Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Laurel & Hardy
O Postiga foi pré-convocado pelo Fernando Santos. Alguém pode dar o endereço do Djaló ao selecionador nacional? Precisamos de reeditar esta velha dupla quanto antes.
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Rui Monteiro
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domingo, 26 de outubro de 2014
Manda parar o jogo Marco Silva!
Marco Silva, quando estás a ganhas três a zero, manda parar o jogo. Manda engonhar. Manda fazerem-se à falta. Manda o Patrício simular uma lesão. Não deixes o Nani esticar sempre o jogo. Poupa os jogadores. Não metas o Tanaka a substituir o Adrien quando estás a ganhar.
Fora isto, o jogo foi espetacular. O resultado certo seria dez a seis. Quando a bola chega ao Nani parece que se começa a jogar uma modalidade diferente da que praticam os outros jogadores. Cada arrancada dá uma oportunidade de golo. Os outros acreditam nisso com razão, e vão, vão sempre para a frente.
O Patrício mais uma vez provou que quando um jogador aparece isolado, cara-a-cara com ele, não deve ser considerada uma oportunidade de golo. Agora, também deve defender as outras jogadas. Não há defesas melhores e piores. Só há defesas.
Não se pode falar da defesa. Está entregue a si própria. Não conta com ninguém. São um género de grupo de operações especiais. Está-lhes destinada a função de sabotagem do ataque adversário e não lhes sobra tempo para mais nada. Não têm descanso. Estão sempre em jogo, no bola-lá-bola-cá que praticamos.
O Sporting fez um jogo fabuloso. O Marítimo foi um grande adversário. O público foi espetacular. Empurrou a equipa nos momentos mais difíceis. Agora, o futebol não é isto. Isto é hóquei em patins. Contra uma equipa melhor e mais cínica, isto pode correr mal, muito mal mesmo.
Fora isto, o jogo foi espetacular. O resultado certo seria dez a seis. Quando a bola chega ao Nani parece que se começa a jogar uma modalidade diferente da que praticam os outros jogadores. Cada arrancada dá uma oportunidade de golo. Os outros acreditam nisso com razão, e vão, vão sempre para a frente.
O Patrício mais uma vez provou que quando um jogador aparece isolado, cara-a-cara com ele, não deve ser considerada uma oportunidade de golo. Agora, também deve defender as outras jogadas. Não há defesas melhores e piores. Só há defesas.
Não se pode falar da defesa. Está entregue a si própria. Não conta com ninguém. São um género de grupo de operações especiais. Está-lhes destinada a função de sabotagem do ataque adversário e não lhes sobra tempo para mais nada. Não têm descanso. Estão sempre em jogo, no bola-lá-bola-cá que praticamos.
O Sporting fez um jogo fabuloso. O Marítimo foi um grande adversário. O público foi espetacular. Empurrou a equipa nos momentos mais difíceis. Agora, o futebol não é isto. Isto é hóquei em patins. Contra uma equipa melhor e mais cínica, isto pode correr mal, muito mal mesmo.
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Rui Monteiro
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Vão para o &%$#§£&!
A Liga dos Campeões é uma pantominice pegada. Só serve para se ganhar uns cobres e entreter a malta durante a semana, como disse aqui. Se se quiser levar esta coisa a sério, acaba-se com um ataque de irritação. Se não estivesse imbuído deste espírito, depois do jogo contra o Schalke 04, tinha chegado a casa e dado uma carga de pancada na família e assado o gato.
Agora, na disto é sério nem para ser levado a sério. Vamos ver se a rapaziada recupera bem para jogar contra o Marítimo. Isso é que é um jogo a sério; a não ser se nos apareceram uns pares de idiotas como os que nos saíram na rifa contra o Schalke 04. É que também há cá destes.
Agora, na disto é sério nem para ser levado a sério. Vamos ver se a rapaziada recupera bem para jogar contra o Marítimo. Isso é que é um jogo a sério; a não ser se nos apareceram uns pares de idiotas como os que nos saíram na rifa contra o Schalke 04. É que também há cá destes.
