Não estou a falar de um avançado centro...não é que não fizesse falta mas entretanto já perdi a capacidade de desejar.
Caso contrário também desejaria toda uma equipa mais competente e atenta.
Mas não é nada disso.
Se
como penso, e para lá do que pensam outros optimistas, moralistas do espírito de grupo, e outros
defensores da (des)ordem estabelecida, já estamos no "nosso" Natal,
preciso mesmo de um pinheiro...nem que seja de plástico.
Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Máximas sportinguistas leninistas: A morte de uma organização acontece quando os de baixo já não querem e os de cima já não podem...

Hoje à noite reúne o Conselho Leonino. Lá estarão o Presidente
do Sporting, o Vice-Presidente da Assembleia Geral do Sporting e os
auto-nomeados notáveis do Sporting. No final, estou certo que tudo se resolverá
a bem com a criação de uma comissão de coordenação da coligação entre a
Direção, a SAD, a Assembleia Geral, o Conselho Leonino, o sindicato dos
treinadores ainda com contrato com o clube, o plantel de futebol profissional e
os profissionais do bitaite em nome individual Dias Ferreira e Oliveira e
Costa. Nesta, como noutras coisas, temos que seguir as melhores práticas. Como
dizia La Rochefoucauld "Nada é tão contagioso como o exemplo”.
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Júlio Pereira
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14:30
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Momento de sublimação
(farto desta sodomia colectiva a que nos sujeitam os nossos dirigentes, optei hoje por sublimar. A definição de sublimação dada por Freud em 1914, pode ser assim interpretada: é um processo que consiste no facto de a pulsão se dirigir para um outro objectivo, distante da satisfação sexual; o que é acentuado aqui é o desvio que se distancia do sexual. Segundo William Stern, em Psicologia Geral, o conceito de sublimação significa que a energia total disponível para a vida impulsiva, quando não pode descarregar-se num dado campo da acção impulsiva, procura outra saída, ou melhor, é orientada para outra saída, etc, etc.)
Assim, em Manchester, feitos de "restos" e "cacos" que outros não quiseram (a começar pelo treinador), perderam como os "outros" mas jogaram bem e mostraram mais raça do que os "outros". O "outros" de que aqui falo, é o tal objecto «da satisfação sexual» , o «campo da acção impulsiva» de que me tento afastar, por outras palavras, o SCP.
E, vá lá imaginar-se, estes rapazes de verde vestidos, e ainda por cima Sporting de “qualquer coisa”, mostraram-se briosos e lutadores.
Consegui com eles alguns minutos de alegria sublimada.
Curiosamente, dizem que este verde era o equipamento original do dito clube (ou próximo disso, segundo os especialistas que o propuseram) mas que, num assomo premonitório de clientelismo, viram mais ganhos em mudar para o vermelho, "arsenalista" segundo eles, e serem simultaneamente grandes amigos dos azuis.
Estão onde estão, para lá do colorido, também por mérito próprio. Comeram o pão que o diabo amassou, até penaram na segunda divisão, mas agora, novos ricos, já arriscam de novo o verde.
Por isso, e apenas por isso e por aqueles minutos, parabéns para eles.
(Quanto aos "outros" vejam este álbum de glórias:
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A. Trindade
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23:07
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Isto tinha tudo para correr mal
Isto tinha tudo para correr mal. Quando da campanha eleitoral, escrevi que trocava todos os supostos projetos dos candidatos – isto de chamar projeto a qualquer meia dúzia de tretas tem que se lhe diga – pela indicação de um treinador competente. Era preciso um treinador desses e muita persistência; nessa persistência incluía uma política de comunicação coerente e o reforço do papel do Sporting na rede de influências do futebol português. É que não vale a pena ter ilusões: é preciso não só jogar bem como, a pouco e pouco, mudar a relações de força no futebol português, trazendo para essa mudança a opinião pública (só jogando bem e comunicando as iniquidades se ganha a opinião pública).
Fez-se o que os adeptos esperavam que se fizesse. Deu-se-lhes pão e circo ou, nas palavras do Duque, pretendeu-se resolver tudo com um cheque e uma vassoura. E, com uma mão cheia de aquisições de encher o olho, almejou-se o título. A ingenuidade e o populismo pagam-se caros. Os árbitros começaram a tratar-nos da vidinha logo no início do campeonato anterior. Em vez da persistência, optou-se por mais pão e circo. Mudou-se o treinador, criando-se a ilusão que desta é que era, e, simultaneamente, deu-se razão aos nossos adversários. Acabamos sempre por, implicitamente, dar razão àqueles que dizem que o “sistema” não existe e que isto é tudo uma questão de jogadores e treinadores.
Agora, não há tempo para recomeçar. Agora, vamos ter que engolir um Vale e Azevedo qualquer. Está escrito que assim terá de ser. Depois dele, não haverá redenção. Será o fim. O fim que merecemos.
Fez-se o que os adeptos esperavam que se fizesse. Deu-se-lhes pão e circo ou, nas palavras do Duque, pretendeu-se resolver tudo com um cheque e uma vassoura. E, com uma mão cheia de aquisições de encher o olho, almejou-se o título. A ingenuidade e o populismo pagam-se caros. Os árbitros começaram a tratar-nos da vidinha logo no início do campeonato anterior. Em vez da persistência, optou-se por mais pão e circo. Mudou-se o treinador, criando-se a ilusão que desta é que era, e, simultaneamente, deu-se razão aos nossos adversários. Acabamos sempre por, implicitamente, dar razão àqueles que dizem que o “sistema” não existe e que isto é tudo uma questão de jogadores e treinadores.
Agora, não há tempo para recomeçar. Agora, vamos ter que engolir um Vale e Azevedo qualquer. Está escrito que assim terá de ser. Depois dele, não haverá redenção. Será o fim. O fim que merecemos.
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Rui Monteiro
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domingo, 21 de outubro de 2012
Mais uma derrota. Moral:
Merecíamos mais e melhor!
Apesar dos resultados, a "pré-época" do Oceano está a decorrer de forma bem mais prometedora e positiva do que a do Sá Pinto. Continuamos a perder, mas no ar fica já uma certa sensação de injustiça, o que não acontecia com os jogos orientados pelo Sá.
Daqui a um mês ninguém nos pára!
Conhecendo o meu clube como conheço, já estou ansioso por saber como (e quando) irá ser a "pré-época" do treinador Dominguez!
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A. Trindade
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23:09
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sábado, 20 de outubro de 2012
Saudades de Manuel António Pina (1943-2012): Do Escritor, do Cronista e do Sportinguista
Manuel António Pina "manteve, no
entanto, um hábito de jogo. Em determinados dias da semana, à noite - e até de
madrugada - reúne-se com amigos para uma sessão de snooker num clube próximo da
sua casa, na zona da Boavista. Um deles é Álvaro Magalhães, outro escritor,
autor de “Uma História Natural do Futebol”. Em comum, tem com ele um
'sportinguismo' empedernido. «O futebol não tem interesse só pelo jogo. Quando
o Sporting perde não tem interesse nenhum», diz, para assumir a loucura
clubística”.
