quarta-feira, 29 de março de 2017

Não é caso para menos

...depois de nos lixarem a festa daquela maneira, quem é que não ficava com um sorriso destes?

 

sábado, 25 de março de 2017

Tanto mar



Tanto mar – Chico Buarque
(ligeiramente adaptado)

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
um velho cravo para mim

No entanto, já murcharam tua festa, pá
O miúdo do FCP alegremente
Nas redes futuras marcou um habilmente
foi a festa do costume como quando acontece assim.

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, como é preciso,
Navegar, navegar

O Fernando foi inventando um lampião para jogar
Na Luz ambicionava, sonhador, um a marcar
O melhor que conseguiu, foi pôr a malta a ganhar
com os leões do costume a jogar e a marcar

Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
algum cheirinho de alecrim.


video


domingo, 19 de março de 2017

Angelicalm

Marcamos na primeira oportunidade e logo na sequência de um canto. Prometia. Alguns jogadores continuaram o aquecimento. Tivemos um golo bem anulado e uma outra oportunidade pelo Gelson. Marcamos o segundo, outra vez pelo inevitável Dost. E o jogo deveria ter acabado por aí, ou, quando muito, com a ida das equipas para o intervalo. O adversário teve a sua única oportunidade num remate de meia distância, com a conivência, mais uma vez, da equipa do Sporting, que se recusa a atacar as segundas bolas, ressaltos, ou coisa parecida à entrada da área. Uma maçada, dizem-nos.

Na segunda parte, alguns jogadores eclipsaram-se para parte incerta, outros continuaram a aquecer. Outros ainda planeavam calmamente as suas férias. Em campo ficaram o Dost, o Gelson a espaços e o Coates que, de quando em quando, espargia o campo com o spray de angelicalm, tornando a tarefa dos outros jogadores ainda mais pacífica no seu ritmo de aquecimento e férias. Do outro lado parece que existia outra equipa, mas ninguém tinha bem a certeza. Entretanto, devo ter adormecido ou ido para casa jantar. Quando acordei já tinha acabado. Não consta que tenham devolvido parte do dinheiro do bilhete. 

terça-feira, 14 de março de 2017

Voltar a jogar com onze

Este último jogo contra o Tondela foi um pouco melhor do que o costume. Pode-se efetuar uma análise muito aprofundada sobre o que mudou neste jogo relativamente aos anteriores. Seja qual for a análise, a conclusão só pode ser uma: neste jogo, estivemos mais próximos de jogar com onze jogadores.

Enquanto tivermos os laterais que temos, nunca jogaremos verdadeiramente com onze. Não só não jogam como empatam os outros. Aliás, a necessidade do Gelson esperar pelas subidas do Schelotto é uma completa perda de tempo. Vale mais o rapaz ir sempre para o um contra um e deixar-se de tretas. Do Schelotto nunca virá um centro em condições. O caso do Zeegelaar é diferente. Até seria capaz de efetuar um centro em condições se arranjasse um posição que lhe permitisse centrar. As subidas e as tabelinhas com os avançados acabam sempre com ele encurralado a um canto.

Mas, este fim-de-semana, jogámos com mais jogadores. O futebol é um desporto. É suposto correr-se. Se assim não for, então prefiro assistir a uma filme do Manuel Oliveira ou do Alain Resnais. Este fim-de-semana corremos mais ou, pelo menos, tivemos mais jogadores a correr. Os miúdos correram. Foi diferente. Até acabei por me entreter a ver o jogo. Será que isto é para continuar ou vamos continuar a ver jogar os poltrões do Bryan Ruiz e, especialmente, do Alan Ruiz?

segunda-feira, 13 de março de 2017

A insustentável leveza de Bas Dost

O jogo do último sábado, para além do bom resultado, confirmou algumas coisas que poderiam passar despercebidas aos mais distraídos. Ora vamos lá ver:

Temos o melhor ponta-de-lança da liga, Bas Dost: é o que tem mais golos, marcando de todas as maneiras e feitios, sendo o peso destes no conjunto da equipa de cerca de 46%. Mas isto poderá ter outras leituras (como agora se costuma dizer). A dependência é sempre um pau de dois bicos; por um lado revela falta de alternativa, aliás, não se trata apenas de falta de uma alternativa (credível) directa, mas também de outras alternativas, avançados que possam jogar ao lado de Dost e (também) fazer a diferença. Não imagino o Alan Ruiz como uma alternativa para segundo avançado, tratando-se mais de uma adaptação inventiva de JJ. Se as limitações do plantel são gritantes (e, vá lá, pouco menos que inadmissíveis), a dependência traz outro problema cuja desmama está muito dependente do problema anterior, e se resume em duas questões: E se o Dost se lesiona? E se o Dost é castigado? A segunda questão, com o Sporting oportunamente a 12 pontos, não me parece ser um cavalo de batalha que faça soar o alarme na concorrência. Mas não tenho resposta para a primeira questão, isso não.