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Rui Monteiro
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Canaille! Mérinos! Iconoclaste! Chrysanthème! Hurluberlu! Canaque! Moule à gaufres! Phylloxéra! Rhizopode! Satrape! Logarithme! Zoulou! Ectoplasme! Vermicelle! Froussard! Lépidoptère! Emplâtre! Jocrisse! Anthropophage! Gros plein de soupe! Crétin des Alpes! Etc…
«Nem me apetece
fazer muitos comentários. Foi inglório o que fizeram à nossa equipa»,
Marco Silva
Não
sei se aqueles árbitros russos trabalham para a Gazprom a tempo inteiro. Sei
que naquele jogo trabalharam, e bem! E serão certamente recompensados com algo mais do que um
prato de lentilhas pois serviram bem o futebol e o capital que o sustenta. Foram
uns verdadeiros filhos do Putin, como dizia o nosso amigo Cantinho do Morais. Naturalmente
que já estamos habituados a todo o tipo de roubalheiras, injustiças, aldrabices
ou apenas graves incompetências. E não apenas no futebol.
Eu,
por exemplo, trabalho num ramo do ensino em que grande parte dos conteúdos
abordados é sobre isso mesmo: como um individuo ou grupo de indivíduos, conseguiu
ao longo dos tempos, mesmo que separados geográfica e culturalmente, ir explorando
e extorquindo os membros das suas comunidades e das comunidades vizinhas, de
modo a egoisticamente progredir ou prevalecer.
São
estudadas com pormenor quase microscópio algumas narrativas de como esses
indivíduos ou grupos, organizados ou desorganizados, constituídos por heróis fundadores, ou génios da guerra e da diplomacia, ou “incompetentes
carismáticos”; ou especialistas nas diversas formas de exploração ou, como
agora se diz, empreendedores exemplares,
foram sempre conseguindo sacanear e prejudicar os seus contemporâneos e
conterrâneos para prosperarem a todo o custo.
Não
interessa se estudadas diacrónica ou sincronicamente, dando-se maior ou menor
prevalência às conjunturas, ao contexto geográfico, cultural ou genético, o resultado
final é que, num dado momento (ou até vários e repetidos de forma sistemática),
estas injustiças aparecem, prevalecem e favorecem sempre os mais desonestos e poderosos.
No
entanto, mesmo que habituado a lidar com este legado da humanidade, com esta
merda toda, começo a ficar farto, ora fod…..............................................................................….!
Nota: Para desabafar só praguejando pois, tal como
dizia alguém sobre a poesia, o verdadeiro desabafo não se faz com palavrinhas,
apenas com palavrões. Aconselho para isso este "gerador de insultos do
capitão Haddock"
que vem facilitar bastante a tarefa!
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A. Trindade
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Andamos a ser enganados?
Ontem pensava que ia ver um jogo da Champions. Pensava que não era um jogo do nosso campeonato. Fui enganado e logo pelas três equipas.
Pelo Shalke porque o ritmo que apresentou e o facto de depender (quase) totalmente das bolas paradas para criar perigo nos fez lembrar um Rio Ave ou um Nacional qualquer. Pelo Sporting porque a forma desinibida como jogou fora na Alemanha, me levou a pensar se não estaríamos antes algures entre o Estádio dos Barreiros e a pedreira de Braga. E finalmente a equipa de arbitragem, em que o árbitro fez lembrar o critério disciplinar de um Jorge Sousa no Dragão, o assistente mostrou que consegue ser tão caseiro como um assistente do Duarte Gomes na Luz e em que o árbitro de baliza... bem o árbitro de baliza conseguiu inventar o que acho que nem o João Capela a arbitrar o "seu" Benfica conseguiria inventar!
Espero sinceramente que possamos recuperar desta enorme desfeita emocional e que fiquemos em terceiro no grupo. Não vai ser fácil, mas se assim for a ironia é que até devemos ficar agradecidos aos russos: é que para mim o mais próximo do "melhor de dois mundos" nesta Champions seria ter o segundo lugar "moral" e o terceiro "real".
terça-feira, 21 de outubro de 2014
E se fosses para o Karasev?
Foi heróico. Não sei se será um daqueles empates que ficará para a história, mas foi uma exibição gigantesca do Sporting. Tão superlativa que nem quis ver os descontos.
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Sergio Barroso
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Clássicos
Um clássico arrasador merece
outro clássico arrasador: George Méliès.
Assim, aqui fica «L'homme a la tête en caoutchouc» de 1901…afinal anda por aí muita malta com “grandes melões”!
Assim, aqui fica «L'homme a la tête en caoutchouc» de 1901…afinal anda por aí muita malta com “grandes melões”!
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A. Trindade
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sábado, 18 de outubro de 2014
Deixem jogar o Nani
Esta semana houve grande polémica sobre o golo do Cristiano Ronaldo contra a Dinamarca. Há quem diga que é golo. Há quem diga que é autogolo. Hoje um tal de Marcano tirou todas as dúvidas. Um autogolo é aquilo que ele fez. Quando se faz um autogolo faz-se com convicção.
