sábado, 11 de janeiro de 2014

Uma seca e um sorriso à Artur Albarran

As equipas encaixaram-se, será o que nesta altura o Gabriel Alves, esteja lá onde estiver, deve estar a pensar. A bola andou por um lado e pelo outro, mas sempre longe das balizas. Duas defesas para cada guarda-redes em cada uma das partes. Mais remates do Sporting.

Ficou a sensação que as substituições do Leonardo Jardim foram um pouco tardias. Mas, compreende-se. Não quis arriscar e o jogo não estava para isso. O Estoril não é para brincadeiras. Com o Slimani na frente ficamos sempre mais próximos do golo. Não só por ele, mas também porque o Montero faz a dez o que o André Martins não consegue.

Mais um jogo sem sofrer golos; já lhes perdi a conta. Três jogos sem marcar. Está a faltar alguma coisa. Falta tirar um coelho da cartola de vez em quando para desbloquear os jogos. Dos extremos espera-se pouco. O Wilson Eduardo quer mas não pode. O Carrillo pode mas não quer (hoje teve um autêntico apagão). Sobra o Montero. Não tem chegado.

Não sei se o Pedo Proença é o melhor árbitro do Mundo. Agora, segundo ele, deve ser o mais bonito. O homem arrasta-se em campo como se fosse um pavão. Faltas por tudo e por nada. Pedagogia da treta. Amarelos ridículos. Horas para se marcar uma falta. E um sorriso permanente para as câmara à Artur Albarran.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Prognósticos? Só no fim do jogo

As férias de Natal constituíram, para mim, um autêntico período vegetativo. Limitei as minhas acções à satisfação de necessidades fundamentais ou aquelas que exigissem o menor esforço possível. Comi e dormi, muito, li, alguma coisa, e vi todas as porcarias que passaram na televisão. O tédio era tanto que vi, com a minha filha, num mesmo dia a reposição da primeira e de parte da segunda temporada do “Prison Break”.

Acabei por ver também o Estoril-Braga para a Taça da Liga. O Estoril perdeu, mas deu um autêntico banho de bola. É, com efeito, uma excelente equipa. Estão reunidas todas as condições para passarmos um mau bocado este fim-de-semana, mas também para assistirmos a um excelente jogo de futebol e, quem sabe, a um final feliz. Assim os deuses do apito o permitam.

domingo, 5 de janeiro de 2014

RIP



Os meus respeitos ao senhor Eusébio pelo que fez na Seleção de Portugal. 
Que descanse em paz.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Agradecidos...



Não sei bem por que razão mas parece que devemos ficar agradecidos. 
O “nosso” Elias (tristemente Trindade), a mais cara contratação do Sporting, fez o favor de vir cumprir o contrato. Abandonou, qual mártir, os calores dos trópicos e veio de corda ao pescoço para Lisboa. Parece até que, imagine-se!, vai fazer o favor de treinar. Provavelmente, apesar de ter um dos salários mais altos, até é capaz de se esforçar por suar uma camisola ou uma peúga, mesmo que só na sauna ou na sala de musculação. Isso está garantido pelo Trindade pai pois «o Elias começará a treinar» não porque a isso seja obrigado pelo contrato e pela entidade patronal mas porque «não pode ficar parado". Deveremos por tudo isto ficar agradecidos…pelo menos até que alguém lhes dê com um encharcado nas ventas e lhes faça ver que os salários são para merecer e «os contratos são para cumprir»…por muito que nos custe, de certeza mais a nós do que a ele.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Resquícios de 2013: os queixinhas

Antes da jantarada de passagem do ano, fui desejar um bom ano de 2014 ao Sr. Flávio. Com este ou outro pretexto, ir ao Flávio é sempre uma oportunidade para dar uma vista de olhos n’ “A Bola”. Acabei por ler a crónica do Miguel Sousa Tavares (MST).

A crónica, dedicada ao último Sporting-Porto, tem uma primeira parte extensa a malhar no Paulo Fonseca. Em seguida, o MST aproveita a (suposta) autoridade conquistada por criticar o Paulo Fonseca e a equipa do Porto para malhar no Sporting também. Segundo ele, nós somos uns queixinhas.

