Não vi o jogo contra o Beira-Mar. Fui jantar com uns amigos. No restaurante havia uma televisão que não vislumbrava do local onde estava sentado. A televisão tinha o som bastante baixo. Só em situações de grande perigo é que se ouvia algum sussurro. Ouvi o sussurro do golo e ainda me levantei a tempo de ver a repetição. Ouvi o sussurro do penalty a nosso favor. Levantei-me a tempo de o ver falhar. Não mais me sentei. Sofri até ao fim.
Ganhámos, mas pareceu o Beira-Mar a ganhar ao Beira-Mar. Isto é, pareceu uma vitória de um aflito contra um aflito igual. Mais uma vitória e pode ser que nos deixemos de aflições. É que o Jesualdo se não é a Nossa Senhora dos Aflitos pelo menos parece (que trocadilhos mais estúpidos).
Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
sábado, 19 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Liedson no Porto?
Parece que o nome deste blog vai ter de ser repensado.. notícias nos últimos minutos dão Liedson a caminho do FC Porto.
http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior.aspx?content_id=799245
Vamos perder mais um símbolo do nosso clube?
http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior.aspx?content_id=799245
Vamos perder mais um símbolo do nosso clube?
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Raiva nos dentes
A história do Maxi Pereira no jogo contra o Porto é bastante esclarecedora a vários níveis. Permitiu dar mais visibilidade ainda a práticas que se vão sucedendo jogo após jogo. O Maxi Pereira não faz só faltas atrás de faltas. Pratica jogo violento sistematicamente. Mais, fá-lo de forma ostensiva e provocatória relativamente aos adversários. Sente-se impune e espera que qualquer reação dos adversários ainda se vire contra eles.
Este comportamento só é possível com a permanente complacência e, diria mesmo, cumplicidade da arbitragem, como se viu no jogo de Domingo. Mas mais extraordinários que os árbitros são os comentadores. Quando me lembro dos comentários do Manha sobre a expulsão do Eric Dier no jogo contra o Rio Ave, sinto, como referia o Nicolau Santos sobre outro assunto, uma raiva a nascer-me nos dentes.
Este comportamento só é possível com a permanente complacência e, diria mesmo, cumplicidade da arbitragem, como se viu no jogo de Domingo. Mas mais extraordinários que os árbitros são os comentadores. Quando me lembro dos comentários do Manha sobre a expulsão do Eric Dier no jogo contra o Rio Ave, sinto, como referia o Nicolau Santos sobre outro assunto, uma raiva a nascer-me nos dentes.
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Rui Monteiro
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Desde o pliopistocénico
A malta voltou a parecer uma equipa. Basta subir um pouco a equipa em bloco e pressionar um pouco mais à frente para se ter o controlo do jogo. A equipa do Olhanense não é nem muito melhor nem muito pior do que a maioria das equipas do campeonato; pressionada na saída da bola, acaba à biqueirada para a frente. Deste modo, os nossos defesas até parecem melhores do que são (quem sabe, até venhamos a descobrir que são melhores do que eram). Conclusão, ter um treinador – mesmo que seja o Jesualdo - é preferível a não ter treinador nenhum.
Com o Jesualdo as coisas também nunca chegam a animar. Ganhávamos a bola, procurávamos trocá-la e ir à baliza pela certa. Fomos mais depressa do que pensávamos e, por isso, se já ninguém esperava que o entusiasmo fosse muito, então, depois do golo do Labyad, fomos adormecendo o jogo até quase passarmos pelas brasas.
Duas ou três notas finais. Os árbitros continuam mais na mesma. Não sei se o Jesualdo está preparado. O Miguel Lopes ainda não está. O Rinaudo deixou-se de aventuras. Joga à frente dos centrais e está proibido de subidas suicidas. O Labyad é diferente de um outro Labyad que tínhamos contratado. É na mesma marroquino, mas joga que se farta. Talvez por isso, o acabemos por empandeirar para o Porto a troco de mais um excedentário qualquer.
Ganhámos imensos pontos às mais diversas equipas. À Académica, ao Rio Ave, ao Guimarães. Mas não ganhámos só pontos a estas equipas do nosso campeonato. Também ganhámos ao Braga e ao Porto e/ou ao Benfica. Estamos a muitos pontos deles, é verdade. Mas é verdade também que, com mais ou menos pontos de diferença, já não tínhamos esta sensação desde o pliopistocénico.
Com o Jesualdo as coisas também nunca chegam a animar. Ganhávamos a bola, procurávamos trocá-la e ir à baliza pela certa. Fomos mais depressa do que pensávamos e, por isso, se já ninguém esperava que o entusiasmo fosse muito, então, depois do golo do Labyad, fomos adormecendo o jogo até quase passarmos pelas brasas.
Duas ou três notas finais. Os árbitros continuam mais na mesma. Não sei se o Jesualdo está preparado. O Miguel Lopes ainda não está. O Rinaudo deixou-se de aventuras. Joga à frente dos centrais e está proibido de subidas suicidas. O Labyad é diferente de um outro Labyad que tínhamos contratado. É na mesma marroquino, mas joga que se farta. Talvez por isso, o acabemos por empandeirar para o Porto a troco de mais um excedentário qualquer.
Ganhámos imensos pontos às mais diversas equipas. À Académica, ao Rio Ave, ao Guimarães. Mas não ganhámos só pontos a estas equipas do nosso campeonato. Também ganhámos ao Braga e ao Porto e/ou ao Benfica. Estamos a muitos pontos deles, é verdade. Mas é verdade também que, com mais ou menos pontos de diferença, já não tínhamos esta sensação desde o pliopistocénico.
