quarta-feira, 29 de julho de 2015

Há manhosos mais iguais do que outros

Ontem, por breves instantes, que o tempo não dá para mais, ouvi um debate na SIC sobre as eleições na Liga. A conversa é sempre a mesma. O que está em causa é o poder de influência de certos clubes sobre a arbitragem. O tom também é sempre o mesmo. Se ganha o candidato do Benfica, está toda a gente otimista. Se perde o candidato do Benfica, anunciam-nos o regresso da troika e o fim do Mundo logo a seguir.

O estado de espírito dos comentadores era extraordinários. O Joaquim Rita estava de monco caído. O Ribeiro Cristóvão, esse grande sportinguista, ainda estava pior. Há cerimónias fúnebres mais animadas.

O Pedro Proença era um árbitro manhoso da velha escola portuguesa, mas com a tarimba da UEFA e da FIFA. Controlava sempre o jogo da forma que mais lhe convinha. Punha sempre um sorriso Pepsodent para acalmar os ânimos e transmitir uma imagem de confiança. O Luís Duque é outro manhoso. Nunca o suportei, quer quando estava com o Roquete (quando praticamente todos os sportinguistas o endeusavam), quer, muito menos, quando estava com o Godinho Lopes, armado de uma vassoura e de um livro de cheques.

A aparentemente, ganhámos. Ganhou o nosso manhoso. O nosso manhoso é sempre melhor que o manhoso dos outros. É melhor porque é nosso.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O Sporting está a mudar

Começámos a época da mesma forma que acabámos a anterior, com o Patrício a defender penalties. Mas, com o Jesus, o Sporting está a mudar. É notória a preocupação da defesa em ir subindo e descendo conforme as situações de forma a controlar, como agora se diz, a profundidade das jogadas adversárias. Também se procura defender a toda a largura. Os avançados procuram pressionar a saída da bola.

A jogar ao ataque, as coisas ainda estão emperradas. É normal. Procura-se trocar a bola em progressão. Há mais jogo pelo meio e menos pelas laterais. É bom e mau. Os golos marcam-se pelo meio mas também se sofrem da mesma forma. As consequências de perder a bola são maiores.

O trabalho das bolas paradas, embora incipiente, já lá está também. Não chuta quem se arma mais ou quem tem mais estatuto. Marca quem treina melhor e tem maiores probabilidades de êxito.

Termino como comecei. Começámos a época da mesma forma que acabámos a anterior: a ganhar mais um troféu. O museu agradece.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Os verdadeiros sportinguistas

Há coisas que nunca deixam de me surpreender. O futebol serve para nos entretermos. A vida tem chatices de sobra. A maior parte delas, não lhe podemos fugir.

Como disse várias vezes, escrevo neste blogue por desfastio. Nem mais, nem menos. Não levo a sério nada do que escrevo. Escrevo e esqueço-me do que escrevi no exato momento em que o faço.

Há quem concorde umas vezes e discorde de outras. Depois há os “verdadeiros sportinguistas”. Esses só admitem a sua própria opinião. Os outros estão impedidos de ter a sua. Não são as ofensas ou os palavrões que me incomodam. Incomoda-me a intolerância.

Se um certo Sporting é dos “verdadeiros sportinguistas”, desejo-lhes boa sorte e a esse Sporting também. Fico bem com os outros e com o Sporting plural.

domingo, 19 de julho de 2015

Altos e, esperemos, bons

O Jorge Jesus gosta de jogadores altos e com poder de choque, sobretudo na defesa. Jorge Jesus sabe que, em Portugal, os campeonatos se ganham nas bolas paradas, defensivas e ofensivas. Aproveita-se tudo: desde um lançamento de linha lateral até uma pura e simples biqueirada para a frente.

Sabíamos isso e, portanto, as duas mais recentes contratações para a defesa não espantam ninguém. Agora, com o Ewerton ainda, admito que o Paulo Oliveira pouco ou nada vá jogar. O Tobias Figueiredo deve estar de malas aviadas. O Rúben Semedo também. Lá se vai o projeto da formação. Fica para a próxima, quando se acabarem as supostas folgas financeiras. O Marco Silva está perdoado pela fraca utilização dos jogadores da Equipa B. De não usar fato e gravata é que não.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Marco Ferreira

O Marco Ferreira desistiu da arbitragem. Na sua despedida faz algumas insinuações. Não precisamos de mais insinuações. Aliás, as que apresenta são divulgadas todos os dias. Ou diz mais alguma coisa ou vale mais estar calado. É que quando andava na arbitragem não ouvimos nada.

O que precisamos é que nos expliquem por que razão o Marco Ferreira foi escolhido para arbitrar a final da Taça de Portugal quando foi um dos piores árbitros da época. Até agora as explicações não convenceram ninguém.

