Não tenho ilusões: Rui Borges é
um escudo protetor de Frederico Varandas a caminho de se tornar um bode
expiatório. Borges decidiu jogar e arriscar. Por isso ficou, apesar das
palavras do presidente na sua apresentação pouco antes do final da taça.
Palavras condescendentes e intrusivas no trabalho da equipa técnica. Depois aconteceu
aquilo na final da taça. A grande
oportunidade para Varandas limpar o balneário das remanescências de Amorim e
Viana, cuja memória lhe importunava o sentimento de glória. Tudo despachado com
a conivência (dizem, sem se rirem) da equipa técnica.
Com a faca e o queijo nas mãos,
Varandas aguardou. A ver se nos entendemos:
Borges ficou, à cabeça, com o ónus
do que viesse a seguir e com todas as possibilidades de se espetar por sua
conta e risco. Até lhe disponibilizaram a arma do crime para ele guardar no seu
armário. Uma carrada de jogadores novos, todos (supostamente) com o
conhecimento e respetivo aval da equipa técnica. Todos, supostamente, para
encaixarem num modelo ou em alguma ideia de jogo, não interessa. A ideia de
Borges. No pacote até veio um central recusado nos exames médicos do
Estrasburgo e que praticamente ainda não saiu do estaleiro, embora o jornal
Record todas as semanas receba a informação de fonte certa que é desta que irá
jogar.
Quando as coisas começaram a
correr menos bem e depois menos menos
bem e depois mal, Varandas acudiu ao seu timoneiro: que nada temesse. Estava
seguro como um raio de sol pendurado na corda da roupa (inventei esta mesmo
agora). Varandas até se deu ao luxo de dizer que a taça não interessava para
nada, da mesma forma que agora afirma que, pelo menos, Borges é baratinho.
Precisa de o segurar ao máximo para poder dizer que o segurou ao máximo.
Precisa de o segurar preso à narrativa de que o plantel foi feito à sua (de
Borges, obviamente) imagem. Precisa de o cozinhar em lume brando com a frase: Borges
precisa de tempo.
Varandas precisa de uma
alternativa credível. Um trunfo.
O que Borges tem feito recentemente
é muito pouco para quem já ocupa o cargo de treinador há praticamente dois
anos. As ideias confundem-se com os modelos que mais parecem manequins vestidos
com a roupa errada. Nenhuma ficção nova veio substituir o mito recente que se desvanece
sem que ninguém lhe valha. Borges começa a perceber que não pode continuar com aquele
discurso redondo que não motiva ninguém, muito menos os jogadores. Está perdido
num labirinto que ajudou a construir e do qual nunca teve a chave.
Varandas aguarda que uma mosca
caia na teia ou na sopa. Dá-lhe igual.
Rui Borges é uma nódoa patrocinada pelo Varandas que lhe renovou o contrato à pressa para justificar o projeto de destruiçao do plsntel.
ResponderEliminarVarandas melhorou o seu salário. Está de parabéns
Leão de leiria
Sl