A vinda do Zapater para o Sporting teve uma consequência imediata na minha vida. Passei trocar o nome do primeiro-ministro espanhol. Não é grave, mas incomoda sempre um bocadinho. É da idade.
Do Zapater jogador vêm-me à memória duas ou três coisas. Resultou do pagamento em espécie efectuado pelo Génova de uma parte do passe do Miguel Veloso. De imediato, fizemos-lhe um contrato com uma cláusula de rescisão de 20 milhões de euros. Nestas coisas é sempre importante jogar pelo seguro. É que andam para aí uma série de clubes interessados em comprar o primeiro Zapater que lhes apareça por 19 milhões de euros, mais coisa menos coisa.
Jogou uns bocados e não me recordo de nada em especial que tenha feito. Parece um jogador pesadão, que precisa de jogar com regularidade para não perder ritmo. É um pouco lento mas, pelo menos, tem cara de homem, o que numa equipa de meninos não é despiciendo. Tem aspecto de jogador de futebol, o que contrasta vivamente com a barriga proeminente e a papada do Maniche, que ocupa o lugar que podia ser dele.
No último jogo, no sábado, jogou a titular e, a meu ver, jogou bem. Dizem-me que na Bola, hoje, era dado como dispensado. Pode ser que se trate de mais um caso Vukcevic: no momento que é dado como dispensado passa, de imediato, a titular.
Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos também do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, conformados.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Zapater(o), o outro
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Rui Monteiro
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Jogámos o que o jogo deu
A expressão “jogámos o que o jogo deu”, a que muito recorre o nosso treinador no fim dos jogos, constitui a mais completa assumpção de impotência a que me foi dado assistir. Pelo contrário, espera-se que cada jogo dê aquilo que um treinador planeou que desse. É verdade que o adversário também joga. É verdade que há muitos imponderáveis; o futebol é um jogo de sorte e azar. Mas também é verdade que qualquer jogo se prepara tendo em consideração o adversário em concreto que o irá disputar. Também é verdade que uma equipa deve ser preparada para reagir aos infortúnios que acontecem durante os jogos.
Quando um treinador afirma que “jogámos o que o jogo deu” está, implicitamente, a reconhecer que o seu trabalho durante a semana não serviu para nada. Quando o afirma constantemente, nega-se a si próprio e ao seu trabalho. Para que serve um treinador assim?
Quando um treinador afirma que “jogámos o que o jogo deu” está, implicitamente, a reconhecer que o seu trabalho durante a semana não serviu para nada. Quando o afirma constantemente, nega-se a si próprio e ao seu trabalho. Para que serve um treinador assim?
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Rui Monteiro
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domingo, 9 de janeiro de 2011
Odontóstomo
A maioria vê os jogos no sofá e fala das arbitragens a partir das repetições nas grandes áreas. Talvez por isso, essa apreciação se reduza a uma contabilidade saloia do deve e haver, sem compreender que existe uma absoluta incompatibilidade entre as regras e os meios para as fiscalizar. Já quem vê o enredo ao vivo dá conta da sistemática desconcórdia entre os auxiliares e o árbitro, da incerteza titubeante do gajo da bandeira que no mesmo instante aponta aos quatro pontos cardiais, do gajo do apito que apita a pedido, da decisão contrária só por implicância, do um-dó-li-tá-quem-está-livre-livre-está-agora-apito-para-aqui-e-depois-para-lá. Perde-se o detalhe dos pequenos factos, mas ganha-se a compreensão de todo o argumento. Só aí se percebe que mesmo a corrupção dificilmente medra em gente tão errática, tão incerta e impreparada. Grande parte dos árbitros portugueses são aquilo a que se convencionou chamar “de merda”. Qualificativo apropriado para tudo aquilo que fede a incompetência. Neste fedor ninguém ganha a Bruno Paixão. Nem me dou ao trabalho de enumerar o rol de imbecilidades que presenteou em todos os jogos da sua carreira. Só me pergunto é a quem serve uma fetidez assim?
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Sergio Barroso
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sábado, 8 de janeiro de 2011
Paulo Sérgio, ao fim da primeira volta, coloca-nos à frente da “grande maior parte" dos adversários
Foi melhor do que o costume, sobretudo a defender. Estivemos mais compactos. Não consigo perceber se isso se deve a uma melhoria táctica sustentada ou a circunstâncias do jogo.
A saída do Postiga foi providencial. Deixámos de ter um avançado que faz de conta que é médio centro e passámos a ter um médio centro (Valdês) a fazer de médio centro, quando costuma andar perdido nas alas. Ainda por cima marcou um golo (que devia ser atribuído a meias com o Liedson). O miúdo Diogo Salomão, apesar de alguma intermitência, fez um jogo muito interessante e marcou um golo espectacular.
Os dois médios defensivos também jogaram muito bem. Saíram sempre bem aos jogadores do Braga, impedindo-os de construir jogo. O André Santos confirma-se, cada vez mais, como a grande revelação deste ano. O Zapater merece outras oportunidades.
A defesa esteve bem. Os laterais subiram menos do que o costume. Talvez por isso a equipa tenha defendido melhor e tenha parecido mais compacta. O Rui Patrício, então, esteve sublime. Defendeu tudo o que tinha para defender. É, para mim, o melhor jogador do Sporting e o melhor guarda-redes português.
Mesmo assim, para evitar surpresas o nosso treinador não foi de modas e tirou o miúdo Salomão para meter o Nuno André Coelho. Quando estamos a perder, tira defesas e jogadores de meio campo e mete avançados. Quando estamos a ganhar, tira avançados e jogadores de meio campo e mete defesas. Neste caso e como ele próprio afirmou, foi para compensar o défice de altura dos jogadores do Sporting relativamente “à grande maior parte dos adversários”.
A saída do Postiga foi providencial. Deixámos de ter um avançado que faz de conta que é médio centro e passámos a ter um médio centro (Valdês) a fazer de médio centro, quando costuma andar perdido nas alas. Ainda por cima marcou um golo (que devia ser atribuído a meias com o Liedson). O miúdo Diogo Salomão, apesar de alguma intermitência, fez um jogo muito interessante e marcou um golo espectacular.
Os dois médios defensivos também jogaram muito bem. Saíram sempre bem aos jogadores do Braga, impedindo-os de construir jogo. O André Santos confirma-se, cada vez mais, como a grande revelação deste ano. O Zapater merece outras oportunidades.