Sem explicações convincentes, temos duas teorias possíveis e, porventura, não exclusivas: as avaliações dos árbitros não são credíveis e quem os nomeia sabe disso e não as leva a sério e/ou as nomeações não são explicáveis, sendo portanto irrelevante fazer-se a escolha por nomeação ou por sorteio.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Futebol e política (europeia)

A Europa, ou a União Europeia, desfaz-se à frente dos nossos olhos nestes dias de chumbo que vivemos. Vai sobrar pouco ou nada da Europa enquanto entidade política e projeto de paz e partilha de um destino comum dos povos do velho continente.

Sobra sempre o Festival da Eurovisão e a Liga dos Campeões e a Liga Europa. Quanto ao Festival da Eurovisão estamos conversados. Se queremos participar no projeto europeu, só pelo futebol. Mais uma razão para ganharmos a pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Da IURD, à nova saga dos mercenários e aos milhões que mais parecem cubos de gelo

1. Tenho falado várias vezes das profecias autorrealizáveis. Quando não acreditamos que alguma coisa acontece, deixamos de fazer o que quer que seja para que aconteça e a profecia cumpre-se a si mesma.

A apresentação, ontem, do Jorge Jesus e as suas declarações procuram também criar expetativas autorrealizáveis. Quanto mais acreditarmos que podemos ser campeões maiores são as probabilidades de sermos campeões. A coisa foi organizada ao estilo de uma missa da IURD. Nessas missas a expetativas de se verem milagres são tão grandes que todas as pessoas acabam por os ver. Nós temos a vantagem de contar com Jesus; ele mesmo (a piada com o Jesus não é famosa, reconheço).

2. Cada vez gosto mais de filmes de pancadaria. A saga dos Mercenários é excelente. Num só filme temos o Sylvester Stallone, o Arnold Schwarzenegger, o Chuck Norris e por aí fora. Não vai ser preciso ver o terceiro filme da série. Temo-los a todos na versão portuguesa no Sporting. Num só clube contamos com o Bruno de Carvalho, o Jorge Jesus e o Octávio Machado. Só falta o Maxi Pereira para termos o elenco completo.

Nos filmes, isto acaba bem. No Sporting, vamos ver. É que já nos tínhamos visto livres do Octávio Machado. Nos últimos anos tinha-se esquecido de nós e só falava sobre o Porto.

3. Com a aquisição do Jorge Jesus não houve alma nenhuma que não falasse dos milhões e da estratégia financeira suicidária do Sporting. O dinheiro vinha dos angolanos, da Guiné Equatorial e de umas sobras do BES.

O Porto comprou um perneta qualquer por vinte milhões de euros. Quanto a isto ninguém diz nada. O dinheiro deve vir dos fundos e de coisas do género. Estou cada vez mais convicto, como ouvi há dias, que os milhões são de cubos de gelo: chegam derretidos ao destino.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Mesmo com um penalti pior do que o do Panenka ...

Venham de lá os quarenta e cinco milhões de euros e não se fala mais nisso. As notícias são boas ou más, conforme as vontades ou as necessidades. Agora, em “default” não entramos tão cedo.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Trabalhar de borla

Parece que Éder vai ser transferido para o Swansea por sete milhões de euros. Se assim for, então o Jorge Jesus anda a trabalhar de borla.


(Será que o Swansea não quer o Shikabala também? O resultado é o mesmo e sempre podem deixar de lhe pagar o salário quando quiserem)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Potencialidades e realidades

Ano após ano, seleção após seleção, os jogadores do Sporting são sempre os que revelam maiores potencialidades. Hoje, nos Sub 21, acabámos a jogar com o Esgaio, o Paulo Oliveira, o Tobias, o William Carvalho, o João Mário e o Iuri Medeiros; acabámos com seis jogadores do Sporting em onze.

Estas potencialidades teimam em não se transformar em realidades, no que mais interessa: a vitória no Campeonato Nacional. Será que o Jorge Jesus vai transformar as potencialidades em realidades? Ou vai admitir, e a história dá-lhe razão, que há uma diferença inultrapassável entre potencialidades e realidades?

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Medir o futuro

“Para se avaliar a esperança, há-se de medir o futuro”. A esta frase do Padre António Vieira acrescento outra: para se medir o futuro é necessário saber de onde se parte. Como dizem os economistas, para se definir um objectivo é necessário conhecer a “baseline”.

O Sporting fez grandes progressos nos dois últimos anos. Fez estes progressos por referência ao passado também. Com Leonardo Jardim ficámos em segundo lugar e obtivemos o apuramento directo para a Liga dos Campeões. O mérito é sempre relativo. Obteve-se este resultado não se participando nas competições europeias e sendo-se eliminado precocemente na Taça de Portugal. Jogaram-se menos jogos que os nossos adversários. Por outro lado, o Porto esteve abaixo do expectável.

Com o Marco Silva, o Sporting consolidou a sua posição e fez alguns progressos. Participou, e bem, na Liga dos Campeões. Ganhou a Taça de Portugal. Ficou em terceiro lugar, fazendo uma média de pontos idêntica à da temporada passada. O mérito também é sempre relativo: o Porto esteve melhor do que na época passada (pior seria impossível).

