quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Descubra as diferenças

A comunicação social, em geral, nos três casos. Quais as diferenças?


  • Benfica oficializa a renovação de Aimar, grande jogada da direcção. O jogador de 33 anos, ainda tem muito para dar ao futebol e é já um dos favoritos dos adeptos
  • Porto assegura a contratação de Liedson. O jogador, de 35 anos, ainda tem muito para dar ao futebol e conhece bem o nosso campeonato! Um dos maiores goleadores de sempre, grande contratação do F.C. Porto.
  • Sporting contrata, de novo, Marius Nicolae. O jogador, de 31 anos, é o segundo melhor marcador da Roménia e vai assinar um ano e meio. Esta direcção vai de mal a pior, em vez de irem buscar um rapaz novo...

Vão ler, é isto que se passa... Mas não se fiquem pelos jornais, pesquisem nas redes sociais, sites desportivos, etc.

Saudações, nunca tão leoninas

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O futuro pode ser verde mas tão-só

Subitamente despertou a discussão que importa. Andávamos a fugir dela. Havia, e há, vários elefantes na sala e ninguém os queria ver. Só que a reformas estruturais têm de ser feitas e não há nada a fazer. Os mercados assim o exigem.

Faz sentido que este blogue continue a ter a cor azul? Esta cor resulta da nossa info-exclusão. O Blogger dispõe de uns modelos pré-definidos. Este é um deles. Não é nem mais bonito nem mais feio do que os demais. Não me aborrece o azul. O que me aborrece é tratar-se de um azul cueca. Mas não basta tirar a cueca ao azul. É preciso tirar o azul e a cueca ao mesmo tempo. Vamos ver no que dá. O Júlio Pereira é que sabe de computadores.

O título continua a fazer sentido? O Liedson foi para o Porto, é verdade. Mas também é verdade que, indo para o Porto, os golos que marcou pelo Sporting não são descontados. Não acredito que nos tirem os golos que marcou, sobretudo ao Benfica e, em particular, aqueles que deixaram o Luisão com uma hérnia discal da qual nunca mais recuperou. Os blogues são criados num contexto. Têm uma história e essa, por muito que queiramos, não desaparece.

O subtítulo deve continuar? Não vejo razão para falar mais bem do que mal do Sporting. Não vejo razão para falar bem do Benfica também. Falar do Porto conformado é uma ironia. A bola é redonda, jogam onze de cada lado, e no fim ganha o Porto. Pelos caminhos mais ínvios, mas ganha. Este registo irónico (e bem disposto, já agora) é que nos tem caracterizado. O futebol não é um assunto sério, não é sério, nem se pode levar muito a sério. Mesmo assim, o subtítulo pode mudar. Não muito, mas pode mudar alguma coisa.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Joãozinho não merecia

Não jogámos mal. Nem bem também. Defendemos competentemente. Pressionámos o adversário. Tivemos sempre mais bola. Mas nos últimos trinta metros falta sempre alguma coisa. Diria que falta golo nas botas (e na cabeça também).

Que sentido faz ganhar a linha vezes sem conta se o centro não tem conta ou não encontra quem deve? Ou alguém joga a médio, mas atrás do Wolfswinkel, e aparece na área ou, então, as jogadas de ataque estão condenadas ao fracasso. O Labyad tinha essa função aparentemente. O Wolfswinkel sozinho na frente é que não dá conta do recado. É verdade que não é o Jardel, mas podia disfarçar ao menos. Fico na minha: jogar com um avançado, em Portugal, é dar descanso às defesas e mais nada.

A defesa não esteve mal. O Rinaudo esteve magnífico, com excepção de um ou outro passe para o ataque. O Adrien andou por lá em estilo de jogador de futebol de salão. O Labyad tentou, porfiou, como se costuma dizer, mas não foi suficiente. O Wolfswinkel esteve ao seu jeito. Marcou o difícil e não marcou o que parecia bem mais fácil (como um cabeceamento a acabar o jogo). O Capel e o Carrillo fizeram coisas levadas da breca e disparates completos. O Pedro Mendes não pareceu pior do que o Boulahrouz. O Viola é um nabo rematado. O Jéffren é como o Adrien, mas em avançado.