A defesa esteve bem. Os laterais subiram menos do que o costume. Talvez por isso a equipa tenha defendido melhor e tenha parecido mais compacta. O Rui Patrício, então, esteve sublime. Defendeu tudo o que tinha para defender. É, para mim, o melhor jogador do Sporting e o melhor guarda-redes português.
Mesmo assim, para evitar surpresas o nosso treinador não foi de modas e tirou o miúdo Salomão para meter o Nuno André Coelho. Quando estamos a perder, tira defesas e jogadores de meio campo e mete avançados. Quando estamos a ganhar, tira avançados e jogadores de meio campo e mete defesas. Neste caso e como ele próprio afirmou, foi para compensar o défice de altura dos jogadores do Sporting relativamente “à grande maior parte dos adversários”.
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Rui Monteiro
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Bruno Paixão: uma imagem que vale por mil palavras
Este fim-de-semana calha-nos o Bruno Paixão no jogo contra o Braga. Sempre que nomeiam este árbitro para um jogo nosso lembro-me, sempre, de um outro arbitrado por ele na época de 2003-04 no Bessa. Já aqui falei sobre essa partida contra o Boavista, mas vou repetir-me.
Esse jogo interessava, para além de nós e do Boavista, ao Benfica e ao Porto. O Porto estava à nossa frente com alguns pontos de distância (5-6 pontos). O Benfica estava atrás de nós a, penso eu, cinco pontos. Se não ganhássemos e, sobretudo, se perdêssemos o Porto ficava mais à vontade (tanto mais que estava fortemente envolvido na Liga de Campeões, que veio a ganhar) e o Benfica ainda podia ficar à nossa frente (como veio a acontecer) e aceder à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Bruno Paixão compreendeu, como ninguém, este alinhamento dos astros. A arbitragem foi de ir às lágrimas. Estávamos a ganhar 1-0 e, depois de várias incidentes, entre eles uma expulsão ridícula do Rui Jorge, acabámos por perder nos últimos 15 minutos por 2-1.
Juntos na bancada, assistiam ao jogo Valentim Loureiro, Pinto da Costa, Carolina Salgado e Cunha Leal (ex-dirigente do Benfica e, à época, Director da Liga). É uma imagem que vale por mil palavras.
Esse jogo interessava, para além de nós e do Boavista, ao Benfica e ao Porto. O Porto estava à nossa frente com alguns pontos de distância (5-6 pontos). O Benfica estava atrás de nós a, penso eu, cinco pontos. Se não ganhássemos e, sobretudo, se perdêssemos o Porto ficava mais à vontade (tanto mais que estava fortemente envolvido na Liga de Campeões, que veio a ganhar) e o Benfica ainda podia ficar à nossa frente (como veio a acontecer) e aceder à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Bruno Paixão compreendeu, como ninguém, este alinhamento dos astros. A arbitragem foi de ir às lágrimas. Estávamos a ganhar 1-0 e, depois de várias incidentes, entre eles uma expulsão ridícula do Rui Jorge, acabámos por perder nos últimos 15 minutos por 2-1.
Juntos na bancada, assistiam ao jogo Valentim Loureiro, Pinto da Costa, Carolina Salgado e Cunha Leal (ex-dirigente do Benfica e, à época, Director da Liga). É uma imagem que vale por mil palavras.
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Rui Monteiro
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Mais Sporting, mais Cipolla
Os nossos inteligentes leitores interpelaram-nos sobre a aplicação que fizemos aqui das categorias e das leis fundamentais de Carlo M. Cipolla. Vamos ver se conseguimos uma relação virtuosa (“win-win”) com eles.
De facto, a relação entre o Costinha e o Izmailov foi vista num só sentido. Para não parecer sectário, é preciso efectuar a análise em sentido inverso. E aí verificamos que o Izmailov e o seu empresário também não foram propriamente inteligentes, para não lhes chamar aquilo que Cipolla lhes chamaria.
Este tipo de relações e análises podem ser estendidas dentro do universo do Sporting Clube de Portugal.
A relação entre o Bettencourt e o Costinha gera dois perdedores. Está na altura de lhes explicarem que, quando assim é, Cipolla costuma chamar-lhes um nome. O Couceiro veio para resolver isto, vamos lá ver se consegue.
A relação entre o Sporting, considerado como o conjunto dos seus adeptos e, fundamentalmente, sócios (vamos esquecer essa coisa dos accionistas, que, pelos vistos, também já não existem), e o Bettencourt é do tipo “lose-win”, a meu ver. Isto faz de nós ingénuos. Mas, como no caso da relação entre o Costinha e o Izmailov, é preciso fazer esta análise em sentido inverso. Nesse caso, estamos em presença de uma relação “win-lose”. De acordo com o que nos ensina Cipolla, então, Bettencourt também seria provável vencedor em mais um dos prémios "Insustentáveis 2010". Deixo-vos a escolha desse prémio, que estou a ficar baralhado com este raciocínio que para aqui arranjei. É que não consigo equiparar o Bettencourt, e ainda bem, ao Filipe Vieira e ao Pinto da Costa.
De facto, a relação entre o Costinha e o Izmailov foi vista num só sentido. Para não parecer sectário, é preciso efectuar a análise em sentido inverso. E aí verificamos que o Izmailov e o seu empresário também não foram propriamente inteligentes, para não lhes chamar aquilo que Cipolla lhes chamaria.
Este tipo de relações e análises podem ser estendidas dentro do universo do Sporting Clube de Portugal.
A relação entre o Bettencourt e o Costinha gera dois perdedores. Está na altura de lhes explicarem que, quando assim é, Cipolla costuma chamar-lhes um nome. O Couceiro veio para resolver isto, vamos lá ver se consegue.
A relação entre o Sporting, considerado como o conjunto dos seus adeptos e, fundamentalmente, sócios (vamos esquecer essa coisa dos accionistas, que, pelos vistos, também já não existem), e o Bettencourt é do tipo “lose-win”, a meu ver. Isto faz de nós ingénuos. Mas, como no caso da relação entre o Costinha e o Izmailov, é preciso fazer esta análise em sentido inverso. Nesse caso, estamos em presença de uma relação “win-lose”. De acordo com o que nos ensina Cipolla, então, Bettencourt também seria provável vencedor em mais um dos prémios "Insustentáveis 2010". Deixo-vos a escolha desse prémio, que estou a ficar baralhado com este raciocínio que para aqui arranjei. É que não consigo equiparar o Bettencourt, e ainda bem, ao Filipe Vieira e ao Pinto da Costa.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Perspectivas para o ano de 2011
Só agora o meu amigo João Paulo Bessa me enviou o seu cartão de Ano Novo. Assim, só agora vos possa desejar um bom ano. Nunca é tarde demais para isso.