Uma outra confirmação não deixa de ser motivo para darmos umas boas gargalhadas ao balcão da tasca: grande parte das contratações não têm a confiança do seu fiador… o treinador, recorrendo-se este, finalmente, da prata da casa, que agora se denomina de formação. E com resultados. Se é para trazer mais turistas e apreciadores de boa comida para Lisboa e Portugal, o melhor é “ir para fora cá dentro”.

Por fim, mas não menos importante, registe-se que as arbitragens finalmente nos deixaram sossegados. O foco agora está noutro lado, prova disso, o recente pedido de uma reunião na liga; prova disso, as visitas ao centro de treinos dos árbitros e estabelecimentos comerciais de seus familiares. Agora os fala-baratos dos árbitros já não somos nós (nem o nosso presidente). Parece que afinal os Calimeros também assumem outras formas de… persuasão. No final da época ainda nos vão mandar à cara o número de pénaltis, entre outras estatísticas que andam agora a cozinhar. Claro que se acautelaram mandando-nos borda fora em tempo útil. Verdade que contribuímos com alguma coisa para o banho, mas lá que ainda somos uns anjinhos, isso somos. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Para o ano é que vai ser

Por razões pessoais, não me foi de todo possível assistir com a devida atenção ao jogo de ontem. Diz que não perdi grande coisa. Pela forma como a equipa se bamboleia em campo, parece que os objectivos definidos até final da época se resumem numa pequena tabuleta: vacances. Se um tipo fosse um alienígena qualquer e chegasse agora a este planeta futebol, ficaria com a sensação de que alguns jogadores do Sporting nunca haviam treinado juntos, e apenas se reconheciam pelo listado das camisolas, assim como quando éramos putos e fazíamos uma pelada, a táctica ficava para segundo plano e o mais importante era reconhecer os companheiros naquele emaranhado de pernas e poeira. E sobreviver, claro, para não faltar à escola.

Concedo: a primeira parte não foi má, um jogador do Vitória devia ter sido expulso e o árbitro sempre que podia (durante o jogo todo) lá alinhavava uma dualidade irritante de critérios. Certo. Mas devíamos ter marcado mais um golo, pelo menos. Devíamos jogar com a objectividade necessária à existência de balizas num jogo de futebol, honra seja feita ao Gelson e ao Bas Dost, neste particular.

Na segunda parte a mensagem na garrafa era a de recuar e esperar por S. Patrício, não era JJ? Se não era, foi o que deu a entender com as alterações efectuadas. Contra o Rio Ave correu bem.  Um futebol mastigado, previsível e enlatado na sua própria teia táctica fizeram o resto. Não admira que os treinadores adversários e os seus jogadores acreditem sempre que é possível alcançar qualquer resultado contra o Sporting. Os jogadores do Sporting acreditam sempre que é possível que a outra equipa alcance qualquer resultado contra o Sporting.

Um Sporting que, dois anos depois, ainda faz experiências na defesa à procura do Santo Graal defensivo, uma equipa que denuncia a cada momento o momento seguinte, que oscila como varas verdes com qualquer brisa, é uma equipa que dificilmente vencerá. Seja lá o que for. E não me venham falar de pressão. Coitadinhos dos jogadores. Pressão é levantar-se todos os dias pata trabalhar, muitas vezes em empregos precários e sem tabuletas no horizonte a dizer: vacances.  Haja paciência!

domingo, 5 de março de 2017

Sem espinhas

Se dúvidas houvesse, ontem elas ficaram dissipadas. A vitória de Bruno de Carvalho foi inequívoca. Mais de 18.000 sócios votaram. A nossa força é brutal. A legitimidade e a… responsabilidade também. O dia foi assinalado com uma vitória no campeonato nacional de corta-mato longo, em masculinos. Até a equipa B de futebol ganhou.  Vamos ver se a dinâmica, como agora se diz, tem seguimento no jogo de logo com uma vitória sobre o Vitória. 