Sol, Tabu, Janeiro de 2008
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Júlio Pereira
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12:34
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O melhor jogador português da actualidade
Li ou ouvi, não sei bem onde, que o Postiga tem sido o melhor jogador português deste apuramento para o Mundial de 2014. Isto diz tudo sobre o brilhante apuramento que temos estado fazer.
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Nem à borla
Fui ao Dragão pela primeira vez. A minha irmã arranjou umas borlas, que os tempos não estão para brincadeiras. Sai de lá ensopado. Chove lá dentro como chove na rua. A cobertura serve para decoração. Alvalade parece decorado com azulejos de casa de banho. O Dragão é, ele próprio, uma autêntica banheira num dia como este.
O jogo foi uma porcaria. Contra uma equipa de treta, a Selecção não jogou nada. Na primeira parte tudo se resumiu ao mesmo: quando ninguém sabia o que fazer à bola passava-a ao Ronaldo; quando alguém parecia saber o que lhe fazer passava-a ao Ronaldo à mesma; quando o Ronaldo tinha a bola ficavam todos à espera que alguma coisa acontecesse.
No estádio é possível confirmar muitas das coisas que vamos vendo na televisão. A forma anedótica como o Postiga joga. O toque de futsal do Veloso e a sua irritante lentidão e incapacidade para cortar uma bola ou correr atrás de um adversário. A inépcia do Miguel Lopes, agora a fingir que é lateral esquerdo. E o inefável Ruben Micael, um jogador que não atrasa nem adianta, mas que põe sempre um ar muito atarefado. Resumindo, uma autêntica nulidade.
Cheguei a ver o Custódio fazer exercícios de aquecimento. De quantas ressurreições imagina o Paulo Bento que o Custódio é capaz?
O jogo foi uma porcaria. Contra uma equipa de treta, a Selecção não jogou nada. Na primeira parte tudo se resumiu ao mesmo: quando ninguém sabia o que fazer à bola passava-a ao Ronaldo; quando alguém parecia saber o que lhe fazer passava-a ao Ronaldo à mesma; quando o Ronaldo tinha a bola ficavam todos à espera que alguma coisa acontecesse.
No estádio é possível confirmar muitas das coisas que vamos vendo na televisão. A forma anedótica como o Postiga joga. O toque de futsal do Veloso e a sua irritante lentidão e incapacidade para cortar uma bola ou correr atrás de um adversário. A inépcia do Miguel Lopes, agora a fingir que é lateral esquerdo. E o inefável Ruben Micael, um jogador que não atrasa nem adianta, mas que põe sempre um ar muito atarefado. Resumindo, uma autêntica nulidade.
Cheguei a ver o Custódio fazer exercícios de aquecimento. De quantas ressurreições imagina o Paulo Bento que o Custódio é capaz?
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Rui Monteiro
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Navegar é preciso, viver...?
Já é tradição secular no nosso país, em situações de aperto e em último
recurso, entregar os homens ao oceano.
É deixá-los ir. Pode ser que se tropece em algo valioso. Desta vez até já têm um indiano na equipa B para os ajudar no Índico, se porventura lá chegarem e for esse o seu destino.
É deixá-los ir. Pode ser que se tropece em algo valioso. Desta vez até já têm um indiano na equipa B para os ajudar no Índico, se porventura lá chegarem e for esse o seu destino.
Num clube onde se "mete tanta água" a conversa sobre
navegar começa a ser recorrente. Por isso, recuando ao século I a.c., o general
romano Pompeu encorajava os seus marinheiros receosos com a frase “navigare necesse, vivere non est necesse”.
Mais tarde, no século XIV, o poeta italiano Petrarca alterava a expressão
para “navegar é preciso, viver não é
preciso.” Foi depois, Fernando Pessoa, sentindo provavelmente nessa frase
muito da essência do ser português (ou da triste sina desse povo), quem
escreveu que “quero para mim o espírito
dessa frase”. A sina inscrita nesta frase, inspirou depois Caetano
Veloso que escreveu Os Argonautas, cantando “navegar é preciso, viver …” onde, em jeito de fado brasileiro, se
canta a coragem navegante e/ou a sua inevitabilidade.
Mas
se é de "nova aventura no desconhecido"
que agora se fala, eu não dispensaria os escudeiros Duque e Freitas.
Primeiro, porque nisto de "sacudir a água do capote" é sempre importante
ter por perto um ou outro candidato a bode expiatório, ou "balde
respiratório" como dizia o outro. Mas, principalmente, porque nisto de
aventuras em costas e mares desconhecidos é sempre aconselhável levar um
pequeno número de degredados para auxiliar em tarefas consideradas demasiado
perigosas para os tripulantes comuns. Por exemplo, ao atingir uma praia
desconhecida, um degredado, ou dois, devem ser desembarcados primeiro para testar
se os habitantes nativos são ou não hostis. E quando as relações se
tornarem hostis, (por exemplo com as claques, a arbitragem ou "apenas" os
adversários), seriam os degredados os encarregados de negociar os termos de paz
entre os navios e os governantes locais. E se as coisas correrem bem, e eles sobreviverem, até se
lhes poderia comutar a pena e voltar a nomeá-los para os postos que antes
exerciam. Sim... para o próximo ano as aventuras continuarão, isso é mais do
que certo, e é preciso contar com aventureiros experientes e traquejados
na arte do desenrasca. É só uma ideia.
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A. Trindade
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00:36
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Fazer isto é alguma coisa
Quem nunca viu o “Yes, Minister” ou o “Yes, Prime Minister” não está em condições de compreender as organizações e os seus processos de tomada de decisão. Há uma metodologia elaborada pelo Sir Humphrey Appleby que permite compreender muito bem a atual decisão da Direção do Sporting relativamente à designação do treinador. Em situações desesperadas, é preciso fazer alguma coisa e se isto é alguma coisa, então, é preciso fazer isto e isto é o Oceano a treinador.
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Rui Monteiro
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sábado, 13 de outubro de 2012
Faz toda a diferença
Todas as equipas perdem jogos. As selecções são equipas, logo perdem jogos. Há dois tipos de derrotas das selecções: com e sem Ruben Michael. A diferença é simples. A diferença é essa mesma: o Ruben Michael. Como se demonstra, o Ruben Michael faz toda a diferença.
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Rui Monteiro
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Eu queria um destes.
É só um desejo. Apenas mais um não realizável.
Provavelmente
continuaríamos a não ganhar tanto quanto queremos, ou tão depressa e tantas vezes como
queremos. Arrisco até que perderíamos ou empataríamos uma ou outra vez, ou mais. Mas
pelo menos tínhamos um homem sério no clube. Às vezes basta um. Cada
grande caminhada começa por um passo. Um pequeno passo.