Começa por dizer que, apesar das nossas queixas antigas, o Olegário Benquerença fez uma arbitragem perfeita. Diz que foi perfeita, mas que prejudicou o Porto: num amarelo mostrado ao Danilo por uma falta simulada (?) e na não expulsão do William Carvalho. Deste ponto de vista, também estou de acordo com o MST. As arbitragens são todas perfeitas, só tenho pena que prejudiquem o Sporting. A do Olegário não foi das piores. Não me consigo é esquecer do fora-de-jogo mal assinalado ao Wilson Eduardo, que, convenientemente, evitou um penalty e uma expulsão. Também não me consigo esquecer da encenação que foi fazendo para evitar mostrar o necessário amarelo ao Danilo.

Diz, por fim, que o Dani foi parcial nos seus comentários. Volto a estar de acordo com o MST. Agora, a estranheza dele resulta da falta de hábito. Se fosse do Sporting, estava há muito habituado a ouvir comentadores de cachecol e bandeirinha. Então, quando existia o monopólio da RTP, a rapaziada dos estúdios do Porto nem disfarçava; com a agravante de ser uma claque financiada por todos nós.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Para que todos tenham um excelente Ano Novo: um desejo com três advérbios

O ano que vem não é necessariamente novo. Só é cronologicamente novo. Para ser verdadeiramente novo é preciso que façamos alguma coisa de diferente, de melhor, para que assim seja.

Um excelente Ano Novo para os nossos leitores e os sportinguistas em geral.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Fizemos um jogo do Carrillo(*)

Há um momento definidor do jogo de hoje contra o Porto. O Wilson Eduardo recebe a bola em corrida, encara o Alex Sandro de frente, mete-lhe a bola por um lado e vai buscá-la pelo outro. Não é fácil fazer isto a ninguém. Muito menos o é ao Alex Sandro. O que é quase impossível é ter sido Wilson Eduardo a fazê-lo. Se é possível o Wilson Eduardo fazer isto, então também é possível ganharmos o campeonato.

Demos um banho de bola. Não ganhámos. Faltou o golo. Acontece. A bola andou lá perto. Faltou alguma frieza naquele momento em que tudo se decide. Mas, com o Porto a jogar à Paços de Ferreira, é normal que o Vítor não tenha percebido de que lado estava. Recebeu a bola mal das duas vezes, deixou-a um pouco para trás, e já não rematou como devia.

A equipa jogou bem. Pode-se destacar um ou outro (nomeadamente o Cédric e o Adrien, que estão a jogar acima das suas possibilidades), mas o que impressiona é a equipa. O Leonardo Jardim, repete-se mais uma vez, é um génio. Nada é deixado ao acaso. Não é por acaso que o Slimani recebe a bola e está proibido de fazer outra coisa que não seja passá-la ao médio que acompanha a jogada. Ainda pensei que a equipa, a jogar com a intensidade que estava, viesse abaixo nos últimos vinte minutos. Qual quê?! Foi quando ainda carregámos mais e criámos mais oportunidades.

Uma última nota para o Carrillo. Foi soberbo. As três grandes oportunidades saíram de jogadas dele. O Danillo parecia um menino de coro. É o milagre que falta. Se o Leonardo Jardim o conseguir colocar a jogar de acordo com as suas possibilidades, não vai ser fácil parar-nos. Nem as arbitragens manhosas.

(*) Com trocadilhos destes ainda acabo a escrever as letras do Quim Barreiros. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

As novas gerações agradecem

Hoje, através da leitura do Jornal do Sporting, ficámos a conhecer a rapaziada que trata do apito em Portugal. Há para todos os gostos. Mas o que mais impressiona é a presença do Lucílio Baptista. Sim, o Lucílio Baptista do apito continua a existir. O homem, a quem foi dedicada uma taça depois de ter organizado um brainstorming para decidir um penalty que ninguém viu, está a assegurar a adequada formação dos árbitros. O Manuel Mota constitui um dos primeiros resultados de tanto conhecimento, agora, transmitido às novas gerações.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Natal é verde

O Natal é verde. É só clicar aqui. Se dermos os dados adequados, recebemos a resposta que esperávamos há muito: um presente verde, do Sporting.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Voltando ao mesmo

Ontem, o Sporting não terá feito uma boa exibição segundo muitos. A questão é que os jogos são as suas circunstâncias também.

