Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

O ridículo mata

Há duas forma de efectuarmos o balanço desta época. Uma é considerarmos que não ganhámos nada. Outra é verificarmos que deixámos de dispor de directores ridículos, treinadores ridículos e jogadores ridículos.

Prefiro a segunda; é que o ridículo mata.

Terça-feira, 29 de Maio de 2012

Óbidos parece Alcochete

Numa altura em que se multiplicam piadas e comentários sobre o fraco fim de temporada do Sporting, vem a calhar bem este estágio da Selecção.
Aparentemente, Óbidos transformou-se na Academia Sporting Puma, com mais uns convidados à mistura. Contam-se pelos dedinhos das mãos os que para ali andam formados noutros clubes que não o verde. E, se cresceram noutros locais, também passaram por Alvalade mais tarde ou mais cedo.
Falamos de Rui Patrício, Quaresma, Cristiano, Hugo Viana, Custódio, Varela, Helder Postiga, enfim... 
Até o treinador por lá andou umas décadas.

Mas isto, aparentemente, não chega para os convencer que somos, de facto, o clube mais importante deste Portugal, e dizem: tantos jogadores, tão poucos títulos, afinal o que é que ganharam com isso?
E eu respondo, o único clube do mundo com dois troféus em que se pode ler: Melhor Jogador do Mundo.
Mas isto não chega e perguntam outra vez: o que é que ganharam com isso? Então já respondo: A Selecção Nacional.



Domingo, 27 de Maio de 2012

O “Record” e “A Bola” regressaram esta semana “aos trabalhos” e já preparam a próxima época em bom ritmo…

- Terça feira, 22 de Maio: Record – Maxi Pereira jura fidelidade às águias: “Quero acabar no Benfica”. - Quarta feira, 23 de Maio: Record – Derlis Gonzalez apresenta-se “Sou parecido com Di Maria” e “Quero ser um ídolo como Cardozo” / Mauro Caballero já fala à reforço: “Jogar no Benfica é um sonho”. A Bola – “O Benfica foi a melhor decisão da minha vida”, “A Bola” com Javi Garcia no estágio da Seleção Espanhola. - Sexta feira, 25 de Maio : Record – Vieira arrasa Pinto da Costa / A Bola – Olá John – “Sinto que ninguém me vai parar” e “Benfica foi amor à primeira vista”. - Sábado, 26 de Maio: Record – Ataque final a Salvio...

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Outra forma de não ganharmos, ou perdermos por poucos

Não é que eu goste especialmente dos dotes de jogador do João Pereira ou que ache mal que um jogador de 28 anos seja vendido, ainda para mais porque acho que temos bons substitutos para o lugar.

O que questiono são os preços. O defesa direito titular da selecção portuguesa só vale isto?
Assim, posso esperar que o Carriço vá por um milhão? Ou André Santos por meio milhão? O Matias trocamos por senhas de almoço? Pagamos para que levem o Pongole? Deixamos ir o Adrien de borla porque quis muito ganhar um jogo? O Patrício, se calhar, bem marralhado ainda vai chegar aos dez milhões e isto só será possível porque o Roberto do SLB foi vendido por 8.6 milhões...

Provavelmente estou a ser amargo e isto não é mau negócio.
Principalmente se pensarmos que o Varela, que também está na selecção e no campeão nacional, foi de borla. Que o Beto Pimparel, guarda-redes suplente da selecção, também foi por nós graciosamente dispensado, ou que o Hugo Viana não voltou porque o Costinha, esse lince da administração desportiva, se aborreceu com qualquer coisa. Ou o Pepe que nem tempo teve para dar sequer prejuízo pois esteve à experiência no Sporting mas não viram nele grandes qualidades. Já nem me quero lembrar das saídas e respectivos ganhos financeiros (ou outros) do Futre, do Ronaldo ou até, vade retro, do Moutinho. E o Liedson?

Paciência, vendo bem as coisas, o João Pereira até rendeu mais do que a venda do Figo...e o problema é mesmo esse!


PS O Google parece tão amargo quanto eu, para o confirmar basta fazer uma busca de "imagens" com base em "negócio ruinoso" e vejam lá quem é que lá aparece com assustadora frequência.

Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

Perder, está bem. Fazer papel de parvo é que não

Honra aos vencedores e vencidos. Não importa ganhar ou perder, o que importa é competir. Ganhar ou perder é desporto. Podia continuar por aqui fora a demonstrar “fair play”.

Com esforço até sou capaz disso. O que não sou capaz é de ver isto e continuar a fazer papel de parvo.

Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

Estudantes e Leões

Ainda não tinha ganho coragem para abrir o computador desde que cheguei ontem a casa do Jamor.
Primeiro por "birra" depois da derrota na final, depois porque, como seria de esperar, os nossos queridos rivais enchem-nos os computadores e os telemóveis de mensagens.

