelo S. Martinho. Entram o Carlos Trindade Gomes e o Rui Almeida, sportinguistas de velha têmpera de Viseu [em termos relativos, o distrito onde florescem mais e melhores sportinguistas]. São, sobretudo, velhos amigos, daqueles que contam, quando só temos os dedos para os contar.
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Rui Monteiro
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23:58
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