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sábado, 12 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Assembleias gerais há muitas!
Na minha última e muito recente deslocação a Lisboa, onde vou, como tantos outros, alimentar o centralismo democrático que desde sempre nos governa como se fossemos a Coreia do Norte, encontrei um amigo meu sportinguista que, com a sua fina ironia habitual, me descreveu o funcionamento das Assembleias Gerais do Sporting e os sentimentos que se apoderam de pessoas como eu e como ele naquele contexto. Disse-me qualquer coisa deste tipo: “à frente está uma malta esquisita que se movimenta em permanente postura conspirativa e que deve ganhar alguma coisas com aquilo tudo. Atrás estão as claques. A malta, como nós, fica no meio. Não sabemos se devemos avançar ou recuar. Acabamos por nos perguntar o que é que ali estamos fazer com aquelas pessoas. No estádio há uma coisa que nos une: a equipa. Ali, nada nos une. “
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Borda fora
Não vi o jogo. Não era para ver. Praticamente ninguém o queria ver. Mesmo sem termos um Jesualdo a treinador do treinador Jesualdo, ganhámos. O Paços de Ferreira atirou-nos com o Vercauteren borda fora. Nós atirámos o Paços de Ferreira borda fora da Taça da Liga. É pouco, mas, por agora, temos de nos agarrar ao que temos.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Ultima hora: Izmailov assina duas épocas pelo F.C. Porto
Mais um, peço desculpa pela expressão caros leitores, porco.
Desta vez, e respeitando as opiniões de todos, não encontro culpa nos dirigentes do Sporting Clube de Portugal. Sei que muitos dirão que estamos a dispensar o melhor jogador que temos no plantel, e ainda mais a um rival. Mas esse jogador já não é um ser humano, é uma lesão constante, não joga, não marca e, pior que tudo, não tem escrúpulos nenhum. Já disse e volto a dizer, muitos dos rapazes que envergam o verde e branco não estão dispostos a lutar pelo clube, este é mais um, e se não está: adeus até um dia, que nunca mais tenhas um joelho bom. A única coisa que me revolta é sermos humilhados na praça pública outra vez, saber que se o atrasadinho tem o azar de marcar um golo ninguém nos larga.
Por fim, deixo apenas um pequeno video do jumento em questão, que pode despertar algum nojo aviso previamente!!
domingo, 6 de janeiro de 2013
Há um outro Sporting
Para lavar a alma, acabei por ver o jogo do Sporting contra o Benfica em futsal. Tudo o que falta na equipa de futebol, transborda na de futsal. Um treinador competente que é ouvido e respeitado pelos jogadores. Jogadas ensaiadas nas bolas paradas. Uma elevada intensidade de jogo. Uma pressão permanente na saída da bola do Benfica para o ataque. Um frenesim permanente e uma enorme dificuldade do Benfica - que é uma excelente equipa - em fazer uma jogada com princípio, meio e fim. No fim, ficou quatro a dois, mas merecíamos ter ganhado por muitos mais.
Não se percebe como é que o modelo organizativo do futsal não consegue ser reproduzido no futebol. Pelos vistos, escolhem-se bem os treinadores e os jogadores. Preparam-se os campeonatos e cada um dos seus jogos competentemente. Salvo erro, o Pinto da Costa também começou pela secção de boxe.
Não se percebe como é que o modelo organizativo do futsal não consegue ser reproduzido no futebol. Pelos vistos, escolhem-se bem os treinadores e os jogadores. Preparam-se os campeonatos e cada um dos seus jogos competentemente. Salvo erro, o Pinto da Costa também começou pela secção de boxe.
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sábado, 5 de janeiro de 2013
O que é preciso mais para se declarar o estado de emergência?
Liga-me o Júlio Pereira e diz-me que a sua “box” deu o berro. A malta já nem assobia. Os jogadores já não acreditam. O treinador já não substitui. O que é preciso mais para se declarar o estado de emergência?
Vamos ao jogo.
Os jogadores do Sporting não pressionam ninguém. Perdem a bola e recuam para o seu meio-campo como qualquer equipa da sua classificação atual. Pressionaram mais à frente os jogadores do Paços de Ferreira do que os do Sporting.
Continuamos a jogar só com um ponta-de-lança. Mesmo a perder, continuamos assim. Não só ficamos mais longe do golo como, ainda para mais, não se obriga o adversário a recuar na zona central. Já não se pede nenhum avançado em condições. Suspira-se pelo João Tomás. É que nas poucas bolas em que se ganha a linha, o Wolfswinkel vai sempre ao primeiro poste e falta alguém ao segundo ou atrás dele. Não jogamos com dois pontas-de-lança e acabamos com o Rui Patrício na área do adversário, a suprema ironia.
O treinador ajuda pouco. Meteu o Pranjic, o que não se compreende. Mas o que se compreende ainda menos é que o tenha deixado a arrastar-se durante o jogo todo. Mais, não só não substitui quem deve como demora a substituir. A entrada do Esgaio a dois minutos do fim só pode ser interpretada como uma brincadeira de mau gosto
Bem, o treinador assinou hoje o seu despedimento. Em condições normais, o Presidente também. O problema será sempre o dia seguinte, com o Jesualdo provavelmente e sem dinheiro para pagar salários, quanto mais para se contratarem os jogadores que podem evitar a catástrofe.