O árbitro não marcou um penalty a favor do Guimarães. O Joãozinho não merecia. Assim nascem os grandes jogadores. Não se queimam à primeira. Convém é não confiar na sorte. Não somos o Porto ou o Benfica. Podem-nos perdoar a primeira, mas a segunda não nos perdoam nunca.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Delírios de uma noite de inverno

Olhando o número e a qualidade dos ex jogadores do Sporting que agora defendem as cores do FCP, podemos sempre usar a imaginação e ponderar até que ponto não estamos a ver o quadro todo? Até que ponto não existirá um Plano Superior, imaginado por um qualquer dirigente do Sporting que, habituado às artimanhas detetivescas  e  dado a planos maquiavélicos,  tenha infiltrado uma série de “agentes” na organização inimiga de modo a miná-la por dentro? Quem o poderá em absoluto negar?
 
Mesmo alertado pela razão e pela realidade de saber que a “organização inimiga” FCP é mais hábil e experiente neste tipo de estratagemas, posso deixar o meu espírito divagar. Só mesmo assim, no delírio de uma gelada noite de inverno, me deixaria embrenhar no livro «O homem que era quinta-feira», de G. K. Chesterton, uma pequena obra-prima de humor e estilo “policial-filosófico”, e tentar cruzá-lo com esta nossa realidade desportiva.


Nesta obra, um jovem agente da Scotland Yard, imbuído do novo espírito do polícia-filósofo (http://www.youtube.com/watch?v=aM5WOZ2lbcQ ) que procura detectar os pessimistas cultos que dão origem «a pensamentos terríveis que dirigem os homens para o fanatismo e para os crimes intelectuais», é levado a infiltrar-se no Conselho Supremo que dirige os sinistros desígnios do anarquismo.  No meu delírio, esse polícia é personificado pelo João Moutinho. Esse conselho é composto por sete personalidades clandestinas que escondem a sua identidade sob o nome de código de um dos dias da semana: o Varela, é o Sexta-Feira; o Liedson, o Sábado e o Marat, o Terça-feira. A personagem principal, o João, conseguindo infiltrar-se como Quinta-Feira, descobre aos poucos que afinal todos os dirigentes são também agentes infiltrados. Toda a equipa do FCP é afinal composta por adversários infiltrados! E atenção, se os nossos só são quatro, os outros serão do SLB, do SCB ou até do Boavista (de certo resquícios ainda do tempo da Guerra Fria). A exceção é Domingo, o chefe dos chefes. Neste é difícil não reconhecer o “maquiavélico” Pinto da Costa.

A verdadeira ironia é que no fim do livro, o próprio Domingo, chefe dos anarquistas, é o superintendente da Scotland Yard. O que no meu delírio, e só pode mesmo ser por isso, resultaria no próprio Pinto da Costa como um infiltrado do Sporting que dirige com sucesso uma organização inimiga, o FCP, com o propósito final de acabar com ela. 
Delírios.
Esperemos que chegue rápido a primavera.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Vitória de Pirro?


Sou apenas um adepto. Não pertenço à "casta" dos sócios mas não sei até que ponto esta possível assembleia geral não será uma vitória de Pirro?
 
Pirro (318 a.C. – 272 a.C.) rei de Épiro, antiga região da Grécia, derrotou os romanos na batalha de Heracléia e na batalha de Ásculo. Em ambas, morreram mais romanos do que soldados do seu exército. Mas, visto que os romanos possuíam um exército maior, as baixas de Pirro acabaram por pesar mais. Daí ter desabafado: "mais uma vitória como esta e estou perdido"

É apenas uma dúvida metódica de um mero adepto.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Sai Insua entra Joãozinho? (e algumas frases sobre Ghilas)