Não sei se os árbitros se importam muito de nos ver deixar jogar o Nani. Tratá-lo como o principal arruaceiro do futebol português é ridículo. Não é só por nos fazer falta. É que, com ele, os jogos têm outra graça.
Aquela do segundo golo é de ir às lágrimas. Tudo começa com o Maicon que, em vez de chutar a bola para a banca, entrou em modo tiki-taka. O palerma que recebe a bola está em modo tiki-taka também. O Montero fica em jogo e faz uma assistência deliciosa de cabeça para o Nani. O Nani recebe a bola, pára-a fora da área e pensa com os seus botões (há anos que não me lembrava desta expressão): vou meter a bola naquele canto direito; e assim o fez.
O Jorge “Dragão D’Ouro” Sousa esteve magnífico. Chegou mesmo a amarelar uma rapaziada da Juventude Leonina, tal foi o empolgamento com aquela coisa de mostrar cartões aos jogadores do Sporting e marcar-lhes falta por tudo e por nada. A falta final foi a sua saída em ombros do Dragão.
O Lopetegui é um líder, segundo o Pinto Costa. Que assim continue. Que Deus lhe dê saúde para assim continuar por muitos e bons anos. A ele e a um tal de Casemiro, que em matéria de picanha não fica nada a perder para o falecido Rochemback.
Não sei se os árbitros se importam muito de nos ver deixar jogar o Nani. Tratá-lo como o principal arruaceiro do futebol português é ridículo. Não é só por nos fazer falta. É que, com ele, os jogos têm outra graça.
Aquela do segundo golo é de ir às lágrimas. Tudo começa com o Maicon que, em vez de chutar a bola para a banca, entrou em modo tiki-taka. O palerma que recebe a bola está em modo tiki-taka também. O Montero fica em jogo e faz uma assistência deliciosa de cabeça para o Nani. O Nani recebe a bola, pára-a fora da área e pensa com os seus botões (há anos que não me lembrava desta expressão): vou meter a bola naquele canto direito; e assim o fez.
O Jorge “Dragão D’Ouro” Sousa esteve magnífico. Chegou mesmo a amarelar uma rapaziada da Juventude Leonina, tal foi o empolgamento com aquela coisa de mostrar cartões aos jogadores do Sporting e marcar-lhes falta por tudo e por nada. A falta final foi a sua saída em ombros do Dragão.
O Lopetegui é um líder, segundo o Pinto Costa. Que assim continue. Que Deus lhe dê saúde para assim continuar por muitos e bons anos. A ele e a um tal de Casemiro, que em matéria de picanha não fica nada a perder para o falecido Rochemback.
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Rui Monteiro
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Futebol de pernas para o ar
Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do Mundo de futebol, é mais controverso em Portugal do que em qualquer outro país. O ressabiamento manifesta-se na primeira oportunidade e a última, a última oportunidade foi o golo contra a Dinamarca.
Vi o jogo e aquela jogada em particular e não tive dúvidas de que não era autogolo. A única dúvida é se depois da bola cabeceada também toca no defesa. O comentador, Tadeia ao que me dizem, anunciou alto e bom som o autogolo e por todo o lado se celebrou o autogolo, não por ter sido golo da Seleção Nacional, mas por não ter sido o Cristiano Ronaldo a marcá-lo.
Fica a imagem, que vale mais do que mil palavras.
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Rui Monteiro
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terça-feira, 14 de outubro de 2014
Back to basics
O futebol é bem mais simples do que nos pretendem explicar, nem sempre funcionando a tácita ou a capacidade de decisão, como agora se costuma dizer. Quando nada parece resultar, mantém-se o melhor jogador em campo, mesmo que não esteja a jogar grande coisa, e mete-se um artista nos minutos finais: não tem muito tempo para fazer asneiras, mas pode ter tempo suficiente para resolver o jogo. Às vezes é o Kelvin, outras o Quaresma, ou, mesmo, o [improvável] Miguel Garcia.
O futebol vive mais disso do que parece ou do que nos querem fazer crer. Não é preciso dizer muito mais, explicar seja o que for, é voltar a ver a arrancada do Quaresma, o centro e o Cristiano Ronaldo a planar e a cabecear a bola lá para dentro. A esta hora deve estar o Paulo Bento a pensar porque é que nunca lhe passou pela cabeça uma jogada destas, pois tudo teria sido mais simples, bem mais simples.
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Rui Monteiro
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domingo, 12 de outubro de 2014
É nuito agradável voltar a ver jogar bem à bola
Tenho as maiores desconfianças em relação ao Fernando Santos. Quem perde um campeonato para o Augusto Inácio e outro para o Jaime Pacheco não pode ter muito que se orgulhar.