Vamos ao jogo.
Os jogadores do Sporting não pressionam ninguém. Perdem a bola e recuam para o seu meio-campo como qualquer equipa da sua classificação atual. Pressionaram mais à frente os jogadores do Paços de Ferreira do que os do Sporting.
Continuamos a jogar só com um ponta-de-lança. Mesmo a perder, continuamos assim. Não só ficamos mais longe do golo como, ainda para mais, não se obriga o adversário a recuar na zona central. Já não se pede nenhum avançado em condições. Suspira-se pelo João Tomás. É que nas poucas bolas em que se ganha a linha, o Wolfswinkel vai sempre ao primeiro poste e falta alguém ao segundo ou atrás dele. Não jogamos com dois pontas-de-lança e acabamos com o Rui Patrício na área do adversário, a suprema ironia.
O treinador ajuda pouco. Meteu o Pranjic, o que não se compreende. Mas o que se compreende ainda menos é que o tenha deixado a arrastar-se durante o jogo todo. Mais, não só não substitui quem deve como demora a substituir. A entrada do Esgaio a dois minutos do fim só pode ser interpretada como uma brincadeira de mau gosto
Bem, o treinador assinou hoje o seu despedimento. Em condições normais, o Presidente também. O problema será sempre o dia seguinte, com o Jesualdo provavelmente e sem dinheiro para pagar salários, quanto mais para se contratarem os jogadores que podem evitar a catástrofe.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Clarificações
Todos os comentadores mais ou menos qualificados da nossa praça rejubilam com a abertura do mercado. Para uns é um momento em que só se fazem disparates, para outros uma altura propícia para ajustes e para os mais visionários é situação ideal para preparar já a próxima época.
Para mim estes primeiros dias têm-se provado inestimaveis em eventos clarificadores.
Para começar julgo que ficou bem claro ontem no derby da passarada, o que aconteceria se o Sporting alinhasse na 1ª liga com a sua equipa B. Os pioneiros e visionários que acham que basta por os juniores no plantel que pior não seria, talvez tenham levado o que pensar. [Para os mais distraídos Sporting B e Desportivo das Aves estão colados na tabela da IIª liga]
Muito interessante foi também ver as celebrações de Ano Novo no Dubai que juntaram Pinto da Costa, Dias Ferreira e António Oliveira. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Que coincidência estes três personagens terem escolhido o Dubai para a sua passagem de ano. Ele há com cada uma.
E ainda só estamos a 3 de Janeiro...
Saudações Leoninas,
Para mim estes primeiros dias têm-se provado inestimaveis em eventos clarificadores.
Para começar julgo que ficou bem claro ontem no derby da passarada, o que aconteceria se o Sporting alinhasse na 1ª liga com a sua equipa B. Os pioneiros e visionários que acham que basta por os juniores no plantel que pior não seria, talvez tenham levado o que pensar. [Para os mais distraídos Sporting B e Desportivo das Aves estão colados na tabela da IIª liga]
Muito interessante foi também ver as celebrações de Ano Novo no Dubai que juntaram Pinto da Costa, Dias Ferreira e António Oliveira. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Que coincidência estes três personagens terem escolhido o Dubai para a sua passagem de ano. Ele há com cada uma.
E ainda só estamos a 3 de Janeiro...
Saudações Leoninas,
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Ausência de política desportiva
O que mete confusão na venda do Carriço ou na dispensa do Izmailov não são as decisões de gestão em si mesmas ou a(s) sua(s) racionalidade(s) no contexto actual. O que me mete confusão é a total ausência de uma política desportiva no Sporting.
Peço imensa desculpa a muitos sportinguistas, mas não verto uma lágrima pela saída de qualquer um deles. Como sempre disse, o Carriço não é nem muito alto, nem muito forte nem muito rápido para ser um bom defesa central. Ficou a meio-caminho. É pena. O Izmailov, quando joga, é bom jogador. Quando não joga – a maioria das vezes – não interessa nem ao Menino Jesus. Pelo caminho, receberam os respectivos salários, que não comparam com os da esmagadora maioria dos portugueses.
A nenhum deles faltaram oportunidades. O Carriço não se afirmou (o facto de os actuais defesas centrais serem umas abéculas não o transforma num craque). O Izmailov não jogou. O Sporting andou ano após ano a fazer de conta que apostava nos jogadores, mas sem saber ao certo o que lhes fazer. Demora assim tanto tempo a saber se o Carriço é uma aposta segura ou não? Demora assim tanto tempo a saber se o Izmailov pode jogar ou não?
O Sporting não vendeu enquanto podia e quando não podia procurou despachá-los. Despachou-os como pôde e pôde pouco, como se vê. Esta história não é nova. É a repetição de muitas outras. O que dói não são as saídas dos jogadores. O que dói é a completa ausência de uma política desportiva. Quanto tempo mais vamos demorar para ter uma?
Peço imensa desculpa a muitos sportinguistas, mas não verto uma lágrima pela saída de qualquer um deles. Como sempre disse, o Carriço não é nem muito alto, nem muito forte nem muito rápido para ser um bom defesa central. Ficou a meio-caminho. É pena. O Izmailov, quando joga, é bom jogador. Quando não joga – a maioria das vezes – não interessa nem ao Menino Jesus. Pelo caminho, receberam os respectivos salários, que não comparam com os da esmagadora maioria dos portugueses.
