terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

“O mínimo que se pode pedir a uma equipa é que ela não se mexa."*

 

Talvez conste da decoração do balneário quando o Sporting lá for outra vez: o primeiro penálti em muitos anos (acontecera alguma vez no dragon fruit?). É uma questão pertinente.

Salvaguardando o esforço e a dedicação, este jogo ficará para os anais do esquecimento, encadernado em carneira italiana, com a dedicatória: controlar o adversário para assim se controlar a si próprio (deixem passar). Passou-me pela cabeça: agarrem-me que eu ganho o jogo. O tempo, aborrecido, lá foi passando, com o Porto muito distante das cavalgadas da primeira volta, receoso que houvesse jogo a sério. 

Aquilo pareceu-me falta, já vi unicórnios bem piores, assinalados reverentemente. Algumas carambolas fizeram o resto, expondo que, para marcar golos, basta existirem alguns dispositivos corporais ainda vivos dentro de campo. A partir daí o Sporting deixou o agarrem-me e foi-se a eles, mostrando que o objetivo principal poderia ser alcançado: e foi. Por milagre do senhor dos penaltis extraviados no dragão, mas foi. O jogo acabou finalmente. Os jogos à segunda-feira já são um desconsolo emocional, com início às 20h45m tornam-se uma espécie de after, um roteiro para dançar madrugada dentro.

As contas são fáceis quando os dedos bastam: quatro para frente e três a olhar para trás. Aos cinco primeiros o Sporting não ganhou um jogo: empates com o Gil, Benfica e Porto fora. Derrota com o Porto e empate com o Braga em casa. A procissão já não vai no adro, e tem um novo elemento a aproximar-se do andor. Assim seja.



(* frase sacada a Salvador dali, substitua-se equipa por escultura)