Este cartão, ironicamente elaborado por um benfiquista, adapta-se a nós como uma luva. Se nós não somos optimistas, então, o que é ser optimista. Se assim não fosse, o que teria sido de nós, sportinguistas, e do clube depois de quase vinte anos de seca, só quebrados pelo Augusto Inácio.
Desejo-vos um bom ano de 2011. Quem sabe se não regressa numa manhã de nevoeiro um Augusto Inácio outra vez…
Este cartão, ironicamente elaborado por um benfiquista, adapta-se a nós como uma luva. Se nós não somos optimistas, então, o que é ser optimista. Se assim não fosse, o que teria sido de nós, sportinguistas, e do clube depois de quase vinte anos de seca, só quebrados pelo Augusto Inácio.
Desejo-vos um bom ano de 2011. Quem sabe se não regressa numa manhã de nevoeiro um Augusto Inácio outra vez…
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Rui Monteiro
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21:58
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O caso Izmailov visto por Cipolla
Carlo M. Cipolla (1922-2000), historiador económico e professor universitário, qualificava as pessoas em quatro categorias, recorrendo, para esse efeito, a um plano cartesiano (cada quadrante corresponde a uma dada categoria): os inteligentes (Quadrante I), os ingénuos (Quadrante II), os estúpidos (Quadrante III) e os bandidos (Quadrante (IV). Os inteligentes são os que estabelecem com outros relações “win-win”. Os ingénuos são os que, ingenuamente, beneficiam os outros, prejudicando-se (“lose-win”). Os estúpidos são os que, estupidamente, prejudicam os outros e prejudicam-se a si próprios (“lose-lose”). Os bandidos ganham quando se relacionam com os outros, saindo estes a perder (“win-lose”).
Vistos os indivíduos à luz desta teoria, perigosos são os bandidos e os estúpidos. Mas, mesmo assim, os estúpidos são muito mais perigosos para a sociedade do que os bandidos. Um bom carteirista (daqueles que nos rouba sem darmos por isso e devolve a carteira com os documentos) quando rouba 20€ não altera o bem-estar social. Isto é, a sociedade no seu conjunto fica igual: o ladrão fica com mais 20€ e quem foi assaltado com menos 20€.
Aplicando isto tudo ao que nos interessa, verifica-se que o Costinha prejudicou pessoal e profissionalmente o Izmailov sem que daí tenha retirado qualquer benefício para ninguém, pelo contrário, gerando prejuízos a si próprio e ao Sporting também. Estas são as pessoas que Cipolla qualificava como …… Pois, isso mesmo.
Vistos os indivíduos à luz desta teoria, perigosos são os bandidos e os estúpidos. Mas, mesmo assim, os estúpidos são muito mais perigosos para a sociedade do que os bandidos. Um bom carteirista (daqueles que nos rouba sem darmos por isso e devolve a carteira com os documentos) quando rouba 20€ não altera o bem-estar social. Isto é, a sociedade no seu conjunto fica igual: o ladrão fica com mais 20€ e quem foi assaltado com menos 20€.
Aplicando isto tudo ao que nos interessa, verifica-se que o Costinha prejudicou pessoal e profissionalmente o Izmailov sem que daí tenha retirado qualquer benefício para ninguém, pelo contrário, gerando prejuízos a si próprio e ao Sporting também. Estas são as pessoas que Cipolla qualificava como …… Pois, isso mesmo.
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Reforços de Inverno
Manifestei as minhas desconfianças quanto ao método da mudança organizacional. Sou um pouco antiquado, admito. Estou mais habituado à chicotada psicológica ou aos reforços de Inverno. Mas começo a ficar rendido.
Os resultados começam a falar por si. Com um Director Geral ganhámos à Naval. E ganhámos na competição mais importante para nós. Neste momento, a Taça da Liga está para nós como a Liga dos Campeões e o Campeonato Espanhol estão para o Mourinho.
As perguntas ficam. Se nos reforçarmos ainda mais na área da gestão até onde podemos ir? E se, de preferência, for com alguém que não tenha dado boa conta de si em anteriores passagens pelo Sporting? Enfim, se vier o Samaras é bom, mas se vier o Carlos Janelas é melhor.
[Não vi o jogo. Parece que, mais uma vez, o Vukcevic fez a diferença e resolveu o jogo. No próximo vai para o banco e daqui a algum tempo para a rua, com ou sem Director Geral. Entretanto, renovamos com o Postiga e o Abel. São jogadores esforçados e amigos dos seus amigos. Merecem estar não só no Sporting como nos escuteiros]
Os resultados começam a falar por si. Com um Director Geral ganhámos à Naval. E ganhámos na competição mais importante para nós. Neste momento, a Taça da Liga está para nós como a Liga dos Campeões e o Campeonato Espanhol estão para o Mourinho.
As perguntas ficam. Se nos reforçarmos ainda mais na área da gestão até onde podemos ir? E se, de preferência, for com alguém que não tenha dado boa conta de si em anteriores passagens pelo Sporting? Enfim, se vier o Samaras é bom, mas se vier o Carlos Janelas é melhor.
[Não vi o jogo. Parece que, mais uma vez, o Vukcevic fez a diferença e resolveu o jogo. No próximo vai para o banco e daqui a algum tempo para a rua, com ou sem Director Geral. Entretanto, renovamos com o Postiga e o Abel. São jogadores esforçados e amigos dos seus amigos. Merecem estar não só no Sporting como nos escuteiros]
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Rui Monteiro
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Manuel Fernandes: o herói dos 7-1
Praticamente durante toda a década de oitenta morei em Lisboa. Foi lá que frequentei a universidade. Foi lá que tive o meu primeiro emprego, depois de me licenciar. Depois veio o serviço militar obrigatório e o meu destino nunca mais se cruzou com o da capital, a não ser por muitos breves momentos, a propósito de umas reuniões de trabalho, de umas aulas que lá vou dar ou de umas visitas fugazes para matar saudades.