A "limpeza" continua..
Agora fez nova vítima, Emiliano Insua, o melhor lateral esquerdo a actuar em Portugal sem qualquer tipo de discussão, que irá para o Grémio.
Existem, no entanto, duas perspectivas para analisar esta saída que, pelo menos a mim me custa bastante. Por um lado, desportivamente é muito arriscado uma vez que era um dos pilares da equipa, um dos (poucos) títulares quase indiscutíveis este ano, um defesa capaz de marcar grandes golos, segurar os contra ataques das outras equipas, atacar em velocidade e marcar bons livres (embora ultimamente muito pouco eficazes). É sem dúvida um grande perda, por ser um tão bom jogador e ainda novo, com prespectivas de evolução, que vai ser encaminhado para um campeonato pouco táctico e muito inferior à Europa. 
Mas, se está a ser "cortado" por alguma razão é. E essa razão, no Sporting dos dias de hoje é sempre a mesma, dinheiro!! O Sporting só tem 35% do passe de Insua, e pede, aparentemente, 3.5 milhões por essa percentagem mais parte dos lucros de uma futura venda. Acho que isto é o máximo que o Sporting se pode dar ao luxo de pedir nos dias de hoje.. Se tivesse o jogador todo, seriam absurdos estes números, mas com tão pouca precentagem do jogador, é bastante bom.
Nisto entra em cena Joãozinho, lateral esquerdo do Beira-Mar, sobre quem não posso sinceramente opinar porque nunca prestei real atenção ao rapaz. Sei apenas que nos últimos dois anos, a carreira subiu em flecha, ainda mais se agora vier para o SCP.
Por muito que doa perder Insua, que tantas alegrias nos deu o ano passado, esta será a linha de contractações que o Sporting tem de adoptar nesta altura. Jogadores que joguem no campeonato português, que se destaquem dentro da sua equipa, que integrados num grande clube serão potenciados. Para além de que saem bastante mais baratos do que aqueles que vêm do outro lado do atlântico. Penso que os dirigentes já compreenderam isto, não vale a pena nesta altura endividar mais o clube por jogadores que ao chegarem terão de ser adaptados e mais tarde ou mais cedo vão pedir brutos ordenados.
Se for bom jogador, e penso que Jesualdo sabe avaliar um bom jogador, será muito bem-vindo a este novo Sporting!

Outro nome apontado ao nosso clube é Ghilas, sobre o qual o Sporting já tem direito de preferência e , especula-se que muito em breve vestirá verde e branco (mas desta vez às riscas). Ghilas marcou 10 golos até agora, sendo que atrás dele tem um Moreirense que muito terá de lutar para se manter na primeira divisão.

Deixo-vos dois videos dos dois jogadores apontados a Alvalade.. esperemos que venham para ajudar! 

O primeiro, um pouco depois dos quatro minutos mostra um excelente golo de Joãozinho.



O segundo de Ghilas, que isolado não falha..





sábado, 19 de janeiro de 2013

A Nossa Senhora dos Aflitos

Não vi o jogo contra o Beira-Mar. Fui jantar com uns amigos. No restaurante havia uma televisão que não vislumbrava do local onde estava sentado. A televisão tinha o som bastante baixo. Só em situações de grande perigo é que se ouvia algum sussurro. Ouvi o sussurro do golo e ainda me levantei a tempo de ver a repetição. Ouvi o sussurro do penalty a nosso favor. Levantei-me a tempo de o ver falhar. Não mais me sentei. Sofri até ao fim.

Ganhámos, mas pareceu o Beira-Mar a ganhar ao Beira-Mar. Isto é, pareceu uma vitória de um aflito contra um aflito igual. Mais uma vitória e pode ser que nos deixemos de aflições. É que o Jesualdo se não é a Nossa Senhora dos Aflitos pelo menos parece (que trocadilhos mais estúpidos).

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Liedson no Porto?

Parece que o nome deste blog vai ter de ser repensado.. notícias nos últimos minutos dão Liedson a caminho do FC Porto.
http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior.aspx?content_id=799245

Vamos perder mais um símbolo do nosso clube?

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Raiva nos dentes

A história do Maxi Pereira no jogo contra o Porto é bastante esclarecedora a vários níveis. Permitiu dar mais visibilidade ainda a práticas que se vão sucedendo jogo após jogo. O Maxi Pereira não faz só faltas atrás de faltas. Pratica jogo violento sistematicamente. Mais, fá-lo de forma ostensiva e provocatória relativamente aos adversários. Sente-se impune e espera que qualquer reação dos adversários ainda se vire contra eles.

Este comportamento só é possível com a permanente complacência e, diria mesmo, cumplicidade da arbitragem, como se viu no jogo de Domingo. Mas mais extraordinários que os árbitros são os comentadores. Quando me lembro dos comentários do Manha sobre a expulsão do Eric Dier no jogo contra o Rio Ave, sinto, como referia o Nicolau Santos sobre outro assunto, uma raiva a nascer-me nos dentes.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

domingo, 13 de janeiro de 2013

Desde o pliopistocénico

A malta voltou a parecer uma equipa. Basta subir um pouco a equipa em bloco e pressionar um pouco mais à frente para se ter o controlo do jogo. A equipa do Olhanense não é nem muito melhor nem muito pior do que a maioria das equipas do campeonato; pressionada na saída da bola, acaba à biqueirada para a frente. Deste modo, os nossos defesas até parecem melhores do que são (quem sabe, até venhamos a descobrir que são melhores do que eram). Conclusão, ter um treinador – mesmo que seja o Jesualdo - é preferível a não ter treinador nenhum.

