No final da conversa ao telefone, o meu amigo ainda perguntou:
- E o mundial?
- A guerra mundial?
- Não, o mundial de futebol…já compraste a caderneta de
cromos?
- Não, vou fazer mais uma do Sandokan…
Pouco me importa o mundial. Este e os mais recentes. Há
muito tempo que o mundial deveria ter-se desvinculado da palavra futebol. Mas
não param de introduzir inovações, como aquela grande ideia do intervalo de
meia hora, ou dos cantos serem marcados com o árbitro de olhos vendados. Ou
aquela dos apanha-bolas serem todos formados no Futebol Clube do Porto. Era bom
para o clube a para a cidade. Os jogos,
para que a inovação fosse realmente interessante, deveriam ter apenas meia hora
e o resto deveria ser puro entretenimento, relatado em directo pelos
comentadores da CMTV.
O Sporting 2.0 já entrou neste mundo onde as bolas são feita
de música e os adeptos experienciam o jogo a partir de um mundo lounge e de um espaço Emerald Lounge, zona de lugares
exclusivos e, claramente, acessíveis a todos (risos). Já não se trata de ver um
jogo de futebol mas de uma experiência inédita em Portugal: O Lion’s corner. Experiência
essa que já tinha começado com a venda dos bilhetes para a final do Jamor, cuja
prioridade era o dinheiro e a disponibilidade para estar aberto a experiências.
Depois temos lotações esgotadas com taxas de ocupação de 80%.
Acho que prefiro o "leão" da Malásia. E continuar as ler as “Notas de
um velho nojento” do Bukowski.
O futebol há muito que deixou de ser desporto.
ResponderEliminarÉ um espectáculo (como o cinema, teatro, etc.,etc.) outros falam em "indústria do futebol" e como tal o SPORTING tem de procurar obter proveitos que lhe permitam manter a competividade da sua equipa de futebol no contexto nacional e internacional.
Já foi tempo em que o simples pagamento da quota de sócio (sou sócio com mais de 50 anos de filiação) permitia o acesso a todos os jogos do campeonato nacional no Estádio José de Alvalade.
Os tempos são outros, e percebo perfeitamente a lógica da actual presidência da SAD de criar lugares, com condições exclusivas, e que naturalmente não podem ser acessíveis a todos.
Eu, por exemplo, mantenho desde a inauguração do novo Estádio de Alvalade, a minha GameBox, e na maior parte dos jogos, atendendo à idade, horário dos jogos (à noite) nem a utilizo.