Dito isto, a ideia de procurar seleccionar os jogadores que sabem jogar á bola independentemente da idade e das juras de fidelidade ao treinador e ao Cristiano Ronaldo, parece-me um bom princípio.
Não sei se vamos a algum lado com ele. Mas é muito agradável voltar a ver a qualidade técnica e táctica do Ricardo Carvalho, do Tiago ou do Danny. Em certos momentos da segunda parte do jogo de ontem, contra a França, foi um regalo voltar a ver a bola a ser trocada a um ou dois toques entre esses e outros jogadores, como o Nani, o William Carvalho, o João Mário e o Cristiano Ronaldo.
Dito isto, a ideia de procurar seleccionar os jogadores que sabem jogar á bola independentemente da idade e das juras de fidelidade ao treinador e ao Cristiano Ronaldo, parece-me um bom princípio.
Não sei se vamos a algum lado com ele. Mas é muito agradável voltar a ver a qualidade técnica e táctica do Ricardo Carvalho, do Tiago ou do Danny. Em certos momentos da segunda parte do jogo de ontem, contra a França, foi um regalo voltar a ver a bola a ser trocada a um ou dois toques entre esses e outros jogadores, como o Nani, o William Carvalho, o João Mário e o Cristiano Ronaldo.
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Nem A, nem B
Li com preocupação a preocupação da blogosfera sportinguista sobre a recente mudança do treinador da equipa B. Há preocupações para todos os gostos. Há preocupações que vão desde a competência do treinador selecionado até à filosofia do projeto ou qualquer coisa que o valha.
A equipa B só funciona se a equipa A dispuser somente de 18-19 jogadores. Na prática, planeia-se a equipa A e a B em conjunto. Não faz sentido a B sem a A. Se assim não for, então a complexidade da justificação é tal que só está ao alcance de um Carlos Daniel ou de um Freitas Lobo.
A equipa B só funciona se a equipa A dispuser somente de 18-19 jogadores. Na prática, planeia-se a equipa A e a B em conjunto. Não faz sentido a B sem a A. Se assim não for, então a complexidade da justificação é tal que só está ao alcance de um Carlos Daniel ou de um Freitas Lobo.
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Rui Monteiro
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domingo, 5 de outubro de 2014
Diferenças entre jogar com dez ou onze e com um ou dois avançados
Ontem, fui jantar com uns amigos meus. Vi o jogo contra o Penafiel pelo canto do olho. O suficiente para perceber o que se passou. O Marco Silva decidiu que voltaríamos a jogar com dez. O André Martins cumpriu com zelo o que lhe foi pedido: garantir que o adversário pudesse disputar o jogo durante uma hora. Depois de uma hora de avanço, tudo voltou ao normal e a normalidade fez-se resultado.
O Marco Silva joga com a defesa muito adiantada e, sobretudo, com os centrais muito afastados quando a equipa dispõe da bola. Os laterais avançam, o William Carvalho parte do meio e atrás, mas, rapidamente tem que andar por todo o campo, atrás e à frente, de um lado e do outro. Esta tática expõe os defesas centrais e torna visíveis algumas limitações, por agora, do William Carvalho.
Contra equipas como o Chelsea ou, até, o Porto, esta tática pode ser um autêntico suicídio. Contra a maioria das equipas do campeonato nacional, esta é a tática certa. A maior parte delas joga com o famoso autocarro e com um avançado, que se limita mais a correr atrás dos defesas, para impedir a saída da bola, do que propriamente a pensar em marcar um golo. Mesmo quando se isola, atrapalha-se com a bola, permite quase sempre a recuperação dos defesas, não tem jeito nem força para ganhar a zona central, o que implica que, se chegar a rematar, vai fazê-lo em condições muito desfavoráveis. Esse tipo de avançado, partindo isolado a trinta ou quarenta metros da baliza muito raramente faz golo. A maior parte das vezes, nem chega a rematar ou remata para a bancada.
Contra equipas como o Penafiel, jogar com um só avançado é dar descanso à defesa, sobretudo em jogos em casa. Não sei se se deve entrar logo com os dois avançados. Agora, quando jogamos com dois, o Slimani concentra-se completamente no que sabe fazer, que é metê-la lá dentro, deixando de andar a fazer apoios frontais e a deslocar-se para as laterais. Quando passámos a jogar com onze e com dois avançados, até parecia fácil. Resta saber se era possível com dois avançados que tivesse sido fácil desde o início. A rapaziada do Penafiel nos últimos trinta minutos já não estava em grandes condições.