Dia 26 de maio, Bilbao. O Athletic perdera na
véspera a final da Taça do Rei contra o Barcelona. Poucos dias antes,
perdera
também a final da Liga Europa diante do Atlético
Madrid.
Marcelo Bielsa despede-se dos seus jogadores e a conversa é gravada e chega ao jornal Deia. A publicação basca partilhou este show oratório do argentino. Uma figura muito, muito especial no mundo do futebol.
O Maisfutebol deixa-lhe algumas das passagens. A desilusão de Bielsa pelas duas derrotas e pelo comportamento de alguns jogadores é evidente.
«Vocês são milionários prematuros»
«Vocês são milionários prematuros, não têm problemas, não se importam com o que vai passar. Permitem-se a rir. Mas não se esqueçam que não se pode decepcionar um povo. Um povo tão ingénuo que está a perder 3-0 e, com uma ferida aberta, aplaude a sua equipa ao minuto 80 depois de uma jogada minimamente positiva. É um povo extraordinário, rapazes, e vocês olham com desprendimento para esse povo».
Reportagem: 13 passos, virar; a genialidade del Loco Bielsa
«Eu falava e vocês riam-se no balneário»
«É uma cicatriz, uma ferida. Ontem ouvia, durante a palestra no balneário, conversas paralelas e risos. A temporada acabou mal, muito mal. Não podemos ignorar isso. Faço-me responsável por isso e digo-vos claramente. Jogámos um grande partido contra o Sporting e de aí em diante tudo foi negativo».
«Não estivemos à altura da ilusão gerada»
«O jogo de ontem confirma o que vos digo. Os jogadores-emblema da minha forma de pensar, como são De Marcos, Amorebieta, Susaeta e Muniain, que é um tipo com quem sintonizo emotivamente, não estiveram à altura da partida. Não estivemos à altura da ilusão que gerámos».
«Não podiam perder como perderam»
«Estou verdadeiramente envergonhado por ter decepcionado os adeptos do Athletic. É um fracasso e é uma época negativa. Vocês jogaram duas finais e até podiam ter perdido por 5-0. Não podiam era perder como perderam. Se contra o Atlético foi mau, ontem foi muitíssimo pior. Sabíamos que Barcelona íamos defrontar, sabíamos que tipo de jogo tínhamos de neutralizar.»
«Show de Bielsa: «Vocês são uns milionários prematuros»
Uma palestra para a história
Marcelo Bielsa despede-se dos seus jogadores e a conversa é gravada e chega ao jornal Deia. A publicação basca partilhou este show oratório do argentino. Uma figura muito, muito especial no mundo do futebol.
O Maisfutebol deixa-lhe algumas das passagens. A desilusão de Bielsa pelas duas derrotas e pelo comportamento de alguns jogadores é evidente.
«Vocês são milionários prematuros»
«Vocês são milionários prematuros, não têm problemas, não se importam com o que vai passar. Permitem-se a rir. Mas não se esqueçam que não se pode decepcionar um povo. Um povo tão ingénuo que está a perder 3-0 e, com uma ferida aberta, aplaude a sua equipa ao minuto 80 depois de uma jogada minimamente positiva. É um povo extraordinário, rapazes, e vocês olham com desprendimento para esse povo».
Reportagem: 13 passos, virar; a genialidade del Loco Bielsa
«Eu falava e vocês riam-se no balneário»
«É uma cicatriz, uma ferida. Ontem ouvia, durante a palestra no balneário, conversas paralelas e risos. A temporada acabou mal, muito mal. Não podemos ignorar isso. Faço-me responsável por isso e digo-vos claramente. Jogámos um grande partido contra o Sporting e de aí em diante tudo foi negativo».
«Não estivemos à altura da ilusão gerada»
«O jogo de ontem confirma o que vos digo. Os jogadores-emblema da minha forma de pensar, como são De Marcos, Amorebieta, Susaeta e Muniain, que é um tipo com quem sintonizo emotivamente, não estiveram à altura da partida. Não estivemos à altura da ilusão que gerámos».
«Não podiam perder como perderam»
«Estou verdadeiramente envergonhado por ter decepcionado os adeptos do Athletic. É um fracasso e é uma época negativa. Vocês jogaram duas finais e até podiam ter perdido por 5-0. Não podiam era perder como perderam. Se contra o Atlético foi mau, ontem foi muitíssimo pior. Sabíamos que Barcelona íamos defrontar, sabíamos que tipo de jogo tínhamos de neutralizar.»
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A. Trindade
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Estar fora é o contrário de estar dentro
Estive fora. Numa daquelas missões em que não se tem tempo para nada e se falam várias línguas ao mesmo tempo. Não tinha acesso à internet. A televisão passava uns canais estranhos.
Cheguei. Consultei os “sites” do costume. Não há treinador. Há uma série de nomes. Chega-se a falar no Cajuda. Já não há grande vontade de estar cá dentro, mas a continuar assim temos mesmo que emigrar.
Cheguei. Consultei os “sites” do costume. Não há treinador. Há uma série de nomes. Chega-se a falar no Cajuda. Já não há grande vontade de estar cá dentro, mas a continuar assim temos mesmo que emigrar.
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Rui Monteiro
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21:16
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
A falta do homem do leme
O jogo no Dragão foi mais ou menos como seria de esperar. A pressão dos homens de azul, aqui e ali, e a constante pressão dos de amarelo. Quanto a nós, tal como também seria de esperar, continuou a ver-se um futebol insuficiente e pouco produtivo, poucas oportunidades de golos e alguma inabilidade, a malta desorganizada e sem mecanismos, uma quase total ausência de ideias colectivas, disfarçada pelo pontual brio e pela solidariedade de (alguns) jogadores (até se viu o Carrilho a defender!?!). No seu todo, não remaram o suficiente para ultrapassar as pequenas vagas criadas pelos adversários nem para contrariar a forte corrente do Sousa.
Mas o que acho que se deve realçar é o facto de não se ter dado muito pela falta de um verdadeiro timoneiro-mor, o que só quer dizer que provavelmente os rumos por ele traçados ou não existiam ou não eram particularmente importantes para a habitual navegação da equipa. Possivelmente, aquela malta já está habituada a andar à deriva e, por isso, até nem esteve mal de todo. Tal como a traineira japonesa que arrastada pelo tsunami atravessou sem tripulação e sem capitão todo o Pacífico, mesmo gastando nisso alguns meses, aposto que esta equipa era capaz de, mesmo indo assim à deriva, fazer melhor do que comandada como até agora. Era deixar o oceano ir fazendo as coisas (estou a falar em termos geográficos e não do "nosso" Oceano, naturalmente) que se calhar o resultado final seria o mesmo. A esse propósito, ainda bem que não fomos goleados, o Oceano não o merecia, e ainda bem que não goleamos (salvo seja) pois senão o Godinho/Duque/Freitas ainda punham o Oceano ao leme e ele também não merecia (já) tal coisa.
