segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Quem dá mais?

Escrevo a frio, ou melhor, a gelado, por isso serei rápido e (a ver vamos) eficaz. Estamos perante um Sporting que acredita em si próprio sem temores esotéricos e sem sentimentalismos de inferioridade bacoca. O início não foi brilhante: os laterais demoraram a acertar o passo, ao mesmo tempo que o meio campo se embrulhava numa passerelle imaginária. Nada como um golo para acordar. O Porto começou a acreditar em algumas expulsões para desfrutar do passeio. Enganou-se… mas por pouco.

Quando começamos a jogar a bola o adversário suspirou pela antiga capela das antas. Não era para menos, aquele meio campo verde engolia o amarelo (Danilo versus William, alguém acredita?), inclinando o campo de uma maneira que as laterais começaram a florir, atapetando os corredores onde brilhavam o Chuta-Chuta e o Gelson, não esquecendo o Ruiz, a espaços, com a suavidade de um final de tarde de verão. Não fosse a voracidade de um Slimani (outra vez vendido) e estaríamos apenas perante um poente lírico de trazer por casa. Não era o caso.

Os primeiros vinte minutos da segunda parte confirmaram que a voracidade nem sempre colhe frutos. Estivemos perto da tempestade quando o árbitro se decidiu pelo entretenimento de outras eras, sem consequências por manifesta falta de originalidade. Que grande jogo do Semedo e do Chuta e joga como o caraças. Até o Paulista deu um ar de sua graça. Não tarda e também é vendido. Umas vinte vezes. Quem dá mais?

6 comentários:

  1. Meu caro,

    Apesar de ter sido rápido acho que foi eficaz. No ano passado a superioridade do Sporting ao Porto foi sempre evidente. O que se viu no Domingo foi que o Sporting do ano passado também foi claramente superior ao Porto deste ano. Vejamos o que nos reserva o Sporting deste ano (ainda temos de esperar umas horas).

    No entanto, houve uma coisa que mudou. No ano passado Sporting e Porto foram por algumas vezes bastante prejudicados pelos árbitros. O Sporting não se calou e foi chamando a atenção para a forma como uns e outros eram tratados. No Porto apenas o desgraçado do Peseiro protestava. Isso mudou. O Porto deste ano parece em grande forma nesse domínio: sejam os jogadores a rebolar no chão e a rodear o árbitro, sejam os dirigentes, seja nas redes sociais. Nesse aspeto o Porto voltou às suas tradições... ainda que curiosamente com muito menos motivos que os do Peseiro!

    SL

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    1. Caro João,

      tem toda a razão: a superioridade do Sporting é uma realidade que a actualidade confirma, o rebolar no chão (e nas redes sociais) dos adversários é que me parece ser um modus operandi a registar. Nada de novo, não fosse a mancha a alastrar...

      Sl

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  2. Excelente posta GP! Talvez demasiado bem escrita:)
    E não esqueças os temas quentes, os lances polémicos, o material que ilumina a latrina. De outro modo não há estória:))

    De resto, um abraço

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    1. Caro amigo,

      Vivemos um período quente, tão quente que até queima as mãos de alguns. O material assim é sempre luminoso mas de cepa duvidosa:))

      Abraço

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  3. Caro Gabriel,

    A seguir ao William Carvalho, o "Chuta e joga como o caraças" é o melhor. Até nem parece gordo. Às tantas até está magro.

    Um abraço

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    1. Caro Rui,
      Chuta e joga como o caraças e o William ficam, o que já não é nada mau tendo em conta o janelão do mercado. Fica também o Patrício, o resto logo se vê...

      Abraço

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