terça-feira, 16 de outubro de 2012

Navegar é preciso, viver...?

Já é tradição secular no nosso país, em situações de aperto e em último recurso, entregar os homens ao oceano.
É deixá-los ir. Pode ser que se tropece em algo valioso. Desta vez até já têm um indiano na equipa B para os ajudar no Índico, se porventura lá chegarem e for esse o seu destino.

Num clube onde se "mete tanta água" a conversa sobre navegar começa a ser recorrente. Por isso, recuando ao século I a.c., o general romano Pompeu encorajava os seus marinheiros receosos com a frase “navigare necesse, vivere non est necesse”. Mais tarde, no século XIV,  o poeta italiano Petrarca alterava a expressão para “navegar é preciso, viver não é preciso.” Foi depois, Fernando Pessoa, sentindo provavelmente nessa frase muito da essência do ser português (ou da triste sina desse povo), quem escreveu que “quero para mim o espírito dessa frase”. A sina inscrita nesta frase, inspirou  depois Caetano Veloso que escreveu Os Argonautas,  cantando “navegar é preciso, viver …” onde, em jeito de fado brasileiro, se canta a coragem navegante e/ou a sua inevitabilidade.

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Mas se é de "nova aventura no desconhecido" que agora se fala, eu não dispensaria os escudeiros Duque e Freitas. Primeiro, porque nisto de "sacudir a água do capote" é sempre importante ter por perto um ou outro candidato a bode expiatório, ou "balde respiratório" como dizia o outro. Mas, principalmente, porque nisto de aventuras em costas e mares desconhecidos é sempre aconselhável levar um pequeno número de degredados para auxiliar em tarefas consideradas demasiado perigosas  para os tripulantes comuns. Por exemplo, ao atingir uma praia desconhecida, um degredado, ou dois, devem ser desembarcados primeiro para testar se os habitantes nativos são ou não hostis.  E quando as relações se tornarem hostis, (por exemplo com as claques, a arbitragem ou "apenas" os adversários), seriam os degredados os encarregados de negociar os termos de paz entre os navios e os governantes locais. E se as coisas correrem bem, e eles sobreviverem,  até se lhes poderia comutar a pena e voltar a nomeá-los para os postos que antes exerciam. Sim... para o próximo ano as aventuras continuarão, isso é mais do que certo, e é preciso contar com aventureiros experientes e traquejados  na arte do desenrasca. É só uma ideia.

1 comentário:

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