Agora, vamos aguardar pela próxima decisão desta nossa troika. Se por acaso correr bem, aposto que será graças a eles. Se correr mal, será graças a outra coisa ou pessoa qualquer. Normalmente o mexilhão é quem se lixa nesta coisa de avaliações da troika mas o mais natural é que essa pessoa seja o próximo timoneiro-mor a contratar brevemente. Que seja um comandante bravo, experiente e habituado à borrasca é o que espero. Entretanto, os depauperados cofres do almirantado de Alvalade vão continuar a pagar salários a dois comandantes apeados em doca seca, enquanto não encontram o terceiro "felizardo"... e nós, cientes de que há mais marés do que marinheiros, vamos sonhando em chegar a bom porto. Quanto aos nossos jogadores, grumetes ou velhos lobos do mar, que vão continuando a polir os bronzes para a recepção do novo comandante.
Vivó Sporting!
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A. Trindade
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14:09
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domingo, 7 de outubro de 2012
Jorge Sousa para sempre
Jorge Sousa defende. Jorge Sousa ataca. Jorge Sousa remata. Jorge Sousa marca. Jorge Sousa continua a defender. Jorge Sousa continuar a atacar. Jorge Sousa remata ao poste. Jorge Sousa remata à barra. Jorge Sousa marca. Jorge Sousa qualquer coisa. Sempre Jorge Sousa. Jorge Sousa para sempre.
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Rui Monteiro
à(s)
23:16
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sábado, 6 de outubro de 2012
Cada um tem o Chalana que merece
[decisões erradas]
Vendo agora tudo em perspectiva, subsistem-me dúvidas na utilidade
da saída de Domingos. Talvez não tivéssemos ido tão longe na Liga Europa, mas
teríamos ganho a Taça de Portugal e ficado na mesma posição no campeonato. Vendo
bem as coisas, o Sporting de Domingos foi sempre melhor que o de Sá Pinto. Creio
até que não fosse a lesão de Rinaudo e as expectativas sempre demasiado
elevadas, o Sporting de Domingos teria ido à Champions.
[decisões certas]
Uma coisa é certa, Sá Pinto foi então a melhor escolha. A
mais barata, a mais rápida, a mais empática e a que mais rapidamente conseguia
dar motivação à equipa. Foi também aquela que melhor neutralizou qualquer contestação
vinda das claques. De resto, dadas as circunstâncias, Sá Pinto geriu bem a
coisa. A equipa nunca jogou muito, mas defendeu bem e teve sorte qb.
[decisões inevitáveis]
Se mais não fosse, a derrota na final da Taça deixou bem
claro que Sá Pinto não era o treinador que se precisava. Perder a Taça com a
Académica, não é melhor que perder com o Videoton. Não fosse tratar-se de uma
Direcção fragilizada pelo processo eleitoral, tudo se teria resolvido logo aí. Não
fosse ser Sá Pinto, as claques tinham-no exigido. Godinho Lopes, Sá Pinto e as
claques esticaram a corda o mais que puderam. Cedo ou tarde, tudo tem um fim.
[coisas estranhas]
Estranho não é ter 9 treinadores em 10 épocas. Estranho é
ter o mesmo presidente durante 30 anos. Ter 3 treinadores numa época pode até
acontecer, o que não acontece seguramente é o presidente lá ficar. A não ser
que não se trate de um dos maiores clubes portugueses e seja uma colectividade paroquial. É por isso que Godinho Lopes devia ter cuidado com as comparações. É
que o Sporting é enorme e, estranhe-se, nem precisou de ganhar 19 campeonatos
nos últimos 30 para ser assim tão grande. Coisas estranhas.
Publicada por
Sergio Barroso
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17:37
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Parar para descansar
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Rui Monteiro
à(s)
00:03
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
O fim
Publicada por
Rui Monteiro
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20:41
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terça-feira, 2 de outubro de 2012
Convém não ver gigantes onde só existem moinhos (de vento)
No comentário futebolístico tende a prevalecer um juízo moral que não faz sentido. Ganha quem marca mais do que o adversário. Merecer ou não ganhar é algo que não interessa nada. O jogo contra o Estoril é extraordinariamente pedagógico para a análise do que se costuma para aí andar a dizer sobre futebol.
Verificámos, agora em benefício próprio, que as arbitragens influenciam os resultados. Não podemos efetuar o contrafactual. Mas qualquer um se arrisca a dizer que, sem a intervenção do árbitro, dificilmente não sairíamos derrotados. Para quem tem a mania que as arbitragens não contam, aqui fica a prova. Contam e contam muito.
Depois, merecer ou não merecer ganhar um jogo depende das expetativas e não do que se passa em campo. Nós jogámos mal. O Estoril jogou tão mal ou pior. Dizemos que o empate é correto, exatamente porque nesse juízo entram essas expetativas. Se não vejamos. O nosso guarda-redes não fez uma defesa. O primeiro golo do Estoril resultou de uma parvoíce e não de uma qualquer jogada bem pensada. Estávamos mais do que em superioridade numérica nesse lance, só que o defesa resolveu fazer uma daquelas faltas que não lembram ao diabo, ou o diabo só se lembra de uma falta dessas quando ainda anda pelas camadas jovens. O segundo golo, resulta de um desposicionamento da equipa após um canto. Agora, esta constatação não retira qualquer mérito ao contra-ataque do Estoril. O Estoril rematou duas vezes à baliza e fez dois golos. Moral da história: nenhuma.
Dito isto, é preciso temperar melhor a ideia de que a falta de jogadores no meio-campo expõe a equipa a sofrer golos. É verdade, mas não é uma verdade absoluta. Neste caso, simplesmente não foi verdade. A falta de jogadores no meio-campo só nos impediu de ter a bola, de pressionar os adversários e de criar oportunidades de golo. Enfim, impediu-nos de jogar qualquer coisa que se veja.
Em contrapartida, o guarda-redes do Estoril foi o melhor jogador em campo. Fez duas defesas impossíveis. Uma a remate do Izmailov; outra a remate do André Martins, na sequência de um livre quase a acabar o jogo. Mais, dispusemos de várias oportunidades de golo. Sem ser exaustivo, lembro-me de um jogador do Estoril tirar uma bola sobre a linha de golo, da jogada espetacular do Izmailov, que apanhou o Wolfswinkel atrasado e o Viola a dormir, de um cabeceamento do Xandão ao lado com a baliza aberta a meio metro. Moral da história: nenhuma.
Merecemos empatar porque empatámos e nada mais. Jogámos mal. Não se conclui, por isso, que o Estoril tenha jogado melhor. As expetativas relativamente a uma e a outra equipa é que são diferentes. Espero que se tirem as consequências devidas deste resultado para futuro. Se não despedirem o Sá Pinto, como parece, ao menos que não comecem a ver gigantes onde só existem moinhos, e de vento, ainda para mais.
