sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Laurel & Hardy

O Postiga foi pré-convocado pelo Fernando Santos. Alguém pode dar o endereço do Djaló ao selecionador nacional? Precisamos de reeditar esta velha dupla quanto antes.

domingo, 26 de outubro de 2014

Manda parar o jogo Marco Silva!

Marco Silva, quando estás a ganhas três a zero, manda parar o jogo. Manda engonhar. Manda fazerem-se à falta. Manda o Patrício simular uma lesão. Não deixes o Nani esticar sempre o jogo. Poupa os jogadores. Não metas o Tanaka a substituir o Adrien quando estás a ganhar.

Fora isto, o jogo foi espetacular. O resultado certo seria dez a seis. Quando a bola chega ao Nani parece que se começa a jogar uma modalidade diferente da que praticam os outros jogadores. Cada arrancada dá uma oportunidade de golo. Os outros acreditam nisso com razão, e vão, vão sempre para a frente.

O Patrício mais uma vez provou que quando um jogador aparece isolado, cara-a-cara com ele, não deve ser considerada uma oportunidade de golo. Agora, também deve defender as outras jogadas. Não há defesas melhores e piores. Só há defesas.

Não se pode falar da defesa. Está entregue a si própria. Não conta com ninguém. São um género de grupo de operações especiais. Está-lhes destinada a função de sabotagem do ataque adversário e não lhes sobra tempo para mais nada. Não têm descanso. Estão sempre em jogo, no bola-lá-bola-cá que praticamos.

O Sporting fez um jogo fabuloso. O Marítimo foi um grande adversário. O público foi espetacular. Empurrou a equipa nos momentos mais difíceis. Agora, o futebol não é isto. Isto é hóquei em patins. Contra uma equipa melhor e mais cínica, isto pode correr mal, muito mal mesmo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Vão para o &%$#§£&!

A Liga dos Campeões é uma pantominice pegada. Só serve para se ganhar uns cobres e entreter a malta durante a semana, como disse aqui. Se se quiser levar esta coisa a sério, acaba-se com um ataque de irritação. Se não estivesse imbuído deste espírito, depois do jogo contra o Schalke 04, tinha chegado a casa e dado uma carga de pancada na família e assado o gato.

Agora, na disto é sério nem para ser levado a sério. Vamos ver se a rapaziada recupera bem para jogar contra o Marítimo. Isso é que é um jogo a sério; a não ser se nos apareceram uns pares de idiotas como os que nos saíram na rifa contra o Schalke 04. É que também há cá destes.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Canaille! Mérinos! Iconoclaste! Chrysanthème! Hurluberlu! Canaque! Moule à gaufres! Phylloxéra! Rhizopode! Satrape! Logarithme! Zoulou! Ectoplasme! Vermicelle! Froussard! Lépidoptère! Emplâtre! Jocrisse! Anthropophage! Gros plein de soupe! Crétin des Alpes! Etc…



«Nem me apetece fazer muitos comentários. Foi inglório o que fizeram à nossa equipa»,
Marco Silva

Não sei se aqueles árbitros russos trabalham para a Gazprom a tempo inteiro. Sei que naquele jogo trabalharam, e bem! E serão certamente recompensados com algo mais do que um prato de lentilhas pois serviram bem o futebol e o capital que o sustenta. Foram uns verdadeiros filhos do Putin, como dizia o nosso amigo Cantinho do Morais. Naturalmente que já estamos habituados a todo o tipo de roubalheiras, injustiças, aldrabices ou apenas graves incompetências. E não apenas no futebol.
Eu, por exemplo, trabalho num ramo do ensino em que grande parte dos conteúdos abordados é sobre isso mesmo: como um individuo ou grupo de indivíduos, conseguiu ao longo dos tempos, mesmo que separados geográfica e culturalmente, ir explorando e extorquindo os membros das suas comunidades e das comunidades vizinhas, de modo a egoisticamente progredir ou prevalecer.
São estudadas com pormenor quase microscópio algumas narrativas de como esses indivíduos ou grupos, organizados ou desorganizados, constituídos por heróis fundadores, ou génios da guerra e da diplomacia, ou “incompetentes carismáticos”; ou especialistas nas diversas formas de exploração ou, como agora se diz, empreendedores exemplares, foram sempre conseguindo sacanear e prejudicar os seus contemporâneos e conterrâneos para prosperarem a todo o custo.
Não interessa se estudadas diacrónica ou sincronicamente, dando-se maior ou menor prevalência às conjunturas, ao contexto geográfico, cultural ou genético, o resultado final é que, num dado momento (ou até vários e repetidos de forma sistemática), estas injustiças aparecem, prevalecem e favorecem sempre os mais desonestos e poderosos.
No entanto, mesmo que habituado a lidar com este legado da humanidade, com esta merda toda, começo a ficar farto, ora fod…..............................................................................….!