O ambiente estava do melhor, os fogareiros ligados, bandeiras verdes e brancas, os garrafões de vinho, o CD da Juveleo a tocar nos carros. Uma verdadeira festa da Taça em que os adeptos do Sporting pediam a confirmação de que esta equipa ainda vai ganhar muito.

Não aconteceu, pelo golo sofrido, logo aos três minutos, e por uma certa ineficácia da equipa de Sá Pinto, que a partir dos setenta minutos procuravam o golo de uma forma desesperada e disparatada. Talvez por falta de calejamento em grandes jogos e em finais.
Depois lá existiu um caso ou outro de porrada dura e feia que ao Senhor Batista pareciam festinhas. Umas fracções de segundo também se jogou andebol com um dos Estudantes a pegar na bolinha na grande área. Tudo isto poderia ter mudado o jogo, claro. Mas a verdade é que os verdes tiveram 86 minutos para marcar e o golo não chegou.
Um Anti-jogo rídiculo por parte da Académica, parecia o solteiros contra casados do Olivais e Moscavide. Meus caros, não é assim que se joga uma final. Um bocadinho de elegância não ficava mal.

Mas é preciso não desanimar Sportinguistas, a onda Sá Pinto está para ficar. Se agora nos custa, para a semana já não nos lembramos e somos os melhores do mundo outra vez.
Pode ser que os encontremos na liga Europa, aí talvez eles compreendam o que é Futebol, mas só talvez...

Sporting Sempre!



Domingo, 20 de Maio de 2012

Quebrar a espinha ao Sporting

Era preciso quebrar a espinha ao Sporting para que esta onda do Sá Pinto não se estenda para a próxima época. Só assim se compreende a nomeação do Paulo Baptista, árbitro que se recusou no início de época a arbitrar um jogo do Sporting, tendo sido, inclusivamente, penalizado por isso, e fez o trabalhinho que todos vimos no jogo contra o Paços de Ferreira. Não foi uma provocação esta nomeação. Foi uma tentativa consumada de assassinato de um Clube de Futebol.

Vimos de tudo. O golo da Académica é precedido de falta sobre o Polga. E não é uma falta qualquer: é simplesmente uma falta para amarelo. Depois, tudo foi permitido aos jogadores da Académica. Faltas e mais faltas sem amarelo, perdas de tempo durante o jogo todo. Todo o tipo de anti-jogo foi permitido.

Os comentadores estavam em êxtase. O Tadeia afirmava que o Sporting tinha entrado expectante mesmo antes de sofrer o golo (que, como se sabe, foi aos três minutos). Em nenhum momento, depois de inúmeras repetições, viram a falta sobre o Polga. Deram-se ao luxo de falar da falta de “fair play” dos jogadores do Sporting, por não devolverem uma bola, quando no lance do golo os jogadores da Académica viram muito bem o Polga no chão.

Agora, não perdemos só por culpa do árbitro. Contra equipa medíocres como a Académica, ainda para mais a ganhar, não basta jogar só com um ponta de lança. Nos últimos minutos, com o Onyewu no ataque, tivemos mais oportunidades que quase durante o resto do jogo. Enfim, passámos oitenta minutos a fazer cócegas no meio-campo.

Nem tudo é mau. Vi o João Paulo Barbosa de Melo, Presidente da Câmara de Coimbra, todo contente no camarote. Une-nos uma grande amizade dos tempos em que andávamos, com outros amigos, pela Direcção da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional. Não podendo ficar contente por mim, fico contente por ele, que bem merece. 

Sábado, 19 de Maio de 2012

Proença perdeu

A equipa do Proença perdeu. Ele não merece. Foi admirável a forma como cortou um lance de ataque com muito perigo do Fernando Torres. Mas, no momento seguinte, tão ou mais admirável foi, da mesma forma que corta esse lance, o lançamento que permitiu deixar o Robben na cara do guarda-redes. O Proença não merecia a traição do Robben.

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

Ainda as "forças ocultas"

Não que fosse preciso, mas isto é a confirmação de que, mais uma vez, também  na atribuição deste título de campeão nacional estiveram envolvidas "forças ocultas".

«Vítor Pereira está a caminho do Santuário de Fátima, onde deve chegar amanhã, para agradecer o título de campeão nacional no seu primeiro ano como treinador do FC Porto.»


Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Até parece que és bruxo(a)

Os dirigentes do Benfica resolveram, fora de época, culpar os árbitros por não terem vencido o campeonato. Quando os ouço, verto uma lágrima. Uma lágrima de crocodilo, mas, mesmo assim, uma lágrima. Estou em parte de acordo com eles, só que chegam tarde. Quando denunciámos o mesmo, estavam convencidos que não lhes tocava a eles. Só que o sistema é cada vez mais subtil. Só precisa de, na dúvida, não beneficiar uma equipa e beneficiar outra. Não precisa de prejudicar ninguém em termos absolutos. Só precisa de prejudicar em termos relativos.