Verificámos, agora em benefício próprio, que as arbitragens influenciam os resultados. Não podemos efetuar o contrafactual. Mas qualquer um se arrisca a dizer que, sem a intervenção do árbitro, dificilmente não sairíamos derrotados. Para quem tem a mania que as arbitragens não contam, aqui fica a prova. Contam e contam muito.
Depois, merecer ou não merecer ganhar um jogo depende das expetativas e não do que se passa em campo. Nós jogámos mal. O Estoril jogou tão mal ou pior. Dizemos que o empate é correto, exatamente porque nesse juízo entram essas expetativas. Se não vejamos. O nosso guarda-redes não fez uma defesa. O primeiro golo do Estoril resultou de uma parvoíce e não de uma qualquer jogada bem pensada. Estávamos mais do que em superioridade numérica nesse lance, só que o defesa resolveu fazer uma daquelas faltas que não lembram ao diabo, ou o diabo só se lembra de uma falta dessas quando ainda anda pelas camadas jovens. O segundo golo, resulta de um desposicionamento da equipa após um canto. Agora, esta constatação não retira qualquer mérito ao contra-ataque do Estoril. O Estoril rematou duas vezes à baliza e fez dois golos. Moral da história: nenhuma.
Dito isto, é preciso temperar melhor a ideia de que a falta de jogadores no meio-campo expõe a equipa a sofrer golos. É verdade, mas não é uma verdade absoluta. Neste caso, simplesmente não foi verdade. A falta de jogadores no meio-campo só nos impediu de ter a bola, de pressionar os adversários e de criar oportunidades de golo. Enfim, impediu-nos de jogar qualquer coisa que se veja.
Em contrapartida, o guarda-redes do Estoril foi o melhor jogador em campo. Fez duas defesas impossíveis. Uma a remate do Izmailov; outra a remate do André Martins, na sequência de um livre quase a acabar o jogo. Mais, dispusemos de várias oportunidades de golo. Sem ser exaustivo, lembro-me de um jogador do Estoril tirar uma bola sobre a linha de golo, da jogada espetacular do Izmailov, que apanhou o Wolfswinkel atrasado e o Viola a dormir, de um cabeceamento do Xandão ao lado com a baliza aberta a meio metro. Moral da história: nenhuma.
Merecemos empatar porque empatámos e nada mais. Jogámos mal. Não se conclui, por isso, que o Estoril tenha jogado melhor. As expetativas relativamente a uma e a outra equipa é que são diferentes. Espero que se tirem as consequências devidas deste resultado para futuro. Se não despedirem o Sá Pinto, como parece, ao menos que não comecem a ver gigantes onde só existem moinhos, e de vento, ainda para mais.
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Rui Monteiro
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13:54
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Desabafo
No
ultimo
post vi-me impossibilitado, por razões técnicas, de responder a um
comentário. Se calhar foi melhor assim porque algumas coisas não merecem
mesmo
resposta. Mas isso não me impediu de reflectir pois, apesar de tudo ,
existo bem
para lá da internet.
Sou
de Sporting há algumas décadas. Comecei de pequenino e por iniciativa própria,
durante muitos anos fui mesmo o único sportinguista da família. Não cheguei lá
pelo futebol mas sim pelo hóquei patins, o que interessa é que cheguei. Cheguei e fiquei, quase sempre
em minoria.
Ao
longo da minha vida fui encontrando gente boa e má de todos os tamanhos,
feitios, géneros, ideologias e clubes. Mas, felizmente, foi-me sempre possível encontrar
nessas multidões gente boa e, dentre
eles, um grande número de sportinguistas. Foi até nascendo em mim uma espécie
de sensor sportinguista: “este(a) tem pinta de ser sportinguista” e,
invariavelmente, acertava. Foi desse modo instintivo, inconsciente,
casual que cheguei aos dias de hoje e me vejo agora rodeado por uma família
quase inteiramente sportinguista e por um
grupo de grandes amigos quase todos sportinguistas, aparentemente
sem nada ter feito por isso. Também tenho dos outros e também são bons, mas
agora quero falar dos sportinguistas. Foi também essa “insustentável leveza” de
ser sportinguista que me trouxe até este blogue, julgo.
Esse
género de pessoa,” o sportinguista”, sempre se destingiu aos meus olhos como
um ser tolerante, dialogante e capaz da autocrítica, mesmo que só entre os
seus. Mais emotivo ou mais racional, mais sério ou mais cínico, mas sempre
capaz de amar o seu clube apesar das derrotas, e de querer mais, apesar das
vitórias. Capaz muitas vezes de apreciar as suas equipas quando via que estas, mesmo não ganhando, faziam por isso.
Capaz de ver para lá das “vitórias a
todo o custo”, orgulhoso de não ver nunca o seu clube metido nas "roubalheiras"
do sistema. Secretamente brioso, mesmo que dorido, de ver os jovens formados
pelo seu clube a brilharem por todo o lado. Saber ganhar e saber perder,
persistente, sério, justo, são para mim a essência do adepto sportinguista. Os
dirigentes vão passando, os jogadores vão mudando, os treinadores quase nem
aquecem os lugares, quem faz portanto o
Sporting são estes adeptos. São os adeptos que ano atrás de ano vão
acreditando, vão apoiando, vão amando mesmo que criticando. O Sporting são
eles.
Felizmente
continuo a ver, aqui e noutros sítios, que a maioria dos adeptos do Sporting
que fazem este clube existir e elevar-se para lá da sua realidade, que quase
sempre o tem feito ser maior do que os resultados desportivos, se mantêm fieis
a essa postura. Mas há outros, e se o novo estilo de sportinguista é o
estilo caceteiro, deselegante, injurioso, cobardemente escondido atrás do
anonimato, incapaz da autocrítica, de rir de si próprio, de ver para lá do seu
umbigo e de aceitar opiniões diversas, então começo a pensar que estou como o
Sá Pinto e «este não é o meu Sporting».
Para já, foi só um desabafo.
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A. Trindade
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13:41
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domingo, 30 de setembro de 2012
Cantai!
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A. Trindade
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13:04
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sábado, 29 de setembro de 2012
Nem São Miguel nos acode
Vim às festas de S. Miguel em Cabeceiras de Basto. Fui à procissão. Prometi o que tinha a prometer. Ele fez a parte dele, quando encarnou no árbitro e expulsou o jogador do Estoril. Mas não se lhe pode pedir mais. O treinador tem que fazer a parte dele também.