Os meus anos mais felizes em Lisboa foram quando morei a seguir ao Lumiar, na Rua Quinta das Lavadeiras. Todos os dias de manhã, apanhava o deprimente trinta e seis, na não menos deprimente Calçada da Carriche, fazia toda a Alameda das Linhas de Torres dentro de um autocarro atafulhado no pára-arranca e lá seguia para a universidade. Passava todos os dias pelo Estádio de Alvalade. Olhava sempre para o campo pelado, que ficava ao lado, para ver se via alguém a treinar. Era raro acontecer. Só me aconteceu uma vez. Sai na paragem mais próxima e fui ver o treino.
Isto tudo para dizer que morava perto do Estádio de Alvalade. Durante esse tempo todo, não fui ver muitos jogos. No dia em que demos sete a um ao Benfica estive à porta para comprar bilhete. Não comprei. Custava 500$00 e não tinha dinheiro para isso. Não era bem assim. Tinha dinheiro para o bilhete. Agora, se o comprasse, não tinha dinheiro para a semana que se avizinhava.
Nunca mais me perdoei por não ter comprado o bilhete. Muitas vezes, quando estou irritado principalmente, revisito esse jogo. Nessas alturas, várias coisas me vêm à memória. Mas a principal é a imagem do Manuel Fernandes, especialmente naquele momento em que esteve para ser substituído. Chegou a estar próximo da linha lateral. Só que o Fernando Mendes estava lesionado e teve que sair. Não saiu o Manuel Fernandes e fez-se história.
Com a idade, temos cada vez menos heróis. Ficam os da infância e da juventude. Não me ficaram muitos, mas o Manuel Fernandes ficou.
Os meus anos mais felizes em Lisboa foram quando morei a seguir ao Lumiar, na Rua Quinta das Lavadeiras. Todos os dias de manhã, apanhava o deprimente trinta e seis, na não menos deprimente Calçada da Carriche, fazia toda a Alameda das Linhas de Torres dentro de um autocarro atafulhado no pára-arranca e lá seguia para a universidade. Passava todos os dias pelo Estádio de Alvalade. Olhava sempre para o campo pelado, que ficava ao lado, para ver se via alguém a treinar. Era raro acontecer. Só me aconteceu uma vez. Sai na paragem mais próxima e fui ver o treino.
Isto tudo para dizer que morava perto do Estádio de Alvalade. Durante esse tempo todo, não fui ver muitos jogos. No dia em que demos sete a um ao Benfica estive à porta para comprar bilhete. Não comprei. Custava 500$00 e não tinha dinheiro para isso. Não era bem assim. Tinha dinheiro para o bilhete. Agora, se o comprasse, não tinha dinheiro para a semana que se avizinhava.
Nunca mais me perdoei por não ter comprado o bilhete. Muitas vezes, quando estou irritado principalmente, revisito esse jogo. Nessas alturas, várias coisas me vêm à memória. Mas a principal é a imagem do Manuel Fernandes, especialmente naquele momento em que esteve para ser substituído. Chegou a estar próximo da linha lateral. Só que o Fernando Mendes estava lesionado e teve que sair. Não saiu o Manuel Fernandes e fez-se história.
Com a idade, temos cada vez menos heróis. Ficam os da infância e da juventude. Não me ficaram muitos, mas o Manuel Fernandes ficou.
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Rui Monteiro
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Prémios “Insustentáveis 2010”: And The Winner is…
Nesta época de tradicional balanço do ano que está prestes a terminar, temos o prazer de anunciar os vencedores dos Prémios “Insustentáveis” 2010 que distinguem aqueles que, como dizia o Poeta, por obras ruinosas, se vão da lei do corte libertando.
Face ao brutal esforço de contenção orçamental que o Senhor Ministro (não, desta vez não foi o Costinha…) exigiu a este blogue para evitar a entrada em Portugal do Mundo Funerário Internacional (ou lá o que é…), este Prémio terá que assumir uma natureza predominantemente simbólica – na falta de uma coroa de louros, optamos por um chapéu à Treinador do Paços de Ferreira assinado com uma pequena dedicatória de três vultos da intelectualidade mundial - Woody Allen, Ambrose Bierce e o Barão de Itararé - numa singela, mas sentida homenagem, a cada um dos premiados.
Vamos, pois, sem mais delongas, à lista dos grandes vencedores e às respectivas dedicatórias:
- Prémio “Insolventes 2010”– Os Três Estourolas - Benfica - Sporting - Porto - “Insolvente – Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo (Barão de Itararé). De acordo com ”A Bola”, no caso do Benfica, ser destituído de vontade de pagar dívidas superiores aos respectivos activos não é insolvência; é perspicácia comercial (Ambrose Bierce).
- Prémio “Amador 2010” – José Eduardo Bettencourt - “Amador – Um transtorno público que não conhece a diferença entre gosto e habilidade, e que confunde a sua ambição com a sua capacidade” (Ambrose Bierce).
- Prémio “Ministro 2010” – Costinha - “A vocação de um Ministro de carreira é fazer de cada solução um problema" (adaptado de Woody Allen).
- Prémio “Ministro 2010” – Costinha - “A vocação de um Ministro de carreira é fazer de cada solução um problema" (adaptado de Woody Allen).
- Prémio “Revelação 2010” – Paulo Sérgio – “De onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada” (Barão de Itararé).
- Prémio “Glutão 2010” - Maniche – “Glutão – Pessoa que, cometendo dispepsia, evita os infortúnios da moderação” (Ambrose Bierce).
- Prémio “Sentido de Oportunidade 2010” – Hélder Postiga - “Oportunidade – Uma ocasião favorável para agarrar uma desilusão” (Ambrose Bierce).
- Prémio “Venda 2010”- João Moutinho -”Todo homem que se vende, recebe muito mais do que vale" (Barão de Itararé).
- Prémio “Aquisição 2010” – Roberto - "Meus reflexos não são muito bons. Certa vez fui atropelado por um carro que estava sendo empurrado por dois sujeitos" (Woody Allen).
- Prémio “Aquisição 2010” – Roberto - "Meus reflexos não são muito bons. Certa vez fui atropelado por um carro que estava sendo empurrado por dois sujeitos" (Woody Allen).