A nenhum deles faltaram oportunidades. O Carriço não se afirmou (o facto de os actuais defesas centrais serem umas abéculas não o transforma num craque). O Izmailov não jogou. O Sporting andou ano após ano a fazer de conta que apostava nos jogadores, mas sem saber ao certo o que lhes fazer. Demora assim tanto tempo a saber se o Carriço é uma aposta segura ou não? Demora assim tanto tempo a saber se o Izmailov pode jogar ou não?
O Sporting não vendeu enquanto podia e quando não podia procurou despachá-los. Despachou-os como pôde e pôde pouco, como se vê. Esta história não é nova. É a repetição de muitas outras. O que dói não são as saídas dos jogadores. O que dói é a completa ausência de uma política desportiva. Quanto tempo mais vamos demorar para ter uma?
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Rui Monteiro
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sábado, 29 de dezembro de 2012
Não há solução
O Sporting tem direito a ser uma má equipa como outra má equipa qualquer. O campeonato da cerveja não é nada que ninguém possa levar a sério. Podia ter sido, mas o Lucílio, essa velha glória do apito nacional, acabou com ele mal se iniciou. Os gestos do Paulo Bento e do Pedro Silva disseram tudo sobre tudo o que todos viram.
Hoje voltou a bandalheira. O árbitro é um artista conhecido. As habilidades são as do costume. Talvez esta situação nos faça pensar se vale a pena lançar jovens jogadores numa competição que ninguém respeita. Isto não é um processo de aprendizagem. Isto é um processo de destruição dos jogadores.
Depois aconteceu o que acontece a uma má equipa a jogar com dez jogadores: o desastre esperado. Mas quem pensa que isto tem solução fácil, engana-se. Não são somente as nossas fragilidades que jogam contra nós. O Jesualdo sabe disso e, por isso, mais me espanta que tenha aceitado uma missão que não se sabe bem qual é (um género de plano B, C ou D, tantos são os planos de contingência que já experimentámos).
Hoje voltou a bandalheira. O árbitro é um artista conhecido. As habilidades são as do costume. Talvez esta situação nos faça pensar se vale a pena lançar jovens jogadores numa competição que ninguém respeita. Isto não é um processo de aprendizagem. Isto é um processo de destruição dos jogadores.
Depois aconteceu o que acontece a uma má equipa a jogar com dez jogadores: o desastre esperado. Mas quem pensa que isto tem solução fácil, engana-se. Não são somente as nossas fragilidades que jogam contra nós. O Jesualdo sabe disso e, por isso, mais me espanta que tenha aceitado uma missão que não se sabe bem qual é (um género de plano B, C ou D, tantos são os planos de contingência que já experimentámos).
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Rui Monteiro
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Desafinado
Victorino D'Almeida: «Estamos a assistir à sportinguização do país»
(entrevista jornal Record, 27 dezembro de 2012)
«Aos 72 anos, o
maestro, compositor e escritor não consegue evitar o desencanto quando olha
para a realidade portuguesa, questionando a qualidade do caminho percorrido
desde a revolução de 1974 e o próprio conceito de território independente.»
Eis mais uma
composição do maestro. Esta em contratempo, ou seja, um compasso musical,
apoiado em tempos fracos. Não só os tempos são fracos como as ideias são
flácidas e, como já aqui tínhamos visto com o Eusébio, a demonstrar como a
“brigada do reumático” benfiquista está confusa e pouco lúcida. Se o tema
principal é pertinente pois a “qualidade do caminho” percorrido por Portugal desde 1974
é de facto questionável e desencantadora, já a metáfora do senhor maestro é
desajustada e injusta.
No caso do maestro
são conhecidas as suas tiradas burlescas e a firme convicção de que quem não
pensa como ele é uma besta. Este exercício de narcisismo ficou bem patente na
iniciativa “Grande Orquestra de Verão”, fracasso pago por todos nós, mas em que
pelo menos «a auto-promoção de Victorino
de Almeida, esse grande vulto esquecido, a par de outro... o Mozart» funcionou
em pleno. Sobre este assunto, veja-se o que diz, por exemplo, Henrique Silveira, crítico
musical em
http://criticomusical.blogspot.pt
http://criticomusical.blogspot.pt
Para o génio Victorino D'Almeida o país
sportinguiza-se. Se as suas palavras se limitassem apenas à qualidade da governação,
eu até poderia, sem esforço, concordar. De facto, nestas últimas décadas, quer o
país, quer o Sporting têm sido dirigidos de forma incompetente. Mas o mais
grave, o cancro desta sociedade, é a benfiquização
dos procedimentos das elites. Estes seres que habitam rotativamente o poder ou
gravitam à sua volta, procedem de acordo com essa tal benfiquização, sempre à
espera das benesses dos que mandam e da obediência cega dos que servem, das
migalhas (ou verdadeiros nacos) do orçamento de Estado, do favor do amigo que
dirige (ou arbitra), da proteção dos média em relação aos poderosos e aos seus
deslizes e da seletiva cegueira da justiça. Afinal, onde o país só vê um
caminho de fracassos, de negociatas, de falência moral e económica, estes
iluminados governantes, seguindo a mentalidade benfiquista inchada de
autoestima e egocentrismo, vêm vitórias e conquistas.
