Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Uma tática assim-assim
Amanhã vão jogar os mesmos de sempre. Começou-se assim e assim se vai acabar. Esperemos que bem.
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Rui Monteiro
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20:53
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Versatilidade tática do Paulo Bento
A seleção dispõe de dois planos de jogo: normalmente, jogam onze, com o Postiga, e espera-se que o Ronaldo decida; se as coisas não estiverem a correr bem, se estiverem malparadas, jogam onze, mas sem o Postiga, e continua-se a esperar que o Ronaldo decida.
Contra a Suécia não estava a correr bem, nada bem o primeiro plano. O Paulo Bento mudou para o segundo e ganhámos. É o que se espera de um treinador, que saiba mudar de tática quando as circunstâncias o determinam. É esta versatilidade tática que distingue o Paulo Bento como treinador. Parafraseando William Shakespeare, com ou sem Postiga, eis a questão.
Publicada por
Rui Monteiro
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22:00
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Falando das arbitragens outra vez
A maior parte dos intervenientes do futebol são pouco interessantes como pessoas. Mas não é como pessoas que devemos falar delas. Devemos falar delas enquanto intervenientes no jogo propriamente dito. Por isso os jogadores são mais relevantes do que os treinadores, dirigentes, árbitros e jornalistas. São eles que fazem o jogo e mais nada. Os outros podem melhorá-lo ou prejudicá-lo com a sua (in)competência, mas não mais do que isso (o que não é pouco, convenhamos).
A arbitragem do Duarte Gomes foi péssima. Prejudicou claramente o Sporting. É normal que o Leonardo Jardim fale disso. Falou com muita ponderação, tendo o cuidado de dizer que não tinha perdido o jogo pela arbitragem, mas que houve (falta de) decisões acertadas, apelando a mais competência. Este era um jogo de deita-fora, convém não esquecer. Este tipo de críticas é normal em qualquer campeonato e com os mais diversos treinadores. Já as ouvimos ao Alex Ferguson, ao Arséne Wenger e por aí fora.
O Bruno de Carvalho falou sobre a arbitragem nos mesmos termos que os outros presidentes falam quando lhes acontece algo de semelhante. Nada de especial, portanto. Não gosto do estilo. Não gosto desse estilo em nenhum presidente nem em nenhum interveniente com responsabilidades institucionais. Como disse, o futebol não tem por hábito selecionar as pessoas mais qualificadas (em muitos outros desportos as coisas são um pouco diferentes, felizmente).
O jornalismo podia ser mais crítico. Mas existem muitas dúvidas sobre a isenção dos jornalistas e comentadores. Sobra a clubite onde falta capacidade de análise fria e distanciadas. Custa-me ver o Pedro Henriques, que foi o árbitro de quem mais gostei – não sei se era bom tecnicamente, o que sabia é que deixava jogar, não estava sempre a marcar faltas e faltinhas, e tinha critérios uniformes-, a defender a classe. Defender a classe é defender os bons relativamente aos maus. Há maus árbitros e ele sabe disso.
Falar do Duarte Gomes é dar importância a quem a não tem. O futebol é bola e jogadores. Quando jogávamos na rua, não havia árbitros ou marcava as faltas o dono da bola.
Outra coisa diferente é avaliar das consequências de se falar dos árbitros. Para o tal “sistema” no seu conjunto não sei se é bom ou mau. Há opiniões para todos os gostos. Outra coisa bem diferente é a forma como os jogadores podem interiorizar esse discurso. Se o interiorizarem em demasia, criam-se as tais expetativas que se autorrealizam. Se pensarem que não conseguem ganhar por causa do árbitro, a motivação não é a mesma e começam a admitir que o resultado é independente do seu esforço nos treinos e nos jogos. Sempre se falou dos árbitros e sempre se continuará a falar, aqui e em qualquer parte do Mundo. A única questão é saber se esse discurso tem consequências sobre as expetativas dos jogadores relativamente aos resultados.
A arbitragem do Duarte Gomes foi péssima. Prejudicou claramente o Sporting. É normal que o Leonardo Jardim fale disso. Falou com muita ponderação, tendo o cuidado de dizer que não tinha perdido o jogo pela arbitragem, mas que houve (falta de) decisões acertadas, apelando a mais competência. Este era um jogo de deita-fora, convém não esquecer. Este tipo de críticas é normal em qualquer campeonato e com os mais diversos treinadores. Já as ouvimos ao Alex Ferguson, ao Arséne Wenger e por aí fora.
O Bruno de Carvalho falou sobre a arbitragem nos mesmos termos que os outros presidentes falam quando lhes acontece algo de semelhante. Nada de especial, portanto. Não gosto do estilo. Não gosto desse estilo em nenhum presidente nem em nenhum interveniente com responsabilidades institucionais. Como disse, o futebol não tem por hábito selecionar as pessoas mais qualificadas (em muitos outros desportos as coisas são um pouco diferentes, felizmente).