Com Jorge Jesus, para se obterem alguns avanços, é preciso fazer mais e melhor. Tendo em consideração este ponto de partida (a tal “baseline”), o Sporting terá que, no mínimo, participar na Liga dos Campeões, ficar em segundo lugar no campeonato e ganhar a Taça de Portugal. Se não se conseguirem o primeiro e o terceiro objectivos, então, no mínimo, o Sporting tem de ser campeão. Menos do que isto é fazer pior do que no passado.

Não sou daqueles que considera que os meios justificam os fins. Sou um ingénuo. Mas vamos por uma vez admitir que só interessam os fins. Se no final da época não ganharmos o campeonato, Bruno de Carvalho perde em toda a linha e o Jorge Jesus também. Nem mais, nem menos. Não se muda para igual e, muito menos, para pior.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O melhor que é o pior ou vice-versa

Acabei de ouvir na rádio que o Marco Ferreira foi o pior árbitro da temporada. O Marco Ferreira arbitrou a final da Taça de Portugal.

A principal razão para a nomeação dos árbitros para os jogos, pelo Conselho de Arbitragem ou por qualquer outra coisa parecia, resulta de necessidade de se escolherem os melhores árbitros para os jogos de maior grau de dificuldade. O Marco Ferreira arbitrou a final da Taça de Portugal, repete-se. Sendo assim, uma de duas: ou a fina da Taça de Portugal não é um jogo com elevado grau de dificuldade ou o Marco Ferreira era um dos melhores árbitros antes desse jogo.

Se as nomeações não são explicáveis, então, vale mais voltar ao sorteio puro e simples. Se não se importam, sem bolas quentes e frias e meninas que adivinham o que vem escrito nelas antes de as retirarem da taça.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Por poucos centímetros apenas

Vi, ontem, o quarto e último jogo do “play off” de futsal. O Benfica ganhou nos penalties. Ganhou, falhando mais penalties do que o Sporting.

Não conheço bem as regras deste jogo. Pelos vistos, os guarda-redes não se podem adiantar. Ambos se adiantaram. Um mais do que outro. A decisão foi por centímetros. Perdeu o Nelson Évora, que, nesta modalidade, é do Sporting.

domingo, 14 de junho de 2015

"É preciso que alguma coisa mude,...

… para que tudo fique na mesma" no futebol português. É assim, sempre assim foi e sempre assim será. Mudou-se o treinador da selecção nacional. Continuam a entrar em campo onze jogadores acabrunhados sem orientação e continuando a acreditar que, no fim do dia, o Cristiano Ronaldo resolve.

A renovação vai de vento em poupa. Há um programa na SIC Notícias onde participam o Manuel Fernandes, o Rodolfo e o Simões. Não tenho dúvidas que não tardarão a ser chamados à selecção nacional. Para eles entrarem outros da idade deles vão ter que sair. Não vejo que o programa da SIC Notícias perca alguma coisa com isso; a selecção nacional também não.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Futebol e Finanças

Ao longo dos últimos dias a linguagem económica e financeira tem dominado muitos blogs de futebol. Receita, passivo, resultados operacionais ou provisões são termos cada vez mais comuns na gíria futebolística cá do burgo.

Perante tal elevação da discussão apraz-me debater a entrada de Jesus no Sporting à luz do conceito de custo "afundado". Os economistas utilizam a expressão sunk costs (custos afundados) para designar custos que não são recuperáveis, pelo que termos incorrido nos mesmos não deve afectar as nossas decisões futuras.

Para mim era claro há muito que Marco Silva tinha de sair do Sporting. Desse por onde desse não se iria começar uma época no clima que se jogou metade da última. Nesse sentido, independentemente da sua valia e dos custos que a saída de Marco Silva possam representar - e aqui penso em custos financeiros e não financeiros - eles eram irrecuperáveis, estavam afundados.

Diz portanto a teoria que devemos analisar a chegada de Jorge Jesus ignorando toda a questão do Marco Silva. E quando assim é parece-me que o exercício é muito claro. Existe a questão desportiva e a questão financeira.

Do ponto de vista desportivo é difícil imaginar alguém melhor que Jorge Jesus para liderar a equipa. Tem provas dadas, conhece o campeonato, conhece os jogadores e ainda por cima é Sportinguista.

Do ponto de vista financeiro há duas questões que se colocam: se ele irá merecer o salário que vai ganhar e se o Sporting tem capacidade para o pagar. À segunda não sei responder. À primeira ninguém sabe. Simplesmente havemos de ver. O que sei é que me parece sempre muito mais sensato investir num bom treinador que em coleccionar estrelas sem lhes dar estrutura e liderança. Por outras palavras, parece-me muito melhor estratégia investir 5 ou 6 Milhões de Euros num treinador do nível do Jesus, do que investir 5 ou 6 vezes isso numa estratégia do tipo "cheque e vassoura" para comprar uma colecção de cromos Sul Americanos e depois pôr um forcado qualquer à frente deles. O que espero realmente é que não venhamos a ter ambos: o líder e os cromos. É que aí acho que já podia tentar responder à segunda parte da questão financeira...

