terça-feira, 28 de abril de 2026

Não é permitido o uso de calculadora

 

Para quem clamava que o Sporting não ganhava a nenhum dos primeiros a vingança serviu-se fria, gelada, intransigente, como uma vingança deve ser. A derrota com o último, depois da proeza épica de perder em casa contra uma equipa de fanfarrões e programadores culturais de intempéries, não deixa margem para erro: O Sporting está de volta e recomenda-se. Confesso a minha perplexidade relativamente à perplexidade alheia, agora que o manto, segundo informações próximas de pessoas informadas, aos poucos, ganha novas tonalidades, conforme se aproxima a hora de outra hora chegar. Contam-se as espingardas e os cartuchos, afinam-se novos movimentos tectónicos que obrigam os corpos a moverem-se no sentido dos vencedores, nunca se sabe.

Confesso que o meu maior sonho não se realizou (ainda?): o Sporting ser recebido no estádio do Dragão com honras de se equipar nos corredores, com direito a um guarda Abel, nem que fosse o seu afilhado, um seu sósia, um peluche para acompanhar um Jubas todo nu aos gritos de Spoooooorting. Ainda tenho esperança. Era bom sinal!

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