- Prémio “Literatura 2010” – Jorge Jesus -"Fiz um curso de leitura dinâmica e li "Guerra e Paz" em vinte minutos. Tem a ver com a Rússia" (Woody Allen).
- Prémio “Noddy 2010” – André Villas Boas - "Certo dia, atrasei-me ao voltar da creche e o meu papa pensou que eu havia sido sequestrado. E aí entrou imediatamente em acção: alugou o meu quarto" (adaptado de Woody Allen).
- Prémio “Comunicação Social 2010” – Rui Santos - "Em Carnaxide não se deita o lixo fora. Eles reciclam-no na forma de programas de TV" (adaptado de Woody Allen).
- Prémio “Máfia 2010” – Vencedores Ex aequo– Pinto da Costa / Filipe Vieira (entretanto, Pinto da Costa passou por cá e já levou o único Troféu, perdão, chapéu) "O crime organizado no futebol rende 40 biliões de dólares. É muito dinheiro, principalmente quando se considera que a Máfia quase não tem despesas administrativas" (adaptado de Woody Allen).
Parabéns aos Vencedores! Ranho aos Vencidos! E para o ano acreditem que há muitas mais coisas leves e insustentáveis à nossa espera! Boas Festas e um Feliz 2011 para todos!
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Júlio Pereira
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Uma questão de franqueza
Hoje, numa entrevista, Jorge Jesus insiste, sobre a goleada de cinco a zero sofrida no Estádio do Dragão, que “todos os benfiquistas podem ter essa certeza, a minha convicção é que estava a fazer o melhor para aquele jogo e para vencer aquela partida”.Penso que quanto a isso pode ficar descansado. Todos os benfiquistas têm essa certeza, embora seja exactamente essa certeza que os deixa muito preocupados. Os jogadores, esses, então, nunca tiveram dúvidas. Perguntem ao David Luís.
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
A águia vitória não se foi em vão
A águia vitória foi-se. Em contrapartida, regressa o João Ferreira, para arbitrar o jogo do Benfica contra o Marítimo.
Quando se trata de aves de rapina, devem-se escolher as melhores, mesmo que as melhores não voem ou voem baixinho. Se não houver águia, basta um passarão. O que interessa é a vitória; essa, a que estão a pensar.
[Esta é uma singela homenagem aos trocadilhos e outro género de chalaças do Presidente do F. C. Porto que têm mantido embevecida a imprensa portuguesa, sempre ciente de que "o respeitinho é muito bonito"]
Quando se trata de aves de rapina, devem-se escolher as melhores, mesmo que as melhores não voem ou voem baixinho. Se não houver águia, basta um passarão. O que interessa é a vitória; essa, a que estão a pensar.
[Esta é uma singela homenagem aos trocadilhos e outro género de chalaças do Presidente do F. C. Porto que têm mantido embevecida a imprensa portuguesa, sempre ciente de que "o respeitinho é muito bonito"]
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Maçãs podres
Pelos vistos, queremos mandar “borda fora” o Vukcevic. É verdade que o montenegrino não é bem acabado. Mas também é verdade que a gestão dos jogadores no Sporting, sobretudo dos melhores, tem deixado muito a desejar nos últimos tempos. Os casos têm-se sucedido. Primeiro, o Izmailov. Depois, o Moutinho. Novo episódio, pelos vistos, com o Vukcevic.
É verdade ainda que não se percebe muito bem a utilização do Vukcevic este ano. Joga bem um jogo e no outro a seguir não é titular. Entra a dez minutos do fim em jogos que estão a correr mal. Começou por jogar à direita nos primeiros jogos. Agora pede-se-lhe que jogue à esquerda. Não se compreende como em 4x4x2 não o põem a jogar, ao meio, como avançado.
Enfim, não interessa a variedade. Pode ser Golden, Starking, Royal Gala, Reineta ou Bravo de Esmolfe. Só interessa que seja maçã e das boas. Se assim for, rapidamente apodrece.
É verdade ainda que não se percebe muito bem a utilização do Vukcevic este ano. Joga bem um jogo e no outro a seguir não é titular. Entra a dez minutos do fim em jogos que estão a correr mal. Começou por jogar à direita nos primeiros jogos. Agora pede-se-lhe que jogue à esquerda. Não se compreende como em 4x4x2 não o põem a jogar, ao meio, como avançado.
Enfim, não interessa a variedade. Pode ser Golden, Starking, Royal Gala, Reineta ou Bravo de Esmolfe. Só interessa que seja maçã e das boas. Se assim for, rapidamente apodrece.
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Depois das festas, teremos um meio campo mais forte
Este período das festas é terrível. Sinto-me gordo. Pior, estou gordo. Nem sequer preciso de me pesar. Não gosto do que vejo no espelho.
De repente a minha imaginação vai construindo uma figura igualmente gorda. É da equipa de futebol do Sporting. É horrenda. Será que depois das festas o Maniche vai aparecer como o vislumbrei?
De repente a minha imaginação vai construindo uma figura igualmente gorda. É da equipa de futebol do Sporting. É horrenda. Será que depois das festas o Maniche vai aparecer como o vislumbrei?
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Rui Monteiro
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domingo, 26 de dezembro de 2010
Mais uma marca histórica
Hoje ultrapassámos os 20.000 acessos. Não sei se é bom ou mau. Só sei que é uma marca que não imaginámos que pudéssemos atingir quando começámos com isto.
Muito obrigado a todos que nos deram o prazer de lerem o que para aqui fomos escrevendo.
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Rui Monteiro
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16:52
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sábado, 25 de dezembro de 2010
Super Mário: Histórias da época em que o Pai Natal vestiu de verde
Estádio da Luz, 15 de Dezembro de 2001. Aos 86 minutos de jogo o Sporting perdia 2-0 contra o Benfica e parecia irremediavelmente derrotado. Pior do que isso, com esta derrota quase certa o Sporting cederia o comando do Campeonato ao Benfica a duas jornadas do final da primeira volta.
Os media desportivos lisboetas e a enorme falange encarnada nas bancadas da Luz ululavam exultantes pela mais do que certa vitória benfiquista e consequente liderança do campeonato. A partir de certa altura, além dos habituais olés, os sempre simpáticos adeptos da agremiação de Carnide colocaram (premonitoriamente, diria eu) barretes vermelhos à Pai Natal e entoaram aos adeptos e jogadores leoninos o tradicional cântico “A todos um Bom Natal!”