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O Sporting é o meu clube

O último livro de Michael J. Sandel (“O que o dinheiro não pode comprar. Os limites morais dos mercados”) é muito esclarecedor sobre o que se passou nos últimos dias com a contratação do Jorge Jesus e a rescisão do contrato com o Marco Silva. A transformação em valores mercantis de valores e relações sociais que devem ser preservados corrompe esses valores e essas relações, isto é, altera a sua natureza.

O Jorge Jesus era um símbolo do Benfica, um herói. Os sócios e adeptos tinham uma enorme relação de empatia com ele. Trouxe-lhes as vitórias e os títulos do passado. Fê-los reviver um passado glorioso. Essa relação estava muito para além daquela que se estabelece entre um entidade empregadora e um seu trabalhador.

O Marco Silva era o treinador do Sporting que nos levou à vitória na final da Taça de Portugal sete anos depois. A relação com ele não se mede por esse título. A nossa relação está, e estará sempre, associada ao final épico, ao golo do Slimani a iniciar a revolta e a corrida ao pé-coxinho do Patrício para se abraçar aos colegas depois do último penalty. Nenhum de nós, que viveu aqueles momentos, se esquecerá.

Hoje, quer um, quer outro, deixaram de ter esta relação com os sócios e adeptos. São traidores. São cínicos. São dissimulados.

Não são nada disso. Transformámos a nossa relação com os nossos clubes de sempre em relações de mercado. Mudam-nos os ídolos todos os anos para que se possam vender mais camisolas, para que a imprensa e os restantes media nos confiram maior notoriedade, pelas boas e más razões. Vendemos os nomes dos estádios e das nossas camisolas. Dizem-nos que o Sporting é uma marca, que é uma marca que pode valer mais dinheiro.

O Sporting é o meu clube. É isso e não pode ser mais nem menos do que isso. Se for outra coisa, não sei como poderei contar a um neto, que ainda hei-de ter, a tarde gloriosa em que espetámos sete a um ao Benfica.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quiz do dia


Acerca do assunto do momento, ocorre-me deixar um "não comentário".

Tendo em conta que nada do que por aí se diz foi oficializado, deixo a questão, académica, claro está:

Quem ficaria com o melão caso a transferência de Jesus para Alvalade não se concretizasse?

1) As dezenas de jornalistas que teriam feito asneira da grossa
2) Os milhares de Sportinguistas que elogiaram ou criticaram a eventual transferência
3) Os milhares de Benfiquistas que descobriram ontem que o Jesus não vale nada e o Rui Vitória é melhor que o Mourinho
4) Os Portistas em geral, já que o seu clube se parece estar a habituar a não ganhar nada e já nem "mexe" quando isso acontece
5) Nenhuma das anteriores: os melões continuam esgotados, após o pico de procura do final do dia de Domingo lá para os lados de Braga

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ganhar da única maneira que sabemos e pudemos

Ganhámos da única maneira que sabemos e pudemos: contra doze. Há quem ganhe com doze contra dez. Nós ganhamos com dez contra doze. É esta a sina. Mas sabemos que é assim e assim continuará.

É muito mais difícil. Quase que nos leva ao desespero. Leva-nos, às tantas, a desconfiar dos nossos jogadores e do nosso treinador. Os nossos adversários e os jornalistas vão criando a profecia que se cumpre a si mesma. Nós não ganhamos. Não ganhando, cria-se a convicção que não se pode ganhar.

A vitória de ontem é muito mais do que a vitória na Taça de Portugal. É a quebra da profecia que se autorrealiza. É o renascer da crença que se pode ganhar. Esta crença deve-se aos jogadores e ao treinador em primeiro lugar. Mas também se deve à direção e aos adeptos (sobretudo daqueles que sofrem até ao fim). Por isso a alegria foi tanta.

domingo, 31 de maio de 2015

A Taça de Portugal com especial dedicatória para a APAF

Devemos esta vitória da Taça de Portugal à APAF. Sem os árbitros a treinarem-nos a jogar com dez jogadores durante o campeonato, dificilmente teríamos ganhado uma final como esta. A perder, por um a e dois a zero, conseguimos ganhar a jogar com dez durante uma hora e quarenta e cinco minutos.

Para além disto, o jogo tem pouco que se lhe diga. Aos vinte minutos já o Rubem Michael tinha feito duas faltas para amarelo. O Pardo tinha feito mais uma. O Cédric faz penalty. O vermelho é no mínimo exagerado, para não dizer outra coisa. Podíamos estar em presença de um árbitro que tinha começado a ser rigoroso a partir do penalty. Que tinha mudado a forma de arbitrar com o penalty. Mas esta final tinha água no bico. A não expulsão do Baiano esclareceu o que havia para esclarecer. O Marco Ferreira tinha uma agenda e não disfarçava sequer.

