terça-feira, 9 de janeiro de 2018

“Double standard”

Há manifestamente “double standard” na avaliação dos treinadores pela imprensa e nos “media” em geral, conforme estejam ou não no Benfica. O Jorge Jesus sofreu isso na pele mais do que qualquer outro. Aquilo que era visto como mobilização e determinação durante os jogos, passou a falta de decoro e hooliganismo. Aquilo que era visto, com bonomia, como pitoresco e autêntico, passou a iliteracia e narcisismo.

O Rui Vitória é um caso extraordinário. É tratado como se fosse um senhor. No futebol português só houve um e chamava-se Bobby Robson. De repente, temos um tipo com conversa de chacha e ar entre o de funcionário das finanças reformado e o de professor de ginástica dos antigos, tratado como se fosse o Sir Bobby Robson. Toda a gente percebe que não passa de um sonso. No entanto, nunca os jornalistas o confrontaram com as suas contradições no que diz e nos seus comportamentos. O Sérgio Conceição limitou-se a constatar o que todos pensam e ninguém foi capaz de dizer. É por estas e por outras que gosto do Sérgio Conceição.

10 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigado Apesar de tudo estou a ser injusto com um professor de ginástica que tive. Não tinha aquele penteado. Quem pratica desporto só pode ter um ar desgrenhado. O RV parece que usa laca.

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  2. Totalmente de acordo, não diria melhor.

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  3. Caro Rui,

    O Rui Vitória tem tanto a ver com o Sir Bobby Robson como a esmagadora maioria dos colaboradores de órgãos de comunicação social que trabalham na área de desporto (e/ou avençados de alguns clubes, em regime de acumulação de funções) têm a ver com jornalistas a sério. Em suma, nada.

    SL

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    1. Caro João,

      O Bobby Robson foi um treinador muito especial para mim. Com ele, jogava-se à bola e só à bola.

      Os jornalistas também devem ler as perguntas do Carlos Janela. O Rui Vitória lê as respostas que o Carlos Janelas escreveu para as suas próprias perguntas.

      SL

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  4. Aqui em casa há quem ache que o Cebola Mole, em termos físicos, é parecido com o Fred Flintstone.

    Quanto ao Sérgio Conceição, além das qualidades aqui bem descritas, ainda é um bom treinador (infelizmente para nós).

    um abraço

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    1. Caro Cantinho,

      O Fred Flinstone ainda é do meu tempo. É melhor muito melhor. As parecenças devem ser com o Cebola Mole.

      Um abraço

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  5. A comparação que ele faz com o boneco do filho é das cenas mais geniais que já disseram a propósito do RV... na mouche!

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    1. Meu caro,

      A comparação foi simplesmente genial. Foi tão boa e tão esclarecedora que tornou tudo evidente. Alguém disse "o Rei vai nu" e toda a gente viu que o Rei ia nu, apesar de nunca ter estado vestido.

      SL

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