Imagine que vai assistir a um
jogo num dos mais míticos campos de futebol do mundo. Imagine que, nesse jogo para a Taça, a equipa de casa, um dos principais colossos do futebol mundial, defronta
o campeão em título da Liga. Imagine que nesse dia Mourinho e Guardiola estão,
por uma vez, do mesmo lado, um no banco, outro em campo. Imagine que Vítor Baía,
que também defende as mesmas cores, decide abrir o livro e deixar
a sua inesquecível assinatura num dos jogos mais loucos que alguma vez se
assistiu. Imagine, assim, que, de um momento para o outro, a equipa de casa se
vê a perder por 0-3 ao intervalo.
Imagine que o venerável treinador
da equipa de casa – Bobby Robson, também um velho conhecido nosso - decide, por
fim, lançar em campo simplesmente os melhores jogadores, independentemente da
sua posição. O jogo enlouquece e, de um momento para o outro, a equipa da casa,
reduz para 2-3. Porém, logo na jogada seguinte, Baía insiste, oferecendo o 2-4 ao
adversário e um “poker” ao grande Milinko Pantic. Em desespero, a equipa de
casa reage e o "nosso" genial Luís Figo marca “de bolea” um golo monumental, reduzindo
para 3-4. Passados uns minutos neste jogo louco, Ronaldo (o outro fenómeno) faz
o seu hat trick e empata mesmo a partida a 4. No entanto, esse resultado
continua a dar vantagem ao campeão da Liga. Por fim, a cerca de dez minutos do
apito final o 5-4 para a equipa da casa e a loucura total pela “remontada”
histórica. Barça 5 – Atlético de Madrid 4 para a Taça do Rei em 96/97. Talvez o
melhor jogo que alguma vez tive o prazer de assistir (pela TV, é claro).