No campo o jogo arrastava-se para o fim. Com duas ou três excepções, os leões pareciam conformados com uma derrota que parecia inevitável. Phil Babb – um dos últimos “xerifões” a sério que passou pela defesa do Sporting, era uma dessas excepções e decidiu cortar pela raiz o coro de olés com uma cordial varridela a Mantorras que ia sassaricando à sua frente. Ricardo Quaresma era outro que, com as suas geniais diabruras pelas alas, ia procurando fugir ao destino.
Até que… o inevitável aconteceu e… Super Mário apareceu. Um penalty ganho por Jardel com a ajuda do futuro candidato à Junta de Freguesia de Almargem (Marco Caneira, actualmente um pouco à margem, mas que nessa altura muito jeito nos deu), Golo de Jardel! Um minuto depois, cruzamento de Rodrigo Tello bombeado para a área, esperem lá, o Super Mário anda por ali de costas para a baliza, sim, ainda por cima (des)marcado pelo “passarinho” do João Manuel Pinto, não querem ver que… sim, Bis de Jardel! Benfica 2 – Jardel, perdão, Sporting 2! Caiu o Carmo e a Trindade e, no dia seguinte, antecipando-se por uns dias à queda de António Oliveira (o “Toni”) no Benfica, caiu... João Soares em Lisboa, caiu... Fernando Gomes no Porto e até… o Governo do outro António Oliveira (o “Guterres”) caiu!
Oito dias mais tarde, dia 22/12/2001, o Sporting recebe o Setúbal no último jogo do ano. Mais uma vez, era fundamental ganhar para dobrarmos o ano em primeiro. Mais uma vez, a exibição da equipa leonina, deixou muito a desejar. Mais uma vez, tudo parecia correr mal - inclusivamente, com a gravíssima lesão de Marius Nicolae, o Sporting, que já tinha efectuado as três substituições, ficou reduzido a dez jogadores (o Setúbal chegou mesmo a falhar um golo de baliza aberta por Marco Ferreira).
E, mais uma vez, aos 92 minutos, o inevitável aconteceu. Em desespero de causa, Beto, a partir do nosso meio campo, bombeia a bola para a molhada (na cuidada expressão técnica do Jornal A Bola, tratou-se de… um milimétrico passe em profundidade), Super Mário, à entrada da área, rodeado “apenas” pelos dois (desamparados, pois claro) centrais setubalenses, recebe-a no peito, de costas para a baliza, roda sobre si próprio e, de primeira, sem a deixar cair, cola-a no canto inferior esquerdo da baliza de Bossio. Jardel, isto é, Sporting 1 – Setúbal 0!
Super Mário, com os seus 42 golos no Campeonato, ofereceu-nos, praticamente sozinho, não apenas o melhor Natal das últimas décadas, como, depois, o próprio título de Campeão Nacional – o último do Sporting Clube de Portugal – e a vitória na Taça. Por isso e mesmo com todos os conflitos da sua responsabilidade que marcaram a restante carreira de Jardel no Sporting, nunca esqueceremos e estaremos sempre eternamente gratos a Super Mario por essa época inesquecível. Valeu, Jardel, o nosso Papai Noel! E, claro, desejo a todos...um Bom Natal!
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Júlio Pereira
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Parabéns Artur Agostinho
Jornalista, radialista, actor e, principalmente, um enorme Sportinguista. Parabéns, Artur Agostinho, pelos seus 90 anos.
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Sergio Barroso
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Pensar a família sportinguista
Hoje é um dia dedicado à família. É um dia dedicado também a pensarmo-nos e a pensarmo-nos face ao mundo que nos rodeia. Quem sou? Para onde vou? Etc, etc, etc.
É isso que estou afazer neste momento. E estou a fazer as duas coisas em simultâneo, isto é, estou a pensar a família. Será que se encontrar mesmo que seja uma longínqua relação familiar com o Jesus Correia e o Correia dos Santos posso vir a ter direito a um lugar numa próxima mudança organizacional do Sporting?
É isso que estou afazer neste momento. E estou a fazer as duas coisas em simultâneo, isto é, estou a pensar a família. Será que se encontrar mesmo que seja uma longínqua relação familiar com o Jesus Correia e o Correia dos Santos posso vir a ter direito a um lugar numa próxima mudança organizacional do Sporting?
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Rui Monteiro
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Sem prendas no sapatinho
Neste Natal, não me parece que vamos ter as prendas no sapatinho que bem precisados andamos. Ficamos com a conclusão de uma mudança organizacional e um Director Geral e é um pau.
O Natal nunca foi uma grande época para nós. Andámos os anos 80 e 90 a levar com piadas parvas sobre o facto de nesta altura já termos perdido tudo o que havia para perder. Do tipo, “este ano não chegam ao Natal”; “está a chegar o Natal”.
Mesmo assim, desejo a todos os que nos têm dado o prazer de nos lerem um Bom Natal. Para isso, deixo-vos um postal da autoria do meu amigo João Paulo Bessa que, a meu ver, reproduz muito bem o nosso espírito nesta altura.
O Natal nunca foi uma grande época para nós. Andámos os anos 80 e 90 a levar com piadas parvas sobre o facto de nesta altura já termos perdido tudo o que havia para perder. Do tipo, “este ano não chegam ao Natal”; “está a chegar o Natal”.
Mesmo assim, desejo a todos os que nos têm dado o prazer de nos lerem um Bom Natal. Para isso, deixo-vos um postal da autoria do meu amigo João Paulo Bessa que, a meu ver, reproduz muito bem o nosso espírito nesta altura.
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Rui Monteiro
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Mudança organizacional
De acordo com o nosso Presidente (do Sporting, refira-se), com a entrada do Couceiro concluiu-se o processo de mudança organizacional da SAD. Fiquei mais descansado. A autêntica anarquia que caracteriza o nosso futebol devia-se, então, ao facto de a mudança organizacional não estar concluída. Fiquei também descansado pelo facto de não precisarmos do Carlão para a concluirmos em definitivo. Chega o Couceiro.
Espero que a contratação de um central, de dois extremos, de um avançado e de um treinador não seja uma mudança organizacional. De outra forma, estamos tramados.
Espero que a contratação de um central, de dois extremos, de um avançado e de um treinador não seja uma mudança organizacional. De outra forma, estamos tramados.