O senhor Victorino
D'Almeida é bem o exemplo, mesmo que na sua pequena dimensão, desta forma de
ser, desta mentalidade sempre enfatuada de grandezas injustificados mas, ao
mesmo tempo, de gamela estendida... «qual cigarra cantadora utilizou-se do seu
prestígio junto da formiga, o secretário Francisco José Viegas que, ao
contrário da outra, lhe abriu as portas da despensa e que se mostra
absolutamente ignorante e completamente alheado da realidade» como refere o referido crítico.
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A. Trindade
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Feliz Natal
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Mais 458 cromos e já está
O Gelson Fernandes saiu. Paz à sua alma. Já só faltam uns 458 cromos mais. Esperemos que não o venhamos a substituir por um “manager”, um director-geral, um gestor de conta ou um director de produção. É que nós temos a mania disso. Que o diga o Couceiro.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
De volta, no Inverno..
Primeiro que tudo, peço desculpa por esta ausência de meses mas, se pensarmos bem, o que há para escrever sobre este Sporting que não tenha sido já escrito, ou analisado por um cirugião, um engenheiro, até um psiquiatra ou mesmo pelo comentador desportivo super entendido das estruturas de todos os clubes do mundo e, por vezes, até da Juventude de Marte.
Chegou a um ponto que ver o Sporting empatar contra o Marítimo, nos últimos cinco minutos da partida, se tornou um alívio para não ter de ler outra vez, resumidos, todos os problemas da estrutura do futebol do Sporting. Ver o nome do Godinho logo de manhã enjoa qualquer um!
Depois também chegou a um ponto que já me cansei de culpar a direcção pelos males do mundo, quando temos perfeitos atrasados mentais num plantel que parecia tão prometedor. Fui a primeira a ficar feliz quando soube que era este ano que Elias se estreava por nós na Europa, o Jeffren tinha tirado o dente do ciso e por isso já não ia torcer o pé, o Carillo estava mais maduro e ia andar a partir fininho, vinham dois centrais para tirar de vez o Polga (que sempre foi o meu ódio de estimação), sem comprometer a maturidade (aqui falo do bolo de arroz que acho que fez um jogo pelo Sporting sem ser expulso, mas até nesse jogo foi substituido). Depois as conversas de café, entre leões magoados, o Wolfswinkel é o diabo encarnado na Terra, porque falha muito. Peço que os sportinguistas compreendam uma coisa.. o Sporting tem 22 golos marcados esta época, quase os mesmo do Messi sozinho, Wolfs marcou 10 desses golos. E sim essa é a função dele, que se torna muito complicada quando ele e o Patrício são os únicos que repetiram dois jogos seguidos!!
O balanço não é mau, mau era o Maniche e o Postiga a titulares, o balanço é horrível tendo em conta o plantel que temos à nossa disposição..
E reparem também, eles foram tão bem tão bem treinados que sempre que é um canto contra nós (e sim ainda me consigo incluir na familia leonina) é golo. Não falha nunca, incrivel.
A minha ideia é a seguinte: por aquelas 23 ou 24 andorinhas a ver videos durante quinze dias dos festejos de campeões, das taças, das estrelas que coitadas nunca ganharam nada mas jogavam à farta, a ver que o ano passado os sportinguistas foram mais aquele estádio do que em qualquer outro ano, para ver quase as mesmas andorinhas que lá estão este ano. Podia ser que entendessem que a frustação profissional deles implica também a frustação de uma massa associativa.
Ah sim, esqueci-me de referir que o Jesualdo agora é o salvador da pátria, e que com certeza se fartará de dizer "epa perdemos, mas não podemos baixar os braços, é olhar em frente e levantar a cabeça"
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Despedimento sem contraditório
Não há tempo para ver futebol; muito menos a taça da cerveja; muito menos ainda o nosso Sporting. Ouvi o resultado na rádio enquanto conduzia. Comecei imediatamente a imaginar os tipos de disparates que tínhamos feito desta vez contra o Marítimo.
A realidade não andou longe da imaginação. Parecemos uns meninos nas bolas paradas. Nada que não se tivesse percebido desde o início da época e da dispensa do Onyewu. Mas, o mais incrível, é que continuam a jogar os cromos do costume. Façam o que fizerem, jogam sempre: o Rojo, o Boulahrouz, o Elias e o Jeffrén (quando pode, porque a maior parte das vezes não pode nem sai de cima).
Há quem diga que a contratação do Jesualdo é um despedimento com direito a contraditório ao abrigo do Código de Procedimento Administrativo, isto é, um despedimento ao retardador. Queria querer que não. Estava com esperança que isto melhorasse e desse para acabar a época pelo menos com decência. Pelos vistos, não dá. O Vercauteren não quer. Temos de ir mesmo para o quarto treinador.
A realidade não andou longe da imaginação. Parecemos uns meninos nas bolas paradas. Nada que não se tivesse percebido desde o início da época e da dispensa do Onyewu. Mas, o mais incrível, é que continuam a jogar os cromos do costume. Façam o que fizerem, jogam sempre: o Rojo, o Boulahrouz, o Elias e o Jeffrén (quando pode, porque a maior parte das vezes não pode nem sai de cima).
Há quem diga que a contratação do Jesualdo é um despedimento com direito a contraditório ao abrigo do Código de Procedimento Administrativo, isto é, um despedimento ao retardador. Queria querer que não. Estava com esperança que isto melhorasse e desse para acabar a época pelo menos com decência. Pelos vistos, não dá. O Vercauteren não quer. Temos de ir mesmo para o quarto treinador.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Epifania
Eu vi a luz irmãos!