Mas esta é uma parte da explicação. A outra parte vem nesta notícia.

Fernando Nogueira, conhecido como o Bruxo de Fafe, garantiu ao Record que o Benfica está a ser alvo de forças satânicas.

O especialista de artes transcendentais, de 48 anos (já trabalhou para o V. Guimarães), conta o que viu na casa de alguém também da sua área. “Há cinco domingos, tive um encontro com uma pessoa da área do sobrenatural mas que é especialista apenas no mal. É uma mulher que vive no Alto Minho e cujo nome não posso revelar. Qual não foi o meu espanto quando verifiquei que na casa da mesma existia um alguidar com fotografias dos jogadores e treinador do Benfica com rituais satânicos”, revela. “Essa pessoa trabalha para que o Benfica não seja campeão e para que haja desentendimentos entre os jogadores”, concretiza.

“Se a mulher está a trabalhar sozinha ou não, isso não sei. Não me quis dizer quem é que lhe estava a pagar, só me disse que estava a ser muito bem paga”, acrescentou.

Como se vê, por muito que os espanhóis duvidem, sempre há bruxa(o)s. E são bruxas que recorrem aos métodos mais tradicionais. As TIC ou a Biotecnologia não são para aqui chamadas. Nada substitui ainda um bom alguidar.

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Taça de Portugal



Apenas quero deixar aqui um lembrete.

O estádio de Alvalade terá as portas abertas, com entrada gratuita, para todos os adeptos que não conseguiram bilhete para o Jamor. Estão montados ecrãs gigantes (para assistir ao jogo), podem-se fazer visitas guiadas pelo estádio e estarão montados os típicos "comes e bebes". Para todos os que não têm bilhete para a festa da Taça, também estão asseguradas as rulotes, em Alvalade, com a mais típica bifana.
Em caso de vitória, a festa também se faz por lá.

É só uma sugestão uma vez que existiu tanta contestação pela escassez de bilhetes.



Domingo, 13 de Maio de 2012

A esperança é a última a morrer

Acabámos o Campeonato da mesma forma que o começámos: com muita esperança (no futuro). Jogámos bem, muito bem mesmo. Muito melhor do que o Braga. Talvez nesta altura o Sporting seja a melhor equipa do Campeonato.

O Wolfswinkel confirmou-se definitivamente. O primeiro “hat-trick” e vinte e cinco golos marcados. É verdade que contou com o Nuno André Coelho e isso faz toda a diferença. No ano passado não teria sido possível. Tê-lo-ia a jogar como colega de equipa. Agora joga do lado contrário, ou seja, joga do seu lado.

O segundo golo marca toda a diferença em relação à época anterior. O passe do Carrillo muito dificilmente teria sido possível. Não se está a ver quem é que o poderia ter feito. Mas mesmo que o passe tivesse existido, um dos matraquilhos da época passada teria saído pela linha de fundo. Por fim, a presença do Nuno André Coelho permitiu transformar uma jogada sem qualquer perigo em golo.

Pouco mais há a dizer. O árbitro foi lesto a marcar um penalty duvidoso (pelo menos as imagens não permitem vislumbrar qualquer falta). Ninguém no seu juízo perfeito admite que um penalty daqueles seja marcado no Dragão ou na Luz. Só que depois do Lima transformar o penalty, entrou em pânico e desatou a marcar faltas ao Lima, não fosse ele ainda ultrapassar o Cardozo. Este árbitro é um videirinho, mas de parvo é que não tem nada. Também é verdade que o Evaldo funciona como o Nuno André Coelho. Aquele lance só acontece porque ele está lá. Por isso é que o Ínsua é um dos melhores jogadores do Sporting. Não só joga bem como evita que o Evaldo jogue.

Sporting quê?! Só conheço o de Portugal


Em Alvalade  instalou-se o clima de festa, pedido no princípio da semana. Os adeptos foram mais do que em 2003, na abertura oficial do complexo Alvalade XXI. E todos pediam o mesmo: a vitória sobre o homónimo do Norte.
Primeiro, porque tem surgido uma piada, e sim eu chamo-lhe piada, de que o Braga ultrapassou o Sporting  como o terceiro grande em Portugal.
Segundo, o facto de nos terem “roubado” o acesso a Champions motivou o adepto verde e branco de uma sede de vitória. Como quem diz: “fica aqui o recado, para a próxima a história é outra”
E foi. Existiu, durante todo o jogo, muito Sporting e pouco Braga.

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Ricky estava inspirado, marcou três e não fossem as maõzinhas de Quim, que por três vezes ajudaram os bracarenses, tínhamos hoje visto goleada.
Mas apenas pode fazer três, deixando todos os adeptos esquecer certos “falhanços” do holandês e cheios de esperança para a final da Taça. E quem diz final da Taça diz também a próxima temporada. Temos ponta de lança!
O “Lobo”, que no dia que chegou a Lisboa disse que faria 23 golos este ano, não só cumpriu, como ultrapassou a sua profecia.

