quarta-feira, 15 de abril de 2026

“Whatever it takes”

Em sete dias, numa semana, esta época [do Sporting] vai decidir-se [para o bem ou para o mal]. A última semana deste tipo que me lembro foi a chamada “Semana Peseiro”, em que, numa semana, se perdeu a Final da Taça UEFA e o Campeonato Nacional. O que é que se pode fazer para que história não se repita? O que é que nós, adeptos, podemos fazer? Usar uma “T-Shirt” do Sporting como camisola interior sete dias seguidos [eu estou a usar uma “T-Shirt” autografada pelo Hugo Rocha, filho de uma colega, comemorativa da conquista da Challenge Cup em andebol]. Recuperar o leão de peluche que oferecemos ao filho ou à filha, ao neto ou à neta, e dormir agarrado a ele, aconchegadinhos, estes sete dias. Mas se podemos fazer mais, devemos fazê-lo e, sim, se posso escrever uma postada devo escrevê-la. Se o fizer, ninguém me pode acusar de nada, a bola passa para o Rui Borges e para os jogadores e não, não há desculpas. Se tivesse juízo, devia acabar por aqui. Estamos a menos de meia hora do jogo [do Sporting] contra o Arsenal se iniciar e continuo a tergiversar

Depois da última [postada], jogámos [e perdemos por um a zero] contra o Arsenal e [ganhámos por um a zero] o Estrela da Amadora]. Vamos começar pelo Arsenal. Nestas duas últimas semanas li três livros sobre a Europa e a União Europeia [“História Concisa da União Europeia”, de Kiran Klaus Patel; “O Mundo de Amanhã. Uma Europa Soberana e Democrática e seus Inimigos”, de Robert Menasse; e o “Futuro da União Europeia”, de Eugénia Conceição]. Qual a relação entre estes três livros e o jogo da primeira eliminatória, perguntam-me vocês? [fazer perguntas como esta resulta de ouvir vozes dentro da minha cabeça enquanto escrevo]. Só faz esta pergunta quem desconheça o conceito de “encher chouriços” ou o Tratado de Nice e aquela batota na distribuição de votos pelos Estados-Membros. Esta batota é a mesma que nos obriga a jogar na Liga dos Campeões contra o segundo classificado da Liga Inglesa da época passada. Campeões são campeões ou é assim tão difícil de compreender? O Arsenal devia estar a jogar contra o Benfica, ponto final. Nós, campeões, devíamos estar a jogar contra outros campeões, como o campeão Liverpool, neste caso. O Liverpool está eliminado, percebo agora, mas não interessa, se não podem jogar, vamos diretamente para as meias-finais jogar contra o campeão da Alemanha ou da França. 

Esta [postada] do Arsenal está arrumada. Passemos para a [postada] do Estrela da Amadora. Ganhámos por um a zero a jogar poucochinho. Nem sempre mais é melhor, nem sempre as preferências são monotónicas. Preferimos assim e preferimo-las [as preferências] convexas, isto é, quanto maior a diversidade, melhor. De que serve ganhar por três ou quatro para depois faltarem golos para ganhar ao Casa Pia [como o Benfica] e ter o treinador banhado em lágrimas, deprimido, e a dizer que dali ninguém o tira? Ganhamos por poucos, mas ganhamos; ganhamos por pouco e não humilhamos; ganhamos, não humilhamos e vamos ver se o Porto vai ao Estrela da Amadora esconder as bolas ou as toalhas. Bem, falta um minuto, um minutinho para começar o jogo da segunda mão contra o Arsenal. Cumpri a minha obrigação, assunto arrumado. Não se esqueçam daquela coisa das camisolas interiores e dos leões de peluche, façam qualquer coisa, façam o que for preciso.

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