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Rui Monteiro
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
A mais breve (mas mesmo breve) história de quase tudo
Ontem dizíamos aqui que precisávamos de um central para emparelhar com o Carriço. Não perdemos tempo e contratámos o Couceiro. Também dizíamos que precisávamos de dois extremos à maneira. Não perdemos tempo e contratámos o Couceiro. Concluíamos afirmando que precisávamos de um avançado que nos fizesse lembrar o Liedson de há alguns anos atrás. Não perdemos tempo e contratámos o Couceiro.
Falta o Carlão (não o do Leiria) para o plantel ficar completo.
Falta o Carlão (não o do Leiria) para o plantel ficar completo.
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Rui Monteiro
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010
A Short History of Nearly Everything
Não era preciso mais. Bastava um central de jeito, para jogar ao lado do Carriço, dois extremos rápidos, daqueles que fazem a diferença, e um avançado ao nível do Liedson na distante época de 2004/2005 em que marcou 25 golos. Despachava-se o Djaló para o City, o Saleiro para a cozinha, o Izmailov para o Gulag e o Polga para o Complexo do Alemão. Não era preciso mais. Com isto qualquer Paulo Sérgio se tornava no “Mestre da Táctica” ou no novo "Mourinho da selecção das Ilhas Virgens". Inventava menos e passava a ser tão previsível como o Augusto Inácio. O resto são masturbações pseudo-teóricas.
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Sergio Barroso
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Mixed feelings
Antes de começar o jogo contra o Setúbal, a derrota era o resultado desejável. É preciso por o treinador a andar e quando mais depressa melhor. Quando começa o jogo, não conseguimos despir a camisola.Quanto ao jogo, não foi diferente de muitos outros anteriores. Uma razoável anarquia táctica, com mais uns jogadores a entrar e outros a sair. Desta vez havia, pelo menos, a desculpa das lesões.
Reeditámos a versão ala direita com Abel e João Pereira. O Abel está imparável. Marcou, até ao momento, tantos golos como o Postiga, que, como se vai dizendo para aí, está a fazer uma época excepcional. Sendo assim, não consigo qualificar a época do Abel. Marca tanto como o Postiga jogando muito menos tempo. O João Pereira é simplesmente o melhor jogador do Sporting. Ataca, defende, dá umas porradas, leva outras, corre o tempo todo, centra com a propósito, etc, etc, etc. Face à raça que demonstra, os outros parecem uns meninos.
Quanto ao resto, pelo menos por uma vez a falta de jeito do Djaló para a bola foi providencial. De outra forma não teria acontecido o primeiro golo, onde a falta de jeito para dominar a bola enganou o próprio defesa. No terceiro golo, a forma absolutamente espectacular como falhou o remate permitiu um improvável chapéu ao guarda-redes, que estava deitado no chão.
Agora, chega o Natal e o Paulo Sérgio ainda por cá continua e por cá vai comer as filhoses. A tradição já não é o que era.
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Rui Monteiro
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Marca histórica
Este é o centésimo “post” deste blogue. Para o que era uma brincadeira de férias, nada mau. Se disséssemos que esperávamos tanto, estávamos a mentir. Muita gente por aqui tem passado.
O conteúdo deste blogue difere um pouco daquele que constituía a nossa expectativa inicial. Esperávamos que o Sporting, nesta altura, estivesse a jogar melhor e com melhores resultados. Se assim fosse, diríamos melhor do Sporting. Mais, teríamos mais graça quando falássemos mal dele. Por vezes, isto parece um velório e não era esse o objectivo.
Pensávamos falar mal do Benfica com mais frequência. Motivos não nos têm faltado. Só que, também aqui, o Sporting não tem ajudado. É difícil falar mal dos outros quando nós ainda estamos pior. Por exemplo, depois dos cinco a zero que levaram nas Antas, havia muita coisa para dizer. Só que nós, para não ficarmos atrás, resolvemos perder em casa com o Guimarães, da forma que todos conhecemos. Mas ainda vamos a tempo de recuperar o tempo perdido.
Do Porto, estávamos à espera que estivesse a fazer melhor campeonato que no ano passado. Não estávamos era à espera que estivesse invencível. É que, assim, é mais difícil falar mal dele. Apesar de tudo, o Vilas Boas tem-se revelado um “cromo” muito razoável. Está aqui uma aposta com futuro.
Em conclusão, se vocês quiserem e não nos faltar a paciência entretanto, pode ser que a este se sigam mais outros cem. Quem sabe?...
O conteúdo deste blogue difere um pouco daquele que constituía a nossa expectativa inicial. Esperávamos que o Sporting, nesta altura, estivesse a jogar melhor e com melhores resultados. Se assim fosse, diríamos melhor do Sporting. Mais, teríamos mais graça quando falássemos mal dele. Por vezes, isto parece um velório e não era esse o objectivo.
Pensávamos falar mal do Benfica com mais frequência. Motivos não nos têm faltado. Só que, também aqui, o Sporting não tem ajudado. É difícil falar mal dos outros quando nós ainda estamos pior. Por exemplo, depois dos cinco a zero que levaram nas Antas, havia muita coisa para dizer. Só que nós, para não ficarmos atrás, resolvemos perder em casa com o Guimarães, da forma que todos conhecemos. Mas ainda vamos a tempo de recuperar o tempo perdido.
Do Porto, estávamos à espera que estivesse a fazer melhor campeonato que no ano passado. Não estávamos era à espera que estivesse invencível. É que, assim, é mais difícil falar mal dele. Apesar de tudo, o Vilas Boas tem-se revelado um “cromo” muito razoável. Está aqui uma aposta com futuro.
Em conclusão, se vocês quiserem e não nos faltar a paciência entretanto, pode ser que a este se sigam mais outros cem. Quem sabe?...
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Rui Monteiro
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Tunnel of Love
Consta que o Benfica já está a preparar a 2ª volta do campeonato. Ontem fizeram um simulacro no túnel e encheram de pancada o tratador da águia Vitória. Pela choradeira do homem, dá para ver que os “setuartes” estão em forma. Sapunaru e Hulk que se cuidem.
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Sergio Barroso
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sábado, 18 de dezembro de 2010
O que faz correr Maniche?