O jornalismo podia ser mais crítico. Mas existem muitas dúvidas sobre a isenção dos jornalistas e comentadores. Sobra a clubite onde falta capacidade de análise fria e distanciadas. Custa-me ver o Pedro Henriques, que foi o árbitro de quem mais gostei – não sei se era bom tecnicamente, o que sabia é que deixava jogar, não estava sempre a marcar faltas e faltinhas, e tinha critérios uniformes-, a defender a classe. Defender a classe é defender os bons relativamente aos maus. Há maus árbitros e ele sabe disso.
Falar do Duarte Gomes é dar importância a quem a não tem. O futebol é bola e jogadores. Quando jogávamos na rua, não havia árbitros ou marcava as faltas o dono da bola.
Outra coisa diferente é avaliar das consequências de se falar dos árbitros. Para o tal “sistema” no seu conjunto não sei se é bom ou mau. Há opiniões para todos os gostos. Outra coisa bem diferente é a forma como os jogadores podem interiorizar esse discurso. Se o interiorizarem em demasia, criam-se as tais expetativas que se autorrealizam. Se pensarem que não conseguem ganhar por causa do árbitro, a motivação não é a mesma e começam a admitir que o resultado é independente do seu esforço nos treinos e nos jogos. Sempre se falou dos árbitros e sempre se continuará a falar, aqui e em qualquer parte do Mundo. A única questão é saber se esse discurso tem consequências sobre as expetativas dos jogadores relativamente aos resultados.
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Rui Monteiro
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13:34
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É Proibido Proibir Falar de Arbitragens
Concordo, como de costume, com a abordagem do jogo feita pelo Rui Monteiro.
Não desgosto da imagem da nossa equipa de «feios, porcos e maus», desde que no
fim, mesmo com menos um braço, com um tiro na perna e saliente falta de dentes,
matem o “artista”. Mas…começo a ver muitos pistoleiros escondidos um pouco por
todo o lado.
Agradeço também o facto de o Rui não ter insistido em falar no desempenho
do Sr. Árbitro. Digo isto, primeiro, porque parece que não devemos falar de
árbitros uma vez que já fomos supostamente beneficiados e, portanto, agora
podemos (e decerto deveremos) ser prejudicados até ao fim da época...e tudo
isto muito caladinhos. Isto segundo opinião expressa pelos entendidos em arbitragens,
benefícios & roubalheiras ali dos lados da Luz. Roubar sim, desde que
seja tudo muito silencioso e higiénico, caso contrário é populismo e
demagogia.
Segundo, também não devemos falar em arbitragens, conforme o sr. Sobral, de
quem em seguida falaremos um pouco mais, porque «produzidas neste tom, estas críticas desgastam a imagem da
indústria-futebol […]», arrisco acrescentar que isso poderá influenciar os
mercados, fazer-nos derrapar para “lixo abaixo do pior lixo”, fazer subir os
juros da nossa dívida e arrastar-nos para um novo resgate.
Acrescenta o douto sr. Sobral, que, entre outras coisas, foi coordenador
da secção «Benfica» no diário desportivo português «A Bola» (o que por si só já
é uma referência de luxo), que estas
críticas «não trazem qualquer resultado
positivo e impedem, neste caso, que se saliente o óbvio: o excelente trabalho
que Leonardo Jardim está a fazer em Alvalade, ajudado por um grupo de jogadores
que continuam a crescer. Mais erro menos erro. Mais fora-de-jogo menos
fora-de-jogo». Assim, para não prejudicar o crescimento da nossa equipa, o
melhor é deixá-los ir indo, sendo roubados e espoliados, mas sempre esforçados
e honrados, enfim, do melhor que se produziu durante o Feudalismo e se
aprimorou na Revolução Industrial em termos de política laboral.
Também não podemos falar desses senhores árbitros, em quarto lugar, porque
de outro modo ainda poderíamos ser acusados, por uma qualquer Sociedade Protetora De Uma Coisa Qualquer,
por exemplo de árbitros, de
perseguição e desumanidade. Uma sociedade como aquela que parece ser
representada pelo senhor Luís Sobral quando diz que «não houve qualquer onda de
compreensão face aos erros de Duarte Gomes, que existiram”. Poderíamos sossegar
e pensar que: «este Sobral é mesmo um verdadeiro defensor dos injustiçados e
dos oprimidos». Isto se não continuássemos a ler a crónica deste distinto
“qualquer coisa” (pois que pela retórica já deve ser um ex-jornalista) e lermos
que «no dérbi, por exemplo, o erro mais visível de Duarte Gomes foi não ter
assinalado grande penalidade sobre Luisão».
