Do ponto de vista estritamente sociológico,
o golo do Porto com o Santa Clara é um objecto interessante de estudo: um ser
humano com várias opções escolhe a mais arriscada (ou a menos inteligente) e
falha, entregando o ouro ao bandido. Se fosse com o Sporting tinha de ir ao VAR
para análise. E, se calhar, teríamos direito a mais um comunicado e uma
participação por ausência de um ecrã disponível com imagens em loop no balneário
do árbitro.
Uma das coisas interessantes no
nosso futebol, para além da sua extravagante e inalterável forma de vida, bem
acima das suas (in)capacidades, é a possibilidade de nos mostrar em cada
momento que é capaz de aperfeiçoar a sua habilidade para afastar ainda mais
gente do jogo jogado ao vivo: isso mesmo fica provado no preço dos bilhetes
para adeptos do Sporting no jogo de Barcelos. Um jogo que poderia ter ficado
decidido com o dois a zero que esteve nos pés do Suaréz, o que, do ponto de
vista sociológico, encerra uma temática ainda mais arriscada, ou mesmo humanamente
possível, como qualquer erro…