Tinha esperança que o Sá Pinto tivesse aprendido alguma coisa com o jogo contra o Gil Vicente. Aprendeu alguma coisa, mas pouco. O homem aprende muito devagar para o meu gosto. Jogar com dois avançados é uma excelente opção. O que não faz sentido é jogar com os restantes como se continuássemos a jogar só com um. Por outras palavras, se opta por jogar com dois avançados não pode jogar com dois extremos também. Os jogadores mais avançados das laterais têm que jogar em zonas mais interiores e recuar para receber a bola.
O resto veio por acréscimo. Os extremos estão lá e não saem de lá, sobretudo o Capel. Sobem os laterais e acabam por andar aos encontrões com os extremos e a tropeçar nos defesas que ali se vão acumulando. Esta é uma táctica muito treinada pelo Paulo Sérgio que teve seguidores: primeiro com o Couceiro; agora com o Sá Pinto. As bolas paradas estão a melhorar. Estão tão bem que um canto a nosso favor deu um golo ao Estoril.
Acabámos a dar tudo por tudo. Só que desta vez o tudo não deu para tudo. Agora, vou ali comer umas lascas de presunto de entrada e beber uma garrafa de “Tellu’s”. Daqui a um bocadinho já me esqueci de tudo. É o que vos aconselho.
Tinha esperança que o Sá Pinto tivesse aprendido alguma coisa com o jogo contra o Gil Vicente. Aprendeu alguma coisa, mas pouco. O homem aprende muito devagar para o meu gosto. Jogar com dois avançados é uma excelente opção. O que não faz sentido é jogar com os restantes como se continuássemos a jogar só com um. Por outras palavras, se opta por jogar com dois avançados não pode jogar com dois extremos também. Os jogadores mais avançados das laterais têm que jogar em zonas mais interiores e recuar para receber a bola.
O resto veio por acréscimo. Os extremos estão lá e não saem de lá, sobretudo o Capel. Sobem os laterais e acabam por andar aos encontrões com os extremos e a tropeçar nos defesas que ali se vão acumulando. Esta é uma táctica muito treinada pelo Paulo Sérgio que teve seguidores: primeiro com o Couceiro; agora com o Sá Pinto. As bolas paradas estão a melhorar. Estão tão bem que um canto a nosso favor deu um golo ao Estoril.
Acabámos a dar tudo por tudo. Só que desta vez o tudo não deu para tudo. Agora, vou ali comer umas lascas de presunto de entrada e beber uma garrafa de “Tellu’s”. Daqui a um bocadinho já me esqueci de tudo. É o que vos aconselho.
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Rui Monteiro
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21:23
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
E ninguém os avisou?
Relatório e Contas chumbado
«Sócios
dos encarnados votaram contra prejuízo de 12,9 milhões de euros, numa
Assembleia Geral muito concorrida e que chegou a ser interrompida devido
ao rebentamento de um petardo.
Com alguma da oposição presente - Bruno Carvalho, Rui Rangel e Fernando Tavares -, Vieira foi contestado e apupado por alguns sócios, tendo deixado o local escoltado pela polícia. A reunião foi ainda interrompida durante breves instantes devido ao rebentamento de um petardo dentro do pavilhão.
Agora, a direção encarnada terá de prestar esclarecimentos adicionais ao relatório e submetê-lo à apreciação dos sócios em nova Assembleia.»
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A. Trindade
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11:17
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Roubados e mal pagos
Avisaram os dirigentes do Benfica que os iam roubar. A nós roubaram-nos sem avisar. Até nisto somos roubados.
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Rui Monteiro
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02:20
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
Precisamos de um treinador e não de um professor de ginástica
A vida dá muitas voltas. Preguiçoso, como sempre, só me lembrei tarde e a más horas de me matricular no 10º ano. Quando o quis fazer, só restava a opção de Desporto. Acabei nessa opção. Deixei de ter um professor de ginástica para ter um professor de educação física. Durante dois anos, não tive um, mas dois; ambos vindos do Instituo Nacional de Educação Física.
Apesar de ser o pior aluno, obtive as melhores classificações da turma. Muito boas, por sinal. Não jogava nada de jeito em nenhuma modalidade. Corria com uma tartaruga, saltava como um sapo. Era bem pior do que qualquer uma das minhas colegas. Só que era um pouco “marrão” (um pouco “nerdy”, até). Não marcava um golo nas partidas de andebol, mas era capaz de descrever o que se devia fazer para esse efeito. Quando conclui o 12º ano, descobri, com espanto, que dispunha de habilitação suficiente para ser professor de ginástica no liceu.
A ideia que disponho do desporto enquanto ciência vem desses tempos. De aulas absolutamente ridículas, em que nos davam uma bola e nos punham a jogar ou nos punham a decorar as regras do voleibol. Esta impressão não melhorou com a chegada ao futebol dos professores. Primeiro, do professor Neca e, mais tarde, do professor Jesualdo ou do professor Queirós. Descobri que estes últimos eram ainda professores universitários.
Ontem, antes de me deitar, liguei a televisão e acabei por ver a conferência de imprensa do Sá Pinto. Os meus piores receios parecem confirmar-se. O homem quer ser professor de ginástica. Procura falar a novilíngua do futebolês nacional. Dessa forma tentou explicar a anarquia do jogo contra o Gil Vicente.
Vamos ver se nos entendemos. Não me parece que o Sá Pinto saiba o que está a fazer. Não tem mal nenhum. A maior parte dos treinadores, sobretudo os do campeonato nacional, não me parece que façam a mínima ideia também. O que se lhe pede é que não explique, nem a nós, nem aos jogadores, que estamos a jogar bem, quando estamos a jogar mal; que explique a racionalidade das opções quando as opções não têm qualquer racionalidade. É escusado continuar a debitar um conjunto de patranhas coladas a cuspe de uns apontamentos manhosos de um qualquer curso que frequentou.
O que se lhe pede é que seja treinador do Sporting. Ninguém o escolheu porque soubesse o que quer que seja de futebol. Escolheram-no porque os jogadores eram capazes de acreditar nele. Se se limitar a ser o que é, pode ser que chegue. Não tenho para mim certo que um treinador sirva para mais. Já vi de tudo no futebol, para ter as minhas mais sinceras dúvidas sobre a importância de um treinador saber o que está a fazer. Só precisa de fazer e estar calado.
Apesar de ser o pior aluno, obtive as melhores classificações da turma. Muito boas, por sinal. Não jogava nada de jeito em nenhuma modalidade. Corria com uma tartaruga, saltava como um sapo. Era bem pior do que qualquer uma das minhas colegas. Só que era um pouco “marrão” (um pouco “nerdy”, até). Não marcava um golo nas partidas de andebol, mas era capaz de descrever o que se devia fazer para esse efeito. Quando conclui o 12º ano, descobri, com espanto, que dispunha de habilitação suficiente para ser professor de ginástica no liceu.
A ideia que disponho do desporto enquanto ciência vem desses tempos. De aulas absolutamente ridículas, em que nos davam uma bola e nos punham a jogar ou nos punham a decorar as regras do voleibol. Esta impressão não melhorou com a chegada ao futebol dos professores. Primeiro, do professor Neca e, mais tarde, do professor Jesualdo ou do professor Queirós. Descobri que estes últimos eram ainda professores universitários.
