quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Self-fulfilling prophecy

Vá-se saber porquê (é um simples exercício de retórica porque todos sabemos) instituiu-se que o Marcel Keizer estava sob escrutínio em todos os jogos tendo como referência o “Treinador Português”, essa figura mítica só equiparável à do Adamastor. Esse escrutínio funciona só para um dos lados. Quando ganha e o adversário leva para casa um cabaz conclui-se que não se pode concluir porque o teste não era para levar a sério. Quando perde, nesse caso sim, existem todas as condições para se afirmar que o “Treinador Português” é dado a elucubrações táticas que não estão ao alcance de um holandês na crise da meia-idade, como se nota pela sua evidente insuficiência capilar (daqui até se afirmar que o “Treinador Português” é produto da melhor escola tática do Mundo vai um passo que se dá logo em seguida). Como nenhum treinador ganha sempre, constrói-se com toda a facilidade uma profecia autorrealizável (o conceito de “self-fulfilling prophecy” que origina o título deste “post”). 

O Marcel Keizer foi ganhando jogos atrás de jogos e enfiando cabazadas atrás de cabazadas. Se não era do dito cujo era das calças e, portanto, nada se podia concluir, havendo sempre um sinal de alerta, que tanto podia ser um golo sofrido como o excesso de golos marcados, que nos devia deixar de sobreaviso para a próxima. No jogo de Guimarães começou-se a cumprir a profecia, mas como o Luís Castro tem ar de quem toma banho todos os dias e as suas equipas jogam futebol não constitui propriamente o protótipo do “Treinador Português”. O jogo contra o Tondela foi o teste do algodão: um treinador patusco e uma equipa que defende com se estivesse em causa a sua própria vida e não houvesse amanhã e a jogar no Portugal profundo inventado pelo António Ferro, que constitui o repositório das virtudes nacionais, profusamente divulgadas nos meus livros da escola primária. 

Vai-se assistindo ao jogo enquanto se escutam os sábios comentários da SporTv. Tudo o que se vê tem um propósito e obedece a uma lógica que não está ao alcance dos espetadores que não percebem porque não estudaram o suficiente obras fundamentais como “A Bola”, “Record” e “O Jogo”. Uma biqueirada para a frente sem nexo rapidamente se transforma num modelo de jogo que privilegia a profundidade e o espaço concedido nas costas da defesa. Uma série de sarrafadas e de faltas é-nos explicada como elevada intensidade de jogo. A colocação de um pino na frente resulta de uma aposta na fixação dos centrais e na criação de dificuldades na transição ofensiva do adversário. São-nos enumeradas qualidades de jogadores de quem nunca se ouviu falar, embora por vezes se troquem os nomes e as posições porque a cábula não estava bem feita. Esta narrativa só precisa do resultado para se legitimar. Se os pernetas ganham, está encontrada a explicação para a vitória que nos foi sendo contada durante o jogo (não é por acaso que se regista uma enorme consternação nos comentadores quando acontece qualquer reviravolta no resultado). 

As estatísticas do jogo do Sporting contra o Tondela são absolutamente extraordinárias e mais ainda no que respeita à equipa visitada: 179 passes, com 56,0% de eficácia, 24 faltas (e outras tantas por marcar) e 28,0% de tempo de posse de bola. Os dados são esclarecedores: a cada dois passes o Tondela perde a bola, o número de passes é cerca de metade de qualquer outra das piores equipas nesta jornada, há jogadores que acertaram mais vezes no adversário do que na bola (relativamente ao jogador que foi expulso, o segundo amarelo resultou da sua sexta falta em pouco mais de vinte minutos de futebol corrido.). Aparentemente é a isto que se chama uma tática à “Treinador Português”. Não houve tática nenhuma nem sequer futebol. O que se assistiu foi a uma batalha campal com a complacência do árbitro em que a bola só serviu para sinalizar o adversário a quem se iria arrear em seguida. 

Nada disto retira responsabilidades à equipa do Sporting e aos seus jogadores e treinador. Tinham obrigação de saber o que os esperava. Era um daqueles jogos em que não se pode entrar mal e, pior ainda, permitir de forma desleixada o primeiro golo do adversário, dando ânimo e agravando as condições difíceis de partida. É preciso saber reagir em conformidade e não desistir. É duro, percebo bem. Levar, voltar a levar e levantar-se uma e outra vez, não valendo a pena protestar porque a quem se podem dirigir os protestos não está para os ouvir. Imagino que seja quase cruel para um Coates assistir a tudo isto e a saber que não pode responder na mesma moeda. As alterações táticas do Marcel Keizer mais não revelaram do que lucidez ao verificar o que se passava à sua frente: quando não se joga futebol, não se pode querer ganhar a jogar futebol porque o jogo não é esse. Também não vale a pena fazer o contrafactual na constituição da equipa e nas substituições, sob o risco de se elogiarem qualidades de jogadores que não vimos jogar e se discutir se é preferível jogar com um coxo ou um cego. 

