segunda-feira, 18 de agosto de 2014

As Lições de Coimbra

Como é normal em futebol, um mesmo resultado leva a muitas interpretações. No caso do nosso resultado de Coimbra já ouvi Sportinguistas dizer que está tudo mal, que os jogadores são fracos e estão contrariados, já ouvi dizer que está tudo bem e mais uma vez se viu uma arbitragem habilidosa roubar-nos o que justamente nos pertenceria. Eu prefiro olhar para o futuro e como tal perceber que lições podemos aprender com a viagem à cidade dos estudantes.
A primeira lição não apanha os leitores deste blog de surpresa: existe um Sporting com William e outro sem ele. Não tem nada a ver. No Sábado o Sporting não jogou com 10: jogou com 10 e sem o William. Apesar de ter subido no terreno após o golo, em 65 minutos a Académica teve um lance de real perigo. Quem o vê jogar quase não acredita, mas ele é mesmo um jovem ainda em crescimento, e infelizmente em Coimbra resolveu lembrar-nos disso mesmo.
A segunda lição foi a coragem de Marco Silva. Todos os ilustres pensadores de bola deste país achavam que seria Paulo Oliveira a jogar. Marco apostou em Sarr e quanto a mim ganhou um central que não vai deixar de ser titular neste Sporting. Tal como William, Sarr é um jovem e teremos de estar prontos para "dores de crescimento".
A terceira lição também já foi aqui discutida: a incapacidade de "queimar tempo" e "congelar o jogo" foi notória. Não digo que o Sporting precise de saber fazer o que tantas vezes se vê em Portugal: queimar metade dos 90 minutos. Mas ser capaz de queimar metade dos últimos 10 a 15 minutos é fundamental.

3 comentários:

  1. A sério? Há Sportinguistas que dizem que houve uma arbitragem habilidosa a roubar o SCP? Mesmo depois do árbitro nos ter perdoado aquele penalty claro por mão do Jéferson?!? Por favor, esses ditos sportinguistas que não sejam ridículos como o Adrién...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Foi tão penalty a mão do Jefferson como o do Heldon.

      Eliminar
  2. Ó Damas, houve um outro que ficou por marcar a favor do Sporting.

    As faltas a meio campo eram decididas a favor da Académica, e o Cedric lesiona-se quando leva duas faltas duras não sanxcionadas com correspondente cartão, ao contrário das entradas do William, que se se chamasse Maxi, nem faltas eram, provavelmente...

    ResponderEliminar