Certo da sua verdade, o Sobral, encarnação
sofrida da ONG defensora da verdade desportiva, arrisca um pouco mais quando
retoricamente questiona: «os árbitros erram e acredito que possam ser
influenciáveis. Todos somos, não é?». Diz ele, inventor do Maisfutebol, funcionário
da Média Capital, escolhido por esse guru da arte de influenciar, o José
Eduardo Moniz. Só retórica, porque de seguida acrescenta que «não acredito que
(os árbitros) desejem prejudicar este clube, aquele dirigente, o outro
treinador. Não acredito, embora esteja disponível para ser convencido do
contrário. Tragam as provas».
Ora bem caro Sr. Sobral, ao contrário de V. Exª, não sou repórter de
investigação, nem mesmo jornalista, nem nunca fui diretor de um qualquer meio
de comunicação, a esses sim pode pedir isso. O que lhe posso dar para que
melhor perceba o que é isso de ser influenciável, parcial e hipócrita é a sua
própria crónica e a sua própria carreira profissional. Relei-a, reveja-a e faça
a sua autocritica.
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A. Trindade
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00:54
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Entendamo-nos
O jogo de sábado só pode ser entendido à luz das expetativas. O Benfica dispõe de muito melhores jogadores. Muitos deles pertencem ao núcleo duro da equipa há várias épocas. O treinador é o mesmo há várias época também. Na pré-época houve dinheiro para contratar bons jogadores a rodos.
No Sporting é tudo ao contrário. Os jogadores, regra geral, são sofríveis. A maior parte deles não jogava com regularidade na primeira equipa na época passada. O treinador acabou de chegar. Não há, nem vai haver, dinheiro para reforços que se vejam.
Os centrais não tinham lugar em praticamente equipa nenhuma. O Maurício é o típico centralão brasileiro. Duro, com cara de mau, mas com pouco jeito (como se viu no penalty contra o Porto). O Rojo é o Rojo e está tudo dito. Os laterais vão dando conta do recado, mas compará-los ao Danilo ou ao Alex Sandro do Porto coloca-os na perspetiva devida.
O meio-campo é uma excelente invenção do Leonardo Jardim. O William Carvalho há um par de meses não existia. O Adrien Silva é uma redescoberta que nem o mais otimista esperava. Depois falta um. Às vezes joga o André Martins outras vezes o Vítor Silva. Nem um nem outro convence. Sem um dez com outro fôlego o ataque fica isolado.
O Montero é um achado. Mas quantos achados destes costumam aparecer? Os extremos são medianos. O Capel transporta alma até Almeida, mas não dura o tempo todo e, em certas fases do jogo, perde-se e, sobretudo, encosta-se à linha e não procura o jogo. O Wilson Eduardo faz uns bons centros, mas não sabe fazer uma finta. O Carrillo, pela sua irregularidade, deixa qualquer um à beira de um ataque de nervos. O Slimani é o típico pinheiro. Tem as vantagens e inconvenientes de um pinheiro.
Com todos estes handicaps o Sporting deixou o Benfica à beira de um colapso nervoso. Parece pouco, mas é muito. É mesmo muito.
No Sporting é tudo ao contrário. Os jogadores, regra geral, são sofríveis. A maior parte deles não jogava com regularidade na primeira equipa na época passada. O treinador acabou de chegar. Não há, nem vai haver, dinheiro para reforços que se vejam.
Os centrais não tinham lugar em praticamente equipa nenhuma. O Maurício é o típico centralão brasileiro. Duro, com cara de mau, mas com pouco jeito (como se viu no penalty contra o Porto). O Rojo é o Rojo e está tudo dito. Os laterais vão dando conta do recado, mas compará-los ao Danilo ou ao Alex Sandro do Porto coloca-os na perspetiva devida.
O meio-campo é uma excelente invenção do Leonardo Jardim. O William Carvalho há um par de meses não existia. O Adrien Silva é uma redescoberta que nem o mais otimista esperava. Depois falta um. Às vezes joga o André Martins outras vezes o Vítor Silva. Nem um nem outro convence. Sem um dez com outro fôlego o ataque fica isolado.
O Montero é um achado. Mas quantos achados destes costumam aparecer? Os extremos são medianos. O Capel transporta alma até Almeida, mas não dura o tempo todo e, em certas fases do jogo, perde-se e, sobretudo, encosta-se à linha e não procura o jogo. O Wilson Eduardo faz uns bons centros, mas não sabe fazer uma finta. O Carrillo, pela sua irregularidade, deixa qualquer um à beira de um ataque de nervos. O Slimani é o típico pinheiro. Tem as vantagens e inconvenientes de um pinheiro.
