Na primeira parte, dois melros em dois tiros do Braga. O Sporting tinha jogado melhor. Teve três oportunidades flagrantes. Primeiro, pelo João Mário completamente isolado. Depois, pelo Slimani completamente isolado também. Por fim, o cabeceamento ao poste do Paulo Oliveira.
Era preciso mudar. O Jorge Jesus sabia disso. O sinal foi dado durante o intervalo. O Gelson Martins aquecia para entrar. Entrou quente, como se viu. Começou desde o primeiro minuto a dinamitar a defesa do Braga. Ganhou o penalty que dá o primeiro golo.
Era preciso continuar a mudar. O Jorge Jesus sabia disso também. Saiu o “chuta-chuta” e entrou o Montero. Arrancou um penalty, que foi perdoado ao Braga. Depois entrou em modo artístico e, ao mesmo tempo, displicente. Só podia marcar como marcou: transformando em fácil o que era difícil. Se fosse fácil também o tinha transformado em difícil. Mas a principal virtude da entrada do Montero foi a colocação do Ruiz do lado esquerdo, como se viu mais à frente.
As mudanças tinham que continuar. Havia jogadores a cair aos bocados. O Jorge Jesus continuava atento. Saiu o João Mário e entrou o Aquilani. O João Mário estava cansado. O Aquilani estava fresco, mas não se notou. Faltava o golo do Slimani. O Ruiz já lhe tinha metido uma redondinha na cabeça. À segunda não perdoou. Pelo caminho, o Rui Patrício safou mais uma à Schmeichel.
Mais um jogo destes e ainda acabamos a morrer de felicidade. É difícil fazer melhor. Para fazer melhor, é preciso arranjar uma defesa em condições. O Naldo facilitou no primeiro golo. O Paulo Oliveira meteu água o tempo todo. O Jéfferson é tão perigoso a atacar como a defender. Por incrível que possa parecer, o João Pereira tem estado melhor do que os seus colegas. Na segunda parte foi fundamental a empurrar a equipa para a frente.
É difícil dizer
quem esteve melhor: se os jogadores, se o treinador, se os adeptos. Estiveram
todos muito bem. Estiveram tão bem que se pode dizer que fizeram um só: o
Sporting.
