[Profecias]
Tenho falado várias vezes das profecias autorrealizáveis. Quando não acreditamos que alguma coisa acontece, deixamos de fazer o que quer que seja para que aconteça, garantindo que não aconteça, e assim a profecia cumpre-se a si mesma. Ontem, a apresentação, do Jorge Jesus e as suas declarações procuram também criar expetativas autorrealizáveis. Quanto mais acreditarmos que podemos ser campeões maiores são as probabilidades de sermos campeões efetivamente. A coisa foi organizada ao estilo de uma missa da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Nessas missas, a expetativa de se verem milagres são tão, mas tão grandes que todas as pessoas acabam por os ver. Nós temos a vantagem de contar com Jesus, ele mesmo [reconheço que a piada com Jesus não é famosa, mas que precisamos de acreditar, precisamos].
[Pancadaria]
Cada vez gosto mais de filmes de pancadaria. A saga dos Mercenários é excelente. Num só filme temos o Sylvester Stallone, o Arnold Schwarzenegger, o Chuck Norris e outros tão bons (ou tão maus) como estes. Não vai ser preciso ver o terceiro filme desta série, desta saga, pois temo-los a todos na versão portuguesa num só clube: no Sporting contamos com o Bruno de Carvalho, o Jorge Jesus e o Octávio Machado. Só falta o Maxi Pereira para termos o elenco completo. Nos filmes, isto acaba bem. No Sporting, vamos ver. É que já nos tínhamos visto livres do Octávio Machado. Nos últimos anos tinha-se esquecido de nós e só falava sobre o Porto. Nós sabemos que ele sabe que nós sabemos, não sei se sabem do que estou a falar.
[Finanças]
Com a contratação do Jorge Jesus não houve alma nenhuma que não falasse dos milhões e da estratégia financeira [mais ou menos] suicida do Sporting. O dinheiro vinha dos angolanos, da Guiné Equatorial e de umas sobras do Banco Espírito Santos (BES), umas gorjetas do Ricardo Salgado, melhor dizendo. Entretanto, o Porto comprou um perneta qualquer por vinte milhões de euros e, quanto a esta contratação, ninguém diz nada. O dinheiro deve vir dos fundos e de coisas do género. Seja qual for a origem, estou cada vez mais convencido, como ouvi há dias, que os milhões são de cubos de gelo: chegam derretidos ao destino.
Caro Rui
ResponderEliminarParabéns pela análise cheia de belas metáforas. Adorei a da IURD e mais ainda a dos Mercenários. Quanto a esta última atrevo-me a acrescentar que precisamos de alguém que trate da segurança e aspetos afins. Com os problemas do Antero e do Paulo Pereira Cristóvão, arrisco propor, para compor este quarteto dinâmico, o Guarda Abel. Inté os comíamos!
Um abraço
Já deu para perceber quem é que o Godinho Lopes e o Paulo Pereira Cristóvão queriam imitar. Só que foram amadores e não tinham alavancas para se protegerem, para além de serem uns escroques. Só que os escroques do Benfica e do Porto estão bem protegidos, ainda.
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