Finalmente, após demorada análise hermenêutica e
heurística, eu vi a justificação de tal escolha.
Melhor que um Jesus, só um Jesualdo!!
«Qual a origem do nome Aldo: TEUTÓNICO. Qual o
significado do nome Aldo: NOBRE. Significado e origem do nome Aldo = Você está
sempre pronto a se aventurar, muito cheio de energia, possui uma personalidade
ativa e decidida. Não vê graça numa vida sem desafios. E por ser um líder por
natureza, atrai as outras pessoas com seu entusiasmo. Mas é importante tomar
cuidado e não se tornar uma pessoa teimosa.»
Eu fiquei muito mais aliviado. Espero que esta informação vos sossegue igualmente.
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A. Trindade
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sábado, 15 de dezembro de 2012
Em dezembro, porque em janeiro é tarde
Dizer o que está mal é fácil. Está tudo. O difícil é encontrar alguma coisa que esteja bem. Mas há coisas tão estúpidas, mas mesmo tão estúpidas, que ninguém consegue perceber. O Sporting joga com dois médios-centro. Quando defendemos, estão sempre à frente da bola (pelo menos um deles), ficando um buraco no meio-campo à frente da defesa que mete medo. Quando atacamos, estão sempre os dois atrás da linha da bola, não dando qualquer profundidade ofensiva.
Esta dificuldade de controlar defensivamente a zona central acentua-se com a mais completa e absoluta displicência do Elias. Não se percebe o que aquele homem anda ali a fazer. Mais, como é que consegue a proeza de jogar noventa minutos? É verdade que há outros parecidos. O tal de Pranjic deve pensar que está a jogar futsal.
Depois é a falta de atitude e agressividade. O golo do Nacional é absolutamente espantoso. O jogador recebe a bola. Vira-se. Ajeita a bola. Diz a toda a gente que vai chutar e pergunta aos jogadores do Sporting se porventura não querem fazer alguma coisa. O Ínsua fica com cara de parvo e nem lá vai nem faz nada. Para abrilhantar o lance, vira as costas ao jogador quando ele remata.
Devem estar todos com vontade de sair em janeiro. Talvez fosse de lhes fazer a vontade e mandá-los a todos embora ainda em dezembro. Por mim, iam diretamente do Aeroporto da Funchal.
Esta dificuldade de controlar defensivamente a zona central acentua-se com a mais completa e absoluta displicência do Elias. Não se percebe o que aquele homem anda ali a fazer. Mais, como é que consegue a proeza de jogar noventa minutos? É verdade que há outros parecidos. O tal de Pranjic deve pensar que está a jogar futsal.
Depois é a falta de atitude e agressividade. O golo do Nacional é absolutamente espantoso. O jogador recebe a bola. Vira-se. Ajeita a bola. Diz a toda a gente que vai chutar e pergunta aos jogadores do Sporting se porventura não querem fazer alguma coisa. O Ínsua fica com cara de parvo e nem lá vai nem faz nada. Para abrilhantar o lance, vira as costas ao jogador quando ele remata.
Devem estar todos com vontade de sair em janeiro. Talvez fosse de lhes fazer a vontade e mandá-los a todos embora ainda em dezembro. Por mim, iam diretamente do Aeroporto da Funchal.
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Rui Monteiro
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20:16
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
O Oráculo Eusébio
Esta velha glória não chegou onde chegou pela seu potencial intelectual.
Provavelmente nem mereceria um comentário.
Mas à sua declaração de que «este Benfica só perdia em Alvalade se jogasse com os juniores» eu contraponho, partindo das mesmas artes adivinhatórias e usando o mesmo número de neurónios do que o Eusébio (um): se o Sporting jogasse com os juniores ganhava de certeza a este Benfica!
Provavelmente nem mereceria um comentário.
Mas à sua declaração de que «este Benfica só perdia em Alvalade se jogasse com os juniores» eu contraponho, partindo das mesmas artes adivinhatórias e usando o mesmo número de neurónios do que o Eusébio (um): se o Sporting jogasse com os juniores ganhava de certeza a este Benfica!
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A. Trindade
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13:49
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Uma visão ecológica do assunto
Em África há menos 68 mil leões do que há 50 anos
«Em cinco décadas, a população africana dos reis da selva desceu de
perto de 100 mil para cerca de 32 mil e perdeu-se 75% do seu habitat,
diz um novo estudo.»
in jornal Público, 06/12/2012
Por cá, o cenário não é
melhor. Percebe-se. Basta ver a forma como dirigem, como treinam e como
jogam. Poderia argumentar-se que o "habitat futebolístico" pode não ser
o melhor, mas isso é supostamente igual para qualquer espécie animal,
seja águia ou milhafre, dragão ou pantera, leão marinho insular ou
passarinhos da ribeira, guerreiro do minho (neste caso a parte animal
fica a cargo do presidente) ou apenas um qualquer asno administrativo de
uma qualquer SAD.
O que não pode acontecer é o "rei da selva" apresentar-se publicamente sem instinto predador (o "killer instinct" de que falava o saudoso "mister"), sem alma de
lutador, sem instinto felino para atacar e, pior ainda, a portar-se
como um paquiderme (ó raça maldita!) na defesa. Tirando raras excepções,
somos um leão decorativo, um leão barroco, mais preocupado com a juba
do que com as garras. Um leão de mármore, embora mais lento do que
estes, que serve apenas para ladear as escadarias do sucesso do resto da
bicharada.