Os nossos centrais portaram-se bem. Estando Polga e Onyewu fora do encontro foi a vez do Carriço e Xandão fazerem dupla. Só se portaram mal uma vez, que resultou no primeiro golo do Braga. Depois lá foi de penalty, não fez muito estrago uma vez que o Sporting soube dominar sempre o jogo.

A um minuto do fim, Tiago, o nosso 3º guarda-redes, recebeu uma espécie de homenagem para a despedida. Entra em jogo para dizer adeus aos adeptos de tantos anos. Mais um homem “da casa” que ficará no clube depois de acabada a carreira (falou-se que iria ser adjunto).
Facto que se tem vindo, cada vez mais, a verificar no Sporting, e ainda bem. É óptimo ter estes adeptos à frente dos destinos do clube! Nota-se que se impõem os valores de que sempre se orgulharam os sportinguistas. Para quem é adepto, isto é como pão com mel!

Leonardo Jardim elogiou o ambiente do estádio por parte dos sportinguistas: "Não esperava uma manifestação tão calorosa ao Sporting. Normalmente, em Portugal, quando a equipa está a perder, os adeptos não aparecem". Mas o sportinguista é tudo menos normal, só pede garra, e com garra lá ganhámos, um 3-2 merecido, as contas estão fechadas e já não há mais nada a fazer. 

Fica aqui uma certeza, para o ano há mais. E muito mais Sporting.


Sábado, 12 de Maio de 2012

Concretizaram

Os miúdos sempre levaram a sua avante! Venceram o Guimarães por 3-1 e o Sporting foi hoje campeão de juniores.
Agradeceram a Abel, actual treinador, e a Sá Pinto, que convidaram para jantar.
Betinho, uma estrelinha em ascensão, disse apenas: "dever cumprido".

Obrigada leões, e sejam bem vindos!



Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

O Futebol Clube do Porto: divagações sobre a exploração da marca

Os clubes de futebol, nomeadamente pela sua história, são produtores de capital simbólico e identitário. Esse capital transforma-os em marcas, numa sociedade e economia em que cada vez mais tudo se transaciona. O valor de um clube é, antes de mais, o valor da sua marca.

Os clubes percebem esta realidade melhor do que ninguém. O valor da sua marca pode ser explorado em atividades comerciais, para além da pura e simples exploração do espetáculo futebolístico. O “merchandising” é uma delas. Um clube como o Real Madrid ganha mais a vender camisolas do que a vender bilhetes para a bola.

Dito isto, a melhor imagem, o melhor símbolo da vitória do Porto no último fim-de-semana é o Pedro Proença. Não tenha dúvidas que uma camisola com ele venderia seguramente muito mais do que uma com o Hulk. Não sei qual dos dois finaliza melhor, mas o primeiro proporciona mais e melhores jogadas de perigo.

A exploração do “merchandising” pode ajudar até a preparar os adeptos e a opinião pública para o previsível despedimento do treinador. Qual seria a camisola mais vendida? Uma que dissesse “Vitor há só um, o Pereira que nos escolhe os árbitros e mais nenhum” ou outra onde se afirmasse “Vítor há só um, o Pereira que nos escolhe os jogadores e mais nenhum”?

Terça-feira, 8 de Maio de 2012

Sporting dos Pequenitos


Se é verdade que o Sporting este ano sarou a ferida, com uma excelente campanha europeia e uma final da Taça a ser disputada, numa época que parecia  quase perdida, é também verdade que ainda não falámos dos nossos pequenitos.
Os Juniores do Sporting Clube de Portugal já têm as faixas encomendadas!

Depois de uma época quase completa atrás do, para sempre, rival Benfica, os verdinhos (em todos os sentidos, neste caso)  ganham ao Nacional da Madeira. O Benfica, esse perdeu para o Braga e deu espaço aos nossos.

Falta apenas um jogo e o campeonato parece certo. Com um inicio de temporada promissor (treinados por Ricardo Sá Pinto até deram 5 ao Liverpool) a equipa soube sempre aguentar a pressão num campeonato que parecia entregue, de vez, às águias.
Para a semana estão fechadas as contas e o Sporting é campeãozinho.

Sportinguistas, o futuro é risonho!

Domingo, 6 de Maio de 2012

Uma bela festa

Ontem, foi uma bela festa. A Liga está de parabéns. O Vítor Pereira, o dos árbitros, deu uma boa prenda. Uma prenda de encher o olho a qualquer um. Mesmo merecida, não tem aspecto de ter sido nada barata.

Os dois primeiros amarelos aos jogadores do Sporting foram ridículos. Mas o Pedro Proença tinha mostrado o primeiro a um jogador do Porto e era preciso compensar rapidamente. A ânsia era tanta de agradar que, quando o público reclamou um penalty, atrapalhou-se e deu logo por acabada a primeira parte antes de se concluírem os quarenta e cinco minutos.