É muito difícil analisar um jogo a partir destas circunstâncias. O Braga confirmou que é uma equipa medíocre. Marcou dois golos caídos do céu e, a jogar contra dez, praticamente não voltou a chegar à nossa baliza. O Sérgio Conceição constitui o protótipo de certos treinadores portugueses. Sobra em declarações e estilo gingão o que falta em capacidade para colocar uma equipa a jogar futebol.

A equipa do Sporting não esteve brilhante. Dificilmente se pode analisar o seu desempenho sem se ter em consideração as circunstâncias do próprio jogo. Teve um herói, um herói provável: Slimani. O homem não gosta de perder em circunstâncias nenhumas. Lutou sempre. Ganhou e perdeu bolas, mas nunca desanimou. No momento certo, estava lá para marcar o golo que fazia renascer a esperança. O Montero, às três tabelas, fez o resto.

O prolongamento foi penoso. A rapaziada não podia com uma gata pelo rabo. Mesmo assim, na primeira parte, a única oportunidade foi nossa. Na segunda, alguns jogadores já corriam perigo de vida. O Patrício, ao pé-coxinho, fez uma defesa magnífica e começou a escrever a história dos penalties. No segundo penalty, foi buscar a bola onde não parecia possível. A baliza ficou cada vez mais pequena para os jogadores do Braga. Só faltava esperar pelo inevitável.

As finais são para se ganhar. Ganha-se porque se merece ganhar e merece-se ganhar porque se ganha. É um truísmo que tendemos a esquecer. Ganhámos. É isso que ficará para a história.

domingo, 24 de maio de 2015

Meio balanço

Não vi o jogo de ontem. Ganhámos e, por isso, cumprimos a obrigação. Parece que merecemos ganhar também. O Nani acabou a participação no campeonato com um golo. É um prémio merecido.

Até agora, fizemos uma época pelo menos tão boa como a anterior. Os pontos e, consequentemente, as vitórias, derrotas e empates são equivalentes. Os nossos adversários fizeram melhor do que época anterior. Acontece.

Também não nos podemos esquecer que tivemos uma excelente participação na Liga dos Campeões. Só não passámos à fase seguinte pelas razões do costume: uma boa dose de interferência da arbitragem. Estamos na Final da Taça de Portugal. Com uma equipa de miúdos, fizemos mais ou menos o mesmo do que no ano passado na Taça da Liga.

O Marco Silva tinha condições para fazer mais e melhor do que o Leonardo Jardim? Vamos esperar pela final da Taça de Portugal e depois falamos.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Com sete letras apenas se escreverá a história no sábado

Confesso: sou um frustrado jogador de andebol. Não desejei ser polícia nem bombeiro. Só jogador de andebol. Tentei. Errei, errei sempre. Nunca errei melhor.

Ver o Sporting em andebol deixa-me tão empolgado como a ver futebol. Tenho uma camisola autografada do Hugo Rocha de quando ganhámos a Challenge Cup. Pedi-a à mãe dele, que é minha colega. Andei com ela vestida durante todo o dia de trabalho.

Ver hoje o Sporting contra o Porto quase me levou às lágrimas. Os do Porto são melhores; só entravam de caras naquela equipa o Rui Silva e o Pedro Portela. Têm muito mais alternativas. São mais altos a mais forte. Têm um treinador extraordinário.

 Mas eles tremeram. Tremeram no primeiro jogo, mas o Gilberto Duarte resolveu. Passearam-se no segundo. No terceiro, secámos o Gilberto Duarte e eles não encontraram alternativas fiáveis. Hoje inventaram o Yoel Cuni Morales. Surpreendeu-nos até acabar com tiros de pólvora seca. O Gilberto Duarte ainda resolveu na primeira parte do prolongamento, mas não demos hipóteses na segunda. Não sofremos um único golo.

Não temos o Quintana, não temos jogadores tão altos e tão fortes, mas defendemos admiravelmente. Sobretudo fomos encontrando diferentes variantes, que surpreenderam o adversário.

No ataque é que não estamos tão bem. Não temos poder de fogo de primeira linha. O 6x0 do Porto parece sempre chegar para as encomendas. Nas transições rápidas e nos contra-ataques ainda fazemos alguma mossa. Temos que jogar em permanentes trocas de bola e de posição, com a primeira linha em cima da defesa e, por isso, no limite do erro. O Bruno Moreira não consegue bloquear o deslocamento da defesa. Tudo é conseguido com muito esforço. Às vezes parece que rematamos de olhos fechados. E necessário temporizar, deixar o Quintana definir-se e rematar melhor.