O que me está a preocupar no Marcel Keizer não são os resultados. O que me está a preocupar é que há indícios de se estar a aculturar e de se querer transformar no “Treinador Português”. Espero que o Marcel Keizer não passe a ter medo de ser o Marcel Keizer. A bola parece sair cada vez mais pelas laterais, pelos defesas ou em passes destes para os extremos diretamente, quando nos primeiros jogos a lateralização servia simplesmente para abrir o jogo e fazer voltar a bola ao meio por onde deve andar. Os extremos estão mais abertos, jogando menos por dentro e estando mais longe quando se perde a bola, reduzindo a sua capacidade de recuperação em pouco tempo. Também por isso, a pressão à saída da bola do adversário começa a ser insuficiente e a defesa, na dúvida, joga mais atrás, deixando mais espaço ainda que o meio-campo e, especialmente, o Gudelj preenchem mal. Ninguém no seu perfeito juízo pede mais ao Marcel Keizer do que bom futebol e o crescimento de alguns jogadores que possam constituir uma boa equipa para os anos que vêm. Não há que ter medo, ainda para mais no Sporting onde nem sequer há medo de se ser feliz porque, no fim, quase sempre se é infeliz, como provaram (na própria pele) vários treinadores como o Mirko Jozić, vítima de árbitros plenos de azia e do tal “Treinador Português”.

27 comentários:

  1. Respostas
    1. Meu caro: Absolutamente brilhante! E essa do Ferro e do seu Portugal Profundo qual é a aldeia mais Portuguesa do nosso rectângulo? -, só está ao alcance de gente que já passou dos sessenta, na melhor das hipóteses, ou então de gente muito, mas muito atenta mesmo! Saudações Leoninas meu caro e que o futuro não nos seja tão adverso como aquele presente que, até, agora se tem transformado em futuro da treta!...

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    2. Caro Leão Sempre,

      Felizmente não tenho mais de 60 anos. Estou atento e a minha mulher é da aldeia que ficou entre as Aldeias Portuguesas de Portugal. Conheço a miséria muito bem e a propaganda ainda mais.

      Mesmo assim, o presente de hoje é melhor que o presente de então. Por isso temos sempre esperança, no Sporting e em Portugal. É sempre possível fazer um futuro melhor mesmo que não seja aquele que ambicionámos e, porventura, merecíamos.

      Um abraço,

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  2. A análise ao momento está bem feita, mas incompleta.

    A ver se me explico: a leitura das estatísticas do adversário peca por referir a sua eficácia (e ainda assim, Tomané falhou um golo à Diaby que podia ter feito o 2 a 0 ainda antes do Sporting ter rematado à baliza). Além do mais, quanto a essa leitura parcial (no sentido restrito do termo) da estatística, faltou também referir os números do Sporting, que apesar de na 1.ª parte serem muito pálidos no que toca a finalizações (apenas Raphinha colocou em perigo as redes do adversário, e uma vez, num cabeceamento defendido para o poste), na 2.ª parte o desnível foi acentuado, com o Sporting a dispor de muitas ocasiões (remates e finalizações) desperdiçadas, ao contrário do Tondela, super-eficaz com dois remates de Tomané e pouco mais (um Renan defendeu "nem sabe bem como" para a barra, outro não teve qualquer hipótese, em lances que o avançado conseguiu arrancar para a zona de finalização, apesar de alguma sorte quer na bola que recebe de costas, na primeira ocasião, quer com o passe que não lhe era dirigido mas acabou por ser perfeito e ele soube aproveitar no golo).

    Já a análise motora da equipa, sim, está perfeita. Tão bem detalhada que é por si só evidentemente esclarecedora.

    Já não concordo tanto quando se fala em ausência de "perfeito juízo" a quem exigir títulos ("pedir mais que bom futebol e construir uma equipa para o futuro médio"), é que esse é precisamente um dos argumentos mais utilizados para atacar a direcção eleita em Março de 2017, por aqueles que designo por neo-exigentes, ou seja, que estavam sempre prontos a exigir e que nem quando a equipa tinha sucessos (Taça da Liga, que a propósito se avizinha mais uma final four) ficavam felizes, bem pelo contrário, não escondendo o seu desdém.

    Acima de tudo, há que ter boa memória. Foi um prazer ler mais um texto. Ando com vontade de escrever, mas a minha descrença é tanta que nem sei onde começar e porquê.

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    1. Meu caro,

      Não presentei as estatísticas do Sporting porque as dos Tondela falavam por si. As estatísticas do Sporting nem sequer têm comparação, em passes, percentagem de acerto, remates totais e enquadrados com a baliza. Só fomos tão bons como o Tondela no que respeita aos amarelos o que é de rir.