Um "rei leão" assim,
é como comida sem sal, café sem cafeína, cerveja sem álcool, política
sem ideologia, cigarro sem nicotina...parece que é, mas não é!
Parece que somos pois uma espécie em vias de extinção. Outros dirão: antes isso que em demissão: «Demissão?
É evidente que não. Estamos a fazer um trabalho de
grande dimensão no Sporting.» Godinho Lopes disse e eu não nego que
seja de "grande dimensão". Tão grande que vai ficar para a história.
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A. Trindade
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14:04
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Vale mais não ver
Não vi o jogo. Quando não se acredita qualquer desculpa serve. Tinha de acabar uma apresentação que vou fazer amanhã à Fundação de Ciência e Tecnologia. Tinha de ir comprar os últimos livros do Tony Judt e do Rui Tavares à Bertrand (ainda sou dos que acreditam em descontos em cartão). Tinha de vir para casa jantar. O que não tinha era de ir ao café ver o jogo contra o Benfica.
Depois de comprar os livros, quando cheguei ao carro, ainda estávamos a ganhar. Não quis ouvir mais. Desta vez não era superstição. Não me apetecia, ponto final.
Sabia que íamos perder. Por incompetência da defesa. Porque o meio-campo é a desgraça do costume. Porque o Wolfswinkel continua a parecer o cowboy solitário. Porque o Capel dá tudo e o tudo que dá não chega. Porque ao fim de uma hora de jogo a maior parte dos jogadores já não pode com uma gata pelo rabo. A história é antiga e repete-se jogo após jogo.
Não me apeteceu ver este jogo e não sei se me apetece ver outros. Espero que ninguém se lembre de começar tudo de novo outra vez. Não dá para mais uma dose de "um cheque e uma vassoura”. É escolher os melhores, os mais promissores, arranjar uns centrais em condições, do tipo feios, porcos e maus, e mesclar a equipa com uns jovens. Depois se verá. Pior não pode ser.
Depois de comprar os livros, quando cheguei ao carro, ainda estávamos a ganhar. Não quis ouvir mais. Desta vez não era superstição. Não me apetecia, ponto final.
Sabia que íamos perder. Por incompetência da defesa. Porque o meio-campo é a desgraça do costume. Porque o Wolfswinkel continua a parecer o cowboy solitário. Porque o Capel dá tudo e o tudo que dá não chega. Porque ao fim de uma hora de jogo a maior parte dos jogadores já não pode com uma gata pelo rabo. A história é antiga e repete-se jogo após jogo.
Não me apeteceu ver este jogo e não sei se me apetece ver outros. Espero que ninguém se lembre de começar tudo de novo outra vez. Não dá para mais uma dose de "um cheque e uma vassoura”. É escolher os melhores, os mais promissores, arranjar uns centrais em condições, do tipo feios, porcos e maus, e mesclar a equipa com uns jovens. Depois se verá. Pior não pode ser.
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Rui Monteiro
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00:06
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sábado, 8 de dezembro de 2012
(Não) meter água
Na quinta-feira houve água, muita água mesmo. Mas não metemos água, felizmente. Esperemos não nos ter guardado para o jogo contra no Benfica. É que estamos a adornar, de bombordo e tudo.
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Rui Monteiro
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21:00
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Bom, muito bom mesmo
Vi os últimos trinta minutos do jogo contra o Videoton. Foi bom; muito bom mesmo. Em certos momentos, fez-me lembrar umas peladinhas que jogávamos no CLIP há uns anos atrás. A partir de certa altura, quem corria para a frente, já não corria para trás, quando se perdia a bola. Quando se corria para trás, já não se corria para a frente quando se ganhava a bola. No fundo, cada um de nós participava, na melhor das hipóteses, numa jogada em cada duas.
Gostei de ver jogar o Caneira. Sobretudo da forma acrobática como tentou evitar o segundo golo do Sporting. É por estas e por outras que não tenho assim tantas saudades do passado. O Renato Neto pareceu-me melhor. O Paulo Sousa tem um ar de beto que não lhe fica nada mal. Esperemos que os húngaros apreciem também.
Pouco a pouco, vamos substituindo a Equipa A pela B. No último jogo, o melhor em campo foi o Eric Dier. Hoje, foi o Ricardo Esgaio. Amanhã será outro qualquer. Talvez se perceba melhor, assim, a estupidez de se andar a contratar jovens promessas quando se têm de borla ali ao lado.
Ganhámos o jogo. Ganhámos algum dinheiro, ao que se diz, por isso. Deve-se poder pagar alguma coisa aos jogadores. Não é que eles mereçam. Mas sempre podem começar a perceber que o dinheiro vem dos golos e das vitórias.
Gostei de ver jogar o Caneira. Sobretudo da forma acrobática como tentou evitar o segundo golo do Sporting. É por estas e por outras que não tenho assim tantas saudades do passado. O Renato Neto pareceu-me melhor. O Paulo Sousa tem um ar de beto que não lhe fica nada mal. Esperemos que os húngaros apreciem também.
Pouco a pouco, vamos substituindo a Equipa A pela B. No último jogo, o melhor em campo foi o Eric Dier. Hoje, foi o Ricardo Esgaio. Amanhã será outro qualquer. Talvez se perceba melhor, assim, a estupidez de se andar a contratar jovens promessas quando se têm de borla ali ao lado.