E Sábado? Se o andebol fosse matemática, estávamos arrumados. Felizmente não é. Se a defesa continuar assim, eles vão tremer. A defesa pode-nos manter em jogo, gerando menos pressão para marcar no ataque. Se assim for, vai ser taco a taco. No final ganhará quem tiver os jogadores com coragem para decidir bem nos momentos decisivos. Hoje, foram o Spínola e o Portela, nos sete metros.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Está tudo dito

Está tudo dito aqui. Não acrescento, nem retiro nada. Não saberia dizer melhor. E não se fala mais nisto.

domingo, 17 de maio de 2015

Sem enfiarmos um barrete qualquer não estamos descansados

É difícil pensar numa maneira mais desastrosa de acabar a época. Notícias sobre renovações, não renovações e aquisições todos os dias. Orçamentos que não se sabe se existem. Treinador no olho da rua ainda sem a época acabar e com uma final da Taça de Portugal por disputar. Conferências de imprensa de um lado e de outro que só servem para alimentar especulações e tensões. Previa-se, assim, o pior para este jogo.

Começou mal. O Tobias Figueiredo decidiu oferecer um golo ao Braga. O rapaz não é mau jogador. Tem tudo para ser um bom central: é alto e não é tosco de pés. O problema é a cabeça. Não tanto no recurso à dita para acertar na bola, mas na sua utilização para pensar melhor no que faz e não se precipitar. Resta saber se é defeito ou feitio.

A perder por um a zero, o Braga meteu-se dentro da área e começámos o carrossel a ritmo de caracol do costume. Ficámos à espera de uma arrancada do Carrilo ou de um remate genial do Montero. O Montero fez o remate genial do costume. Azar, a bola foi à trave e o Carrillo estava fora-de-jogo quando recargou de cabeça para a baliza. Esgotado o remate genial por jogo do Montero, ficámos entregues à sorte. O árbitro perdoou a expulsão de um jogador do Braga, por falta à entrada da área. O Nani tentou pela milionésima vez a folha seca que quase, quase parece que vai dar golo. Para compensar, o árbitro inventou um penalty a nosso favor.

Na segunda parte apertámos mais um bocadinho. O Braga ainda se meteu mais dentro da área, se tal ainda era possível. Num canto, acabámos a fazer o dois a um. Cabeçada do William Carvalho, defesa do guarda-redes e remate do Tobias com o pé que tinha mais à mão. O Braga não abanou. Continuou metido dentro da área à espera não se sabe bem do quê. Mais um canto e mais um golo. O Adrien, depois de tentar trezentos remates de fora da área por época, costuma marcar um golo destes, normalmente quando menos falta faz.

O Braga, por dever de ofício, avançou no terreno. Em duas ou três jogadas, ainda podia ter marcado um golo. Depois deixou-se de maçadas também. Nós fomos trocando a bola até aborrecermos de morte o adversário e os espetadores. Estava-se nisso quando, a acabar o jogo, o Carrillo fez o centro do costume – que, nele, até parece fácil – e o Slimani empurrou-a lá para dentro. Prefiro os golos banais do Slimani aos geniais do Montero.

Acabado o jogo, fiquei a pensar no Sérgio Conceição e no Braga. A equipa não joga rigorosamente nada. Tem bons jogadores. Só que mete-se dentro da área, os jogadores vão-se atrapalhando e chamam às transições ofensivas ou contra-ataques uns charutos para a frente e umas correrias de um ou outro ciclista, como o Pardo. É um barrete como este do Sérgio Conceição que nos espera para a próxima época.

domingo, 10 de maio de 2015

Para a praia e em força!

Hoje tinha previsto ir à praia. Esqueci-me de propor a aprovação deste programa. Cá em casa trocaram-me as voltas. Não fui à praia, foram, por mim, os jogadores do Sporting e do Estoril (não se trata de um trocadilho com a designação do Estoril). Este jogo contra o Estoril não interessava nem ao Menino Jesus (o autêntico, porque o outro não é menino nenhum).

Se havia dúvidas, os jogadores rapidamente as esclareceram. Tudo muito devagar e a jogar em souplesse. Não há um jogador do Sporting do meio-campo para a frente que resista, depois de receber a bola, a rodopiar sobre ela e a tentar fazer uma tabelinha impossível ou um passe de trivela. Andámos com a bola para trás e para a frente, mas na área não mora ninguém. Sem balizas e com o Montero somos a melhor equipa do Mundo. Não é embirração. É que o rapaz não ataca as bolas de cabeça, limita-se a saltar por dever de ofício. Não ganha um ressalto, nem sequer chega a pressionar os defesas. Mas a culpa não é só dele. Até o Adrien procura encontrar o Zidane que supostamente está dentro dele.

Estávamos neste chove-que-não-molha, quando o Carrillo, para impedir um pontapé de baliza, entrega a bola a um defesa. O Cédric estava mal colocado e um ciclista qualquer do Estoril veio por ali fora e só parou dentro da área. Depois de fazer um disparate qualquer a bola, às três tabelas, acabou nos pés de um avançado que limitou-se a metê.la lá dentro.