Com o Jesualdo as coisas também nunca chegam a animar. Ganhávamos a bola, procurávamos trocá-la e ir à baliza pela certa. Fomos mais depressa do que pensávamos e, por isso, se já ninguém esperava que o entusiasmo fosse muito, então, depois do golo do Labyad, fomos adormecendo o jogo até quase passarmos pelas brasas.

Duas ou três notas finais. Os árbitros continuam mais na mesma. Não sei se o Jesualdo está preparado. O Miguel Lopes ainda não está. O Rinaudo deixou-se de aventuras. Joga à frente dos centrais e está proibido de subidas suicidas. O Labyad é diferente de um outro Labyad que tínhamos contratado. É na mesma marroquino, mas joga que se farta. Talvez por isso, o acabemos por empandeirar para o Porto a troco de mais um excedentário qualquer.

Ganhámos imensos pontos às mais diversas equipas. À Académica, ao Rio Ave, ao Guimarães. Mas não ganhámos só pontos a estas equipas do nosso campeonato. Também ganhámos ao Braga e ao Porto e/ou ao Benfica. Estamos a muitos pontos deles, é verdade. Mas é verdade também que, com mais ou menos pontos de diferença, já não tínhamos esta sensação desde o pliopistocénico.

sábado, 12 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Assembleias gerais há muitas!

Na minha última e muito recente deslocação a Lisboa, onde vou, como tantos outros, alimentar o centralismo democrático que desde sempre nos governa como se fossemos a Coreia do Norte, encontrei um amigo meu sportinguista que, com a sua fina ironia habitual, me descreveu o funcionamento das Assembleias Gerais do Sporting e os sentimentos que se apoderam de pessoas como eu e como ele naquele contexto. Disse-me qualquer coisa deste tipo: “à frente está uma malta esquisita que se movimenta em permanente postura conspirativa e que deve ganhar alguma coisas com aquilo tudo. Atrás estão as claques. A malta, como nós, fica no meio. Não sabemos se devemos avançar ou recuar. Acabamos por nos perguntar o que é que ali estamos fazer com aquelas pessoas. No estádio há uma coisa que nos une: a equipa. Ali, nada nos une. “

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Borda fora

Não vi o jogo. Não era para ver. Praticamente ninguém o queria ver. Mesmo sem termos um Jesualdo a treinador do treinador Jesualdo, ganhámos. O Paços de Ferreira atirou-nos com o Vercauteren borda fora. Nós atirámos o Paços de Ferreira borda fora da Taça da Liga. É pouco, mas, por agora, temos de nos agarrar ao que temos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ultima hora: Izmailov assina duas épocas pelo F.C. Porto

Mais um, peço desculpa pela expressão caros leitores, porco.

Desta vez, e respeitando as opiniões de todos, não encontro culpa nos dirigentes do Sporting Clube de Portugal. Sei que muitos dirão que estamos a dispensar o melhor jogador que temos no plantel, e ainda mais a um rival. Mas esse jogador já não é um ser humano, é uma lesão constante, não joga, não marca e, pior que tudo, não tem escrúpulos nenhum. Já disse e volto a dizer, muitos dos rapazes que envergam o verde e branco não estão dispostos a lutar pelo clube, este é mais um, e se não está: adeus até um dia, que nunca mais tenhas um joelho bom. A única coisa que me revolta é sermos humilhados na praça pública outra vez, saber que se o atrasadinho tem o azar de marcar um golo ninguém nos larga. 

Por fim, deixo apenas um pequeno video do jumento em questão, que pode despertar algum nojo aviso previamente!!


domingo, 6 de janeiro de 2013

Há um outro Sporting

Para lavar a alma, acabei por ver o jogo do Sporting contra o Benfica em futsal. Tudo o que falta na equipa de futebol, transborda na de futsal. Um treinador competente que é ouvido e respeitado pelos jogadores. Jogadas ensaiadas nas bolas paradas. Uma elevada intensidade de jogo. Uma pressão permanente na saída da bola do Benfica para o ataque. Um frenesim permanente e uma enorme dificuldade do Benfica - que é uma excelente equipa - em fazer uma jogada com princípio, meio e fim. No fim, ficou quatro a dois, mas merecíamos ter ganhado por muitos mais.