A gestão por objectivos é uma treta. Perguntem aos funcionários públicos pelo SIADAP e, quando os virem espumar pela boca, perceberão muito melhor do que estou a falar. Mas se alguém tinha dúvidas sobre isso, agora, fica esclarecido com a renovação do contrato do Maniche.Pelos vistos, se o Maniche jogasse 20 jogos a titular veria automaticamente o seu contrato renovado por mais um ano e com um acréscimo de vencimento. Esqueceram-se foi de acrescentar que não bastava jogar 20 jogos, era preciso que os jogasse bem. A qualidade prevalece sobre a quantidade.
Pelos menos ficámos descansados. A partir de agora, o Maniche já não tem nenhuma motivação para jogar (nem bem, nem mal). Pode ser que, assim, encontrem alguém que seja capaz de jogar melhor e com aspecto de jogador no activo. Isto se não for pedir muito.
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Rui Monteiro
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Império à Deriva: Paulo Sérgio e a sua Corte Real
No “Império à Deriva", de Patrick Wilcken, é relatada a fuga e instalação no Brasil de D. João VI e da Corte Real portuguesa na sequência da primeira das Invasões Francesas. De acordo com Wilcken, em pouquíssimo tempo, “uma burocracia europeia de grande escala, com todo o aparato de uma monarquia imperial absoluta, instalara-se nos trópicos. (…) Os milhares de pessoas que trabalhavam no palácio atraíam imediatamente a atenção dos estrangeiros. O grande número de cortesãos que tinham ido de Lisboa fora aumentado por uma quantidade de escravos, empregados nos jardins do palácio, nas lavandarias e cozinhas. Lá dentro, os corredores estavam cheios de supranumerários, embora, de acordo com a delegação austríaca, o serviço fosse mesmo assim mau. (…) O enviado alemão, Conde von Flemming, escreveu as suas impressões num Relatório para Berlim: (…) Nenhuma outra corte tem tão grande número de criados, assistentes de guarda roupa e especialmente criados uniformizados, cocheiros… Tamanha tendência para o orientalismo… de forma nenhuma corresponde ao seu luxo”.
Duzentos anos depois, no Reino de Alvalade, o nosso “Mourinho de Estremoz” tem, para o ajudar a sortear a equipa de futebol, nada mais, nada menos do que… cinco adjuntos! Bem sei que ”Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa”, mas esta talvez não seja a melhor forma de o conseguir. Enfim, trata-se de uma daquelas situações típicas em que, como dizia Ambrose Bierce, economizar é "adquirir o barril de whisky [marado, acrescento eu] de que não precisamos, pelo preço da carne de vaca que não nos podemos dar ao luxo de comprar".
Duzentos anos depois, no Reino de Alvalade, o nosso “Mourinho de Estremoz” tem, para o ajudar a sortear a equipa de futebol, nada mais, nada menos do que… cinco adjuntos! Bem sei que ”Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa”, mas esta talvez não seja a melhor forma de o conseguir. Enfim, trata-se de uma daquelas situações típicas em que, como dizia Ambrose Bierce, economizar é "adquirir o barril de whisky [marado, acrescento eu] de que não precisamos, pelo preço da carne de vaca que não nos podemos dar ao luxo de comprar".
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Cabeças a (en)rolar
Acordei mais tarde para não correr qualquer risco de chegar ao café da esquina e o Sr. Flávio não me anunciar que despediram o Paulo Sérgio. Mesmo assim, ouço o noticiário da TSF enquanto me levanto e nada. Chego ao café e nada. Leio a Bola e nada. O Sr. Flávio atira-me com a expressão do costume “ontem não correu bem”. Pergunto-lhe se sabe se já despediram o Paulo Sérgio. Disse-me que não.
Vou no carro ao ouvir a TSF e continua não se saber nada. Não posso acreditar que nada tenha acontecido. Leio no quiosque ao pé do trabalho o cabeçalho do “Record”. Diz que “vão rolar cabeças”. Animo-me, não me passava pela minha (cabeça) que não fosse acontecer nada.
De manhã não soube mais nada. Vou almoçar e nada ainda. A tarde passa a correr e ninguém entra pelo gabinete a dar-me a notícia. Desespero. Ao fim da tarde não aguento mais. Vou ao Google e procuro a notícia do despedimento do Paulo Sérgio. Descubro simplesmente que o Costinha está “despontado com o resultado de ontem”. Eu também estou só que me lembro de umas tantas expressões mais adequadas.
Fica para segunda-feira, depois do jogo com o Setúbal. É capaz de ser mais barato.
Vou no carro ao ouvir a TSF e continua não se saber nada. Não posso acreditar que nada tenha acontecido. Leio no quiosque ao pé do trabalho o cabeçalho do “Record”. Diz que “vão rolar cabeças”. Animo-me, não me passava pela minha (cabeça) que não fosse acontecer nada.
De manhã não soube mais nada. Vou almoçar e nada ainda. A tarde passa a correr e ninguém entra pelo gabinete a dar-me a notícia. Desespero. Ao fim da tarde não aguento mais. Vou ao Google e procuro a notícia do despedimento do Paulo Sérgio. Descubro simplesmente que o Costinha está “despontado com o resultado de ontem”. Eu também estou só que me lembro de umas tantas expressões mais adequadas.
Fica para segunda-feira, depois do jogo com o Setúbal. É capaz de ser mais barato.
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A última canção
Entro no carro e começo a ouvir um relato. É o do Sporting contra Levsky de Sofia. Pensei que o jogo fosse mais tarde. O locutor, monocórdico, descreve uma jogada de ataque do Sporting. Informa-nos que o Abel, para ele, tem sido o melhor jogador em campo. Essa informação mais o tom de voz desalentado não deixa dúvidas. Estamos a perder. Temo o pior. Afinal é só um a zero.Enquanto me dirijo para casa continuo a ouvir o relato. Nada de relevante acontece. O treinador tira um médio e mete um avançado. Depois tira um defesa central e mete um médio. Reedita-se, pela enésima vez, a táctica de, quando estamos a perder, tirar médios e defesas e meter avançados.
O jogo acaba sem grandes emoções. Comenta-se que controlámos o jogo; que os jogadores se esforçaram; que tivemos azar; que o Levsky só defendeu. Desligo o rádio.
Amanhã, quando acordarmos, o Paulo Sérgio já está despedido. De outra forma, é porque perdemos a vergonha.
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