Nota: Para desabafar só praguejando pois, tal como dizia alguém sobre a poesia, o verdadeiro desabafo não se faz com palavrinhas, apenas com palavrões. Aconselho para isso este "gerador de insultos do capitão Haddock"  que vem facilitar bastante a tarefa!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Andamos a ser enganados?

Ontem pensava que ia ver um jogo da Champions. Pensava que não era um jogo do nosso campeonato. Fui enganado e logo pelas três equipas.

Pelo Shalke porque o ritmo que apresentou e o facto de depender (quase) totalmente das bolas paradas para criar perigo nos fez lembrar um Rio Ave ou um Nacional qualquer. Pelo Sporting porque a forma desinibida como jogou fora na Alemanha, me levou a pensar se não estaríamos antes algures entre o Estádio dos Barreiros e a pedreira de Braga. E finalmente a equipa de arbitragem, em que o árbitro fez lembrar o critério disciplinar de um Jorge Sousa no Dragão, o assistente mostrou que consegue ser tão caseiro como um assistente do Duarte Gomes na Luz e em que o árbitro de baliza... bem o árbitro de baliza conseguiu inventar o que acho que nem o João Capela a arbitrar o "seu" Benfica conseguiria inventar!

Espero sinceramente que possamos recuperar desta enorme desfeita emocional e que fiquemos em terceiro no grupo. Não vai ser fácil, mas se assim for a ironia é que até devemos ficar agradecidos aos russos: é que para mim o mais próximo do "melhor de dois mundos" nesta Champions seria ter o segundo lugar "moral" e o terceiro "real".

terça-feira, 21 de outubro de 2014

E se fosses para o Karasev?

Foi heróico. Não sei se será um daqueles empates que ficará para a história, mas foi uma exibição gigantesca do Sporting. Tão superlativa que nem quis ver os descontos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Clássicos



Um clássico arrasador merece outro clássico arrasador: George Méliès.
Assim, aqui fica «L'homme a la tête en caoutchouc» de 1901…afinal anda por aí muita malta com “grandes melões”!

video

sábado, 18 de outubro de 2014

Deixem jogar o Nani

Esta semana houve grande polémica sobre o golo do Cristiano Ronaldo contra a Dinamarca. Há quem diga que é golo. Há quem diga que é autogolo. Hoje um tal de Marcano tirou todas as dúvidas. Um autogolo é aquilo que ele fez. Quando se faz um autogolo faz-se com convicção.

Não sei se os árbitros se importam muito de nos ver deixar jogar o Nani. Tratá-lo como o principal arruaceiro do futebol português é ridículo. Não é só por nos fazer falta. É que, com ele, os jogos têm outra graça.

Aquela do segundo golo é de ir às lágrimas. Tudo começa com o Maicon que, em vez de chutar a bola para a banca, entrou em modo tiki-taka. O palerma que recebe a bola está em modo tiki-taka também. O Montero fica em jogo e faz uma assistência deliciosa de cabeça para o Nani. O Nani recebe a bola, pára-a  fora da área e pensa com os seus botões (há anos que não me lembrava desta expressão): vou meter a bola naquele canto direito; e assim o fez.

O Jorge “Dragão D’Ouro” Sousa esteve magnífico. Chegou mesmo a amarelar uma rapaziada da Juventude Leonina, tal foi o empolgamento com aquela coisa de mostrar cartões aos jogadores do Sporting e marcar-lhes falta por tudo e por nada. A falta final foi a sua saída em ombros do Dragão.

O Lopetegui é um líder, segundo o Pinto Costa. Que assim continue. Que Deus lhe dê saúde para assim continuar por muitos e bons anos. A ele e a um tal de Casemiro, que em matéria de picanha não fica nada a perder para o falecido Rochemback.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Futebol de pernas para o ar

Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo, é mais controverso em Portugal do que em qualquer outro país. O ressabiamento manifesta-se na primeira oportunidade. A última oportunidade foi o golo contra a Dinamarca.