Em síntese, jogar com onze é preferível a jogar com dez. Jogar com dois avançados, deixa o autocarro defensivo adversário em maiores dificuldades.
O Marco Silva joga com a defesa muito adiantada e, sobretudo, com os centrais muito afastados quando a equipa dispõe da bola. Os laterais avançam, o William Carvalho parte do meio e atrás, mas, rapidamente tem que andar por todo o campo, atrás e à frente, de um lado e do outro. Esta tática expõe os defesas centrais e torna visíveis algumas limitações, por agora, do William Carvalho.
Contra equipas como o Chelsea ou, até, o Porto, esta tática pode ser um autêntico suicídio. Contra a maioria das equipas do campeonato nacional, esta é a tática certa. A maior parte delas joga com o famoso autocarro e com um avançado, que se limita mais a correr atrás dos defesas, para impedir a saída da bola, do que propriamente a pensar em marcar um golo. Mesmo quando se isola, atrapalha-se com a bola, permite quase sempre a recuperação dos defesas, não tem jeito nem força para ganhar a zona central, o que implica que, se chegar a rematar, vai fazê-lo em condições muito desfavoráveis. Esse tipo de avançado, partindo isolado a trinta ou quarenta metros da baliza muito raramente faz golo. A maior parte das vezes, nem chega a rematar ou remata para a bancada.
Contra equipas como o Penafiel, jogar com um só avançado é dar descanso à defesa, sobretudo em jogos em casa. Não sei se se deve entrar logo com os dois avançados. Agora, quando jogamos com dois, o Slimani concentra-se completamente no que sabe fazer, que é metê-la lá dentro, deixando de andar a fazer apoios frontais e a deslocar-se para as laterais. Quando passámos a jogar com onze e com dois avançados, até parecia fácil. Resta saber se era possível com dois avançados que tivesse sido fácil desde o início. A rapaziada do Penafiel nos últimos trinta minutos já não estava em grandes condições.
Em síntese, jogar com onze é preferível a jogar com dez. Jogar com dois avançados, deixa o autocarro defensivo adversário em maiores dificuldades.
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Rui Monteiro
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13:55
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sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Seleção nacional sem nacionalismo
Sem nacionalismo desmedido e independentemente de não ser fã do "Engenheiro"
Fernando Santos, parece-me justo reconhecer que esta convocatória da
seleção mostra duas coisas muito importantes:
1) As escolhas parecem baseadas numa análise mais ou menos objetiva do desempenho dos jogadores e não numa muito subjetiva mistura entre o desempenho futebolístico do jogador e a opinião pessoal do treinador sobre a sua personalidade
2) Tirando a paradigmática situação do ponta-de-lança, o trabalho foi simplificado: há mais ou menos dois jogadores para cada posição e não andou a inventar "polivalentes" para abrir lugares para chamar quem dá jeito.
Com isto espero que
tenha sucesso, o que está longe de ser garantido. É que esta
equipa tem lacunas que não desaparecem apenas com bom senso.
SL
1) As escolhas parecem baseadas numa análise mais ou menos objetiva do desempenho dos jogadores e não numa muito subjetiva mistura entre o desempenho futebolístico do jogador e a opinião pessoal do treinador sobre a sua personalidade
2) Tirando a paradigmática situação do ponta-de-lança, o trabalho foi simplificado: há mais ou menos dois jogadores para cada posição e não andou a inventar "polivalentes" para abrir lugares para chamar quem dá jeito.
Naturalmente fico contente da
seleção ter seis jogadores do Sporting, mesmo que reconheça que apenas
três deles (já) parecem ter o nível que precisamos se queremos lutar
para ser campeões da Europa.
SL
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Felizmente não sou nacionalista
Não sou nacionalista e os
jornalistas que defendem a exibição de algumas equipas portuguesas sem portugueses no onze, felizmente, também
não são.
Não sou nacionalista e os
comentadores da TVI que numa jogada em fora de jogo do Chelsea, ao
contrário de assinalarem essa irregularidade, antes elogiam o passe “com
perfume” de um jogador que passou
algures por uma equipa portuguesa, felizmente também não são.
Não sou nacionalista mas
gostei de ver a minha equipa jogar, felizmente, com seis jogadores da formação, não
que seja importante, mas por acaso todos portugueses.
Não sou nacionalista, mas
não nego que o árbitro espanhol fez nascer em mim algum do espirito afonsino
que levou esse bravo rei a, felizmente, ir às trombas à família castelhana.