Reagimos, continuando a entediar a rapaziada do Estoril. Na segunda parte, continuámos no mesmo tom. Até que, numa carambola também, o Ewerton meteu-a lá dentro. Ainda tivemos mais uma oportunidade, com o guarda-redes a fazer a defesa de uma vida. Podia tê-la guardado para um jogo mais a sério, onde fosse preciso tal feito.

Chega-se ao momento em que é preciso substituir os extremos. Fica-se na dúvida, sai o Mané ou o Carrillo, que estava a ficar maluco de tanto sol lhe bater na moleirinha. O problema não é decidir quem sai. O problema é decidir quem entra. Entra o Capel. Passado um bocado, sai o Adrien e entra o André Martins. É com estas substituições que o treinador nos explica que nunca poderíamos fazer mais do que fizemos durante este campeonato.

Este jogo não tem história nem moral. Fica a sensação que, se o Ewerton tem chegado no princípio da época, talvez outro galo tivesse cantado. Compreende-se a gratidão dos adeptos do Estoril relativamente ao Marco Silva. Quem viu jogar aquela equipa nos últimos anos e quem a vê jogar agora, não tem dúvidas sobre a sua qualidade.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Balanços de um Sportinguista indeciso

Agora que a época está mais do que decidida será altura de fazer um balanço da nossa participação na Liga. Como para mim o futebol é totalmente irracional estou indeciso entre a teoria do "apenas não fizemos mais porque não nos deixaram" e a "insustentável leveza do Tanaka". Penso que estas duas teorias se sumarizam em dois momentos marcantes da época:

Dia 9 de Novembro. Depois de ter estado a 3 pontos do primeiro lugar, recuperando uma desvantagem acumulada nos primeiros jogos da época, tivemos um desastre em Guimarães e recebemos o Paços. O líder tinha então um teste difícil na Madeira. Em ambos os jogos, a escassos minutos do fim, os árbitros assistentes têm uma espécie de alucinação e decidem que têm a certeza absoluta que viram coisas que simplesmente não aconteceram, anulando um golo ao Nacional e um ao Sporting por fora-de-jogo. Se não fossem tais alucinações teríamos acabado a jornada a 4 pontos da liderança; terminámos a 8. Uma distância que se veio a revelar irrecuperável: apenas durante escassos minutos conseguimos voltar a estar a menos de 4 pontos do líder, aqueles poucos que estivemos em vantagem no derby em que o Benfica levou um autocarro a Alvalade.

Dia 11 Janeiro, último minuto de um equilibrado Braga-Sporting. Livre, Tanaka, Golo. Ficamos a 5 pontos do Braga; se a bola vai uns centímetros ao lado, ficaríamos apenas a 2, empatados com o Vitória de Guimarães. Descolamos da luta com Braga e Vitória pelo 3º lugar e passamos a estar na luta pelo 2º lugar e a sonhar com a liderança.

O que seria a nossa época sem aquele golo? O que seria a nossa época sem aquelas estranhas alucinações? Nunca saberemos.

Se tentar ser racional (acho que não devia), diria que estamos onde merecemos.
Começámos a época com os nossos melhores centrais no banco ou na bancada e dois estarolas em campo. Empatámos jogos em casa em que não aparecemos para jogar partes inteiras. Perdemos vantagens preciosas porque não soubemos segurar a bola e fazer fita ao mais pequeno toque. Com ou sem ajudas, não vemos o Benfica fazer isso.
Mas do outro lado acho que a diferença é colossal. Não vejo muitos jogos do Braga, mas creio que não haja mais de 1 ou 2 jogadores do Braga que lutariam por um lugar no nosso onze. Não vejo mais vontade nem mais treinador. Independentemente do que possa acontecer num ou outro jogo, o que nos separa deles é muito mais que um magnífico golo do Tanaka.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ganhar, ganhar sempre, mesmo que seja a jogar assim-assim

Não vi o jogo no sábado. Estava num encontro que todos os anos reúne um conjunto de amigos que estudou no Instituto Superior de Agronomia na década de oitenta. Une-nos o Instituto Superior de Agronomia, mas une-nos mais as noites no Cais do Sodré ou na Nova América. Como se vê, o resultado foi muito melhor que o do Sporting. Ganhámos de goleada.


Revi ontem o jogo contra o Nacional. O Marco Silva vai tentando dar oportunidades a alguns jogadores. Mais do que promover a rotação da equipa, estas escolhas constituem prémios de consolação. São, sobretudo, reveladoras da falta de alternativas na equipa para certas posições.

Não se consegue imaginar a equipa sem o William Carvalho. O Tanaka é bom rapaz, mas não chega. O Montero parece acordar. Agora, o futebol não se joga com a bola somente. Não basta a nota técnica. É necessário correr. É necessário pressionar os adversários e as linhas de passe para a saída da bola da defesa. É necessário disputar bolas na área como se não houvesse amanhã. É necessário meter a cabeça à bola com convicção e não com os olhos fechados.