Ganhámos o jogo. Ganhámos algum dinheiro, ao que se diz, por isso. Deve-se poder pagar alguma coisa aos jogadores. Não é que eles mereçam. Mas sempre podem começar a perceber que o dinheiro vem dos golos e das vitórias.
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Rui Monteiro
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22:36
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Contra o Patrício é outra coisa
O PSG é uma grande equipa. Sobre isso não temos grandes dúvidas. Mas dificilmente ganhava se tivesse que jogar contra o melhor guarda-redes do campeonato nacional.
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Rui Monteiro
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01:05
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domingo, 2 de dezembro de 2012
Está encontrado o primeiro reforço de Inverno!
É alto, louro e não é nada tosco... de cabeça. Quando quer,
sabe ser cortante no desarme e letal no remate à baliza. Quando está
concentrado no jogo sabe pressionar tão alto que não dá margem para os
adversários escaparem à sua marcação. Mas também sabe engonhar o jogo na defesa
ou no meio campo como ninguém (nas sábias palavras do Freitas Lobo, temporizar
a posse de bola), colocando os adversários à beira de um ataque de nervos.
É meu filho e faz anos na próxima semana. Como prenda,
insiste, quer escrever de vez em quando neste blogue. Ainda o tentei demover da
ideia e, preocupado com o seu futuro, propus-lhe, em alternativa, que se
inscrevesse na Associação Nacional dos Jovens Empresários (ANJE). Ele não aceitou e
continuou a insistir. Hoje, por fim, cedi. Nos difíceis tempos que correm,
pareceu-me, apesar de tudo, um preço muito em conta para poder continuar a linhagem
de bravos leões da família. Bem-vindo, João Luís!
PS – Como é natural, tudo que ele escrever será triado pelo meu
lápis… verde. Enfim, é também uma forma de me obrigar a participar mais neste nosso
blogue.
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Júlio Pereira
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20:30
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sábado, 1 de dezembro de 2012
Do que nos dá para falar quando o Sporting não joga
O Lateral Esquerdo é, dos blogues que conheço, o que mais e melhor ensina sobre futebol, em particular, sobre a forma de o olhar do ponto de vista sistémico. Esse ponto de vista não é neutro. Quase sempre, valoriza mais a dimensão tática e coletiva do que o desempenho individual. O desempenho individual, aliás, só tende a ser valorizado nesse contexto mais tático e coletivo.
A meu ver, este é um olhar muito profissional. É o olhar que adoto no exercício da minha profissão também. Mas é limitativo quanto à completa apreensão dos resultados das atividades humanas, como o futebol.
Esta forma de análise, muito frequente também na minha profissão, a dos economistas, tende a confundir risco com incerteza irredutível. O risco é algo de probabilisticamente determinável. Agora, há coisas que acontecem e ponto final. A crise financeira internacional foi um desses Cisnes Negros. Também tende a desvalorizar o caráter autorrealizável das expetativas humanas. Se, individual e coletivamente, acreditarmos que economicamente as coisas vão correr mal, então, elas vão mesmo correr mal; o contrário também acontece.
Passando da economia para o futebol, há golos que acontecem por acaso. Por isso, nem sempre conseguimos explicar os resultados e classificações. Muitas vezes, confundimos essas explicações com a construção de narrativas apropriadas “a posteriori”. Há golos que só aconteceram porque os jogadores acreditaram, quase sem uma completa consciência dessa crença, que os iam marcar. Não é por acaso que os melhores jogadores, dentro – e, por vezes, fora – do campo são possuidores de uma enorme autoestima. A junção da qualidade técnica a essa autoestima, dá origem a golos e resultados completamente improváveis.
Com tudo isto quero dizer que estou sempre em desacordo com o que se afirma no Lateral Esquerdo? Não. O que privilegio é a dimensão individual do jogo. Quando vejo um jogo estou sempre à espera da obra de arte que vai imortalizar o seu autor.
A meu ver, este é um olhar muito profissional. É o olhar que adoto no exercício da minha profissão também. Mas é limitativo quanto à completa apreensão dos resultados das atividades humanas, como o futebol.
Esta forma de análise, muito frequente também na minha profissão, a dos economistas, tende a confundir risco com incerteza irredutível. O risco é algo de probabilisticamente determinável. Agora, há coisas que acontecem e ponto final. A crise financeira internacional foi um desses Cisnes Negros. Também tende a desvalorizar o caráter autorrealizável das expetativas humanas. Se, individual e coletivamente, acreditarmos que economicamente as coisas vão correr mal, então, elas vão mesmo correr mal; o contrário também acontece.
Passando da economia para o futebol, há golos que acontecem por acaso. Por isso, nem sempre conseguimos explicar os resultados e classificações. Muitas vezes, confundimos essas explicações com a construção de narrativas apropriadas “a posteriori”. Há golos que só aconteceram porque os jogadores acreditaram, quase sem uma completa consciência dessa crença, que os iam marcar. Não é por acaso que os melhores jogadores, dentro – e, por vezes, fora – do campo são possuidores de uma enorme autoestima. A junção da qualidade técnica a essa autoestima, dá origem a golos e resultados completamente improváveis.
Com tudo isto quero dizer que estou sempre em desacordo com o que se afirma no Lateral Esquerdo? Não. O que privilegio é a dimensão individual do jogo. Quando vejo um jogo estou sempre à espera da obra de arte que vai imortalizar o seu autor.
Publicada por
Rui Monteiro
à(s)
16:49
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