Regressado a casa depois de uma caminhada no Trilho de Nossa Senhora do Vau, em Amarante, e de saber que o [meu] Académico de Viseu voltou a subir, agora, à Liga Portugal, 37 anos depois, verifico que continuam TPC por fazer. Vamos com uma cajadada matar dois ou [mesmo] três coelhos.
Comecemos pelo princípio, comecemos pelo AVS. Empate merecidíssimo. Não é que o vídeo-árbitro pretendia à viva força que nos fosse marcado um “penalty” a nosso favor? Ainda bem que o árbitro viu e reviu as imagens, “frame” a “frame”, e não teve dúvidas: o calcanhar do Rafael Nel não lhe pertence ou o que lhe pertence anda à solta por aqui e por ali sem ninguém saber bem onde. Como é que se pode marcar “penalty” por lhe terem pontapeado o calcanhar se o calcanhar não é [sequer] dele, se é emprestado? Se fosse no calcanhar dele, ainda era como o outro, mas o calcanhar dele ninguém sabe onde para [sequer].
Análise feita, análise que segue, análise do jogo contra o Tondela. Empate absolutamente justificado, empate por razões de força maior, empate em nome do superior interesse do clube e do futebol português. O Frederico Varandas não deixou margem para dúvidas: jogar na Liga dos Campeões deixa os jogadores cansados e ninguém quer que os jogadores se cansem, se macem com competições menores, com jogos de lana-caprina. Quando [e se] a Assembleia da República aprovar o novo Código do Trabalho e, assim, o banco de horas individual, sempre se poderá voltar a pensar melhor, a pensar numa melhor gestão do tempo de jogo de cada jogador [lá está, através do banco de horas, do banco de minutos ou dos minutos no banco também].
Depois do segundo, segue-se para o terceiro coelho com a mesma cajadada. Vitória contra o Vitória [de Guimarães]. O trocadilho é infantil, o trocadilho é de quem não tem nada para dizer ou para dizer o que diz mais valia estar calado. Salvou-se o Debast com um autogolo autoritário, um autogolo como quem avisa o Benfica: se continuam com a brincadeira, se continuam a fazer-se desentendidos, se também não se querem cansar, nós não estamos para brincadeiras! O Frederico Varandas compreende que o José Mourinho não se queira cansar, compreensão que não nasceu hoje. Sempre o pretendeu contratar ou ninguém percebe a influência dele no campeonato turco, quando ele treinava o Fenerbahçe, no campeonato italiano, quando ele treinava o Roma, no campeonato inglês, quando ele treinava o Manchester United ou o Tottenham?
Por hoje basta, que já não falta tudo para o jogo contra o Gil Vicente. Fiz a minha parte, às três pancadas [ou cajadadas], mas fiz. O Rui Borges e os jogadores que façam o resto; e por amor de Deus, não se cansem que não é preciso!
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