Demos uma parte de avanço, mas ganhámos na mesma. Ganhámos com naturalidade. É isso que se espera de uma equipa que pretende ganhar títulos: que ganhe, jogando bem ou jogando assim-assim. 


(O Rui Patrício fez uma defesa extraordinária. A vitória começou naquela defesa. Mais uns pontos que lhe ficámos a dever)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Mixed feelings

O jogo de hoje, contra o Moreirense, gera “mixed feelings”. A primeira sensação é de desperdício. Esta época podia ter sido bem diferente se não tivéssemos consentido empates disparatados em casa contra equipas medíocres. A segunda é que, mesmo goleando, deixámos sempre o jogo e o resultado em aberto.

Só vi a segunda parte, no Flávio, como sempre. Ouvi o relato da primeira, enquanto regressava a casa. Do que vi e ouvi, tem-se a sensação de já se ter visto este filme mais vezes. Com a bola nos pés, parecemos estar a jogar uma peladinha com os amigos. Ninguém joga fácil. Todos jogam para a nota artística. Não se congela o jogo. Joga-se sempre para a frente. Quando perdemos a bola, fica o William Carvalho com as despesas do meio-campo e uma defesa à beira de um ataque de nervos.

Jogámos de forma agradável. Fizemos jogadas espectaculares. O Montero marcou um golo só a alcance dos predestinados (ainda bem que estava de costas para a baliza; se estivesse de frente e fosse fácil o mais provável é que acabasse por falhar). As coisas correram bem, tão bem, que até o Capel fez um cruzamento para mais um golo do Montero. O Nani procura incessantemente um golo que possa passar na Eurosport. Não vê os colegas e as suas desmarcações. Não vê mais nada a não ser a si próprio numa moldura a marcar o golo da época.

O pior, como disse, é quando perdemos a bola. A rapaziada do Moreirense teve sempre todo o espaço do mundo para atacar. Tiveram oportunidades. Tiveram inúmeros remates à entrada e dentro da área. Atiraram para a bancada. É normal. O jeito não dá para mais. O problema é se acertam, e às vezes acertam. Deixámos que o jogo estivesse permanentemente dividido, mesmo com uma vantagem confortável.

É agradável ver jogar o Sporting. É ainda mais agradável quando as coisas correm bem, como hoje. Mas não sei se uma equipa de futebol é isto. Não basta jogar bem à bola. É necessário compromisso e solidariedade. O compromisso e a solidariedade é que fazem de um conjunto de jogadores uma equipa e uma equipa vê-se a defender, vê-se nos momentos difíceis. Nem sempre vimos o Sporting a defender bem. Nem sempre vimos o Sporting a superar-se nos momentos difíceis.

Deixar a pele em campo

As nossas modalidades amadoras deram-nos um grande exemplo este fim-de-semana. No hóquei em patins ganhámos a Taça CERS. No futsal ficámos em terceiros na UEFA Futsal Cup. Em todos estes resultados houve um elemento comum: os jogadores deixaram a pele em campo.

No futsal não fomos tão felizes como no hóquei em patins. Mas, em todos as partidas, os jogadores deram tudo o que tinham e não tinham. No futsal perdemos com uma equipa que nos é superior. Estivemos a perder por dois e com cinco faltas. Empatámos fazendo das fraquezas forças. Perdemos nos segundos finais. Não desanimámos. Voltámos para golear a equipa da Rússia e conquistar o terceiro lugar.

No hóquei em patins éramos verdadeiramente o “underdog”. O Reus e o Igualada eram melhores. Sofremos o jogo todo nos dois jogos. Defendemos como podíamos. Fomos solidários. Fomos cínicos o quanto baste.

No último jogo, para além das fraquezas próprias ainda contámos com uma arbitragem à maneira. O adversário conseguiu jogar meia hora com nove faltas e sem atingir a décima. Mandaram repetir um livre direto contra nós. Mandaram repetir um penalty. O nosso guarda-redes esteve sempre lá para evitar o pior. No final, contra um adversário melhor e todas estas adversidades, trouxemos a taça para casa.

domingo, 26 de abril de 2015

Silêncio que se vai imaginar o jogo



Não tenho comentado nem postado nada pois não tenho visto grande parte dos jogos, muitas vezes nem mesmo os resumos. Como não me parece correto opinar sobre o que não vi, tenho andado calado. Por questões de saúde mental também não vejo (há muitos anos) os diferentes programas da treta sobre futebol por isso, nem sequer indignado ando.

Mas provavelmente não estou a fazer bem. Ocorre-me isso quando por vezes ouço os comentários de alguns treinadores. Parece-me que eles, bem menos preocupados com a correção, estão a falar do que não viram mas apenas daquilo que imaginaram ter visto. Para eles, e para outros, deixo aqui um pequeno diagrama rapinado na net que pode ajudar neste tipo de decisões sobre falar ou não…


E agora coisa reais:

Parabéns à nossa equipa de hóquei em patins que conquistou Taça CERS!!

Campeões!!!