Não começámos bem, mas por volta dos quinze minutos pegámos no jogo. Começaram os ataques com perigo. Aí entrou o árbitro a equilibrar. Dois foras-de-jogo mal assinalados. Duas vezes, o Carrillo ganha ao adversário e das duas vezes o adversário trava-o com os braços. Quatro lances de perigo que não deram em nada por superior intervenção da arbitragem.

A intimidação foi fazendo o resto. As equipas de Manuel Machado são sempre do mesmo tipo. São constituídas por uma série de calmeirões. Passam o jogo a dar pau. Ou os árbitros controlam isso ou, então, é muito difícil jogar contra eles. O árbitro deixou dar pau. Do outro lado, começaram as faltas e faltinhas do costume. De repente, por volta dos 30-35 minutos, deixou-se de jogar. Cada falta, lançamento de linha lateral ou pontapé de baliza demorava uma eternidade.

Na segunda parte mais do mesmo mas com ligeiras “nuances”. Começaram os amarelos aos nossos jogadores. Depois de tudo o que se viu, o amarelo ao Mané é de ir às lágrimas. E chegou a cereja em cima do bolo: o golo (mal) anulado. O empurrão foi de tal forma evidente que o jogador do Nacional em vez de cair para a frente caiu para trás. Acabado o jogo procurou-se reinterpretar a história. O árbitro pode não ter marcado a suposta falta do Slimani, mas a do Montero meia hora antes. É uma narrativa conveniente. Tem é o inconveniente de não condizer com os factos. O árbitro só apitou depois do golo e não meia hora antes. Dirigiu-se para o local da suposta falta do Slimani. A má consciência foi tanta que passou a marcar falta qualquer que fosse o toque com as mãos nas costas do adversário.

Faltou, ainda assim, um suplemento de alma ao Sporting para repor a verdade desportiva. O suplemento que permitiu virar o jogo contra o Marítimo. Mas nem sempre é possível.

Acabado o jogo, acabou a suposta candidatura ao título do Sporting; apesar de continuarmos em primeiro. Esse tom está por todo o lado. Na conferência de imprensa, nos jornais, nos comentários. Todos perceberam o que aconteceu ontem. Ontem foi o aviso final. Far-se-á o que se tiver que fazer para que tudo continue na mesma. Resta saber como é que vão reagir os jogadores e adeptos do Sporting. Serão capazes, mesmo assim, de lutar contra o destino que sempre lhes esteve traçado?   

sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal

O Natal tem que ser o que era. Nós sabíamos isso e os nossos adversários também. Mas não basta que a profecia se cumpra a si mesma. É preciso fazer alguma coisa para que a tradição se mantenha.

Há quem goste de bacalhau com couves e batatas cozidas. Há quem prefira o polvo, frito de preferência. Não se dispensam as rabanadas. Quanto à comida, tudo acaba no bolo-rei. Alguém tem que ficar com a fava. No fim, brinda-se com um cálice de Porto.

Hoje tivemos isto tudo e de tudo isto um pouco. Polvo, muito polvo sobretudo, e fava. O resto foi mais bacalhau, um pouco insosso, com uma ou outra rabanada. Tudo acaba sempre com o Porto, embora encomendado pelo Benfica aparentemente.

Não é fácil. A onda vinha a ser criada. O nosso Presidente faz o que pode. Mas pode pouco. A imprensa foi fazendo o caminho. Nos programas de televisão, sempre dados a lutas corpo a corpo, contamos com uns lingrinhas que é suposto defenderem-nos. Os outros escolhem lutadores de sumo, nós apanhamos com as selecções que cada canal lhe dá na real-gana.

Somos a equipa mais beneficiada do campeonato pelas arbitragens. Isto viu-se mais uma vez hoje contra o Nacional. O resto fica por conta do Natal.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A velhice sempre serve para alguma coisa

A velhice chega devagar, sem se anunciar. Insidiosa, um dia deixa-nos as costas doridas, noutro impede-nos de ler as legendas. Mas só nos damos conta dela em determinados momentos. Quando ficamos a saber que uma das alunas é filha de um antigo professor. Quando ligamos a uma antiga aluna para procurar resolver um problema de trabalho.