      Não gosto de voltar à questão do Presidente, actual e anterior. Um e outro interessam-se pouco. O anterior não foi destituído a meu ver porque os resultados não apareceram. Aliás, nunca apoiaria uma situação destas. O Presidente foi destituído pelos sócios como fizeram com o Godinho Lopes. Como diria o actual Secretário-geral da ONU: é a vida!

      Muito obrigado pelo seu comentário.

      SL

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  3. É que é mesmo isso!
    Para todos os sportinguistas seria fantástico conquistar o Campeonato Nacional esta época. Mas realisticamente falando não é justo exigir à Keizer mais que bom futebol, valorização dos nossos jogadores e a construção cuidada do futuro Sporting.
    Precisamos de um Keizer à Keizer.
    E é como diz e bem, caro Rui Monteiro, não há que ter medo de ser feliz!
    SL

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    1. Caro JHC,

      O facto de termos chegado a esta fase da época mais ou menos vivos não era expectável, pelo menos para mim. Que o Keizer continue como começou. As contas fazem-se no fim.

      SL

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  4. Se os "Heróis" do passado, não-esquecidos, pensassem assim (para o ano é que é), seriam Heróis?

    Infelizmente, é essa mentalidade que "nos" separa deles cada vez mais.

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    1. Meu caro,

      Não há a mentalidade de uns e a mentalidade dos outros. A mentalidade dos que conformam e a mentalidade dos que não se conformam.

      Há é uma coisa que o jargão marxista chama de condições objectivas e essas não são dadas a estado de alma e a mentalidades. Depois de estes anos todos sem ganhar, com todo o tipo de presidentes (incluindo o anterior), treinadores e jogadores e continuamos a achar que é azar?

      A nossa sorte é que o trabalho do Moniz Pereira não dependia de árbitros, federações e comentadores. Se tivesse dependido, ainda hoje não tínhamos ganhado uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos.

      SL

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    2. E os Heróis do passado, venciam por que era tudo um mar de rosas para eles?

      Ou, pelo contrário, tinham ambição e objectivos bem definidos, lutando por eles arduamente e com espírito de missão e sacrifício pessoal mesmo quando faltava abundância de qualidade e/ou meios?

      (fui buscá-los, os Heróis do passado, porque ontem foram por si invocados para definir o Sporting "único" e indivisível, que na verdade está todo partido por aqueles que se querem aproveitar dos ingénuos e são além de desonestos, intrujões, burlões e golpistas, ou será que somos ingénuos e eles não existem, são apenas espectros sem substância, daí os enormes buracos negros e vazios que causavam - e causam - no património do Sporting)

      Eu até nem sou dos mais obcecados pelos "títulos", mas caramba, a representar o Sporting afinal joga-se para quê?

      Quer-se mesmo reescrever a história do desporto em Portugal? Se não se quer, para quê tanta conivência/displicência?

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  5. Estou de acordo. Como sabe. Parabéns pelo texto.

    Um abraço

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    1. Obrigado Pedro. Foi o seu texto que me inspirou. O seu texto e um certo desatino que se vai instalando insidiosamente.

      Um abraço

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  6. E agora inspirou-me o Rui. Sabe, se este período estiver destinado (desejo ardentemente que não) a ser o Inverno do nosso descontentamento, então sempre preferirei o sonho de uma(s) noite(s) de Outono que Keizer me proporcionou do que a crónica da morte anunciada que nos estava reservada com Peseiro.

    P.S. li qualquer coisa sobre um senhor que foi à televisão falar sobre a atitude dos jogadores, mas que na mesma frase criticou o Acuña. Fiquei sem perceber se a solução é o Acuña passar para o Benfica e ser visto pelos árbitros como o Fejsa ou o Ruben Dias, ou se a ideia é que estenda a passadeira como o senhor Jefferson. É que quer parecer-me que há várias formas de demonstração de atitude que se podem expressar num campo de futebol: viril (cartão amarelo), raçudo (cartão amarelo), contundente (cartão vermelho) e vestido de encarnado (grande atitude, absolvido).

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    1. Pedro,

      Tenho por hábito não me auto-flagelar e muito menos a propósito do futebol. Não é útil morrer de véspera porque se morre duas vezes. O que o Keizer nos proporcionou deixou-nos de barriga cheia. Enquanto me lembrar do repasto dou-me por contente.

      A semântica é fundamental, diria o António Ferro. Viril, raçudo, contundente ou competitivo rimam melhor com umas camisolas do que com outras. Aliás, o que me mete confusão é o argumento da atitude. Quando não ganhamos é sempre um problema de atitude, sem que nos expliquem muito bem o que isso é. Quando o Acuña enfia uma biqueirada no adversário está a ter atitude ou não? É importante decidir isso porque quando os do Tondela o fazem dizemos que eles tiveram atitude.