Não sou nacionalista por
isso arrisco que o William, infelizmente, deve ir para o banco e dar lugar ao
espanhol Rosell.
Não sou nacionalista e
ainda bem pois, sempre que vejo a minha equipa jogar na tv, pelos
comentários, parece que infelizmente joga fora.
Enfim, não sou
nacionalista pois parece que felizmente não tenho nação! Assim, a minha nação parece
ser o meu clube. Seja. Pim!
PS Quanto ao jogo. Na
primeira parte sentia-se o cheiro a medo, mesmo aqui nas terras altas. Tanto cagaço até que afinal percebessem
que bastava não apanharem seis. O William continua ser bom mas está lento,
muito lento. No centro da defesa, é hora de arriscar no Tobias e até no
Oliveira, não deverá fazer muita diferença. A defesa esquerdo, eu continuo a
preferir um defesa mas podemos continuar a arriscar. O Carrilho já está mais
que encarrilhado e o Nani já percebeu que não é o Ronaldo mas pode e deve continuar
a sonhar. O João Mário é uma mais valia, uma aquisição sem grandes custos para
a equipa e com ganhos assinaláveis. Não gostei do resultado, de tudo o resto, nem
tudo foi mau. Tivéssemos nós que jogar a este ritmo todas as semanas e os
nossos rapazes aposto que faziam um brilharete. A “nossa” bola caseira é muito
lenta, preguiçosa e previsível… até pelas piores razões.
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A. Trindade
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
Expectativas
Hoje a Champions League volta a Alvalade. Todos
sabemos que este jogo não é do nosso campeonato. Mas como fica bem
demonstrar o que afirmamos (até porque os jornais dão a entender o contrário) resolvi visitar um site de apostas para gerir
as minhas expectativas.
Ao princípio fiquei animado: de acordo com o dito site é mais provável o Sporting ganhar o jogo do que o Barcelona ganhar a Champions. Não estamos mal de todo. Mas qual a probabilidade de ganharmos a Champions? Bom, nem vamos falar disso, digamos apenas que é a mesma do Belenenses ganhar a Liga. Está tudo dito.
Para animar olhei para as odds dos rivais. De acordo com a rapaziada desta casa de apostas é bastante mais provável o Freddy Montero fazer hoje um Hat-trick que o Benfica ganhar a Champions. O Porto está um pouco melhor, ainda assim eles têm tanta fé na repetição do feito de Mourinho como num bis de Ricardo Esgaio mais logo.
E com isto fico a desejar que seja um bom jogo e que ninguém se lesione. Sábado temos campeonato.
SL
Ao princípio fiquei animado: de acordo com o dito site é mais provável o Sporting ganhar o jogo do que o Barcelona ganhar a Champions. Não estamos mal de todo. Mas qual a probabilidade de ganharmos a Champions? Bom, nem vamos falar disso, digamos apenas que é a mesma do Belenenses ganhar a Liga. Está tudo dito.
Para animar olhei para as odds dos rivais. De acordo com a rapaziada desta casa de apostas é bastante mais provável o Freddy Montero fazer hoje um Hat-trick que o Benfica ganhar a Champions. O Porto está um pouco melhor, ainda assim eles têm tanta fé na repetição do feito de Mourinho como num bis de Ricardo Esgaio mais logo.
E com isto fico a desejar que seja um bom jogo e que ninguém se lesione. Sábado temos campeonato.
SL
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Em defesa da defesa
Seja qual for o jogo, a malta lança-se como gato a bofes à defesa do Sporting. É uma coisa pavloviana, mas sem sineta, sem cão e sem carne. Contra o Porto voltou-se à conversa do costume.
Penso que a maior parte das pessoas que assim falou não viu o jogo. É que por oposição parece que a defesa do Porto é absolutamente magnífica. Na primeira parte, a rapaziada do Porto limitou-se a jogar à biqueirada para a frente e fé em Deus o tempo todo. Um dos centrais, então, ganhou várias vezes o bacalhau. Os laterais ainda hoje andam à procura do Nani e do Carrillo.
Depois, não houve um autogolo; houve dois. No autogolo a nossa favor toda a gente ficou a pensar que o Danilo tinha sido expulso. Assim se compreende melhor a situação do Sarr no lance do autogolo a favor do Porto. Quando o Danilo lhe apareceu pela frente, julgou, e bem, que se tratava de uma assombração. Pede-se a um central que marque um adversário de carne e osso. Não se lhe pode pedir que faça o mesmo com um holograma.
