O primeiro golo é uma delícia. Um pequenino no meio de matulões, o defesa que hesita, ainda procura empurrar, mas quando chega já a bola está lá dentro. Depois o lance da expulsão. Intui o erro do defesa. Protege a bola, avançando. Percebe que o defesa fica para trás e que está um contra um. Simula o remate e faz a finta. Fiquei com pena da falta, mesmo com expulsão. Aquele lance merecia golo. Seria um lance de manual.
Depois, o Leonardo Jardim mostrou porque é um génio. Após a expulsão, ficámos mais instalados no meio-campo de Braga. Só que não dava nada. Na segunda parte, deixou a defesa atrás na mesma. Não pressionou a saída da bola da defesa do Braga, para que o jogo não ganhasse muita intensidade e não fizéssemos faltas para amarelo (que era isso que o Braga estava à espera). Deixou-os subir e procurou em contragolpe criar ataques em igualdade ou mesmo vantagem numérica.
Nem sempre finalizámos bem: umas vezes faltou o remate, noutras, o último passe. Nesse aspeto o Carrillo deixa qualquer um à beira de um taque de nervos: chuta quando deve passar, passa quando deve rematar e finta quando deve passar ou rematar.
A defesa esteve bem, sobretudo o Maurício (estava com medo do duelo com o Éder). O meio-campo não é brilhante. Talvez o Victor mereça mais oportunidades. O Slimani tem uns pés que parecem dois ferros de engomar. Mas qualquer equipa que se preze deve ter um avançado assim: alto, com cara de assassino e que meta medo à defesa.
Esta vitória tem muito mérito. Convém não esquecer que o Nuno André Coelho e o Joãozinho, por lesão, não jogaram. Com eles teria sido diferente. Mesmo assim ficou o Eduardo. Com as suas mãos de tesoura ajudou alguma coisa.