Ontem, antes de me deitar, liguei a televisão e acabei por ver a conferência de imprensa do Sá Pinto. Os meus piores receios parecem confirmar-se. O homem quer ser professor de ginástica. Procura falar a novilíngua do futebolês nacional. Dessa forma tentou explicar a anarquia do jogo contra o Gil Vicente.
Vamos ver se nos entendemos. Não me parece que o Sá Pinto saiba o que está a fazer. Não tem mal nenhum. A maior parte dos treinadores, sobretudo os do campeonato nacional, não me parece que façam a mínima ideia também. O que se lhe pede é que não explique, nem a nós, nem aos jogadores, que estamos a jogar bem, quando estamos a jogar mal; que explique a racionalidade das opções quando as opções não têm qualquer racionalidade. É escusado continuar a debitar um conjunto de patranhas coladas a cuspe de uns apontamentos manhosos de um qualquer curso que frequentou.
O que se lhe pede é que seja treinador do Sporting. Ninguém o escolheu porque soubesse o que quer que seja de futebol. Escolheram-no porque os jogadores eram capazes de acreditar nele. Se se limitar a ser o que é, pode ser que chegue. Não tenho para mim certo que um treinador sirva para mais. Já vi de tudo no futebol, para ter as minhas mais sinceras dúvidas sobre a importância de um treinador saber o que está a fazer. Só precisa de fazer e estar calado.
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Rui Monteiro
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21:00
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Carta ao Sá Pinto
Meu caro,
Deves ter aprendido mais hoje do que durante toda a tua carreira de treinador. Estivestes a poucos minutos de ser despedido. Só que a cair que se caia de pé, foi o que pensaste. Qualquer jogador sabe que pode perder um jogo. O que não admite é perder por ter medo de o ganhar. Arriscaste um bocado. Só que quando arriscaste, os jogadores, se dúvidas tivessem, deixaram de as ter. O jogo era para ganhar, doesse a quem doesse.
O coração não se opõe à razão. A conversa de que se “joga mais com o coração do que com a cabeça" é uma léria. Os jogos ganham-se com os dois , mas começam-se a ganhar com o coração. Se tiveres dúvidas, lê o Daniel Goleman, o Dan Ariely ou o Daniel Kahneman.
Não esqueças as tácticas. Agora, não te embrulhes nelas. A esmagadora maioria das equipas do campeonato é muito má. Hoje tiveste a oportunidade de verificar isso. Com um central e um médio, o Gil Vicente não conseguiu, mesmo assim, fazer um contra-ataque de jeito. Aliás, o golo deles não resultou de coisa nenhuma. Resultou de um domínio de bola com o nariz.
Continuo a ter muitas dúvidas sobre a tua competência. Não tenho dúvidas é sobre a tua determinação. Deixa de tomar ansiolíticos e mostra-lhes do que és feito, aos jogadores, aos adeptos, aos árbitros, à comunicação social, ou à Merkel se for preciso.
Nenhum jogo que disputarás será a Batalha de Agincourt. Não és Henrique V. Também não sou Shakespeare. Mas sempre que tiveres dúvidas, lê a peça. Vais ver que está lá mais do que em todos os livros sobre futebol que possas ler.
Deves ter aprendido mais hoje do que durante toda a tua carreira de treinador. Estivestes a poucos minutos de ser despedido. Só que a cair que se caia de pé, foi o que pensaste. Qualquer jogador sabe que pode perder um jogo. O que não admite é perder por ter medo de o ganhar. Arriscaste um bocado. Só que quando arriscaste, os jogadores, se dúvidas tivessem, deixaram de as ter. O jogo era para ganhar, doesse a quem doesse.
O coração não se opõe à razão. A conversa de que se “joga mais com o coração do que com a cabeça" é uma léria. Os jogos ganham-se com os dois , mas começam-se a ganhar com o coração. Se tiveres dúvidas, lê o Daniel Goleman, o Dan Ariely ou o Daniel Kahneman.
Não esqueças as tácticas. Agora, não te embrulhes nelas. A esmagadora maioria das equipas do campeonato é muito má. Hoje tiveste a oportunidade de verificar isso. Com um central e um médio, o Gil Vicente não conseguiu, mesmo assim, fazer um contra-ataque de jeito. Aliás, o golo deles não resultou de coisa nenhuma. Resultou de um domínio de bola com o nariz.
Continuo a ter muitas dúvidas sobre a tua competência. Não tenho dúvidas é sobre a tua determinação. Deixa de tomar ansiolíticos e mostra-lhes do que és feito, aos jogadores, aos adeptos, aos árbitros, à comunicação social, ou à Merkel se for preciso.
Nenhum jogo que disputarás será a Batalha de Agincourt. Não és Henrique V. Também não sou Shakespeare. Mas sempre que tiveres dúvidas, lê a peça. Vais ver que está lá mais do que em todos os livros sobre futebol que possas ler.
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Rui Monteiro
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23:28
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Vamos lá ganhar ao Gil Vicente e deixemo-nos de teorias
O principal argumento para defender os sucessivos treinadores que vêm passando pelo Sporting é extremamente perigoso. Segundo esse argumento, a culpa dos resultados não é desses treinadores. É das expetativas dos adeptos, que são irrealistas.
Segundo esta linha de argumentação, a culpa nunca é dos treinadores. Mas o lado perigoso desse argumento não é esse. O que se pretende é que baixemos as nossas expetativas. Quando as baixarmos, a desilusão será menor ou mesmo inexistente. Só que no dia em que as baixarmos, a profecia cumpre-se a si mesma. Não ganhamos o campeonato porque partimos do pressuposto que não o podemos ganhar. Nesse dia, o Sporting, como sempre o conhecemos, acaba.
Só que esse argumento é uma mentira pegada. Nada permite afirmar que o Sporting não pode ganhar o campeonato. Mais, nos últimos dezoito anos, ganhámos tantos como o Benfica. A ambição e a grandeza de um clube não se medem pelos resultados de um par de anos.
Que esse argumento seja desenvolvido pelos nossos adversários, é perfeitamente normal. Que nós próprios o comecemos a assimilar, é que me parece, isso sim, muito perigoso. Por isso, vamos lá ganhar ao Gil Vicente e deixemo-nos de teorias.
Segundo esta linha de argumentação, a culpa nunca é dos treinadores. Mas o lado perigoso desse argumento não é esse. O que se pretende é que baixemos as nossas expetativas. Quando as baixarmos, a desilusão será menor ou mesmo inexistente. Só que no dia em que as baixarmos, a profecia cumpre-se a si mesma. Não ganhamos o campeonato porque partimos do pressuposto que não o podemos ganhar. Nesse dia, o Sporting, como sempre o conhecemos, acaba.