A Maria Ribeiro é filha de dois amigos meus. Colegas da faculdade, do Jamaica, do Tokyo e da Nova América. Vou reencontrando a mãe pelo menos uma vez por ano. Numa dessas vezes, desafiei a Maria a escrever connosco sobre o Sporting. Gostou e nunca mais deixou de o fazer. Agora está na Tasca do Cherba. Vai ser muito mais divertido. A velhice sempre serve para alguma coisa.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

sábado, 14 de dezembro de 2013

Um projecto, um processo e sei lá que mais

O Belenenses é uma equipa especialista no engonha. Entrou para engonhar e estava disposto a tudo para não deixar de engonhar. Não vale a pena pressioná-los à frente porque eles saem à biqueirada à espera que o matacão que colocam à frente possa atrapalhar os centrais.

Também nos pressionaram à frente, impedindo-nos de sair com a bola. Passamos a viver de uns chutões à vez do Maurício e do Rojo; os do Rojo com mais estilo, diga-se. Estava-se neste ping-pong quando ganhámos um penalty aos trambolhões. Nem com um a zero o Belenenses mudou. Acabámos a primeira parte com o Montero a falhar um golo de caras.

A segunda parte prometia mais do mesmo. Até que o Carrillo fez uma recepção excepcional seguida de um passe certeiro para o segundo do André Martins. Aparentemente a lobotomia pré-frontal está a funcionar. Se passar no próximo teste psicotécnico, temos Carrillo para o resto da época.

Depois demos um massacre de aborrecimento futebolístico. A entrada do Slimani tirou a malta da modorra. Deu um outro sentido à expressão “jogador de cabeça baixa”. Com um movimento de pescoço à Houdini, meteu a bola no André Martins que fez um passe perfeito para a desmarcação o Wilson Eduardo. O Wilson Eduardo, a quem lhe foi introduzido um novo “chip” na cabeça depois do jogo contra o Gil Vicente, fez o que se lhe pedia: foi por ali fora, flectiu para dentro e rematou com segurança ao primeiro poste.

Fui para casa ainda a tempo de ouvir a conferência de imprensa do Leonardo Jardim. Às tantas, em resposta à enésima pergunta sobre a candidatura ao título, afirmou que “temos um projecto, um processo inerente aos nossos objectivos na classificação”. Finalmente percebi tudo.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

É urgente: uma calculadora para o Record e um mapa para A Bola!





Eu sei que a culpa é minha. Esta vontade de me informar, de querer saber mais, no fim, só me prejudica e apoquenta ainda mais.
Mais uma vez cedi, e perdi, quando fui à «ABola» online ver os resultados dos clubes portugueses e outros resultados na Liga Europa. Entre outras coisas mais tristes, descobri que o «Maccabi de Paulo Sousa vence Bordéus (1-0) e apura-se para os 16 avos de final». Fiquei feliz por ele e pelos seus jogadores. Triste, triste, foi ver que a Redação deste arauto da verdade desportiva, que anda há décadas a iluminar os nossos caminhos, esteja afinal tão desorientado. Então não é que, ao mesmo tempo que diz «Maccabi Telavive, orientado pelo português Paulo Sousa, está nos 16 avos de final da Liga Europa», umas linhas abaixo escreva «os cipriotas tiveram em campo o português Nuno Morais. Esmaël Gonçalves e Mário Sérgio não saíram do banco».
Então Telavive é no Chipre? Ou os cipriotas são os naturais de Israel?
Não! O Maccabi Telavive, fundado em 1906 como "HaRishon LeZion-Yaffo", tem até o triste registo do “colonialismo” israelita, na linha da infeliz ideologia da «Grande Israel», de ter sido o primeiro clube judeu dentro do território palestiniano. Seja como for, ainda é cedo para colocar os israelitas a colonizarem o Chipre. Quem sabe um dia ?!? Quanto à Bola, mesmo não percebendo grande coisa de geografia, futebol continua a ser com eles, mesmo sem o Sobral. Mas, pelo sim pelo não, o melhor é consultar também outras fontes.