No intervalo, a Sportv, querendo participar na festa também, deu umas quatrocentas e quarenta e três vezes a repetição do lance do pretenso penalty. A certa altura fiquei tão zonzo que comecei a pensar que o Onyewu irritado com aquilo tudo ainda acabasse, numa das repetições, por meter a mão à bola, mais que não fosse para que a realização o deixasse em paz.

A festa na segunda parte melhorou e muito. Acabou muito bem. Acabou com o Porto a jogar contra oito (depois da expulsão dos centrais, o Pereirinha lesionou-se). Se nos tivessem dito que a festa era para ser assim, tínhamos feito como o Leiria. Levávamos os jogadores estritamente necessários para que a festa se realizasse. Evitava-se uma série de maçadas ao árbitro e poupava-se nas deslocações.

Gostei da forma esfusiante como o Vítor Pereira, o que se senta no banco, festejou a vitória. Notava-se que estava contente consigo próprio. Era como se dissesse para os seus botões: “se não fossem as minhas substituições o jogo não desatava”.   

Sábado, 5 de Maio de 2012

Intermitências no bom senso

Vi o jogo com intermitências, técnicas e outras. Eu e a emissão, entre o pasmado, o entusiasmado, o bloqueado e o aparvalhado.  Já o árbitro demonstrou um consistente plano de jogo, sem intermitências. A malta do FCP tinha "licença para matar", o Fernando e o Maicon a espalharam porrada a torto e a direito e nem um cartãozinho viam. Para gozar com a malta, o senhor árbitro expulsa o Fernando nos descontos, apenas para o rapaz, qual gladiador, receber a devida ovação da multidão saciada de sangue. Já os nossos rapazes...nem licença para encostar, só assim se percebe o primeiro amarelo do Oguchi. Enfim, puseram-nos a jogar quase com tantos jogadores como os do plantel do U. Leiria.

Acho que tivemos personalidade, que tentamos jogar à bola enquanto nos deixaram, embora tenhamos sido anjinhos no ataque e falhado muitos passes.
Uma última nota, ainda estou aqui a matutar sobre o que aconteceria à ordem natural do universo, ao alinhamento dos planetas, ao movimento das placas tectónicas e aos planos do árbitro se o Polga tivesse acertado aquela bojarda lá dentro. O mundo nunca mais seria mesmo...e o árbitro teria que trabalhar mais ainda.

Agora resta-nos ganhar ao Braga, por uma questão de brio, mesmo que sem o Polga. Será mais difícil mas não impossível!
SL

Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

Lembrete

Há coisas que alguns teimam em esquecer ou em não as lembrar. Só perde um jogo quem o joga. Só perde uma meia-final da Liga Europa quem a joga. Só a joga quem é uma das quatro melhores equipas da competição.

Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

Mesmo não sendo tudo uma questão de números...

...e ainda ser cedo para as contas finais, fiquemos para já por estas que me foram enviadas por uma Leoa dos "sete costados".


Sporting é a nona melhor equipa do Mundo
Publicado no JN
O Sporting é o clube português melhor colocado na lista dos 400 melhores clubes de futebol do Mundo, na nona posição de um rol com quatro emblemas espanhóis entre os oito primeiros. F. C. Porto atrás de Benfica e Braga.
Segundo o "ranking" da Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS), publicado esta quarta-feira e referente ao período de entre 1 de maio de 2011 e 30 de abril de 2012, o FC Barcelona (367 pontos) lidera pela 44.ª vez, seguido do rival Real Madrid (306), enquanto a terceira posição pertence ao Universidade do Chile (304,5).
O Sporting surge no nono lugar, com 235,5 pontos, imediatamente atrás do seu "carrasco" nas meias-finais da Liga Europa, o Athletic Bilbau (244).
O Benfica aparece na 36.ª posição, juntamente com os franceses do Rennes e os ingleses do Stoke City, e o Sporting de Braga figura no 69.º posto.
O virtual bicampeão português, F. C. Porto, ocupa o 76.º posto da lista, compilada desde 1991.


Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Ou eu ou o Polga

O Sporting é demasiado pequeno para nele cabermos os dois. Ou eu ou o Polga. É verdade que custa andar nove anos sem marcar um golo em Alvalade. É verdade que já não faltam muito mais oportunidades para o fazer. É verdade que um golo daqueles só está ao alcance de um predestinado. Mas também é verdade que não é fácil confundir o Rui Patrício com o guarda-redes da Académica.

O jogo foi mauzote. A equipa estava, mais uma vez, a cair aos bocados. Agora, com uma boa razão para isso. Se não fosse a entrada do Martins, ainda amanhã por esta hora andavam o Onyewu e o Polga a trocar a bola lá atrás.

O Sá Pinto tem aguentado. É ansiolítico atrás ansiolítico; mas assim também é demais. Marcar mal uns tantos foras-de-jogo ainda vá que não vá. O que não lembra ao careca é marcar um fora-de-jogo atrás da linha do meio-campo.

Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

Desta vez, não deu

Estive lá, como sempre. Estive no Flávio, na cadeira do costume, a ver os últimos trinta minutos. Não chegou. Era preciso que os jogadores dentro do campo fizessem mais alguma coisa ou impedissem os de Bilbao de o fazer.

Com a entrada do Carrillo, a equipa equilibrou-se. Passámos a pressionar melhor na frente, tendo os de Bilbao muitas dificuldades em sair com bola. O Sá Pinto estudou bem essa saída, dependente dos três jogadores que ficavam a trocar a bola lá atrás e sem grande frescura dos médios para a virem buscar. Só que havia sempre a possibilidade de jogar mais directo para o Llorente. Esse era o único receio.

Com essas dificuldades, pensei que o jogo ia para prolongamento. Não foi. Uma biqueirada mal cortada pelo Xandão de cabeça. A bola sobra para o avançado do lado esquerdo. Em câmara lenta, senta o João Pereira. Centra, o Xandão não chega a tempo para o corte, e o Polga é demasiado Polga para suster o Llorente ao primeiro poste.

Morremos no fim. Os fins costumam concluir-se assim. Mas também é verdade que é preciso que alguma coisa acabe para que o novo possa nascer. Com o Sá Pinto parece qua algo de novo está a nascer.

Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

O futebol contra a matemática

Há dias o António Tadeia procurou explicar-nos que empatar zero a zero contra o Bilbao na primeira mão desta eliminatória teria sido preferível a ganhar, como ganhámos, por dois a um. Acaba por ser uma forma de desvalorizar o resultado obtido. Mas há outras formas de o fazer. Esta é simplesmente estúpida.

Do universo dos resultados possíveis da segunda mão, aqueles que permitem que o Sporting passe a eliminatória depois de ganhar dois a um são mais dos que permitiriam o mesmo se tivesse empatado a zero. Mais, todos os resultados que permitissem essa passagem após um empate a zero também o permitem depois da vitória por dois a um. Nem todos os resultados têm a mesma possibilidade de ocorrência. Só que neste caso, as probabilidades de passar a eliminatória são sempre superiores depois de se ganhar dois a um. Não tem nada a ver com o futebol, é simples estatística.

O resto é o jogo. O resultado é sempre aleatório. Quem jogar melhor, isto é, quem marcar mais e sofrer menos golos, ganha a eliminatória. Podemos ter sempre muitas crenças. Eu acredito que se vir o jogo no Flávio na cadeira do costume passamos. O António Tadeia acreditava que se tivéssemos empatado a zero na primeira mão passávamos. Como nos descreve Leonard Mlodinow, um homem, que ganhou a lotaria nacional de Espanha com uma cautela terminada em quarenta e oito, explicou a teoria por trás da sua aposta: tinha sonhado sete dias seguidos com o número sete e que sete vezes sete são quarenta e oito.

Domingo, 22 de Abril de 2012

Nem ao morto interessa saber quem o matou

Penso que é no seu primeiro romance. Maigret procura o assassino de um crime antigo cuja investigação tinha passado de mão em mão, sem grande interesse de nenhum dos investigadores envolvidos. Perante a sua aplicação e perseverança na resolução desse crime, o chefe chama-o e diz-lhe para parar com aquilo porque já nem ao morto lhe interessava saber quem o matou. Este jogo contra o Nacional foi mais ou menos assim: não interessava nem ao Menino Jesus.

Ficam, apesar da falta de interesse da partida, umas tantas notas positivas. Sendo o Patrício o melhor guarda-redes do Mundo, confirma-se o Marcelo como o melhor guarda-redes da Europa. O Onyewu está bom e recomenda-se. Se contra o Bilbao, nos últimos minutos, for preciso meter um ponta-de-lança, podemos contar com ele. O Martins, para quem tinha dúvidas, confirma-se como jogador. O Pereirinha só pode jogar a lateral direito. Quando joga mais à frente enerva qualquer um. O Wolfswinkel aprendeu como é que se arranca um penalty. Para quem anda com saudades do Postiga, ficámos a saber que leva, esta época, vinte golos.

O Nacional esteve bem. O seu “tiki-taka” é tão bom quanto o do Barcelona, com a vantagem de não queimarem tanto tempo. Que o diga o Rubio, que teve sempre muita dificuldade em os parar. Depois, como costuma dizer o Freitas Lobo e especialistas assim, acabou a jogar um futebol mais directo; tão directo que as bolas acabavam invariavelmente pela linha de fundo. Paulo Sérgio foi dos treinadores que mais sistematizou este tipo de jogadas. Como todos se lembram, o Djaló foi o jogador que mais “thouchdowns” marcou. Este ano, essa marca pode ser batida pelo Candeias, tal o jeitinho que os médios do Nacional têm a fazer os lançamentos.

Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Arrepiante

Só vi a última meia hora. Foram dos momentos mais arrepiantes a que me foi dado o privilégio de assistir. Foram trinta minutos de cavalgadas permanentes para a área do adversário. O golo estava em cada finta, passe, desmarcação ou remate. Mas o golo estava no olhar. O olhar dizia praticamente tudo, e o que não dizia, dizia olhar de pânico e estupefacção dos de Bilbao.

Só a velocidade, o querer, a técnica e precisão em conjunto podem permitir que o Ínsua fizesse o cabeceamento que fez para o primeiro golo. A bola está morta, acabara de bater no chão. Está quase na entrada da área. Mas ele queria metê-la lá dentro e sabia que a ia meter lá dentro. O mesmo aconteceu com o Capel, antes de chutar a bola já estava lá dentro na sua cabeça. Só se assim se compreende a força, a espontaneidade e a precisão do remate.

Por momentos, os jogadores passaram para a “twilight zone”. Os passes, sempre em velocidade, saiam com precisão. As fintas eram irrepreensíveis. Se alguém perdia a bola logo outro a recuperava. E se esse não a recuperava aparecia outro e mais outro ainda. Nestes trinta minutos não trocava nenhum daqueles jogadores por qualquer outro no Mundo. Não porque cada um deles, na sua posição, seja o melhor do Mundo, mas porque fizeram a melhor equipa do Mundo.

Sou um cínico por natureza. Cultivo ainda o cinismo como forma de defesa. A equipa do Sporting desarmou o meu cinismo. Naqueles trinta minutos, fez de mim criança outra vez, no Flávio, como sempre, e na cadeira do costume.

Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

Delírios!

Cum catano!
Estávamos a perder e eu já estava feliz pela jogatana que estávamos a fazer. Que dizer agora?
É tão lindo jogar bem! Quase tão bom como ganhar.

Até já me esqueci da argolada da defesa, dos "pequenos lapsos" do Wolfswinkel (por vezes os colegas rematam quando podiam passar-lhe a bola...depois percebe-se por que razão arriscam, mas ainda tenho fé no moço), do desesperante falhanço do Carrilho, que continua a fazer-me lembrar o Djaló, do mais do que injusto amarelo para o Czar...tudo se varreu. Nem me lembro de ter ouvido os comentadores!
Foi lindo.

E a jogar assim lá...eles é que vão ter que recorrer à poesia basca...
Até me atrevo a dizer que, se nos deixassem jogar a final da Taça de Portugal, estávamos capazes de ganhar o caneco...se nos deixassem... se calhar até o campeonato!

Delírios!

Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

A táctica para amanhã

...em forma de poema basco:

A CASA DE MEU PAI

(Gabriel Aresti, 1963
trad. Fábio Aristimunho)


«Defenderei
a casa de meu pai.
Contra os lobos,
contra a seca,
contra a usura,
contra a justiça,
defenderei
a casa
de meu pai.
Perderei
o gado,
as plantações,
os pinheirais;
perderei
os juros,
as rendas,
os dividendos,
mas defenderei a casa de meu pai.
Me tirarão as armas
e com as mãos defenderei
a casa de meu pai;
me cortarão as mãos
e com os braços defenderei
a casa de meu pai;
me deixarão
sem braços,
sem ombros
e sem peitos,
e com a alma defenderei
a casa de meu pai.
Morrerei,
a minha alma se perderá,
a minha prole se perderá,
mas a casa de meu pai
permanecerá
em pé.»



No original para os puristas:

NIRE AITAREN ETXEA
Nire aitaren etxea

defendituko dut.
Otsoen kontra,
sikatearen kontra,
lukurreriaren kontra,
justiziaren kontra,
defenditu
eginen dut
nire aitaren etxea.
Galduko ditut
aziendak,
soloak,
pinudiak;
galduko ditut
korrituak,
errentak,
interesak,
baina nire aitaren etxea defendituko dut.
Harmak kenduko dizkidate,
eta eskuarekin defendituko dut
nire aitaren etxea;
eskuak ebakiko dizkidate,
eta besoarekin defendituko dut
nire aitaren etxea;
besorik gabe,
sorbaldik gabe,
bularrik gabe
utziko naute,
eta arimarekin defendituko dut
nire aitaren etxea.
Ni hilen naiz,
nire arima galduko da,
nire askazia galduko da,
baina nire aitaren etxeak
iraunen du
zutik.

Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Trabalho diferente, salário diferente

Anda-se para aí a dizer que pagamos aos árbitros para não sermos prejudicados. Outros pagam para serem beneficiados. Podem acusar-nos de tudo, até de denúncia caluniosa (desde quando denunciar que somos prejudicados é uma calúnia?), o que não nos podem acusar é de falta de originalidade.