Vi o jogo e aquela jogada em particular. Não tive dúvidas que não era autogolo. A única dúvida é se depois da bola cabeceada ela também toca no defesa. O comentador, Tadeia ao que me dizem, anunciou o autogolo. Por todo o lado se celebrou mais o autogolo do que o golo. Por outras palavras, não se celebrou o golo nem o autogolo, celebrou-se o facto de o Cristiano Ronaldo não ter marcado golo.

Fica a imagem, que vale mais do que mil palavras.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Back to basics

O futebol é sempre mais simples do que nos pretendem explicar. Nem sempre funciona a táctica ou a capacidade de decisão, como se costuma dizer agora. Quando nada parece resultar, mantém-se o melhor jogador, mesmo que não esteja a jogar grande coisa, e mete-se um artista nos minutos finais. Não tem muito tempo para fazer asneiras, mas pode ter tempo suficiente para resolver o jogo.

Às vezes é o Kelvin, outras o Quaresma, ou, mesmo, o Miguel Garcia. O futebol vive mais disso do que parece. Não é preciso dizer muito mais. É só voltar a ver a arrancada do Quaresma, o centro e o Cristiano a planar e a cabecear a bola lá para dentro. A esta hora deve estar o Paulo Bento a pensar porque é que nunca lhe passou pela cabeça uma jogada destas.

domingo, 12 de outubro de 2014

É nuito agradável voltar a ver jogar bem à bola

Tenho as maiores desconfianças em relação ao Fernando Santos. Quem perde um campeonato para o Augusto Inácio e outro para o Jaime Pacheco não pode ter muito que se orgulhar.

Dito isto, a ideia de procurar seleccionar os jogadores que sabem jogar á bola independentemente da idade e das juras de fidelidade ao treinador e ao Cristiano Ronaldo, parece-me um bom princípio.

Não sei se vamos a algum lado com ele. Mas é muito agradável voltar a ver a qualidade técnica e táctica do Ricardo Carvalho, do Tiago ou do Danny. Em certos momentos da segunda parte do jogo de ontem, contra a França, foi um regalo voltar a ver a bola a ser trocada a um ou dois toques entre esses e outros jogadores, como o Nani, o William Carvalho, o João Mário e o Cristiano Ronaldo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Nem A, nem B

Li com preocupação a preocupação da blogosfera sportinguista sobre a recente mudança do treinador da equipa B. Há preocupações para todos os gostos. Há preocupações que vão desde a competência do treinador selecionado até à filosofia do projeto ou qualquer coisa que o valha.

A equipa B só funciona se a equipa A dispuser somente de 18-19 jogadores. Na prática, planeia-se a equipa A e a B em conjunto. Não faz sentido a B sem a A. Se assim não for, então a complexidade da justificação é tal que só está ao alcance de um Carlos Daniel ou de um Freitas Lobo.

domingo, 5 de outubro de 2014

Diferenças entre jogar com dez ou onze e com um ou dois avançados

Ontem, fui jantar com uns amigos meus. Vi o jogo contra o Penafiel pelo canto do olho. O suficiente para perceber o que se passou. O Marco Silva decidiu que voltaríamos a jogar com dez. O André Martins cumpriu com zelo o que lhe foi pedido: garantir que o adversário pudesse disputar o jogo durante uma hora. Depois de uma hora de avanço, tudo voltou ao normal e a normalidade fez-se resultado.

O Marco Silva joga com a defesa muito adiantada e, sobretudo, com os centrais muito afastados quando a equipa dispõe da bola. Os laterais avançam, o William Carvalho parte do meio e atrás, mas, rapidamente tem que andar por todo o campo, atrás e à frente, de um lado e do outro. Esta tática expõe os defesas centrais e torna visíveis algumas limitações, por agora, do William Carvalho.

Contra equipas como o Chelsea ou, até, o Porto, esta tática pode ser um autêntico suicídio. Contra a maioria das equipas do campeonato nacional, esta é a tática certa. A maior parte delas joga com o famoso autocarro e com um avançado, que se limita mais a correr atrás dos defesas, para impedir a saída da bola, do que propriamente a pensar em marcar um golo. Mesmo quando se isola, atrapalha-se com a bola, permite quase sempre a recuperação dos defesas, não tem jeito nem força para ganhar a zona central, o que implica que, se chegar a rematar, vai fazê-lo em condições muito desfavoráveis. Esse tipo de avançado, partindo isolado a trinta ou quarenta metros da baliza muito raramente faz golo. A maior parte das vezes, nem chega a rematar ou remata para a bancada.