Mais do que isso, o principal erro não foi dele. O principal erro foi do Danilo. Ninguém imagina que um tipo que custou mais de dez milhões de euros e ganha dez vezes mais do que o Sarr, faça um centro tão disparatado. O centro foi tão mal feito que não só surpreendeu o Jackson Martinez, que se estava a desmarcar para o lado de fora, como o próprio Sarr. A estupidez dos adversários surpreende mais do que a inteligência.
Penso que a maior parte das pessoas que assim falou não viu o jogo. É que por oposição parece que a defesa do Porto é absolutamente magnífica. Na primeira parte, a rapaziada do Porto limitou-se a jogar à biqueirada para a frente e fé em Deus o tempo todo. Um dos centrais, então, ganhou várias vezes o bacalhau. Os laterais ainda hoje andam à procura do Nani e do Carrillo.
Depois, não houve um autogolo; houve dois. No autogolo a nossa favor toda a gente ficou a pensar que o Danilo tinha sido expulso. Assim se compreende melhor a situação do Sarr no lance do autogolo a favor do Porto. Quando o Danilo lhe apareceu pela frente, julgou, e bem, que se tratava de uma assombração. Pede-se a um central que marque um adversário de carne e osso. Não se lhe pode pedir que faça o mesmo com um holograma.
Mais do que isso, o principal erro não foi dele. O principal erro foi do Danilo. Ninguém imagina que um tipo que custou mais de dez milhões de euros e ganha dez vezes mais do que o Sarr, faça um centro tão disparatado. O centro foi tão mal feito que não só surpreendeu o Jackson Martinez, que se estava a desmarcar para o lado de fora, como o próprio Sarr. A estupidez dos adversários surpreende mais do que a inteligência.
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Rui Monteiro
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
A arte do mais ou menos: não foi mau, mas podia ser bom
Precisamos de um Marco Silva na primeira parte e de um Leonardo Jardim na segunda. Excelente entrada. Um golo, mais duas ou três oportunidades. Todas as condições para matar o jogo e nada.
Na segunda parte pagaríamos o preço. Nessa altura era necessário engonhar o jogo. Era necessário encanar a perna à rã. Só que não sabemos fazer isso. É verdade que o Porto faz isso sem precisar de ajuda. Bastava deixá-los andar com a bola para trás e para a frente. Bastava não ter marcado um autogolo.
Era sempre necessário um grande Patrício. Tivemos um grande Patrício. Também precisávamos de um grande William Carvalho e tivemos um William Carvalho mais ou menos. É verdade que o Marco Silva pede que ele suba mais sem bola na marcação. Que suba mais com a bola e a passe mais para a frente. Mas, seja como for, este William ainda não é o Carvalho do ano passado.
Quando fizemos as substituições, ficaram evidentes ficaram as limitações do plantel. Temos o Capel e é com ele que temos de contar. Hoje até foi dia de engano, com um remate do outro mundo à barra. Depois, temos o Montero. A paciência para o Montero acabou-se. Lá entrou o rapaz com aquele ar amuado e de quem vai chorar à mais pequena contrariedade. Tenta aquela coisa dos apoios frontais e acaba a maioria das vezes por perder a bola, caindo quase sempre que a disputa com um adversário.
O Olegário, mesmo em pré-reforma, foi-nos explicando que os amarelos e a faltas são em função das camisolas. Burro velho não aprende línguas e muito menos a arbitrar com jeito.
Na segunda parte pagaríamos o preço. Nessa altura era necessário engonhar o jogo. Era necessário encanar a perna à rã. Só que não sabemos fazer isso. É verdade que o Porto faz isso sem precisar de ajuda. Bastava deixá-los andar com a bola para trás e para a frente. Bastava não ter marcado um autogolo.
Era sempre necessário um grande Patrício. Tivemos um grande Patrício. Também precisávamos de um grande William Carvalho e tivemos um William Carvalho mais ou menos. É verdade que o Marco Silva pede que ele suba mais sem bola na marcação. Que suba mais com a bola e a passe mais para a frente. Mas, seja como for, este William ainda não é o Carvalho do ano passado.
Quando fizemos as substituições, ficaram evidentes ficaram as limitações do plantel. Temos o Capel e é com ele que temos de contar. Hoje até foi dia de engano, com um remate do outro mundo à barra. Depois, temos o Montero. A paciência para o Montero acabou-se. Lá entrou o rapaz com aquele ar amuado e de quem vai chorar à mais pequena contrariedade. Tenta aquela coisa dos apoios frontais e acaba a maioria das vezes por perder a bola, caindo quase sempre que a disputa com um adversário.
