Voltamos à casa da partida.
Planeamento, trabalho invisível, inclusive, a existência de planos de acção,
tudo se esboroou por entre os dedos como areia fina da praia da Claridade
(quanto não está muito vento). Tudo perdido por obra de um inexplicável acaso,
de uma perseguição inabalável (sempre inimigos internos, entenda-se), de
problemas oftalmológicos graves (que não permitem ver o trabalho invisível), de
oscilações do mercado absolutamente imprevisíveis, da falta de palavra do Jesé
que terá afirmado ser o mesmo que há uns anos jogava futebol no Madrid. Em
suma, do Covid -19. O que rima funestamente com a nossa ausência de títulos-19 (campeonatos, leia-se).
Ora, vamos a factos para que se possam esgrimir argumentos e alimentar polémicas
desnecessárias:
Logo a despropósito, o Sporting
fica fora do pódio, pela primeira vez, desde aquela magnifica época, igualmente
dotada de um planeamento genial de Godinho Lopes: estávamos então em 2012 e
ficamos num razoável sétimo lugar, fora das competições europeias. Mas sem
Covid, dirão alguns, sempre atentos, amigos do embaraço.
Derrotas em todos os clássicos
(não, meus amigos, com o Belenenses já não conta), uma, duas, três, quatro
derrotas (sem contar com a supertaça, já lá vamos). Coisa nada vulgar, ora investiguem lá, por favor, para ver quantas
vezes aconteceu.
Dezassete derrotas numa época é
obra. É recorde. Dos nossos. Cerca de 52% de
vitórias, é obra. Está à vista. Ali pertinho do meio-meio, dos cinquenta por
cento, pertinho de equipas como o Fama e o Rio-Ave, elas também parte do
carrocel do Mendes.
(JÁ AGORA, QUANTOS TREINADORES
COM O PERFIL DESEJADO FIZERAM PARTE DO PROJECTO?)
Eliminados da taça pelo poderoso
Alverca (equipa do terceiro escalão), fizemos jus ao lema: aconteceu taça.
Olhe que não, olhe que não. Não é assim tão vulgar uma equipa candidata ao título (a
sério?), ser eliminada da taça por uma equipa do terceiro escalão. Ora, pesquisem lá, por favor.
Acrescentando os cinco que levamos no
corpo na final da supertaça contra o segundo classificado da liga (resultado
volumoso, mas seguindo uma tradição recente de bombos da festa), o restante foi
globalmente positivo. Não acham?
Já acabou. Temo pelo que ainda vai começar. É duro ser do Sporting !
ResponderEliminarMeu caro,
EliminarSempre!
https://www.youtube.com/watch?v=AOs59pwY0Mw&feature=share
EliminarO Sporting e um par de botas!
ResponderEliminarNão, desta vez foi a bota do Matheus. Felizmente não era verde.
Pronto mas vem aí eleições, Paulinho(o roupeiro) tem, pela primeira vez, o lugar em risco.
Há que mudar alguma coisa!
SL
Meu caro,
EliminarNão sei se vem eleições. Mas o Paulinho seria um bom candidato.
SL
basta ler o record de hoje para saber que não acabou. Nada vai mudar enquanto não saírem do clube.
ResponderEliminarSL
Alberto
"...o restante foi globalmente positivo. Não acham?"
EliminarSL
O Capitão Gabardinas "presta contas" no Record (!) com uma "entrevista". Ouvir a sua voz dizer o que seja não é por aí além de importante, mais ainda quando é sabido que é factor de irritação para quem o escuta. Eu, no fundo, nutro alguma admiração pelas pessoas à volta das quais tudo vai ruindo, mas que continuam a levar-se a sério. E que fingem dizer alguma coisa para que no fim fique todo um silêncio... na mesma. E tanto de inexplicável... por explicar, obviamente. Isso não é invisível. Só não vê quem não quer. Esta não é a história de um incompetente. Nem de vários que haja à sua volta. Mas é bem preciso acabar com ela.
ResponderEliminarMeu caro,
Eliminar"Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado".
SL
Meu caro,
ResponderEliminarAssiste-nos outro problema em termos conturbados: alguma legítima indiferença para com o futebol e afins e, sobretudo, a naturalidade com que se assiste ao descalabro desta época. Começando por cima. Isso e o cansaço são meio caminho andado para a nossa total irrelevância.
Um abraço
Este comentário foi removido pelo autor.
EliminarMeu Caro, como diria Eduardo Galeano (aqui bem truncado) "A mania de negar a evidência acaba fazendo que a razão e tudo que se pareça com ela afundem".
EliminarUm abraço
Caro Gabriel Pedro,
ResponderEliminarAcho que sim, o resto foi globalmente positivo. Espere... talvez acrescente o facto de termos tido 4 treinadores (e provavelmente ainda andarmos a pagar o salário a todos), da guerra entre a administração e as claques, das guerras e demissões dentro da administração, do pedido de AG que tem as assinaturas mas que parece que não dá jeito, das contas (sempre a descer...) que foram aprovadas à justa, do azar do Mathieu (azar nosso, quem sabe sorte dele), da quebra no número de sócios, da quebra nas assistências no estádio e no pavilhão (até Março), da ... bom, acho que o resto até foi globalmente positivo!
SL
Bom, meu caro
EliminarTirando isso, e mais aquilo, e aqueloutro, foi globalmente positivo. Não acham?
SL
Começa aqui o meu merecido defeso: ufa...
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