Assim se percebe melhor a greve dos árbitros aos jogos do Sporting. Todos nós pensávamos que para arbitrar com isenção bastava o salário. Pelos vistos não. Há um contrato colectivo de trabalho específico para o Sporting. Se não o cumprimos fazem greve ou, mantendo-se a falta de pagamento, prejudicam-nos.

Mas tenho para mim que o que está mal não é o nosso cumprimento do contrato colectivo de trabalho que celebrámos com os árbitros. É a exigência deles em o rever. Não se pode pagar trabalho diferente por salário igual. Não acredito, por exemplo, que o Bruno Paixão esteja disposto a ser pago como os restantes. 

Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Uns e os outros

Durante anos, e muito provavelmente agora também, muitos pagaram para comprar árbitros e &. Sabia-se destas jogadas de bastidores e via-se nos relvados e nas tabelas classificativas os seus efeitos práticos. Chegou-se mesmo a assistir a árbitros "garridos" gozarem a justa reforma nos quadros dos clubes que durante anos foram agraciados pela sua arbitrariedade. Ouvimos e lemos escutas claras, claras para todos menos para os tribunais.

E eis que agora o nosso "xerife", pessoa por quem não nutro qualquer espécie de simpatia ou antipatia, antes pelos contrário, é constituído arguido, imagine-se a safadeza, por "denúncia caluniosa qualificada". Parece que uns pagam impunemente para ter a simpatia de árbitros e assistentes, enquanto outros, a ver vamos se menos ou mais impunemente, pagam para se verem livres desses mesmo árbitros.

Não sei onde isto vai acabar, mas quando se espera alguma sensatez ou clareza da justiça, federativa ou não, sai normalmente asneira. Do que tenho a certeza é de que vamos assistir a uma campanha moralizadora dos bons costumes e das leis no futebol. Nesta história o Sporting será o celerado, o delinquente, o facínora, o malfeitor e provavelmente alguém se lembrará, se não se lembrou já, de que não somos dignos de lutar pela Taça de Portugal.

Não sei se o nosso vice, tarimbado numa carreira especializada nestes deslizes, em andar na corda bamba entre o ilegal e o legal, se enredou na sua própria teia, mas se o melhor que tem é uma "denuncia caluniosa qualificada", constituam já arguidos os milhares de sportinguistas que ao longo dos anos tem tentado denunciar a roubalheira...e como nada se provou, todos eles caluniaram. Em relação à arbitragem portuguesa apetece-me dizer que, a modos de fadista, «caluniarei até que a voz me doa». E se querem que pare de caluniar, que como sabemos não exige provas, arranjem provas e prendam os verdadeiros corruptos e corruptores.
Até lá, espero amanhã cantar de galo.

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Fazer o que tinha de ser feito

Mais uma vez, só vi a segunda parte. No Flávio, mais uma vez também. Ainda cheguei a tempo do intervalo. Tive oportunidade de rever 358 vezes o lance do pretenso penalty a favor do Benfica. O do Garay sobre o Wolfswinkel foi passado meia vez. Não acredito que a realização seja tendenciosa. Longe de mim pensar tal coisa. O que acontece é que no primeiro lance tem dúvidas se é penalty, enquanto no segundo tem a certeza que é.

Agora, percebo o interesse de se manter o jogo com alguma emoção. Mas com dois ou três a zero também havia emoção. Mais que não seja a emoção de ver quem marcaria o próximo. É que na segunda parte, assim de repente, lembro-me: (i) de um remate do Schaars com uma grande defesa do Artur, (ii) do Wolfswinkel ficar isolado, com uma grande desmarcação do Javi Garcia, esse grande sportinguista, e permitir a defesa do Artur, (iii) de mais um remate do Wolfswinkel com o Artur ligeiramente avançado a tocar com a ponta dos dedos para canto, (iv) do remate do Izmailov à barra, (v) do Wolfswinkel fintar o Artur e escorregar com a baliza aberta, (vi) de mais um remate do Izmailov com grande defesa do Artur, (vii) de um remate do Matias para mais uma grande defesa do Artur, (viii) a concluir, de um remate do Izmailov a rasar o poste. Não chegava para marcar mais uns tantos?

Da equipa não sei o que diga mais. Só faltou marcar mais golos. Grande visão do Sá Pinto a meter o Izmailov do lado esquerdo e a manter o Matias o jogo todo (mesmo a cair aos bocados, ainda conseguiu levar a equipa para o ataque meia dúzia de vezes com perigo). Grande jogo do Elias. Mas é injusto destacar este ou aquele jogador.

Enfim, fizemos o que tinha de ser feito: acabar com o campeonato. Sobra tempo, agora, para os Freitas Lobo desta vida nos explicarem durante os próximos quatro meses porque é que, perdendo praticamente tudo, o Benfica fez uma grande temporada. Esperam-se reflexões profundas sobre a temporização do jogo, as transições ofensivas e defensivas, a lentidão do Onyewu e a rapidez e o sentido posicional impecável do Luisão e por aí fora.