O Olegário, mesmo em pré-reforma, foi-nos explicando que os amarelos e a faltas são em função das camisolas. Burro velho não aprende línguas e muito menos a arbitrar com jeito.
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Rui Monteiro
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
Jogos difíceis, jogos fáceis
Uma das belezas que resta ao futebol é o facto de ocasionalmente nos brindar com surpresas. Este fim-de-semana isso voltou a acontecer. O Porto tinha um jogo muito fácil, que virou difícil após uma justa expulsão. Empatou. O Benfica tinha um jogo fácil, que tornou difícil e que virou fácil novamente após uma justa expulsão. O Sporting tinha um jogo, vá lá, com um grau de dificuldade intermédia e goleou, sem expulsões.
Até aqui nada de novo. O que gostaria de notar é que o nosso jogo com o Belenenses também era um jogo fácil que nós tornámos difícil, podemos até dizer, por culpa própria. A diferença para os nossos rivais de Lisboa está no facto desse jogo não ter virado mais fácil depois da expulsão perdoada a João Meira, tão justa e evidente quanto a do jogador do Moreirense.
O Rui Monteiro parecia que adivinhava no dia 15 de Setembro, quando chamou a atenção para esse lance de que ninguém fala num post. Parece que afinal nem todos os jogos fáceis o são. E parece que nem todos dispõem das mesmas oportunidades para tornar jogos difíceis em fáceis. E essa não é uma das belezas do nosso futebol.
Outro episódio que não abona em favor da beleza do futebol Português é o que está hoje retratado no The Guardian. Não domino a temática, mas num país onde se perdem tantas horas a debater o futebol e tudo o que o rodeia estou para ver a atenção que merece.
SL
Mais mulá que o mulá
Não tenho nem muito tempo nem muita paciência para ver programas da bola. Leio “A Bola” quando vou ao Flávio tomar café. Não leio propriamente, porque aquilo não tem nada para ler. Folheio e nada mais. Fiquei a saber que o Manuel Fernandes disse que nós somos uma equipa de pernetas. Também fiquei a saber que o Bruno de Carvalho disse que perneta era a avó dele ou qualquer coisa do género. Tudo ao nível de um bom debate Seguro vs Costa. Até aqui tudo bem.
De repente, começo a receber uns comentários de uma rapaziada a equiparar-me ao Manuel Fernandes ou ao Rui Gomes da Silva pelo simples facto de ter malhado no André Martins e no Capel. A comparação com o Rui Gomes da Silva não me fica bem. Lembro-me de uma proposta, de quando era Ministro, de se passar a escolher os comentadores políticos pelo Método de Hondt ou assim parecido. Fiquei contente com a comparação com o Manuel Fernandes. As quatro batatas que espetei a uns miúdos da minha rua do Benfica sempre tiveram, afinal, a divulgação que mereciam.
Há jogadores que são um mistério. O André Martins, assim como o Postiga ou o Nuno Gomes estão nesse lote. Não jogam (ou não jogavam) a ponta de um caracol. Mas há sempre alguém que os defende. Que não. Que a malta é parva e não percebe nada da bola. Há um metafísica da coisa que nos escapa e está só ao alcance de entendidos.
Há outras coisas menos misteriosas. Acontecem no futebol como acontecem no dia-a-dia em muitas outras atividades, nomeadamente na política. Há sempre um talibã qualquer que é mais mulá que o mulá.
De repente, começo a receber uns comentários de uma rapaziada a equiparar-me ao Manuel Fernandes ou ao Rui Gomes da Silva pelo simples facto de ter malhado no André Martins e no Capel. A comparação com o Rui Gomes da Silva não me fica bem. Lembro-me de uma proposta, de quando era Ministro, de se passar a escolher os comentadores políticos pelo Método de Hondt ou assim parecido. Fiquei contente com a comparação com o Manuel Fernandes. As quatro batatas que espetei a uns miúdos da minha rua do Benfica sempre tiveram, afinal, a divulgação que mereciam.
Há jogadores que são um mistério. O André Martins, assim como o Postiga ou o Nuno Gomes estão nesse lote. Não jogam (ou não jogavam) a ponta de um caracol. Mas há sempre alguém que os defende. Que não. Que a malta é parva e não percebe nada da bola. Há um metafísica da coisa que nos escapa e está só ao alcance de entendidos.
Há outras coisas menos misteriosas. Acontecem no futebol como acontecem no dia-a-dia em muitas outras atividades, nomeadamente na política. Há sempre um talibã qualquer que é mais mulá que o mulá.
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Rui Monteiro
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