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Sem pressão é que é

Começo a perceber a teoria de um amigo meu quando este diz que o Sporting só joga quando não há nada (ou pouca coisa) em jogo. Explico: desde que ficamos praticamente arredados do título (recuperar para dois não será nada fácil), o Sporting tornou-se mais prático, ou pragmático, como agora se costuma dizer, deixando de lado uma bipolaridade que nos consumia a alma e os nervos. No jogo com o Moreirense ainda entramos como quem não quer a coisa, tendo que correr o triplo para dar a volta na segunda parte, coisa que nem sempre foi possível. Com o Rio Ave, nada de abébias, marcar cedo e defender o resultado, que o Patrício também é filho de Deus. Ontem, fizemos uma primeira parte com o jogo controlado e acabamos por marcar numa grande jogada que culminou num falhanço do Ezequiel Schelotto, acabando a bola por sobrar para o Ruiz, que desta vez não conseguiu falhar. Quando o Ruiz não falha os deuses estão todos connosco. 

Na segunda parte voltamos a rame-rame que nos é familiar, isto é, jogar muito, jogar melhor e…falhar dois golos cantados, um do Bost e outro do Gelson. Isto apenas para dar mais ânimo à partida que assim teve jogo até ao fim. No fim marcou o Bost. Parece que o JJ o ensinou a marcar penaltis. A verdade é que sem pressão as coisas nos saem melhor. Até a sorte lá aparece, ao mesmo tempo que as más arbitragens desaparecem. Porque será? 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Por acaso



Hoje vi um excelente jogo de futebol. Provavelmente o melhor que vi este ano. E foi tudo por acaso.
Foi por acaso pois nem sabia que ia dar o jogo, vi em diferido usando uma das maravilhas do tv do século XXI , o “volta a trás”. Já o jogo, foi sempre para a frente, 5-3 Manchester City vs Mónaco.
Tão entusiasmado estava a ver bom futebol que consegui nem me irritar muito com os comentários por vezes incompetentes, mal fundamentados, caseiros e pouco sensatos dos especialistas da RTP. De qualquer modo acho que qualquer dia vou dedicar algum tempo a tentar perceber quais serão os critérios presentes na escolha daquilo que é um comentador de futebol, cá para mim deve ser “por acaso”. Neste jogo, mesmo com uma série de repetições, não conseguiram ver que o Kun Aguero de facto simulou um penalti. Habituados aos grandes artistas no circo nacional já tem dificuldade em perceber a realidade. Por acaso o árbitro era bom e decidiu bem, várias vezes.
O Leonardo Jardim, um dos melhores treinadores que passou nos últimos anos pelo Sporting, também mostrou bem a sua competência. Por acaso não ganhou este jogo, talvez também por excesso de avidez, o que até nem fica mal a quem quer ir mais longe naquela selva. Seja como for e apesar de ter estado um ano no Sporting, o Leonardo não é da nossa formação, apenas por acaso.
Por falar em formação, neste jogo pude também confirmar a minha ideia de que o Bernardo Silva é de facto, por acaso, a única “pérola da formação” do Benfica que sabe jogar à bola. Dá gosto ver o rapaz “mexer na bugalhinha” mesmo que muitas vezes dali não saia grande coisa. Trata sempre bem a bola e ela agradece.
Fiquei feliz por ver também grandes jovens jogadores de futebol a justificarem as apostas dos seus respectivos treinadores como Mbappé ou Sané. E vi outros, como Falcao e Aguero, mais experientes, a mostrarem igualmente a magia do seu futebol. Uns e outros mereceram o seu palco e não foi por acaso nem por causa da idade.
Vi também aquilo a que alguns chamaram um “frango monumental” de Subasic. Foi “frango”, não contesto, aliás se somarmos a isso o penalti falhado do Falcao, fica aí a história do resultado, mas daí a chamar-lhe “monumental” teria que me esquecer de outras realidades bem mais preocupantes. Como a do ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do Governo de coligação de Pedro Passos Coelho, Paulo Núncio, que deixou passar por entre as mãos dez mil milhões de euros. Isso sim foi um “frango monumental” e este aposto que não foi por acaso.