Só que esse argumento é uma mentira pegada. Nada permite afirmar que o Sporting não pode ganhar o campeonato. Mais, nos últimos dezoito anos, ganhámos tantos como o Benfica. A ambição e a grandeza de um clube não se medem pelos resultados de um par de anos.
Que esse argumento seja desenvolvido pelos nossos adversários, é perfeitamente normal. Que nós próprios o comecemos a assimilar, é que me parece, isso sim, muito perigoso. Por isso, vamos lá ganhar ao Gil Vicente e deixemo-nos de teorias.
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Rui Monteiro
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14:08
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sábado, 22 de setembro de 2012
Também no sexo os sportinguistas têm poucas razões para sorrir
«Vinte por cento dos adeptos do Sporting têm pouco ou nenhum desejo sexual e só 2% têm sexo mais de quatro vezes por semana. Estarão os resultados desportivos a invadir a esfera íntima dos portugueses?»
Quanto a mim, duas opções de resposta e um brinde:
a) Quanto a isso de não ter
sexo, não devem estar (segundo Freud erradamente) a ponderar as vezes em
que somos sodomizados (quem me dera ser
o camarada Leão Prejudicado para pôr isto por outras palavras) por árbitros, adversários
ou pelos nossos próprios dirigentes, jogadores e treinadores, que nisso... é
sexo a toda a hora e estamos todos, os 100%, na "festa";
b)
Os sportinguistas são os que menos mentem, (apenas 20%);
c) (o brinde)... e por que é não vão antes fornicar em vez de
perderem tempo com estes estudos manipulados? Nisto de sexo toda a gente sabe
o que é “manipular”...é coisa de benfiquista!
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A. Trindade
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01:26
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Colocar o Sá Pinto a animar a rapaziada
Está aqui tudo dito de uma forma que não seria capaz de dizer. Traduzo para treinadores de bancada como eu.
A maior parte das equipas que joga em Alvalade a última coisa que lhe ocorre é sair com a bola a jogar e com disposição de atacar. Os mais jeitosos, como os do Basileia, atrasam a bola ao guarda-redes quando são pressionados mais frente. Os mais mal jeitosos – como são a maioria das equipas do nosso campeonato – vão com a bola até onde puderem e, depois, mandam uma biqueirada para a frente. Quando mais à frente mandarem a biqueirada mais atrás o Sporting recupera a bola.
A solução é simples de dizer e um pouco mais difícil de fazer. O Domingos ainda tentou essa solução. Só que levou três do Valencia e ficou com medo, pensando que Gil Vicente e quejandos também jogassem no campeonato espanhol. Pressiona-se mais à frente e, para esse efeito, sobe-se a defesa para a linha do meio-campo. Mal se recupera a bola, avança-se com rapidez para a baliza contrária, não se fazendo aquele triste espetáculo de andar a trocar a bola cá atrás à espera que os adversários vão no engodo e avancem no terreno.
Façam o favor de treinar isto. Se o treinador não sabe treinar, arranje-se alguém para o fazer, e leve-se o Sá Pinto para os jogos como o Benfica faz com a águia Vitória. Os símbolos servem para isso. Servem para animar a rapaziada antes dos jogos começarem e nos intervalos.
A maior parte das equipas que joga em Alvalade a última coisa que lhe ocorre é sair com a bola a jogar e com disposição de atacar. Os mais jeitosos, como os do Basileia, atrasam a bola ao guarda-redes quando são pressionados mais frente. Os mais mal jeitosos – como são a maioria das equipas do nosso campeonato – vão com a bola até onde puderem e, depois, mandam uma biqueirada para a frente. Quando mais à frente mandarem a biqueirada mais atrás o Sporting recupera a bola.
A solução é simples de dizer e um pouco mais difícil de fazer. O Domingos ainda tentou essa solução. Só que levou três do Valencia e ficou com medo, pensando que Gil Vicente e quejandos também jogassem no campeonato espanhol. Pressiona-se mais à frente e, para esse efeito, sobe-se a defesa para a linha do meio-campo. Mal se recupera a bola, avança-se com rapidez para a baliza contrária, não se fazendo aquele triste espetáculo de andar a trocar a bola cá atrás à espera que os adversários vão no engodo e avancem no terreno.
Façam o favor de treinar isto. Se o treinador não sabe treinar, arranje-se alguém para o fazer, e leve-se o Sá Pinto para os jogos como o Benfica faz com a águia Vitória. Os símbolos servem para isso. Servem para animar a rapaziada antes dos jogos começarem e nos intervalos.
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Rui Monteiro
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14:05
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Conselho Coordenador já!
Foi contra o Basileia, mas se fosse contra o Carcavelinhos seria a mesma coisa. Confirma-se o que vimos dizendo. Os jogadores não são maus. Alguns são mesmo bons. Até se esforçam. Só que a equipa não funciona.
O espantoso foi que, na fase final do jogo, deixaram-se de tácticas e de tretas e decidiram ganhar o jogo por eles. Procuraram pressionar mais à frente e, na medida do possível, fazer alguma coisa. Ainda foi a fase menos má.
Tinha pensado numa solução. Se o Sá Pinto foi para treinador à experiência, dado que nada o recomendava para o lugar, admito que me pudessem contratar nos mesmo termos. Se corresse bem, tudo bem. Se corresse mal, fazia-se uma nova tentativa com outro caramelo qualquer.
Agora, a evolução da situação política em Portugal fornece-nos um manancial de novas formas organizativas que pode ser, com vantagem, replicado no Sporting. Ficámos a saber que foi criado o Conselho Coordenador da Coligação. Ora é de um modelo destes que precisamos no Sporting. Temos a defesa, o meio-campo e o ataque. Crie-se, então, o Conselho Coordenador da defesa, meio-campo e ataque. Pior do que o da Coligação não deverá funcionar.
O espantoso foi que, na fase final do jogo, deixaram-se de tácticas e de tretas e decidiram ganhar o jogo por eles. Procuraram pressionar mais à frente e, na medida do possível, fazer alguma coisa. Ainda foi a fase menos má.
Tinha pensado numa solução. Se o Sá Pinto foi para treinador à experiência, dado que nada o recomendava para o lugar, admito que me pudessem contratar nos mesmo termos. Se corresse bem, tudo bem. Se corresse mal, fazia-se uma nova tentativa com outro caramelo qualquer.
Agora, a evolução da situação política em Portugal fornece-nos um manancial de novas formas organizativas que pode ser, com vantagem, replicado no Sporting. Ficámos a saber que foi criado o Conselho Coordenador da Coligação. Ora é de um modelo destes que precisamos no Sporting. Temos a defesa, o meio-campo e o ataque. Crie-se, então, o Conselho Coordenador da defesa, meio-campo e ataque. Pior do que o da Coligação não deverá funcionar.
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Rui Monteiro
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