Não se percebe como é que o modelo organizativo do futsal não consegue ser reproduzido no futebol. Pelos vistos, escolhem-se bem os treinadores e os jogadores. Preparam-se os campeonatos e cada um dos seus jogos competentemente. Salvo erro, o Pinto da Costa também começou pela secção de boxe.

sábado, 5 de janeiro de 2013

O que é preciso mais para se declarar o estado de emergência?

Liga-me o Júlio Pereira e diz-me que a sua “box” deu o berro. A malta já nem assobia. Os jogadores já não acreditam. O treinador já não substitui. O que é preciso mais para se declarar o estado de emergência?

Vamos ao jogo.

Os jogadores do Sporting não pressionam ninguém. Perdem a bola e recuam para o seu meio-campo como qualquer equipa da sua classificação atual. Pressionaram mais à frente os jogadores do Paços de Ferreira do que os do Sporting.

Continuamos a jogar só com um ponta-de-lança. Mesmo a perder, continuamos assim. Não só ficamos mais longe do golo como, ainda para mais, não se obriga o adversário a recuar na zona central. Já não se pede nenhum avançado em condições. Suspira-se pelo João Tomás. É que nas poucas bolas em que se ganha a linha, o Wolfswinkel vai sempre ao primeiro poste e falta alguém ao segundo ou atrás dele. Não jogamos com dois pontas-de-lança e acabamos com o Rui Patrício na área do adversário, a suprema ironia.

O treinador ajuda pouco. Meteu o Pranjic, o que não se compreende. Mas o que se compreende ainda menos é que o tenha deixado a arrastar-se durante o jogo todo. Mais, não só não substitui quem deve como demora a substituir. A entrada do Esgaio a dois minutos do fim só pode ser interpretada como uma brincadeira de mau gosto

Bem, o treinador assinou hoje o seu despedimento. Em condições normais, o Presidente também. O problema será sempre o dia seguinte, com o Jesualdo provavelmente e sem dinheiro para pagar salários, quanto mais para se contratarem os jogadores que podem evitar a catástrofe.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Clarificações

Todos os comentadores mais ou menos qualificados da nossa praça rejubilam com a abertura do mercado. Para uns é um momento em que só se fazem disparates, para outros uma altura propícia para ajustes e para os mais visionários é situação ideal para preparar já a próxima época.

Para mim estes primeiros dias têm-se provado inestimaveis em eventos clarificadores.

Para começar julgo que ficou bem claro ontem no derby da passarada, o que aconteceria se o Sporting alinhasse na 1ª liga com a sua equipa B. Os pioneiros e visionários que acham que basta por os juniores no plantel que pior não seria, talvez tenham levado o que pensar. [Para os mais distraídos Sporting B e Desportivo das Aves estão colados na tabela da IIª liga]

Muito interessante foi também ver as celebrações de Ano Novo no Dubai que juntaram Pinto da Costa, Dias Ferreira e António Oliveira. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Que coincidência estes três personagens terem escolhido o Dubai para a sua passagem de ano. Ele há com cada uma.

E ainda só estamos a 3 de Janeiro...

Saudações Leoninas,




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ausência de política desportiva

O que mete confusão na venda do Carriço ou na dispensa do Izmailov não são as decisões de gestão em si mesmas ou a(s) sua(s) racionalidade(s) no contexto actual. O que me mete confusão é a total ausência de uma política desportiva no Sporting.

Peço imensa desculpa a muitos sportinguistas, mas não verto uma lágrima pela saída de qualquer um deles. Como sempre disse, o Carriço não é nem muito alto, nem muito forte nem muito rápido para ser um bom defesa central. Ficou a meio-caminho. É pena. O Izmailov, quando joga, é bom jogador. Quando não joga – a maioria das vezes – não interessa nem ao Menino Jesus. Pelo caminho, receberam os respectivos salários, que não comparam com os da esmagadora maioria dos portugueses.

A nenhum deles faltaram oportunidades. O Carriço não se afirmou (o facto de os actuais defesas centrais serem umas abéculas não o transforma num craque). O Izmailov não jogou. O Sporting andou ano após ano a fazer de conta que apostava nos jogadores, mas sem saber ao certo o que lhes fazer. Demora assim tanto tempo a saber se o Carriço é uma aposta segura ou não? Demora assim tanto tempo a saber se o Izmailov pode jogar ou não?

O Sporting não vendeu enquanto podia e quando não podia procurou despachá-los. Despachou-os como pôde e pôde pouco, como se vê. Esta história não é nova. É a repetição de muitas outras. O que dói não são as saídas dos jogadores. O que dói é a completa ausência de uma política desportiva. Quanto tempo mais vamos demorar para ter uma?