Começa a ser notória a dificuldade em compor os planteis em Portugal.
O
Passos Coelho, por exemplo, não conseguiu segurar o seu trinco Gaspar, famoso por deixar passar a
austeridade mas secar qualquer sinal de produtividade, atacante ou defensiva.
Já se dizia que por onde ele passava não
voltava a crescer relva. Não sendo grande jogador, era a alma da equipa. E por
falar em relva, não nos podemos esquecer do ponta-de-lança Relvas perdido já há
uns meses e para quem Passos o melhor que conseguiu para substituto foi um jovem
hippy ainda pouco maduro para estas andanças. Agora que o campeonato se ia
iniciar, e já com as baixas confirmadas do Crato, às voltas com uma lesão nos
rins ou na falta deles, com a Cristas a sair tocada e numa
demonstração de que é a única ministra capaz de produzir qualquer coisa neste
governo, eis que o Passos perde o seu nº dez. Como qualquer criativo, o Portas
era uma bocado pedante e egoísta, mas nenhuma equipa sobrevive sem um dez com
um mínimo de imaginação e gosto pelo inesperado e nisso, até ao fim, o Portas
não desiludiu.
O Passos está pois pior que o Bruno, pois não tem equipa,
não tem apoiantes (nem o pai o apoia), os empresários também não querem nada
com ele mas mesmo assim insiste em jogar para o título. Por outro lado, se o
Sporting não tem, infelizmente, que se preocupar com a Europa, já ao Passos a
Europa não lhe larga os fundilhos das calças. Temo um final triste para esta
equipa muito mal dirigida e um final ainda mais triste para a malta que da
bancada vai assistindo atónita a este espetáculo deprimente.