Contra equipas como o Penafiel, jogar com um só avançado é dar descanso à defesa, sobretudo em jogos em casa. Não sei se se deve entrar logo com os dois avançados. Agora, quando jogamos com dois, o Slimani concentra-se completamente no que sabe fazer, que é metê-la lá dentro, deixando de andar a fazer apoios frontais e a deslocar-se para as laterais. Quando passámos a jogar com onze e com dois avançados, até parecia fácil. Resta saber se era possível com dois avançados que tivesse sido fácil desde o início. A rapaziada do Penafiel nos últimos trinta minutos já não estava em grandes condições.

Em síntese, jogar com onze é preferível a jogar com dez. Jogar com dois avançados, deixa o autocarro defensivo adversário em maiores dificuldades.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Seleção nacional sem nacionalismo

Sem nacionalismo desmedido e independentemente de não ser fã do "Engenheiro" Fernando Santos, parece-me justo reconhecer que esta convocatória da seleção mostra duas coisas muito importantes:
1) As escolhas parecem baseadas numa análise mais ou menos objetiva do desempenho dos jogadores e não numa muito subjetiva mistura entre o desempenho futebolístico do jogador e a opinião pessoal do treinador sobre a sua personalidade
2) Tirando a paradigmática situação do ponta-de-lança, o trabalho foi simplificado: há mais ou menos dois jogadores para cada posição e não andou a inventar "polivalentes" para abrir lugares para chamar quem dá jeito.

Naturalmente fico contente da seleção ter seis jogadores do Sporting, mesmo que reconheça que apenas três deles (já) parecem ter o nível que precisamos se queremos lutar para ser campeões da Europa.

Com isto espero que tenha sucesso, o que está longe de ser garantido. É que esta equipa tem lacunas que não desaparecem apenas com bom senso.

SL 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Felizmente não sou nacionalista

Não sou nacionalista e os jornalistas que defendem a exibição de algumas equipas portuguesas  sem portugueses no onze, felizmente, também não são.
Não sou nacionalista e os comentadores da TVI que numa jogada em fora de jogo do Chelsea, ao contrário de assinalarem essa irregularidade, antes elogiam o passe “com perfume” de um  jogador que passou algures por uma equipa portuguesa, felizmente também não são.
Não sou nacionalista mas gostei de ver a minha equipa jogar, felizmente, com seis jogadores da formação, não que seja importante, mas por acaso todos portugueses.
Não sou nacionalista, mas não nego que o árbitro espanhol fez nascer em mim algum do espirito afonsino que levou esse bravo rei a, felizmente, ir às trombas à família castelhana. 
Não sou nacionalista por isso arrisco que o William, infelizmente, deve ir para o banco e dar lugar ao espanhol Rosell.
Não sou nacionalista e ainda bem pois, sempre que vejo a minha equipa jogar na tv,  pelos comentários, parece que infelizmente joga fora.
Enfim, não sou nacionalista pois parece que felizmente não tenho nação! Assim, a minha nação parece ser o meu clube. Seja. Pim!


PS Quanto ao jogo. Na primeira parte sentia-se o cheiro a medo, mesmo aqui nas  terras altas. Tanto cagaço até que afinal percebessem que bastava não apanharem seis. O William continua ser bom mas está lento, muito lento. No centro da defesa, é hora de arriscar no Tobias e até no Oliveira, não deverá fazer muita diferença. A defesa esquerdo, eu continuo a preferir um defesa mas podemos continuar a arriscar. O Carrilho já está mais que encarrilhado e o Nani já percebeu que não é o Ronaldo mas pode e deve continuar a sonhar. O João Mário é uma mais valia, uma aquisição sem grandes custos para a equipa e com ganhos assinaláveis. Não gostei do resultado, de tudo o resto, nem tudo foi mau. Tivéssemos nós que jogar a este ritmo todas as semanas e os nossos rapazes aposto que faziam um brilharete. A “nossa” bola caseira é muito lenta, preguiçosa e previsível… até pelas piores razões.