Com todos estes handicaps o Sporting deixou o Benfica à beira de um colapso nervoso. Parece pouco, mas é muito. É mesmo muito.
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Rui Monteiro
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12:51
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domingo, 10 de novembro de 2013
Limpinho, limpinho (Parte II)
A desfaçatez do Duarte Gomes não tem limites. Mais desfaçatez tem quem o nomeia para estes serviços. Mas a maior desfaçatez mesmo é a do Freitas Lobo. Aí estamos em presença de um autêntico talibã. “O jogo foi bom e tal e não deve ser manchado pelos lances polémicos”. “Grande fair play das duas equipas”.
Os dois penalties são ridículos. Antes de serem já o eram. Estava toda a gente a ver o que ia acontecer. O Luisão á espera da bola e toda a gente a ver que o Montero se ia antecipar e que a consequência seria um pontapé do Luisão no Montero. O Mané tenta meter a bola por alto e toda a gente a ver que o André Almeida ia meter a mão à bola. Tudo isto a dez à hora e à frente do nariz do Duarte Gomes.
O Benfica tem excelentes jogadores, mas tem pior equipa, tem pior treinador. Os nossos jogadores não são tão bons, mas constituem uma excelente equipa. Tacticamente irrepreensíveis, emocionalmente fortes, não se desorientam, nem com o árbitro, nem com a outra equipa, nem com o ambiente adverso. É uma equipa madura constituída por miúdos.
Depois sobram dois ou três jogadores que fazem a diferença. O William Carvalho é soberbo. O Adrien está feito um jogador excepcional (só mesmo o Paulo Bento para preferir o Ruben Michael). Temos o Montero. Se não temos o Montero temos o Slimani. Temos o Capel. Se não temos o Capel temos o Mané. Temos o Wilson Eduardo. Se não temos o Wilson Eduardo temos o Carrilho. E podíamos continuar por aí fora. Se um não joga tão bem, logo outro aparece.
Os dois penalties são ridículos. Antes de serem já o eram. Estava toda a gente a ver o que ia acontecer. O Luisão á espera da bola e toda a gente a ver que o Montero se ia antecipar e que a consequência seria um pontapé do Luisão no Montero. O Mané tenta meter a bola por alto e toda a gente a ver que o André Almeida ia meter a mão à bola. Tudo isto a dez à hora e à frente do nariz do Duarte Gomes.
O Benfica tem excelentes jogadores, mas tem pior equipa, tem pior treinador. Os nossos jogadores não são tão bons, mas constituem uma excelente equipa. Tacticamente irrepreensíveis, emocionalmente fortes, não se desorientam, nem com o árbitro, nem com a outra equipa, nem com o ambiente adverso. É uma equipa madura constituída por miúdos.
Depois sobram dois ou três jogadores que fazem a diferença. O William Carvalho é soberbo. O Adrien está feito um jogador excepcional (só mesmo o Paulo Bento para preferir o Ruben Michael). Temos o Montero. Se não temos o Montero temos o Slimani. Temos o Capel. Se não temos o Capel temos o Mané. Temos o Wilson Eduardo. Se não temos o Wilson Eduardo temos o Carrilho. E podíamos continuar por aí fora. Se um não joga tão bem, logo outro aparece.
Publicada por
Rui Monteiro
à(s)
17:30
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sábado, 9 de novembro de 2013
Uma visão religiosa
O universo
do futebol é muitas vezes uma questão de fé. O Duarte Gomes, por exemplo foi o
querubim de serviço, não ajudou à festa não vendo o que era fácil de ver, dois
pecados do tamanho da Sé de Braga. Pecou e ajudou a pecar. Mas alguém tem fé em
querubins, funcionários de terceira categoria do Altíssimo?
É verdade
que em alguns momentos falhou o nosso “processo defensivo” (sempre sonhei usar
isto num post) e a nossa equipa parecia um conjunto de serafins na mão do
diabólico Cardozo.
O Carrilho e o André Martins, os “anjinhos” do costume, começam a não merecer
a misericórdia Divina. Estiveram bem o
apóstolo Montero, mesmo sem marcar, o Slimani, o Jibril de Alvalade, não lhe peçam voos rasantes
apenas mergulhos em altitude; o Capel, o anjo gótico de Sevilha, marcador de
golos em arco quebrado e o William, o do Carvalho.
No fim, o
Luisão, qual anjo em queda, já de rastos, na carreira e no jogo, marcou um golo
caricato, deixando o Patrício em plena oração do incrédulo. Mas o que
desequilibrou mesmo, e tento colocar o assunto com a maior elegância possível,
foi o facto de Jesus, esse mesmo, não ter tomates! Tivesse ele excomungado o Cardozo
e teríamos ganho este jogo.
Ámen.
Publicada por
A. Trindade
à(s)
23:23
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