      Um abraço

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  7. Para começar, em relação à nossa conversa de Viseu devo ser de uma geração abaixo do pai e uma acima do Rui Monteriro. No meu tempo a grande rivalidade entre o Liceu e a Escola Comercial era o Andebol. Parava meia cidade para ver o jogo.

    Mais um post com a sua marca que subscrevo na totalidade e destaco o que para mim é a questão central :"Espero que o Marcel Keizer não passe a ter medo de ser o Marcel Keizer".
    Como dizem os mais novos - é isso!

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    1. Meu caro,

      Não sei se não somos contemporâneos. Sai de Viseu para ir estudar para Lisboa no ano letivo de 82/83. Lembro-me muito bem do Escola Comercial X Liceu em andebol. Não havia nenhuma outra modalidade que se equiparasse nem rivalidade como aquela. Tinha muitos amigos na equipa do Lusitano de Vildemoinhos de andebol. O Rego (central), o Eugénio (pivot) e o Rui (ponta) são os que me lembram assim de repente. Às vezes ia treinar e jogar com eles. Apesar de ter feito o 10 e 11º anos na área de desporto, nunca tive qualidade para jogar na equipa da Escola Comercial. Quando passei no 12º ano para o Liceu, cheguei a jogar esses derbies, mas não tinham tanto interesse (bastava jogar eu pelo Liceu para o jogo ser pior).

      Temo-nos divertido com o Keizer, como não nos divertíamos há muito tempo. Espero que ele continue a ser como é para nos continuarmos a divertir, mesmo que um ou outro joga corra mal. É que no passado também havia sempre um ou outro jogo que corria mal e nos restantes não nos divertíamos.

      Um abraço,

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  8. Excelente artigo com muitas ideias boas.

    Sobre a sua preocupação de "A bola parece sair cada vez mais pelas laterais, pelos defesas ou em passes destes para os extremos diretamente, quando nos primeiros jogos a lateralização servia simplesmente para abrir o jogo e fazer voltar a bola ao meio por onde deve andar. Os extremos estão mais abertos, jogando menos por dentro e estando mais longe quando se perde a bola, reduzindo a sua capacidade de recuperação em pouco tempo", palpita-me que alguem deve ter dito ao Keizer que o campo do Tondela seria muito pequeno e que se o Sporting jogar pelo meio vai ser abafado. Então, toca a abrir os extremos e a passar a bola por cima do meio campo.

    Mas, curioso, fui tentar perceber as dimensões do campo do Tondela e, do que encontrei, são as mesmas do do Sporting (105x68). Estaremos perante mais um mito que ajuda a construir a imagem de um campo de província minúsculo, com os espetadores em cima do fiscal de linha e que só falta ser pelado? Só faltava termos mudado de tática por causa de uma ideia falsa!

    SL

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    1. Meu caro,

      Também acho que houve mau planeamento do jogo. Ou foi isso ou a preocupação em ter os extremos a dar mais apoio aos laterais, protegendo-os mais mas também jogando mais abertos. É que o problema não foi o chuveirinho final. O problema foi os cruzamentos durante o resto do jogo para parte nenhuma porque não havia sequer referência na área.

      Não sei se as minhas ideias são boas. Procuro divertir-me a ver os jogos mas também compreendê-lo. Há uma parte do divertimento que também passa por essa compreensão.

      SL

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  9. A verdade é que este treinador , com 50 anos , só treinou 6 meses na 1ª divisão holandesa , agora chegava cá e era um grande treinador ? parece que os jogadores gostam dele , por causa das folgas . Passamos do 80 ( jesus ) para o 8 ( keizer ) . Os sportinguistas que querem ganhar é que não vão gostar dele .

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    1. Meu caro,

      Evite vir cá e sobretudo comentar. Por educação costumo responder a todos. Estou cansado desses argumentos que têm o inconveniente de não terem pés nem cabeças. Há sportinguistas que querem ganhar. Há sportinguistas que querem perder. Pelo tom é dos sportinguistas que querem ganhar. Eu sou dos sportinguistas que quer perder.

      Bom, bom era no passado. Queria-se muito ganhar, mas perdia-se. O Jorge Jesus era o Rei da Tática. Depois descobrimos que o único título que verdadeiramente ganhámos foi com um treinador – Marco Silva – que sai do clube coberto de alcatrão e penas e vilipendiado. O Rei da Tática gastou fortunas em contratações, insultou-nos todos os dias aos considerar-se sempre maior do que o clube que treinava. No final, para além da fortuna que recebeu em três épocas e das contas que ficaram para pagar, ficou, nas suas próprias palavras, bola.

      SL

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