Ontem, acordei com um estado de espírito assim-assim, do tipo bandeira amarela: pode-se ir a banhos, mas não se pode nadar em águas profundas, só ao longo da costa. Depois de me levantar, tudo, mas mesmo tudo, constituiu exercícios de aquecimento para o jogo do Sporting da Final da UEFA Champions League em futsal: senti-me melhor, muito melhor com um iogurte recheado de aveia, de noz e de mirtilos ao pequeno-almoço; senti-me ainda melhor com um robalo grelhado ao almoço; continuei a ler “O Cerco de S. Bento em 1975. O Princípio do Fim da Revolução”, de Kathleen Gomes, durante o princípio da tarde [comprei o livro depois de assistir à conferência da autora com o José Pacheco Pereira no dia anterior, no MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea].
Quando começou o jogo, estava bem-disposto, do tipo bandeira verde: pode-se ir a banhos sem restrições, nadando, nadando até que a voz nos doa. Foi um grande jogo, um jogo extraordinário do Sporting: rigor tático, controlo emocional, qualidade técnica e vontade, muita vontade de ganhar. É impressionante esta vontade, esta motivação do Nuno Dias e da sua equipa técnica e de muitos jogadores que [já] ganharam tudo [e um par de botas] e várias vezes, como o João Matos, o Alex Merlin, o Tomás Paçó, o Pauleta ou o Zicky Té. Depois de ver o João Matos levantar o caneco, o estado de espírito era de tal maneira [verde ou bandeira verde], que fui apanhado à traição para uma ida às compras [da semana] ao Continente.
Bem, mas esta postada não servia para isto, mas para recuperar os TPC [atrasados]. Não sei como é que vou recuperar todo o atraso, mas enquanto penso na melhor maneira, avio o TPC do jogo [do Sporting] contra o Porto, clube, das meias-finais da Taça de Portugal.
Não vou falar do jogo [propriamente dito], pois foi há tanto tempo que nem me lembro bem do que se [não] passou ou passou ao lado. No entanto, se há coisas que não se esquecem, que nunca se esquecem são as reações [institucionais?] do Porto, clube, especialmente do seu médico, que está no banco sempre pronto para o que der e vier [na assistência aos pacientes, nos diagnósticos e terapêuticas mais inovadoras, para que não existam dúvidas ou mal-entendidos]. O Porto, clube, considera [e muito bem] que foi roubado, que o árbitro devia ter expulsado o Inácio aos cinco minutos. Trata-se de uma resposta [institucionalmente] correta ao Sporting e, especialmente, ao Frederico Varandas quando afirmam que também foram roubados, que lhes roubaram as toalhas do guarda-redes.
O Porto, clube, foi roubado, está dito e redito, ponto final. Onde é que para a polícia? Sim, onde é que para, quando mais precisamos? Sem polícia, resta a Justiça de Fafe. Munidos dos respetivos varapaus, os jogadores resolveram fazer justiça pelas próprias mãos. Para eles, os culpados não foram os árbitros, mas os jogadores do Sporting e assim procuraram fazer [e fizeram] a Justiça de Fafe, no Hjulmand, no Maxi Araújo, no Catamo [especialmente] ou no Luís Suaréz. Fizeram a justiça que puderam, nas canelas, nos artelhos, nos calcanhares, nos joelhos ou na carótida dos adversários. Fizeram justiça, mas não fizeram a justiça toda, porque se esqueceram de que tinham perdido na primeira mão das meias-finais, em Alvalade. Foi uma pena este lapso, este detalhe, ainda para mais num país onde não se fala noutra coisa do que na reforma da justiça, na necessidade de Salazares, muito Salazares, ou de um Robin dos Bosques, pelo menos.
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